Castelo de Braga
| Castelo de Braga | |
|---|---|
Rara imagem do Castelo de Braga em antes da demolição. | |
| Informações gerais | |
| Estilo dominante | gótico |
| Construção | Por volta de 1300 |
| Promotor | D. Dinis |
| Aberto ao público | |
| Património de Portugal | |
| Classificação | |
| DGPC | 70652 |
| SIPA | 1114 |
| Geografia | |
| País | Portugal |
| Localização | São João do Souto |
| Coordenadas | 41° 33′ 05″ N, 8° 25′ 26″ O |
| Localização em mapa dinâmico | |
| [♦] ^ DL Decreto 16-06-1910, DG nº 136, de 23 de Junho de 1910 | |
O Castelo de Braga era uma fortificação histórica que fazia parte da linha defensiva que circundava a cidade de Braga, hoje em grande parte destruída. A torre de menagem, situada na freguesia de São João do Souto, é o único vestígio bem visível do castelo medieval. Das muralhas da cidade, restam apenas alguns murros muitas vezes escondidos e integradas em edifícios a torre de Santiago, a torre de São Sebastião, a base da torre da igreja da Lapa … a Porta Nova (esta última completamente remodelada em estilo rococó e estilisticamente completamente diferente).[1] Seu perímetro era de um pouco menos de 2000 m, delimitado a leste pela Praça da República, a oeste pela Rua do Castelo (localização da torre de menagem e do antigo castelo), Rua de São Marcos, Rua do Anjo, Largo de Santiago, Rua do Alcaide, Largo de Paulo Orósio (torre da cerca visível da Casa da Torre), Rua de Jerónimo Pimentel, Campo das Carvalheiras, Avenida de São Miguel o Anjo, Largo da Porta Nova, Rua dos Biscainhos, Praça do Conselheiro Torres e Almeida e Rua dos Capelistas.[1] A demolição começou a partir de 1858, poucos vestígios medievais permanecem hoje.[1] No entanto, o pouco que subsiste do Castelo de Braga (Torre de Menagem) e das fortificações, estão classificados como Monumento Nacional[2] por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.
O Castelo
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Foi por volta de 1300 que o Rei D. Dinis ordenou a construção do castelo, como anotado por Monsenhor José Augusto Ferreira[1], e como o atesta o brasão visível por cima da porta da torre de Menagem. Situado no norte da cidade, definia claramente o inimigo como sendo espanhol e protegia a cidade na entrada da Via Nova, caminho mais curto para uma incursão inimiga. Ele tinha uma planta retangular, com torres em cada vértice e no centro uma torre de Menagem, mais duas torres a enquadrar a porta.[1] As muralhas tinham uma espessura de pouco menos de 3 metros e estava encostado a cerca amuralhada. A construção inicial de estilo gótico sofreu varias reconstruções e alterações porque em 1380 houve um pagamento a três mestres de arquitetura militar, João Mouro, Pero Senascais e João Pedreiro, que conduziam as obras, em 31 de agosto de 1398, o Arcebispo D. Martinho Pires de Oliveira obteve licença do rei D. João I para mandar reparar o castelo e nomear um alcaide. As ditas reparações incluíram a reconstrução do torreão de sudoeste que arvorava o brasão do rei. Segundo um documento do ano de 1451 era também no castelo que funcionava a prisão.[3] Segundo Manuel Joaquim Rodrigues Monteiro que acompanhou a destruição, houve no século XVI, uma alteração substancial com uma ampliação assimétrica do dito castelo com a reconstrução do murros sul e oeste.[4] A partir do século XVIII, a perda da sua função defensiva era comprovada pela quantidade de edificações adjacentes. Nesse período a área envolvente do castelo foi preenchida com novas construções modernas, a nascente com a construção da arcada, integrada entre as torres semicirculares do castelo na antiga alfândega do século XVI e pela Igreja da Nossa Senhora da Lapa (1771) que reutilizou um dos torreões como base do seu campanário [3] Enfim um oratório estava construido contra parte da muralha oeste. E dentro do castelo, foi edificado por D.Rodrigo de Moura Teles, um anexo que serviu de prisão de 1718 até ao século XX[3]
Demolição do castelo
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Apesar dos apelos solicitações e denúncias:
| “ | «Ill.mo e Ex.mo Sr. Cumpre-me informar a V. Ex. ª que se projecta commetter mais um vandalismo nos nossos monumentos nacionaes, já hoje tão desfalcados por causa da ignorância do publico.. D’esta vez o desacato não parte, porém, da populaça anônima; parte da Ex.ma Camara Municipal de Braga! É ella quem busca destruir o histórico castello da cidade, ainda tão bem conservado, com suas muralhas ameadas, dois cubellos, e a torre de menagem majestosamente erguida!
