Catedral Metropolitana de Fortaleza

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Catedral Metropolitana de Fortaleza
Estilo dominante Neogótico-Eclético
Arquiteto Georges Henry Munier[1][2]
Início da construção 15 de agosto de 1939[2]
Fim da construção 1978
Inauguração 22 de dezembro de 1978[2]
Diocese Arquidiocese de Fortaleza[1]
Sacerdote Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques[1]
Website http://www.arquidiocesedefortaleza.org.br
Endereço Praça da Sé, s/n, Centro
Coordenadas 3° 43' 29.176" S 38° 31' 28.157" O

A Catedral Metropolitana de Fortaleza é um templo católico e monumento histórico, sede da Arquidiocese de Fortaleza, em Fortaleza, Ceará, Brasil. Foi construída no local da antiga Igreja da Sé. A obra demorou quarenta anos para ser concluída, tendo sido iniciada em 1938 e inaugurada em 1978. Tem capacidade para 5 000 pessoas e suas torres chegam a 75 metros de altura. Ocupando a maior parte da Praça Pedro II, também conhecida como Praça da Sé, no centro histórico de Fortaleza, o templo se destaca pela imponência arquitetônica e a beleza dos vitrais. O arquiteto francês George Maunier assinou o projeto de estilo eclético, com predominância de elementos neogóticos e românicos e com referências à Catedral de Colônia e à Catedral de Chartres. São José é o santo vinculado à catedral.

Interior da Catedral Metropolitana de Fortaleza

História[editar | editar código-fonte]

A primeira capela-mor da Matriz de Fortaleza teve sua construção autorizada pela Ordem Régia de 12 de fevereiro de 1746. Em 12 de janeiro de 1795, o padre Antônio José Álvares de Carvalho, então vigário-geral, contratou José Gonçalves Ramos para terminar a obra. Em 1821, a Matriz de São José estava em ruínas, precisando ser reconstruída.

A vila cresceu para o lado da Igreja do Rosário e, então, foram passadas para esta, em procissão, o Santíssimo Sacramento e todas as imagens, passando ela a funcionar como matriz até 2 de abril de 1854, quando as imagens voltaram à matriz reconstruída.

No dia 26 de setembro de 1861, foi nomeado primeiro bispo do Ceará dom Luiz Antônio dos Santos e, automaticamente, a igreja matriz passou a ser catedral. Em 1938, quando dom Manoel da Silva Gomes era bispo, foi feita uma vistoria e constatou-se rachadura nas bases de sua construção, pelo lado do mar. A igreja foi, então, novamente condenada e demolida no mesmo ano.

Em 15 de agosto de 1939, foi lançada a pedra fundamental da nova catedral, projetada pelo engenheiro francês George Mounier e que, como a outra, levou 39 anos para ser concluída. Em concreto aparente, estilo neogótico com predominância de elementos ecléticos e românicos, ocupando grande parte da Praça Pedro II, foi inaugurada no dia 22 de dezembro de 1978, pelo então cardeal arcebispo de Fortaleza, dom Aloísio Lorscheider.

Em 2007, a catedral passou por uma reforma, com a verificação da estrutura e sua renovação, além da inclusão de novos elementos decorativos na parte interna do prédio.

A Cripta da Catedral, projetada pelo engenheiro Luciano Pamplona, foi inaugurada em 1962, homenageando seis santos que morreram jovens: São Domingos Sávio, São Pancrácio (protetor da juventude alemã), São Tarcísio e as santas Maria Goretti, Inês e Luzia. Por esta razão, o então arcebispo de Fortaleza, dom Antônio de Almeida Lustosa, dedicou-a aos jovens, chamando-a de Cripta dos Adolescentes. Encontra-se, na Cripta, a Capela do Ressuscitado e a do Santíssimo Sacramento, além dos restos mortais de vários prelados nela sepultados: dom Manoel da Silva Gomes, monsenhor José Quinderé, monsenhor Tito Guedes Cavalcante e do próprio dom Antônio de Almeida Lustosa.

A Cripta foi reinaugurada em 9 de julho de 2011, após um ano e quatro meses de reforma, em que foi colocado um piso de granito, uma nova iluminação, um sistema de ar condicionado, e concluído o altar. Atualmente, a Cripta permite acomodar 350 pessoas sentadas.

Em 12 de agosto de 2011, foi inaugurada a nova iluminação externa da Catedral, feita com lâmpadas de LED.

Catedral vista da 10ª Região Militar.
Torres da catedral.
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