Cecim Calixto

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Cecim Calixto
Nome completo Cecim Calixto
Nascimento 17 de julho de 1926
Pinhalão / PR
Morte 29 de maio de 2008 (81 anos)
Tomazina / PR
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Poeta

Cecim Calixto (Pinhalão, 17 de julho de 1926Tomazina, 29 de maio de 2008), foi um poeta brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Cecim Calixto, terceiro filho dos libaneses Abrão Calixto e d. Izahia Cecim, nasceu em Pinhalão, norte do Paraná, em 1926. Iniciou os estudos em sua cidade natal e aos treze anos mudou-se para Curitiba com a intenção de completar sua formação acadêmica. Na capital paranaense formou-se em Contabilidade e após a formatura retornou ao norte paranaense, casou-se com Gilda Eleodora Chueire Calixto e estabeleceu residência na cidade de Tomazina aonde conheceu Avelino Antônio Vieira, dono que um pequeno banco local. Este pequeno banco foi o embrião do conglomerado Bamerindus, empresa que chegou a figurar como um dos maiores bancos do Brasil. Como colaborador do Bamerindus trabalhou em vários setores e gerencias ajudando a abrir novas agências na região e chegando ao cargo de diretor regional como também diretor de outras empresas adquiridas pelo Bamerindus.

Paralelamente aos cargos executivos, Cecim dedicava-se às letras, lendo e escrevendo poesia na forma de sonetos. Seu primeiro livro publicado foi “Ninfas”, em 1951 (este livro teve sua segundo edição em 1967). “Ninfas” rendeu ótimas críticas ao autor, porém, Cecim só publicou seu segundo livro após aposentado.

Quando seu ciclo profissional acabou, aposentando-se dos cargos executivos do grupo Bamerindus, Cecim colocou em prática sua eterna paixão. Admirador de sonetistas resolveu adotar a árdua tarefa da criação destes. Juntando velhos sonetos já escritos e desenvolvendo novos poemas, publicou alguns livros, todos com 99 sonetos, sendo eles: “Emoções” de 1997, “A Voz do Amor” de 2000, “Lampejos” e “Sete Poetas” (antologia ao lado de grandes nomes da poesia paranaense) em 2002 e “Tenda de Estrelas” de 2006.

Calixto também ganhou destaque no cenário literário com importantes prêmios que ganhou como no Concurso Nacional de Poesia “Helena Kolody”, premiado duas vezes; o primeiro lugar em sonetos no Concurso “Pinheiro do Paraná” e também em concursos literários de São Paulo e Rio Grande do Sul, entre outras homenagens que fora agraciado por seus trabalhos, como o prêmio recebido pela Brasil Telecom e a honra de ter sua obra exposta em 40.000 cartões telefônicos espalhados por todo o Brasil.

Cecim Calixto também enveredou pela trova em seu livro ainda nâo publicado “Trovas & Sonhos”.

Em 2008 Calixto publica mais um livro sobre Sonetos Ecológicos chamado: “Salvai a Natureza”.

Calixto pertenceu ao Centro de Letras do Paraná, Academia Paranaense de Poesia, UBT-PR (União Brasileira de Trovadores) e o Círculo de Estudos Bandeirantes.

Falecimento e Homenagens[editar | editar código-fonte]

Cecim Calixto faleceu na manhã da quinta-feira, 29 de maio de 2008, em Tomazina. Vitimado pelo câncer, o poeta paranaense tinha 81 anos e 10 meses quando interrompeu sua arte, deixando inúmeros poemas sem publicação.

São inúmeras as homenagens ao poeta, principalmente na sua cidade natal e na cidade em que viveu e morreu. A Casa da Cultura de Tomazina recebeu seu nome. Em Curitiba encontramos a Rua Izahia Cecim Calixto como homenagem ao poeta e a sua família libanesa, pois utiliza o seu nome e ao mesmo tempo o sobrenome do pai e o primeiro nome da sua mãe; homenagem esta, dada em vida, pois é um projeto de lei de 1975[1].

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CALIXTO, Cecim. A Voz do Amor. Curitiba: Ed. Juruá, 2000. 135 p.