Ceia judaica

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       AErro de citação: Elemento de abertura <ref> está mal formado ou tem um nome inválido Primeira Páscoa, a qual foi realizada no Egito, foi diferente das demais que foram realizadas posteriormente. A Páscoa realizada no Egito está relacionada à décima praga; a morte dos primogênitos dos egípcios e de seus animais e, também com a saída de Israel do Egito (Êx 12). Naquele dia, cada família fora instruída a imolar um cordeiro, ou cabrito, sem defeitos, e, aplicar o seu sangue nas ombreiras e na verga da porta de suas casas, como sinal que lhes asseguraria segurança se ficassem em casa. Contudo, precisavam obedecer à ordem divina. Portanto, o sangue aspergido nos marcos das portas, fora efetuada com fé obediente (Êx 12.28; Heb 11.28); essa obediência pela fé, então resultou na redenção mediante o sangue (Êx 12.7,13). Evidentemente o evento da Páscoa e do Êxodo, é sem dúvida, a mais linda história de Israel no A.T. A história de um povo resgatado da escravidão. Temos realmente certeza, de que se Deus, não houvesse agido e libertado o Seu povo, da escravidão do Egito, a história de Israel seria outra.

As celebrações anuais da Páscoa judaica concentravam-se em dois principais propósitos, que são:

   1.1) Memorial: - «...Este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor (Yahweh); nas vossas gerações e celebrareis por estatuto perpétuo. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este vosso? Então, direis. Este é o sacrifício da Páscoa de Jeová, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as vossas casas» (Êx 12.14,26 e 27, grifo nosso). Uma tão grande Salvação, realizada por Deus em prol de Seu povo, não poderia jamais cair no esquecimento. Vemos que, os Filhos de Israel foram instruídos por Deus, a solenizar todos os anos a sua libertação da escravidão no Egito, bem como, o livramento de seus primogênitos. Todos os anos na Festa da Páscoa; os filhos de Israel, nas gerações futuras, haveriam de fazer esta pergunta a seus pais; «Que culto é este?» Com relação ao significado deste culto, deveriam responder que se tratava do «sacrifício da Páscoa a Jeová» (Êx 12.27). Por conseguinte, era uma festa em torno da redenção de Israel do Egito. Aliás, solenizada ainda pelos judeus até os dias de hoje.

1.2) Simbolismo Profético: - O Senhor Jeová, bem que poderia ter determinado a morte dos primogênitos dos egípcios e, poupado os primogênitos dos filhos de Israel, sem que houvesse a necessidade de ordenar que cada família escolhesse um cordeiro (ou cabrito), de um ano de idade, sem defeito, e fosse sacrificado e seu sangue aspergido nos lugares indicados (na verga e nas ombreiras da porta). Deus poderia ter agido de outro modo, punindo Faraó, e libertando o Seu povo da escravidão, sem que fosse necessário sacrificar um inocente animalzinho. Mas, é Ele, quem controla todas as circunstâncias e, sabe perfeitamente o que faz e o que deve ser feito. Com todos estes acontecimentos, Yahweh, teve como propósito primordial, prenunciar a morte de Jesus Cristo; o alvo era ensinar Israel e, colocar em suas mentes, a salvação pelo «sangue», preparando-os para o advento de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29). É importante sabermos, que o cordeiro morto por cada família israelita, tornou-se o substituto de seu primogênito, uma vez que a morte não teve poder sobre as casas que estavam marcadas com sangue. Nisto, os israelitas, então, deveriam aprender sobre a substituição, isto é, substituir os inocentes pelos culpados.

