Castelo de São João do Arade

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Castelo de São João de Arade
Castelo Arade junto ao rio.JPG
Forte de São João de Arade, Portugal, visto de Portimão.
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Construção João II de Portugal (Fim do século XV)
Estilo Fortificação abaluartada
Conservação Bom
Homologação
(IGESPAR)
IIP
(DL 735/74 de 21 de Dezembro de 1974)
Aberto ao público Sim
Site IHRU, SIPA 2855
Site IGESPAR 74742

O Castelo de São João do Arade, ou Castelo de Ferragudo[1] também conhecido como Forte de São João do Arade ou simplesmente Castelo do Arade, localiza-se no Algarve, na vila e freguesia de Ferragudo, concelho da Lagoa, distrito de Faro, em Portugal.

Em posição dominante sobre a povoação e a foz do rio Arade, a sua elevação separa duas praias: a Praia da Angrinha e a Praia Grande. Cooperava com o Forte de Santa Catarina, que lhe era fronteiro em Portimão, na defesa do estuário do rio.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A primitiva fortificação do local remonta a uma torre de vigia erguida sob o reinado de D. João II (1481-1495). Posteriormente, quando a vila de Ferragudo foi fundada (1520), acredita-se que tenha sido cercada por um muro defensivo erguido sobre os vestígios de outro, mais antigo, que remontaria à época da construção da torre de vigia.

O forte seiscentista[editar | editar código-fonte]

De acordo com o relatório de Alexandre Massai, a muralha ainda existia em 1621, uma vez que ali se refere "um sítio cercado chamado Ferragudo" (Descripção do Reino do Algarve…, 1621).

Visando a defesa daquele estuário, antes da povoação, a jusante, sobre uma elevação rochosa, foi erguido um baluarte artilhado, por volta de 1643.

A força dos elementos (marés e temporais), culminando com um violento temporal em 1669, causaram severos danos ao baluarte.

Reparada, em 1754, numa inspeção efetuada pelo Governador do Reino do Algarve, D. Rodrigo António de Noronha e Meneses, a fortificação foi considerada em perfeito estado de conservação. Apresentava então duas baterias de artilharia:

  • a Bateria Baixa, artilhada com três peças;
  • a Bateria Alta, artilhada por quatro.

No ano seguinte foi severamente danificada pelo terramoto de 1755, inclusive os alicerces. Em 1765 um novo relatório dava conta de que todos os seus alojamentos encontravam-se em ruínas, tendo sido despendidos 80$000 réis na sua reedificação.

Do século XIX aos nossos dias[editar | editar código-fonte]

Após a Convenção de Évora Monte, o forte entrou em decadência, tendo sido desclassificado em 1896.

Ao final do século XIX foi utilizado como salão literário sob a evocação de São João Baptista. Foi posteriormente vendido em hasta pública pela quantia de 600$000 réis.

No início do século XX, na qualidade de propriedade particular, o poeta Joaquim José Coelho de Carvalho promoveu-lhe extensas obras de adaptação como residência, que lhe deram a atual conformação.

Actualmente propriedade de Vasco Pereira Coutinho que o adquiriu ao final da década de 1990,[2][3] foi classificado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) desde 1975.

Encontra-se bem preservado, com um amplo jardim muralhado desde a Praia da Angrinha até à Praia Grande. Comporta ainda uma ampla residência com vários conjuntos de muralhas ameadas, em diversos planos.

Notas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]