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Catedral de São Luís do Maranhão

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Catedral de São Luís do Maranhão
Catedral de São Luís do Maranhão
Tipo catedral católica, património histórico
Geografia
Coordenadas 2° 31' 41" S 44° 18' 17" O
Mapa
Localização São Luís - Brasil
Patrimônio Património de Influência Portuguesa (base de dados), bem tombado pelo SPPHAP

A Catedral de São Luís do Maranhão (Catedral de Nossa Senhora da Vitória) é a sede da arquidiocese do mesmo nome. Localiza-se na Praça Pedro II, no centro de São Luís, capital do estado do Maranhão, no Brasil. É um importante monumento do núcleo antigo da cidade, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

História

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Gravura de 1860 da Catedral de São Luís.

A diocese de São Luís do Maranhão foi criada em 1677, abrangendo desde o Ceará até o Cabo Norte (Amapá), sendo à época dependente do Patriarcado de Lisboa.[1][2] Nos inícios da diocese, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória foi utilizada como .[2]

O edifício da atual Sé Catedral não foi inicialmente construído com o objetivo de ser sede catedralícia. Em 1622, os padres jesuítas Luís Figueira e Benedito Amodei iniciaram a construção do Colégio e da Igreja de Nossa Senhora da Luz, em um local no qual fora erguida uma ermida por capuchinhos franceses na época da França Equinocial.[3] Em 1690, teve início uma nova construção, projetada pelo jesuíta João Felipe Bettendorf, levantada com mão-de-obra indígena e inaugurada em 1699.[4][5][6] Ao lado da igreja localizava-se o Colégio Jesuíta, um grande centro cultural da região. Em 1760, sua livraria possuía 5000 volumes.[7]

Com a expulsão dos jesuítas em 1759, os bens da Companhia passaram à coroa. Em 1761, numa reforma urbanística ordenada pelo governador Joaquim de Melo e Póvoas, a antiga Sé foi demolida para arejar o largo em frente ao Palácio dos Governadores.[8] Os edifícios jesuítas, que estavam desocupados, ganharam novos usos: o colégio passou a ser o palácio dos bispos e a igreja da Companhia tornou-se a catedral da cidade.[8] A feição decorativa atual do palácio é derivada de uma reforma no século XIX. A fachada da catedral foi alterada no início do século XX, quando ganhou duas torres. Em 1921-22 foi elevada a sede de arquidiocese.[1]

Retábulo da Catedral

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Retábulo de talha da capela-mor (fins do séc. XVII).

O maior destaque da catedral é o retábulo em talha dourada no altar-mor, realizado nos finais do século XVII. Trata-se de um dos melhores exemplares da época no Brasil colônia, representando a arte barroca, apesar de ter sido um pouco alterado nos inícios do século XIX com a adição de um camarim na parte central.[9]

Foi desenhado pelo irmão João Felipe Bettendorff e executado pelo entalhador português Manuel Manços, auxiliado por entalhadores maranhenses ligados à Companhia de Jesus. O retábulo foi tombado pelo IPHAN em 1954.[4]

Palácio Episcopal

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A partir de 2014, o segundo pavimento do Palácio Episcopal passou a abrigar o Museu de Arte Sacra, buscando apresentar o processo histórico de colonização e ocupação do território maranhense, iniciado no século XVII, com um acervo de objetos de arte sacra e arte jesuíta.[carece de fontes?]

Ver também

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Referências

  1. a b «Dados históricos e geográficos. Arquidiocese de São Luís». Cópia arquivada em 24 de agosto de 2011 
  2. a b Germana Costa Queiroz. Igreja Católica e Estado no Maranhão Colonial (1750-1777). Monografia – Universidade Estadual do Maranhão, 2007. [1]
  3. «Os Jesuítas no Brasil». Cópia arquivada em 21 de maio de 2014 
  4. a b Retábulo da Igreja Nossa Senhora da Vitória (São Luís, MA) no sítio do IPHAN [2]
  5. «CATEDRAL DE NOSSA SENHORA DA VITÓRIA (IGREJA DA SÉ)». Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2013 
  6. «Promessa que se tornou catedral de São Luís». Cópia arquivada em 4 de novembro de 2016 
  7. Luiz Antonio Gonçalves da Silva. As bibliotecas dos jesuítas: uma visão a partir da obra de Serafim Leite. Perspect. ciênc. inf. vol.13 no.2 Belo Horizonte May/Aug. 2008 [3]
  8. a b Antonia da Silva Mota et al. Cais da Sagração: O Processo de Modernização da Cidade de São Luís no século XIX [4]
  9. Lúcio Costa. A arquitetura dos jesuítas no Brasil. Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, n. 5, p.105-169, 1941. [5]

Bibliografia

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