...Ex.mo Sr., que me sinto corrido de vergonha ao ter de relatar que a Câmara Municipal de Braga esquecida dos seus deveres de guardadora das tradições da cidade augusta, e desvairada pelo fulgor de um punhado de pintos de prata que a venda (proh pudor!) do terreno e das pedras do castello lhe renderia, procura traçar um risco de tinta negra no brasão da cidade no qual precisamente se vê, em duas torres, uma allusão ao monumento ameaçado. Dr. J. Leite de Vasconcelos Diretor do Museu Etnológico Português. |
” |
— Ofício dirigido ao Presidente da Comissão Executiva do Conselho
dos Monumentos Nacionais[5] .
|

No dia 15 de novembro de 1905, o Castelo de Braga (antigo edifício da cadeia da Câmara Municipal de Braga)[6], foi demolido, menos a Torre de Menagem e a torre sineira da igreja, evento transformado em festa popular com um cortejo encabeçado por quatro bandas de música e por muito povo, e por algumas das figuras mais proeminentes da cidade (João Lobo Machado Cardoso do Amaral de Menezes, 2.º visconde de Paço de Nespereira governador civil, Dr. Domingos José Soares Júnior presidente da câmara, Dr. Artur Soares administrador do concelho, e Lopes Reis presidente da comissão da defesa dos interesses de Braga[7]), a quem os manifestantes aclamavam delirantemente, chegando ao delírio quando principiou a demolição da muralha.[8][6]
Albano Belino propôs de transformar o castelo em museu de arqueologia mas a proposta foi recusada pelo município.[8]
A torre de Menagem
[editar | editar código]Apresenta uma planta quadrangular com cerca de 30m de altura, divididos em quatro pisos, sendo o primeiro andar consideravelmente mais alto que os demais com cerca de 12 m de altura.[1]As fachadas são construídas em alvenaria de granito ligeiramente escalonada mais próxima do solo.[1] A torre poderá ter sido erguida numa só empreitada, num momento anterior à construção do castelo, com algumas alterações no tempo de D. Fernando (nos finais do século XIV ) com o melhoramento do coroamento da torre, com a inclusão de merlões e mata-cães. No tempo de D. João a torre foi transformada em área residencial com a abertura de janelas geminadas no terceiro piso.[9] Em 29 de setembro de 1996, parte dos mata-cães da torre ruíram. Por isso, houve uma reparação dos danos e restauração da torre, que incluiu: o telhado e a colocação de uma sub-telha, o reforço das estruturas existentes e outras obras.[1]
As marcas de canteiros
[editar | editar código]Foram identificadas um total de cerca 533 marcas de canteiros, que não passam duma simples assinatura do pedreiro por ser pago a peça e não ao dia. E provável que haja mais marcas nas faces interior das pedras. Embora, fosse comum a prática do reaproveitamento e reutilização de silhares graníticos provenientes de outras construções. O que foi comprovado nesse caso na identificação de um silhar gravado com caracteres romanos.
