Caveirão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Veículo blindado do CORE similar ao Caveirão utilizado pelo BOPE.

Caveirão é o nome popular do carro blindado usado pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) em incursões nas áreas de risco, geralmente em favelas. Oficialmente, o nome desse carro blindado é, veículo blindado de transporte de pessoal. Diferente do que a maioria das pessoas pensam, ele não é um carro de combate, ele é um carro de apoio. É utilizado para apoiar os policiais em operações ou resgatar policiais e pessoas feridas nas localidades conflagradas pelo crime organizado.

Características[editar | editar código-fonte]

Os veículos se caracterizam por sua pintura preta,pelo logotipo do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar (BOPE), que apresenta uma caveira com uma adaga encravada e garruchas douradas cruzadas (daí o apelido),e também existe o blindado branco da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora),e pelo uso de alto-falantes que avisam a chegada do blindado.

Veículos policiais especiais usados para intervenções nos guetos, foram inicialmente utilizados na África do Sul, entre 1948 e 1994, pelo regime segregacionista do apartheid.

Esse tipo de veiculo é costumeiramente usado em países como os EUA para enfrentar bandidos fortemente armados, com os quais uma blindagem comum ou mesmo a falta dessa poderia vir a ocasionar lesões graves a policiais. Seguindo o mesmo preceito, é usado nas favelas da cidade do Rio de Janeiro devido ao armamento usado pelos traficantes: fuzis, granadas e armas anti-aéreas.

De acordo com estimativas da Secretaria de Estado de Segurança Pública o uso desses veículos blindados reduziu pela metade o número de mortes entre os policiais nas operações contra os narcotraficantes.

O veículo é um carro-forte adaptado para as operação do (BOPE). Pesando quase 8 toneladas acomoda até 11 policiais.[1] Os atuais pesam 10 toneladas, carregando até 15 e tendo espaço pra 13 policiais. Pode atingir a velocidade máxima de 120 km/h, sendo capaz de funcionar em aceleração máxima por 24 horas, além de resistir a três milhões de quilômetros sem pedir água. A autonomia basta por 700 km.[2][3]

Novos Caveirões[editar | editar código-fonte]

Em 2014, a Polícia do Rio de Janeiro inclui em sua frota 8 novos Caveirões, sendo quatro deles destinado ao BOPE. O novo veículo equipado com freios ABS tem a capacidade de transportar 13 policiais, e conta com um sistema de ar condicionado que é capaz de refrigerar mesmo com o motor desligado, em caso de danos, os pneus são capazes de permanecer em funcionamento por até 20 quilômetros. O sistema de blindagem foi reforçado, oferecendo mais segurança a tripulação. Algo interessante nesses novos blindados, são os seus sistemas de desobstrução de vias, que é equipado com um mecanismo hidráulico, instalado na parte frontal do veículo, é um tipo de "para-choque móvel", que serve para remover obstaculo colocados ao longo da via.[4]

Os novos Caveirões resistem a explosões de minas em seu casco inferior, tiros de fuzis 7.62 mm e de calibres maiores, como 12,7 mm (.50 BMG), é equipado com câmeras externas e um sistema de extintor automático.[5] Eles ainda passam por buracos de até 60 cm de largura e sobre degraus de 35 cm, andam na água com até 60 cm de profundidade e são adaptados para o uso de computadores e equipamentos de GPS no seu interior.[2]

Críticas[editar | editar código-fonte]

Seu uso é razão de extrema controvérsia entre setores da sociedade. De um lado, defende-se a continuidade das operações, e mesmo sua ampliação, em razão do papel que teriam para trazer segurança aos agentes da lei. De outro lado, defende-se a abolição imediata das operações. pois, segundo estudiosos, as incursões seriam violadoras massivas dos direitos humanos. Porém o uso dos "Caveirões" é amplamente defendido pela PMERJ. [6] [7] Apesar de ser criticado por entidades de Direitos Humanos, o Caveirão é defendido pelas polícias como medida de segurança aos policiais.[8]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Renan Roesler Hamann, Baixaki (26 de novembro de 2010). «Como funciona o Caveirão, o tanque de guerra do BOPE». Consultado em 1 de dezembro de 2010 
  2. a b «Caveirão - Maverick, o novo caveirão». Terra. Consultado em 16 de fevereiro de 2016 
  3. «Conheça o novo Caveirão da Polícia do Rio de Janeiro». revistaautoesporte.globo.com. Consultado em 16 de fevereiro de 2016 
  4. «Novos caveirões das polícias Civil e Militar chegam ao Rio» (html). Extra. Globo. Consultado em 7 de julho de 2014 
  5. «Conheça o novo Caveirão de R$ 1,5 milhão que o Bope carioca irá usar - Foto 1 - Carros - R7». noticias.r7.com. Consultado em 16 de fevereiro de 2016 
  6. «Segurança Pública - Idéias e Ações». marius-sergius.blogspot.com. Consultado em 15 de julho de 2020 
  7. «Rio de Janeiro, 15 de Dezembro de 2004». www.viaseg.com.br. Consultado em 15 de julho de 2020 
  8. «Criticado, Caveirão do Bope é visto como proteção por policiais» (html). Último Segundo. iG. Consultado em 3 de setembro de 2010 
Wiki letter w.svg Este artigo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o. Editor: considere marcar com um esboço mais específico.