Caxambu

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Caxambu
  Município do Brasil  
Centro de Caxambu
Centro de Caxambu
Símbolos
Bandeira de Caxambu
Bandeira
Brasão de armas de Caxambu
[[Brasão|Brasão de armas]]
Hino
Lema Medicina entre flores
Apelido(s) "Cidade das Águas"
Gentílico caxambuense
Localização
Localização de Caxambu em Minas Gerais
Localização de Caxambu em Minas Gerais
Caxambu está localizado em: Brasil
Caxambu
Localização de Caxambu no Brasil
Mapa de Caxambu
Coordenadas 21° 58' 37" S 44° 55' 58" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Municípios limítrofes Baependi, Pouso Alto, Soledade de Minas, Conceição do Rio Verde.
Distância até a capital 384 km
História
Fundação 16 de setembro de 1901 (118 anos)
Aniversário 16 de setembro
Administração
Prefeito(a) Diogo Curi Hauegen (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 100,203 km²
População total (Estimativa IBGE/2019[3]) 21 656 hab.
Densidade 216,12 hab./km²
Clima tropical de altitude (Cwb)
Altitude 895 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 37440-000 a 37442-999[1]
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,743 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 142 767,507 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 6 636,03
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora dos Remédios[6]
www.caxambu.mg.gov.br (Prefeitura)
www.camaracaxambu.mg.gov.br (Câmara)

Caxambu é um município brasileiro no sul do estado de Minas Gerais. De acordo com a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em julho de 2019 sua população era de 21 656 habitantes.[3] É uma das principais cidades do Circuito das Águas de Minas Gerais e conhecida como importante estância hidromineral.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

A palavra "Caxambu" tem etimologia discutida. Existem várias interpretações:

  • teve origem do termo catã-mbu, que, no dialeto tupi dos antigos habitantes cataguás que habitavam a região, significa "água que borbulha" ou "bolhas a ferver".[carece de fontes?]
  • tem origem no termo tupi kaxabu, que significa "mandacaru";[7]
  • tem origem no termo de origem africana "caxambu", que designa:
    • um grande tambor;
    • um gênero musical;
    • um gênero de dança;
    • cartas que ficam viradas uma para outra no ato de embaralhar;[8]
    • morro em forma de tambor.[9]

História[editar | editar código-fonte]

Toda a atual região do sul do estado de Minas Gerais era território habitado pelos índios puris até a chegada dos primeiros europeus à região, a partir do século XVI.[carece de fontes?]

Em 1674, o Bandeirante Lourenço Castanho Taques, seguindo a trilha de Jacques Félix, vindo de Pinheiro ao Rio Verde, avistou o Morro de Caxambum, habitado na época pelos índios cataguases. Em 1711, era conhecida como Cachambu. No ano de 1714, Caxambu era uma paragem conhecida como Cachumbu, sítio onde morava Alferes Alberto Pires Ribeiro. Neste período "As Minas Gerais" pertenciam a capitania de São Paulo e foram divididas em três Comarcas, sendo Caxambu pertencente à Comarca do Rio das Mortes (São João del-Rei). Quando assim fizeram, a divisa entre a Comarca do Rio das Mortes e da Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá foi colocada no alto do Morro de Cachumbu (do livro "Datas e Fatos da Terra do Rio Verde", do historiador Benefredo de Sousa). Com a criação da Capitania Independente de Minas Gerais, em 2 de dezembro de 1720, era natural que permanecessem os mesmos limites, cabendo, à Capitania de São Paulo, toda a área das bacias dos rios Grande, Verde e Sapucaí. Afirma o historiador Hilton Federici, em seu livro "Histórias do Cruzeiro", que "furtivamente, os membros da Câmara de São João del-Rei fizeram mudar a posição do marco, levando-o para o alto da Serra da Mantiqueira".

Em 1814, conta-se que existiam apenas duas fazendas no povoado: a das Palmeiras e a Caxambu. Dizem que foi nesta época que descobriram a existência das fontes. Caxambu é famosa por suas ligações com a Família Imperial Brasileira, quando a própria Princesa Isabel e seu esposo Conde d'Eu, em 1868, vieram atraídos pela fama das águas. A princesa buscava a cura de sua infertilidade. Através das águas ferruginosas da fonte, hoje denominada Princesa Isabel e Conde d'Eu, a princesa curou-se de sua anemia e engravidou. Assim, ela mandou erguer, na cidade, a Igreja de Santa Isabel da Hungria, em agradecimento por ter sido curada. Em 1875, a cidade tornou-se Distrito de Baependi e a qualidade de suas águas foi reconhecida, tendo a sua exploração sido concedida pelo governo de Minas Gerais a empresas particulares.