A cerca amuralhada
[editar | editar código]A muralha romana
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Pouco depois do assalto e saque da cidade de Tarragona pelos francos durante o reinado de Galiano[10][11], no fim do século III início do IV, uma imponente muralha, com torreões, é construida em volta do centro da cidade de Bracara (mais de 48 hectares), e transforma por completo a sua configuração. A pesquisa arqueológica, conduzida pela Universidade do Minho, identificou uma cerca defensiva romana com planta poligonal de 5 a 6 m de largura, reforçada por torreões de planta semicircular de 3 m de diâmetro de 24 em 24 metros. No total seriam um total de 97 torreões e 5 portas. Monumentos e casas foram destruídos, uns para recuperar as pedras, outros para construir a muralha deixando de fora parte da cidade.[3] Infelizmente já no tempo dos Suevos a dita muralha não impediu a conquista da cidade pelos Visigodos no domingo 28 de outubro de 456[12] e mais tarde pelos mouros de Almançor, que destruíram grande parte da cidade e da sua muralha em 998[13] Só uma pequena parte da muralha norte da cidade ficou de pé e usado ate o Séc. XIV.
As cercas medievais
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Embora não existam informações seguras sobre a evolução de suas defesas nestes períodos conturbados, sabe-se que, a partir do século XI[nota 1], uma segunda cerca de 2,7 m[3] estava em construção, a Sul e a Oeste, complementando o troço Norte da antiga muralha romana. A não ser os torreões, a muralha era de fraca qualidade de pedra media ou mesmo pequena. O traçado terá reutilizado o dum aqueduto romano. Por volta de 1210, o recinto murado foi provavelmente expandido, uma vez que as referências documentadas mencionam a rua e a porta de Souto.[1] No entanto o perímetro cercado da cidade, entre os séculos XI e XII, era bastante reduzido, cerca de metade daquele da cidade fortificada dos finais do século XIV. Uma combinação de evidências arqueológicas e documentos permite reconstruir as linhas gerais das muralhas, e a localização das portas.[1] Começando no Arco da Porta Nova (uma construção do século XVIII que substituiu uma das portas mais antigas), a muralha seguia na direção norte-nordeste ao longo da Rua dos Biscainhos (sendo o seu ponto mais setentrional o Campo da Vinha ) e fazia uma curva para sudeste ao longo da Rua dos Capelistas, tocando a muralha do castelo. Depois disso, as muralhas continuavam para sudoeste e depois para sul, noroeste e novamente para norte, passando pelo Campo e Torre de São Tiago, pelo Largo das Carvalheiras e pelo Largo de São Miguel-o-Anjo, antes de retornar ao Arco da Porta Nova.[1]
A partir do século XIII, uma nova fase construtiva se inaugurou, com o abandono do troço norte da muralha romana por causa do crescimento da urbe em torno da Sé-Catedral para norte em resultado do aumento demográfico registado a partir do século XI. Existem poucas informações acerca desta fase, o primeiro alargamento terá ocorrido entre finais do século XII inícios do XIII. Nos inícios do século XIV multiplicam-se as referências às obras de alargamento da muralha. A cidade, desloca-se ainda mais relativamente à cidade romana para norte, passando a incluir a nova freguesia de S. João do Souto. Certamente que sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), se iniciou uma requalificação da cerca, complementada por uma torre de menagem. As obras progrediram com lentidão e, no reinado do Rei Pedro I, o projeto ainda não estava concluído: o rei ordenou a utilização das pedras de demolições para a obra da muralha.