Catumbi

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Catumbi
—  Bairro do Brasil  —
Rua de Catumbi. Ao fundo, a Igreja de Nossa Senhora da Salette.
Rua de Catumbi. Ao fundo, a Igreja de Nossa Senhora da Salette.
Catumbi.svg
Distrito Subprefeitura do Centro e Centro Histórico[1]
Criado em 23 de julho de 1981
Área
 - Total 53,95 ha (em 2003)
População
 - Total 12 556 (em 2 010)[2]
 - IDH 0,802[3] (em 2000)
Domicílios 4 384 (em 2010)
Limites Estácio, Cidade Nova, Centro,
Santa Teresa e Rio Comprido[4]
Subprefeitura Subprefeitura do Centro e Centro Histórico[1]
Fonte: Não disponível
Commons
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O Catumbi é um bairro situado na Região Central do município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Faz limite com os bairros de Estácio, Cidade Nova, Centro, Santa Teresa e Rio Comprido.[5] Seu índice de desenvolvimento humano, no ano 2000, era de 0,802, sendo o 93º melhor entre os bairros da cidade.[6]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Catumbi" é um termo derivado do termo tupi ka'á-t-übi, que significa "a folha azul". Significa tanto o nome de uma dança quanto o nome de um jogo de azar.[7]

História[editar | editar código-fonte]

"Meu Ateliê do Catumbi no Rio de Janeiro", quadro de Jean-Baptiste Debret de 1816

É um dos bairros mais antigos da cidade. Em seus primórdios, constituía-se em um vale úmido e sombreado por onde corria um rio nascido nas alturas do Morro de Santa Teresa, rio este que era aproveitado para irrigação das lavouras de cana-de-açúcar. As plantações deram lugar a sobrados ainda à época colonial e, desse modo, em fins do século XIX, a região constituía-se em um arrabalde elegante de sobrados de classe média alta, como referido nas obras do escritor Machado de Assis. A partir do século 19, ciganos começaram a se instalar no bairro, transformando-o num reduto dessa comunidade até os dias atuais.[8]

A partir do século XX, com a expansão da malha urbana em outras direções, o bairro entrou em decadência. Na década de 1960, a construção do Túnel Santa Bárbara contribuiu para esse processo, transformando o bairro em um corredor de passagem, situação agravada nas décadas seguintes pelo processo de inchamento das comunidades de baixa renda que lhe são vizinhas. Este processo foi estudado pelos antropólogos Arno Vogel e Marco Antonio da Silva Mello e pelo urbanista Carlos Nelson Ferreira dos Santos no livro "Quando a Rua Vira Casa".[9]

Sociedade[editar | editar código-fonte]

Criminalidade

O bairro era conhecido devido às constantes guerras entre quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas. No entanto, a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora no Complexo de São Carlos, no vizinho bairro do Estácio (bairro do Rio de Janeiro), em fevereiro de 2011, tem gerado a expectativa de que o bairro diminua os seus índices de criminalidade. As UPPs dessa região, no entanto, já foram alvo de denúncias de corrupção, juntamente com a UPP de Santa Teresa. Uma pesquisa recente, de 2012, mostrou que a diminuição dos homicídios por conta das Unidades de Polícia Pacificadora é ínfima em toda a região metropolitana do Rio de Janeiro.

Localidades[editar | editar código-fonte]

O bairro abriga o Cemitério de São Francisco de Paula, onde se encontram sepultados, entre outros, os músicos Francisco Manuel da Silva e Catulo da Paixão Cearense, além dos titulares do Império Visconde de Itamaraty e Visconde de Mauá.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Prefeitura do Rio de Janeiro. Disponível em http://www.rio.rj.gov.br/web/smg/subprefeituras. Acesso em 9 de março de 2014.
  2. Dados
  3. Tabela 1172 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH), por ordem de IDH, segundo os bairros ou grupo de bairros - 2000
  4. Bairros do Rio
  5. Bairros do Rio
  6. Tabela 1172 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH), por ordem de IDH, segundo os bairros ou grupo de bairros - 2000
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 371.
  8. Revista de história da Biblioteca Nacional. Ano 2. Nº 14. Novembro de 2006. Rio de Janeiro. p. 27,29.
  9. http://soniaa.arq.prof.ufsc.br/arq1206/2004/vanessa_dorneles/FichamentoQuandoaruaviracasa.pdf

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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