Castelo de Pirescoxe

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Castelo de Pirescoxe
Castelo de Pirescoxe.JPG
Castelo de Pirescoxe, Portugal.
Mapa de Portugal - Distritos plain.png
Construção Nuno Vasques de Castelo Branco e Joana Juzarte (1442)
Estilo Gótico tardio
Conservação Mau
Homologação
(IGESPAR)
IIP
Aberto ao público Sim
Site IHRU, SIPA6307
Site IGESPAR73230
Castelo de Pirescoxe, Portugal.
Castelo de Pirescoxe.
Castelo de Pirescoxe.

O Castelo de Pirescoxe, também referido como de Pirescouxe, Pirescoche, Piriscouxe, Periscoxe e Pires Coche, localiza-se na povoação de Pirescoxe, na freguesia de Santa Iria de Azóia, concelho de Loures, distrito de Lisboa, em Portugal.

Erguido em posição dominante sobre uma espécie de promontório de onde se descortina o curso do rio Tejo, trata-se na realidade de uma mansão senhorial, acastelada, típica da nobreza de Portugal em fins da Idade Média.

História[editar | editar código-fonte]

Construção e reforma[editar | editar código-fonte]

Não se conhece, com segurança, a origem da toponímia, que alguns afirmam ligar-se ao nome de Pêro Escouche (provavelmente Pedro Pais da Silva, chamado Pedro Pais Escachia ou simplesmente Pedro Escachia) e, outros, a um indivíduo de apelido Pires, que coxo, era conhecido como "Pires Coxo".

O chamado Castelo de Pirescoxe remonta ao século XV, quando, em 1442, Nuno Vasques de Castelo Branco e sua esposa, D. Joana Juzarte, instituíram um morgadio neste local, até então uma quinta da família. Fizeram erguer, desse modo, um paço monumentalmente acastelado, para a sua residência.

Após uma reformulação dos espaços em seu interior no século seguinte, com o falecimento de Pedro Castelo Branco, nasceu em 1620 e faleceu em 1675, recebeu de D. Afonso VI o título de Visconde de Castelo Branco, em 25-09-1648 e, posteriormente o de conde de Pombeiro em 06-04-1668, comendador da Ordem de Cristo, capitão da guarda do príncipe do Brasil D. Teodósio, o herdeiro de João IV de Portugal, extinguiu-se a linhagem dos Castelo Branco. Finado o derradeiro proprietário do paço, o imóvel veio a conhecer abandono, caindo em ruínas.

Do século XX aos nossos dias[editar | editar código-fonte]

O conjunto encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo decreto n.º 44 075, publicado no Diário do Governo n.º 281, I Série, de 5 de Dezembro de 1961.

A partir de 2001, por iniciativa da Câmara Municipal de Loures, com a colaboração do então IPPAR, desenvolveu-se um extenso projecto de consolidação, recuperação e revitalização do conjunto, requalificado como espaço cultural. O projecto, de autoria do arquitecto Francisco da Silva Dias, teve os trabalhos de prospecção arqueológica a cargo da arqueóloga Raquel Silva. Estão disponíveis ao público visitante, hoje, auditório ao ar livre para eventos culturais, cafetaria, galeria de artes plásticas, sala multi-uso, além da área envolvente, ajardinada.

Características[editar | editar código-fonte]

De pequenas dimensões, com planta quadrada, embora aparente externamente uma arquitectura militar, conhece-se apenas em suas linhas gerais a disposição interna do conjunto, de uso civil. Uma muralha baixa, rematada por ameias, envolve todo o conjunto, reforçada por três torres, também de planta quadrada, ameadas, com apenas dois pavimentos. Estas torres, assimetricamente dispostas, são flanqueadas por matacães sobre modilhões.

Interiormente, o centro do conjunto funcionava como pátio, a partir do qual acedia-se às diversas áreas. No lado da fachada principal erguia-se o corpo residencial, onde subsiste uma grande chaminé no Salão Nobre. Este, liga-se lateralmente a dois outros corpos onde existiam quartos, áreas de apoio e uma capela (de que ainda restavam vestígios em 1939, como o espaço e a abóbada originais). Nos fundos, localizavam-se as dependências domésticas e da criadagem, como cozinhas, despensas e armazéns.

A lenda do tesouro de D. Sebastião[editar | editar código-fonte]

A tradição local afirma que se oculta, nas caves do castelo, o tesouro de D. Sebastião (1557-1578), afirmando-se ainda que a última proprietária do imóvel mudou-se por não suportar mais ser incomodada, durante a noite, por curiosos em busca dessa riqueza. António Godinho, um historiador local, afirma que pode haver um fundo de verdade na lenda, uma vez que um dos antigos proprietários do castelo acompanhou aquele soberano na fatídica batalha de Alcácer Quibir.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Os Castello Branco a mística do Parentesco, volume 5, Edgardo Pires Ferreira.