Cattleya wittigiana

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Cattleya wittigiana (Barb.Rodr.) Van den Berg, Neodiversity 3 12 (2008) (39095521300).jpg
Classificação científica
Superdomínio: Biota
Reino: Plantae
Sub-reino: Viridiplantae
Infrarreino: Streptophyta
Superdivisão: Embryophyta
Divisão: Tracheophyta
Subdivisão: Euphyllophyta
Ordem: Asparagales
Família: Orchidaceae
Subfamília: Epidendroideae
Tribo: Epidendreae
Género: Cattleya
Espécie: Cattleya wittigiana

Cattleya wittigiana é uma espécie de planta do gênero Cattleya e da família Orchidaceae. [1]

Pertence a Cattleya série Sophronitis. Esta espécie foi originalmente descrita do Espírito Santo, onde ocorre em floresta ombrófila de altitude média (ca. 800-900m), e se caracteriza por pseudobulbos ovóides que se organizam em zig-zag no rizoma. A espécie floresce de abril a julho.[1]

No ínicio do século 20, foi descrita a variedade brevipedunculata, que posteriormente foi elevada à condição de espécie, para as populações que ocorrem em Minas Gerais. Entretando, a espécie ocorre em uma grande quantidade de localidades e consideravel variação, no Ibitipoca, Serra do Ouro Branco, Serra do Cipó, Serra do Padre Ângelo, e regiões mais ao norte no Planalto de Diamantina, além do Espírito Santo. Estudos moleculares recentes[2], mostraram que se trata de uma única espécie, com variabilidade molecular reduzida entre as populações, e em vista das similaridades morfológicas e moleculares, Cattleya brevipedunculata é tratada como sinônimo de Cattleya wittigiana, incluindo a população de Ibitipoca, que foi demostrada ser "C. brevipedunculata" por estudos morfológicos e moleculares[3] e por fenologia.[4][1]

Um estudo de polinização foi feito com essa espécie (na população de Ibitipoca), embora identificada erroneamente como Cattleya coccinea.[4] Neste estudo, foram indicados como possíveis polinizadores beija-flores, porém não foram observados visitantes. Ao mesmo tempo o estudo mostrou que a espécie é autocompatível e não oferece recursos florais. [1]

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

A espécie foi descrita em 2008 por Cássio van den Berg. [5] Os seguintes sinônimos já foram catalogados: [1]

  • Sophronitis wittigiana Barb.Rodr.
  • Cattleya brevipedunculata (Cogn.) Van den Berg
  • Cattleya coccinea rossiteriana (Barb.Rodr.) van den Berg
  • Cattleya wittigiana candida (Roeth & O.Gruss) Van den Berg
  • Sophronitis brevipedunculata Fowlie
  • Sophronitis coccinea rossiteriana (Barb.Rodr.) Pabst
  • Sophronitis grandiflora purpurea (Rchb.f.) H.J.Veitch
  • Sophronitis purpurea Rchb.f.
  • Sophronitis rosea Gostling
  • Sophronitis rossiteriana Barb.Rodr.
  • Sophronitis wittigiana brevipedunculata Cogn.
  • Sophronitis wittigiana longifolia Cogn.
  • Hadrolaelia brevipedunculata (Cogn.) Chiron & V.P.Castro
  • Hadrolaelia wittigiana (Barb.Rodr.) Chiron & V.P.Castro

Forma de vida[editar | editar código-fonte]

É uma espécie epífita e herbácea. [1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Caule[1]
planta cespitosa
número de entrenós do rizoma desconhecido
Folha[1]
número 1
forma elíptica/obovada
Inflorescência[1]
inflorescência em pseudobulbo diferenciado sem folha não
bráctea - espatáceo ausente
número de flor 1
Flor[1]
cor das pétalas e sépalas rosa escuro/rosa claro/laranja/vermelha
forma do labelo levemente trilobado
cor do lobo mediano do labelo rosa claro/rosa escuro/laranja/vermelho
cor dos lobo laterais do labelo rosa claro/rosa escuro/laranja/vermelho

Conservação[editar | editar código-fonte]

A espécie faz parte da Lista Vermelha das espécies ameaçadas do estado do Espírito Santo, no sudeste do Brasil. A lista foi publicada em 13 de junho de 2005 por intermédio do decreto estadual nº 1.499-R. [6]

Distribuição[editar | editar código-fonte]

A espécie é encontrada nos estados brasileiros de Espírito Santo e Minas Gerais.[1] A espécie é encontrada nos domínios fitogeográficos de Cerrado e Mata Atlântica, em regiões com vegetação de campos rupestres e floresta ombrófila pluvial.[1]

Notas[editar | editar código-fonte]

Contém texto em CC-BY-SA 4.0 de van den Berg, C. Cattleya in Flora e Funga do Brasil. [1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m «Cattleya wittigiana (Barb.Rodr.) van den Berg». floradobrasil2020.jbrj.gov.br. Consultado em 18 de abril de 2022 
  2. Rodrigues, Jucelene Fernandes (26 de agosto de 2015). «Relações filogenéticas e filogeográficas das espécies do complexo Cattleya coccinea (Orchidaceae)». Consultado em 12 de julho de 2022 
  3. Leal, Bárbara S. S.; Chaves, Cleber J. N.; Koehler, Samantha; Borba, Eduardo L. (24 de maio de 2016). «When hybrids are not hybrids: a case study of a putative hybrid zone betweenCattleya coccineaandC. brevipedunculata(Orchidaceae)». Botanical Journal of the Linnean Society (4): 621–639. ISSN 0024-4074. doi:10.1111/boj.12437. Consultado em 12 de julho de 2022 
  4. a b «Biologia reprodutiva, distribuição espacial e conservação de Hadrolaelia coccinea (Lindl.) Chiron & V.P. Castro (Orchidaceae, Laeliinae) no Parque Estadual do Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil» 
  5. «Cattleya wittigiana». www.gbif.org (em inglês). Consultado em 18 de abril de 2022 
  6. «IEMA - Espécies Ameaçadas». iema.es.gov.br. Consultado em 12 de abril de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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