[1] No reinado de D. Fernando (1367-1383), a nova cerca mostrou-se ineficaz, permitindo a invasão da cidade por tropas de Castela. De facto em agosto de 1369, durante seis dias, Braga foi invadida saqueada e em parte destruída [nota 2] pelas tropas castelhanas, lideradas por Henrique de Trastâmara. De acordo com a Crónica de Fernão Lopes “Chegou el-rei D. Henrique a Braga, como o logar era grande e mal cercado, sem haver ahi mais d’uma torre, em logar ainda que não prestava, era bem azado para se tomar. ...o muro fosse baixo e os dentro mui mal armados ...”.[14]Razões que terão levado D. Fernando a restaurar o sistema defensivo de Braga com maior robustez, à semelhança do que ordenou em outros núcleos urbanos.[3] A última cerca medieval, também conhecida por muralha fernandina, apresentava uma morfologia sub circular que deveria circunscrever uma área de 17,5 ha com um perímetro de 1600 m, bem ilustrada no Mapa de Braunio, de 1594.[3]

D. João I (1385-1433) também dispensou cuidados a essa defesa que foi reforçada com novas torres, de planta quadrangular. No entanto vários documentos comprovam que a muralha ainda não se encontrava definitivamente consolidada no século XV. Em 20 de dezembro de 1421, o rei determinou que os almotacés [nota 3] que não respeitassem o contrato entre o prelado, o cabido e a população, seriam obrigados a pagar uma multa de 100 réis, aplicada na construção das muralhas. Mesmo assim nas Cortes de Lisboa (1446), os procuradores bracarenses queixaram-se de que a população continuava a pagar pelas muralhas da cidade, cuja construção estava suspensa.[1] Atribuíram estas queixas ao tio do rei, Afonso, 1.º Duque de Bragança, que era responsável pelas obras públicas na comarca de Entre Douro e Minho.[1] Novamente entre 1456 e 1459, durante as Cortes de Lisboa, houve uma outra denúncia contra o projeto inacabado, cujo orçamento já tinha sido desperdiçado. À medida que as muralhas começaram a deteriorar-se, a culpa recaiu sobre Aires Ferreira, um escudeiro da Casa do Duque de Bragança.[1] Esses problemas persistentes obrigaram o rei Afonso V, em 12 de março de 1472, a restaurar a autoridade sobre a cidade e a jurisdição ao arcebispo Luís Pires. Inevitavelmente, a Igreja iniciou a reconstrução das defesas; em 1477, a torre da muralha, junto à Porta de São Tiago, já estava em construção, o que exigiu a cobrança de impostos sobre a venda de propriedades na cidade.[1]
Do século XVI aos nossos dias
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A partir do século XVI, a perda da função defensiva da cerca era comprovada pela quantidade de edificações adjacentes pelo exterior tendo sido até aberta uma nova porta na muralha entre 1505 e 1532 pelo arcebispo Diogo de Sousa que ordenou a construção da Porta Nova.[3] No total a muralha tinha 9 grandes torres, 2 pequenos torreões, 3 postigos e 5 portas, 3 das quais integradas em torres. As portas e postigos eram:
- Porta do Souto (junto ao castelo)
- Porta de S. João (junto a atual localização da casa dos Coimbras).
- Porta de S. Tiago.
- Postigo da Cividade, de S. Sebastião ou de S. Bento. (Largo Paulo Orósio).
- Porta de Maximinos ou da Senhora da Ajuda.
- Porta de S. Francisco, também designada de Porta Limpa ou Porta do Campo do Arcebispo (Praça Conselheiro Torres de Almeida).
- Porta ou Postigo de Santo António (entre a Praça do Município e o Campo da Vinha, na Rua de S. António).
