Cecília Neville

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Cecília Neville
Duquesa de York
Condessa de March
Condessa de Cambridge
Condessa de Ulster
Marido Ricardo, 3.° Duque de Iorque
Descendência
Ana de Iorque, Duquesa de Exeter
Eduardo IV de Inglaterra
Edmundo, Barão de Rutland
Isabel de Iorque, Duquesa de Suffolk
Margarida de Iorque
Jorge, Duque de Clarence
Ricardo III de Inglaterra
Casa Real Casa de Neville (de nascimento)
Casa de Iorque(de casada)
Pai Ralph de Neville, 1º Barão de Westmorland
Mãe Joana Beaufort, Condessa de Westmorland
Nascimento 3 de maio de 1415
Castelo Raby, Durham
Morte 31 de maio de 1495 (80 anos)
Castelo Berkhamsted, Hertfordshire
Enterro Igreja de Santa Maria e todos os Santos, Fotheringhay

Cecília Neville (Durham, 3 de maio de 1415- Hertfordshire, 31 de maio de 1495) foi a esposa de Ricardo Plantageneta, terceiro duque de Iorque e mãe dos reis Eduardo IV e Ricardo III.

Lady Cecília Neville foi a filha caçula de Ralph Neville, primeiro conde de Westmorland e de sua esposa Joana Beaufort, a condessa. Era neta por via materna de João de Gaunt, primeiro duque de Lancastre e de sua terceira esposa Catarina Swyford, sendo João de Gaunt o terceiro filho sobrevivente de Eduardo III de Inglaterra e sua esposa Filipa de Hainault.

Foi também tia de Ricardo Neville, o décimo sexto conde de Warwick, um dos grandes líderes militares da época e uma ancestral de Catarina Parr, a sexta rainha de Henrique VIII.

Em 1424, aos nove anos de idade, seu pai lhe deu por esposa ao futuro Duque de Iorque, o menino de treze anos, Ricardo Plantageneta. Seu pai, morrendo em 1425, deixou suas terras para a viúva Joana Beaufort, que mais tarde passariam para Ricardo. Se casaram em outubro de 1429 e a primeira criança da união, Ana, nasceria em agosto de 1439 em Northampton.

Quando Ricardo se tornou o guardião real, ele e a esposa se mudaram para a França, na cidade de Ruão, em 1441. Seu primeiro menino Henrique lá nasceria e morreria em tenra idade. Lá também daria a luz ao futuro rei Eduardo IV, em 28 de abril de 1443 e foi rapidamente batizado na Igreja próxima. Acusado de ser filho ilegítimo, devido a privacidade de seu batizado e a ausência de seu pai no parto pelo primo e o irmão, foi assumido pelo duque como seu filho legítimo logo depois de nascido.

Em 1454, quando seu marido já se mostrava enfadado da influência de Edmundo Beaufort, primeiro duque de Somerset no rei, Cecília falou com a rainha consorte Margarida de Anjou em seu favor. Quando o rei ficou mentalmente instável, Ricardo foi nomeado como protetor de sua pessoa.

Quando a Guerra das Rosas irrompeu, ela rapidamente se tornou a favor da causa yorkista, e quando as terras do duque foram confiscadas, ela recebeu seiscentas libras por mês para sobreviver com os filhos.

Depois da vitória dos Iorque na Batalha de Northampton em 1460, ela se mudou com os filhos para Londres, na qual viveu com John Paston e quando seus filhos foram declarados apropriados para assumir o trono, estava para se tornar rainha até que seu marido morreu.

Seu filho Eduardo lutou continuamente contra os lancastrianos e quando se mudou para o castelo de Baynard, seu filho derrotou a dinastia de Lancaster e se tornou rei Eduardo IV, quando passou efetivamente a ser uma rainha-mãe. No começo do reino de seu filho, ela o defendeu e determinou o escudo da família como o escudo real, mostrando que seu marido foi o rei legítimo. Quando ele se casou com Isabel Woodville, deixou que sua mãe permanecesse nos quartos da rainha enquanto ele construiu novos aposentos para a consorte

Seu sobrinho, o conde de Warwick, e seu filho mais novo Jorge, duque de Clarence, se rebelaram contra o rei, declarando que seu pai não era o duque de Iorque e sim um arqueiro francês, sendo então um filho bastardo. Cecília não deu uma declaração pública sobre isso, por ter sido acusada de adultério. Mas sempre tentou reconciliar o rei e seu irmão até quando o ápice da guerra ocorreu.

Seu filho foi destronado brevemente pelo conde de Warwick e a rainha consorte de Henrique VI, o qual durou seis meses (Outubro 1470- Abril 1471). A briga entre Eduardo IV e seu irmão nunca foi parada, terminando com a execução de Jorge em 18 de fevereiro de 1478.

Cecília faleceu em 31 de maio de 1495 e foi enterrada com o marido Ricardo em Northamptonshire.