Em 16 de setembro de 1901, foi criada a vila de Caxambu. E, finalmente, em 18 de setembro de 1915, foi elevada à categoria de cidade, abrangendo, até o ano de 1938, a área da atual cidade de Soledade de Minas. Em Caxambu, também estiveram outras figuras brasileiras importantes, como Rui Barbosa, que, admirado com a beleza do local, escreveu o poema "Medicina entre Flores".

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima

Com altitude de 895 metros, tem clima tropical de altitude, com média compensada anual de 20 °C. Confirma-se, assim, seu status na classificação para clima tropical, segundo a escala internacional de Köppen, como Cwb ("C" para média das temperaturas dos três meses mais frios do ano ser superior a três graus Celsius negativos e inferior a 18 °C no mês mais frio, "w" para invernos secos e "b" para temperatura média do mês mais quente ser inferior ou igual a 22 graus centígrados).

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1969, 1976 a 1986, 1988 a 1989 e 1991 a 2003, a menor temperatura registrada em Caxambu foi de -2,8 °C em 23 de julho de 1962. A temperatura também ficou negativa em 1° de junho de 1979, com mínima de -1,3 °C.[10] Já a máxima histórica atingiu 40 °C em novembro de 1993, nos dias 16 e 17, e em 3 de fevereiro de 1994.[11] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 226 milímetros (mm) em 2 de janeiro de 2000.[12] Dezembro de 1983, com 762,6 mm, foi o mês de maior precipitação.[13]

Dados climatológicos para Caxambu
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 39,7 40 35,6 32,4 30,2 29,9 30 33,2 39,6 37 40 39,8 40
Temperatura máxima média (°C) 28,7 29,5 28,6 27,5 25,4 24,1 24,9 26,4 27,2 28,1 28,5 28,3 27,3
Temperatura média compensada (°C) 22,5 22,7 22,1 20,9 18,3 16,5 17,1 18,3 20 21 21,7 21,7 20,2
Temperatura mínima média (°C) 16,6 16,3 15,7 14 10,9 8,2 8,7 9,9 12,5 14,1 15,2 15,8 13,2
Temperatura mínima recorde (°C) 8,1 9,6 8 4,4 0,2 -1,3 -2,8 0,1 3,6 6,1 5,8 6,8 -2,8
Precipitação (mm) 324,3 211,4 196,4 72,3 63,4 30 13,3 15,7 83,5 121,3 209,3 333,4 1 674,3
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 17 13 13 6 5 2 2 3 7 9 13 17 107
Umidade relativa compensada (%) 75,5 73,9 74,9 72,5 73 69,6 67,3 65,1 66,1 68,9 71,1 75,6 71,1
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[14] recordes de temperatura:
01/01/1961 a 31/12/1969, 01/08/1976 a 31/12/1986, 01/01/1988 a 31/12/1989 e 01/01/1991 a 31/01/2003)[10][11]

Atrações turísticas[editar | editar código-fonte]

Caxambu situa-se nas montanhas do sul de Minas Gerais, na região da Serra da Mantiqueira. A pequena cidade concentra o maior complexo hidromineral do mundo, com doze fontes de água mineral com propriedades diferentes, a maioria delas concentradas no Parque das Águas Doutor Lisandro Carneiro Guimarães, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.

Vista do alto do Teleférico 
Teleférico de Caxambu 
Centro de Caxambu visto do morro do Teleférico 
Parque das Águas de Caxambu 

A cidade é servida pelo Aeroporto Fernando Levenhagem de Mello.

Referências

  1. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1 de julho de 2019» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 28 de agosto de 2019. Consultado em 10 de outubro de 2019 
  4. «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2013. Consultado em 15 de junho de 2015 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 19. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  7. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupia antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 556.
  8. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 375.
  9. CUNHA, A. G. Dicionário etimológico Nova Fronteira da língua portuguesa. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. p. 168.
  10. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Caxambu». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 4 de julho de 2018 
  11. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Caxambu». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 4 de julho de 2018 
  12. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Caxambu». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 4 de julho de 2018 
  13. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Caxambu». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 4 de julho de 2018 
  14. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 4 de julho de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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