- Porta Nova ou porta Sousa do Séc. XVI.[3]
Durante o século XVII, o arcebispo José de Bragança reconstruiu a Porta Nova, que foi ampliado com um arco/decoração rococó em 1773, ficando conhecido como Arco da Porta Nova.[1] Após 1755, os Jesuítas alteraram a torre da Porta de São Tiago, construindo a Capela de Nossa Senhora da Torre.[1]

A demolição das muralhas iniciou-se por volta de 1858, à volta do Largo do Barão de São Martinho com a destruição da Porta do Souto, e progredindo, por volta de 1867, até à Porta de São João.[1]. Após o início do século XX, muitas outras partes da muralha foram destruídas entre o Arco da Porta Nova e a Rua dos Biscainhos, e da Rua dos Biscainhos e da Rua do Alcaide (cujas casas encostavam à muralha), entre o Campo da Vinha e a Praça do Município e a Rua de São Marcos.[1] Em 1911 a Comissão Paroquial da Cividade solicitou à Câmara a demolição do Arco do Colégio (porta de São Tiago), tendo esta deliberado pedir ao Governo aquela parte do Seminário no sentido de conseguir autorização para a sua demolição. De mesmo em 1914, nova tentativa dos moradores da Cividade junto da Câmara para se demolir o Arco. Novamente em 1927, a Comissão Administrativa de Santiago da Cividade pede à Câmara a demolição do Arco do Colégio, deliberando esta consultar a Comissão de Estética. Enfim em 1928 a Câmara insistiu junto do Ministério da Guerra para a demolição do Arco do Colégio. Por isso poucos vestígios medievais permanecem hoje. A antiga muralha pode ser vista em alguns quintais ao longo da Rua do Anjo e da Rua de São Marcos. Mais adiante, ainda existe a Porta de São Tiago, embora parcialmente alterada devido à construção na segunda metade do século XVIII, da Capela da Senhora da Torre. Ao longo da Rua de São Marcos, em 1985, um proprietário construiu sobre as fundações de uma parte do muro, enquanto em março de 1990 houve um desabamento de uma parte do antigo muro, durante a demolição da antiga fábrica de vestuário Facho.[1]
Ver também
[editar | editar código]Notas
[editar | editar código]- ↑ A primeira referência documentada a uma cerca amuralhada, que passava perto da Sé Catedral, ocorreu em 12 de junho de 1161, numa doação à Igreja de São João do Souto.[1]
- ↑ destruições nas ruas extramuros, designadamente na rua dos Chãos, correspondente ao traçado da antiga via XVIII (Via Nova), na Rua da Corredoira, nas proximidades do traçado sugerido para a via XVII e na Rua de Maximinos
- ↑ : (antigo) oficial municipal encarregado da fiscalização das medidas e dos pesos e da taxação dos preços dos alimentos e de distribuir, ou regular a distribuição, dos mesmos em tempos de maior escassez, Wiktionary
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v Sereno, Isabel; Dordio, Paulo; Gonçalves, Joaquim; Basto, Sónia (2010). «Castelo de Braga, designadamente a Torre de Menagem (restos) (IPA.00001114/PT010303410009)». Lisboa, Portugal: SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico. Consultado em 13 Março 2016. Cópia arquivada em 12 Novembro 2013
- ↑ Ficha da base de dados da DGPC
- ↑ a b c d e f g h i Ribeiro, M. C. (2008). Braga entre a época romana e a Idade Moderna. Uma metodologia de análise para a leitura da evolução da paisagem urbana. Tese de Doutoramento. Braga: Universidade do Minho.
- ↑ Rodrigues Monteiro, Manuel Joaquim (21 de maio de 1906). Jornal O seculo, ed. «Palacios castellos e solares de Portugal- A cidadella de Braga». Illustração Portugueza. 13. p. 102
- ↑ VASCONCELLOS, José Leite de (1905). «O castello de Braga». O Archeologo Português. X. Imprensa Nacional. p. 244. Consultado em 16 de dezembro de 2025
- ↑ a b GOMES, Joaquim da Silva (9 de novembro de 2014). «Aplausos para a destruição das muralhas do castelo de Braga». Correio do Minho. Consultado em 7 de março de 2025
- ↑ VASCONCELLOS, José Leite de (1905). «O castello de Braga». O Archeologo Português. X. Imprensa Nacional. p. 378. Consultado em 16 de dezembro de 2025.
