Catedral Metropolitana de Brasília

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Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida
A catedral e as estátuas dos Quatro Evangelistas.
Arquiteto Oscar Niemeyer
Engenheiro Joaquim Cardoso
Inauguração 31 de maio de 1970
Arcebispo Dom Sérgio da Rocha
Padre João Firmino Galvão Neto
Website catedral.org.br
Geografia
País  Brasil
Cidade Brasília
Coordenadas 15° 47' 54" S 47° 52' 32" O

Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, mais conhecida como Catedral de Brasília, é a catedral católica que serve a Brasília, Brasil, e é a sede da Arquidiocese de Brasília. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com cálculo estrutural do engenheiro Joaquim Cardoso, foi o primeiro monumento a ser criado em Brasília.[1] Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958. Teve sua estrutura pronta em 1960,[2] onde apareciam somente a área circular de setenta metros de diâmetro, da qual se elevam dezesseis colunas de concreto (pilares de secção parabólica) num formato hiperboloide, que pesam noventa toneladas. Foi concluída e dedicada em 31 de maio de 1970. A catedral é uma estrutura hiperboloide construída a partir de 16 colunas de concreto, pesando 90 toneladas cada. Seus vitrais são de autoria da artista plástica Marianne Peretti.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Esculturas dos Quatro Evangelistas.
Interior da Catedral
Catedral e seu campanário.
O edifício recebe 1 milhão de visitantes todos os anos.[3]

A pedra angular foi colocada em 15 de setembro de 1958 e a estrutura foi terminada em 21 de abril de 1960, com apenas a estrutura do telhado visível acima do solo. Uma vez terminado o mandato presidencial de Juscelino Kubitschek, o grande impulso para terminar muitas das estruturas de Brasília cessou. Embora seja provável que Kubitschek pretendesse que a catedral fosse uma "catedral ecumênica" a ser paga pelo Estado e aberta a todas as crenças, os governos depois disso não forneceram fundos para o projeto e o edifício foi finalmente entregue à Igreja Católica para ser concluído. A catedral foi consagrada em 12 de outubro de 1968 (ainda sem teto) e foi oficialmente inaugurada pelo Cardeal D. Eugênio Sales em 31 de maio de 1970. O batistério oval foi dedicado em 5 de outubro de 1977 e a catedral foi declarada monumento nacional histórico e artístico em 15 de julho de 1990.[4][5]

Coincidindo com o 50º aniversário de Brasília, grandes reformas foram iniciadas em 21 de abril de 2012 para atualizar e reparar o edifício e a infraestrutura, além de resolver questões com o telhado. A vitrificação exterior foi substituída e o vitral original, projetado por Marianne Peretti (que usou o vidro feito à mão e que, portanto, varia extensamente em espessura), foi substituído pelo vidro uniforme cortado e montado no Brasil de placas feitas na Alemanha. Além das reparações do telhado, todas as superfícies de mármore foram polidas, o concreto reparado e pintado, os anjos na nave foram limpos e remontados e os mecanismos do campanário foram substituídos. A catedral ficou aberta ao público durante a renovação.[6]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Na praça de acesso ao templo, encontram-se quatro esculturas em bronze com três metros de altura, representando os Quatro Evangelistas, de Alfredo Ceschiatti, com a colaboração de Dante Croce em 1970.[7] Um campanário de 20 metros de altura sustenta quatro grandes sinos doados por moradores espanhóis do Brasil e trazidos de Miranda de Ebro na parte externa da catedral.[8][9] Na entrada, está um pilar com passagens da vida de Maria, mãe de Jesus, pintado por Athos Bulcão. Uma piscina refletora de 12 metros de largura e 40 centímetros de profundidade rodeia a catedral, ajudando a resfriar o edifício. Os visitantes passam sob esta piscina ao entrar na catedral.[8]

