Cecília Metela

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde Maio de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Tumba da filha de Crasso, Cecília Metela Crética, filha de Quinto Cecílio Metelo Crético, na Via Ápia, agora parte do castelo medieval dos Caetani.

Cecília Metela (em latim Caecilia Metella) foi o nome dado a todas as mulheres da família romana Caecilii Metellii, conforme a nomenclatura romana de nomes.

Na história da Roma Antiga, surgem pelo menos quatro Caecilia Metella nas fontes da época:

Dalmática[editar | editar código-fonte]

Cecília Metela Dalmática (latim: Caecilia Metella Dalmatica), morta por volta de 80 a.C., era filha de Lúcio Cecílio Metelo Dalmático, pontifex maximus em 115 a.C. O seu primeiro casamento foi com Marco Emílio Escauro, princeps senatus, um dos aliados políticos da sua família e líder dos Optimates. Dalmática teve dois filhos deste casamento: Marco Emílio Escauro, o Jovem e Emília Escaura, a segunda mulher de Pompeu. Após a morte de Escauro, Dalmática voltou a casar com Lúcio Cornélio Sulla. Em 86 a.C., Caio Mário obteve o seu sétimo consulado e iniciou a perseguição aos seus inimigos políticos. Como Sulla, então no Oriente envolvido na guerra contra Mitrídates VI do Ponto, estava à cabeça da lista, Dalmática foi obrigada a fugir de Roma e reencontrou-se com o marido na Grécia, onde nasceram os gémeos Fausto e Fausta Sulla. Em 81 a.C., no final da guerra civil entre os Populares de Mário e os Optimates, Sulla conquista Roma e torna-se ditador vitalício, no conceito romano do termo. Dalmática acompanhou o marido e tornou-se então numa espécie de primeira-dama da cidade. Morreu pouco depois e Sulla concedeu-lhe um funeral público luxuoso, que foi contra todas as leis anti-esbanjamento que o próprio redigira.

Baleárica[editar | editar código-fonte]

Cecília Metela Baleárica, a Jovem (latim: Caecilia Metella Balearica Minor), morta em 89 a.C., foi a segunda filha de Quinto Cecílio Metelo Baleárico, cônsul em 123 a.C.. Sua irmã mais velha, Balearica Maior, foi uma virgem vestal. Baleárica casou com Ápio Cláudio Pulcro, líder de um ramo empobrecido dos patrícios Claudii, e alcançou uma reputação de virtude e modéstia que faziam dela um exemplo a seguir. Ao contrário do hábito das famílias romanas de então, que procuravam conter a natalidade e as despesas decorrentes de dotes e carreiras políticas, o casal era famoso pelos seus cinco filhos, dois rapazes (Ápio e Caio) e três raparigas (Cláudia Primeira, Cláudia Segunda e Cláudia Terceira ou Tertulla, que ficou conhecida como Clodia). Enquanto estava grávida pela sexta vez, Baleárica teve um sonho terrível, onde Juno lhe apareceu para se queixar do estado lastimável do seu templo. Como era costume numa altura em que os sonhos eram levados muito a sério, Baleárica correu a limpar o templo ela própria, ajudada apenas pelo censor Lúcio Júlio César. O feito aumentou a sua reputação de virtude mas pouco depois, talvez como consequência, Baleárica morreu em trabalho de parto. O seu último filho seria o famoso Públio Cláudio Pulcro.

Calva[editar | editar código-fonte]

Cecília Metela Calva (latim: Caecilia Metella Calva) foi filha de Lúcio Cecílio Metelo Calvo, cônsul em 142 a.C., e mulher de Lúcio Licínio Lúculo. Calva mereceu uma referência nas fontes não pelas virtudes e modéstia, mas pela sucessão de casos amorosos que manteve com homens casados e escravos que acabaram por provocar escândalo e divórcio. Foi a mãe de Lúcio Licínio Lúculo, o Jovem (cônsul em 74 a.C.) e Marco Terêncio Varrão Lúculo (cônsul em 73 a.C.). A data da sua morte é desconhecida.

Céler[editar | editar código-fonte]

Cecília Metela Céler (latim: Caecilia Metella Celer) foi filha de Quinto Cecílio Metelo Céler e da sua mulher Clodia. Em 53 a.C., Metela Céler foi casada à força com Públio Cornélio Lentulo Espínter, um político conservador aliado da sua família. Tal como a sua mãe, a sua vida ia provocar escândalo e pouco tempo depois do casamento, iniciou uma relação com Públio Cornélio Dolabela, um membro dos Populares e inimigo político dos Caecilii Metellii. O caso, que acabou em divórcio e escândalo, é conhecido através da correspondência de Cícero, cuja filha Túlia era então casada com Dolabela. Céler foi devolvida à família em desgraça, mas os primos não hesitaram em usar as suas artes de sedução para os seus próprios fins. Nos anos seguintes, seduziu vários partidários de Júlio César, de forma a limpar o nome da sua família dentro do núcleo do ditador. De entre os seus amantes não políticos contam-se o poeta Ticida, que escreveu sobre ela atribuindo-lhe o nome de Perilla e Esopo, um equestre que financiou a família por muitos anos. A data da sua morte é incerta.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]