Diário de Noticias de 17 Novembro de 1905
- ↑ a b VASCONCELLOS, José Leite de (1906). «Necrologia de Albano Belino» (PDF). O Archeologo Português. XI. Imprensa Nacional. p. 319 (383). Consultado em 21 de fevereiro de 2022.
A falta de tal sentimento manifestou-se claramente ainda há pouco, por occasião da demolição das muralhas do seu venerando castello, saudada nas ruas com estrondosas acclamações pela populaça, que levava á frente, em lugubre procissão, alguns dos magnates da cidade
- ↑ Bruna Filipa Rodrigues Rocha,O processo construtivo e a evolução arquitetónica do Castelo e Torre de Menagem de Braga. Contributo para o estudo do sistema defensivo medieval bracarense.
- ↑ "Francorum gentes direpta Gallia Hispaniam possiderent vastato ac paene direpto Tarraconensium oppido ...", "Tendo os francos saqueado a Gália, eles tomaram posse da Espanha, tendo devastado e quase saqueado a cidade de Tarragona..."Sexto Aurélio Vítor, em Liber de Caesaribus, XXXIII, Licinius Gallienus
- ↑ "Germani usque ad Hispanias penetraverunt et civitatem nobilem Tarraconem expugnaverunt ...", "Os germanos penetraram até a Espanha e tomaram a famosa cidade de Tarragona" Eutrópio (historiador) em Breviário da História Romana, livro IX 8
- ↑ ’’Mox Hispanias rex Gothorum Theudoricus cum ingenti exercitu suo, et cum voluntate et ordinatione Aviti imperatoris ingreditur. Cui cum multitudine Suevorum rex Rechiarius occurrens duodecimo de Asturicensi urbe milliario, ad fluvium nomine Urbicum, tertio nonas Octobris die, sexta feria inito mox certamine superatur: caesis suorum agminibus, aliquantis captis, plurimisque fugatis, ipse ad extremas sedes Gallaeciae plagatus vix evadit ac profugus. Theudorico rege cum exercitu ad Bracaram extremam civitatem Gallaeciae pertendente, quinto kal. Novemb. die dominico, etsi incruenta, fit tamen satis moesta et lacrymabilis ejusdem direptio civitatis. Romanorum magna agitur captivitas captivorum, sanctorum basilicae effractae, altaria sublata atque confracta, virgines Dei exin quidem adductae, sed integritate servata, clerus usque ad nuditatem pudoris exutus, promiscui sexus cum parvulis, de locis refugii sanctis populus omnis abstractus, jumentorum, pecorum, camelorumque horrore locus sacer impletus, scripta super Jerusalem ex parte coelestis irae revocavit exempla. II. Rechiarius ad locum qui Portucale appellatur, profugus regi Theudorico captivus adducitur: quo in custodiam redacto, caeteris qui de priore certamine superfuerant, tradentibus se Suevis, aliquantis nihilominus interfectis, regnum destructum et finitum est Suevorum ... In conventus parte Bracarensis latrocinantum depraedatio perpetratur.’’ Cronica de Idácio de Chaves
- ↑ Esta cidade de Braga, que remontava a Antiguidade, foi uma das fundações dos romanos e uma das suas residências reais. Assemelhava-se a Mérida pela solidez dos seus edifícios e ordenação das muralhas. Está hoje quase inteiramente destruída e deserta: foi demolida pelos muçulmanos que expulsaram a população ...Maomé Ibne Abde Almumine Alhimiari, Coelho Borges, António (1989). Portugal na Espanha Árabe vol.1. Lisboa: Caminho. ISBN 9789722104104
- ↑ Fernão Lopes Chronica de el-rei D, Fernando cap. XXXIII
Ligações externas
[editar | editar código]- Castelo de Braga na base de dados Ulysses da Direção-Geral do Património Cultural
- Castelo e cerca urbana de Braga na base de dados SIPA da Direção-Geral do Património Cultural
- Aplausos para a destruição das muralhas do castelo de Braga, Correio do Minho