O batistério está à esquerda da entrada e pode ser acessado pela catedral ou através de uma escadaria espiral pela praça. As paredes do batistério oval são cobertas nos azulejos pintados em 1977 por Athos Bulcão. Os escritórios da Arquidiocese de Brasília foram concluídos em 2007 junto à catedral. O prédio de 3.000 metros quadrados se conecta diretamente à catedral subterrânea.[8]

Os visitantes entram na catedral através de um túnel escuro e emergem em um espaço brilhante com um telhado de vidro.[10] O telhado exterior da catedral é composto de 16 partes de fibra de vidro, cada um com 10 metros em uma base de 30 metros de largura entre os pilares concretos. Sob esta base estão suspensos 2.000 metros quadrados de vitrais criados originalmente em 1990 por Marianne Peretti, em tons de azul, verde, branco e marrom.[11][12]

Dentro da catedral, sobre a nave, estão esculturas de três anjos, suspensas por cabos de aço. O mais curto tem 2,22 metros de comprimento e pesa 100 kg, o médio tem 3,4 metros de comprimento e pesa 200 quilos e o maior tem 4,25 metros e pesa 300 quilos. As esculturas são de Alfredo Ceschiatti, com a colaboração de Dante Croce, em 1970. O altar foi doado pelo Papa Paulo VI e a imagem da padroeira Nossa Senhora de Aparecida é a réplica do original que está no município de Aparecida, São Paulo. O Caminho da Cruz é uma obra de Di Cavalcanti. Sob o altar principal está uma pequena capela acessível por cada lado do altar.[13]

Interpretação artística[editar | editar código-fonte]

A Catedral de Brasília, oficialmente a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, dedicada à Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora de Aparecida, proclamada pela Igreja como Rainha e Padroeira do Brasil, foi feita pelo arquiteto Oscar Niemeyer.[8]

Esta estrutura hiperboloide de concreto armado, aparece com o seu telhado de vidro a ser alcançado, aberto, para o céu. A maior parte da catedral está abaixo do solo, sendo que apenas o telhado de 70 metros, o telhado oval do batistério e o campanário estão visíveis acima do solo. A forma do telhado é baseada em um hiperbolóide com seções assimétricas. A estrutura hiperboloide consiste em 16 colunas de concreto idênticas montadas no local. Estas colunas, com seção hiperbólica e pesando 90 toneladas, representam duas mãos movendo-se para o céu.[8]

Panorama do interior da catedral de Nossa Senhora Aparecida.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «A poesia concreta de Joaquim Cardozo». VEJA. Consultado em 19 de janeiro de 2014 
  2. «FGV - Oscar Niemeyer». Consultado em 16 de novembro de 2008 
  3. a b «Brasilia Cathedral» (em inglês). About Brasilia. Consultado em 25 de dezembro de 2012 
  4. «Linha do tempo». catedral.org.br. Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida. Consultado em 25 de dezembro de 2012 
  5. «Catedral de Brasília: A longa construção». brazilia.jor.br. Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  6. «A reforma». catedral.org.br. Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida. Consultado em 26 de dezembro de 2012 
  7. «FolhaOnline: No coração do Brasil, espaços pensados por Niemeyer dão o tom». 6 de maio de 2008. Consultado em 16 de novembro de 2008 
  8. a b c d e «Guia de visitação». catedral.org.br. Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida. Consultado em 25 de dezembro de 2012 
  9. «Campanas para Brasilia» (PDF). rinconhistoriamiranda.or. ABC Sevilla. 27 de agosto de 1968. p. 9. Consultado em 24 de dezembro de 2012 
  10. «A entrada estreita». brazilia.jor.br. Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  11. «Na Obra de Oscar Niemeyer». marianneperetti.com.br. Marianne Paretti. Consultado em 27 de dezembro de 2012 
  12. «Detail of stained glass windows in Brasília's Cathedral, with artist's signature visible in the lower right». http://kymri.photoshelter.com. Mira Terra Images. Consultado em 27 de dezembro de 2012 
  13. «Capela sob o altar principal». brazilia.jor.br. Consultado em 28 de dezembro de 2012 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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