É notório que no A.T., todos os sacrifícios de animais exprimiam o princípio, que devia verificar-se em sua plena realidade na morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Senhor Yahweh concedeu ao povo do A.T., uma prefiguração do sangue derramado por Jesus Cristo, da Sua morte vicária (em nosso lugar), pelos nossos pecados, da morte do justo pelos injustos, uma vez por todos. A Epístola aos Hebreus COPIOU E COLOU NE? TO ligado mostra-nos que os sacrifícios do A.T., eram na melhor das hipóteses, uma resposta incompleta do problema do pecado (Heb 8; 9; 10.1-15). Cessaram esses sacrifícios, mas ainda hoje eles nos ajudam a entender o significado da cruz, o significado do sacrifício de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

           Relato  bíblico sobre a última páscoa e a instituição da Santa Ceia 

Durante vários séculos a páscoa judaica viera apontando para o sacrifício de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus (João 1.29). Todavia, chegara o tempo do Senhor Jesus, celebrar a Última Páscoa, juntamente com os seus apóstolos. Este era o momento que Jesus tanto esperava (Luc 22.15). Foi na noite que precedeu a Sua morte, que Jesus e os Seus discípulos comeram a Última Páscoa, substituiu pela Sua Ceia e depois foi morto como o Cordeiro Pascal (Mat 26.17-29; Marc 14.12-26; Luc 22.7-20; João 13 e 14). Portanto, houve duas ceias; a Ceia da Páscoa e a Ceia do Senhor Jesus. Esta foi instituída no final daquela. Lucas menciona dois cálices (Luc 22.17-20); Mateus, Marcos e Lucas mencionam ambas as ceias, João somente cita a Páscoa.

A instituição da Santa Ceia, é relatada por dois apóstolos que foram testemunhas oculares e participantes dela, a saber; Mateus e João. Marcos e Lucas, embora não estivessem presentes na ocasião, suprem alguns pormenores. O apóstolo Paulo, ao dar instruções aos coríntios, fornece esclarecimento sobre algumas de suas particularidades (1 Cor 11.17-34). Tais fontes nos dizem que, na noite antes da Sua morte, Jesus se reuniu com os Seus doze apóstolos em um cenáculo mobiliado para celebrar a Última Páscoa (Mat 26.17-29 e ref.). Com o desejo de cumprir toda a justiça e honrar a lei cerimonial, que ainda durava, Jesus ordenou tudo o que era necessário para comer a Última refeição pascal com os Seus discípulos. Tudo foi feito como Jesus ordenara, e prepararam a Páscoa (Mat 26.17-19). «E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com o doze» (vs.20). O evangelista Lucas relata que Jesus desejava ansiosamente comer a Última Páscoa com os Seus discípulos. «E disse-lhes: tenho desejado ansiosamente comer convosco está Páscoa, antes do meu sofrimento» (Luc 22.15).

Jesus tomou os elementos da Páscoa e deu uma nova significação. Mateus relata: «Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice e dando graças deu-lho dizendo; bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue do Novo Pacto, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não bebereis deste fruto da vide até àquele dia em que beba de novo convosco no reino de meu Pai. E tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras» (Mat 26.26-30). A Páscoa judaica encontra seu comprimento e seu fim na, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa no A.T. e a Ceia do Senhor Jesus no N.T., ambas apontam para uma mesma coisa; o Sacrifício de Jesus Cristo! A primeira estava distante da outra por quase quinze séculos, e tinha um caráter prospectivo; apontava para a Cruz de Jesus Cristo; a segunda, a Ceia do Senhor Jesus, também chamada de Santa Ceia, têm um caráter retrospectivo; apontando também à morte de Jesus Cristo.

A Ceia do Senhor Jesus inicia uma nova era e aponta para uma obra já consumada. Podemos observar que, «duas festas uniram-se nesta celebração». No cenáculo deu-se um acontecimento notável: A Festa Pascal foi solenemente encerrada (Luc 22.16-18), e a Ceia do Senhor Jesus instituída com uma solenidade ainda mais sublime do que a Páscoa (Luc 22.19-21; 1 Cor 5.7). Portanto, naquela ocasião terminou um período e começou outro; Cristo era o cumprimento de uma ordenança e a consumação da outra. A Páscoa agora tinha servido seu propósito profético, porque o Cordeiro que o sacrifício simbolizava, ia ser morto naquele dia. Por isso foi substituída por uma «nova instituição», apresentando a verdadeira realidade do Cristianismo, como a Páscoa tinha apresentado a do Judaísmo.

          O tempo em que ocorreu a ultima páscoa

O Dia exato da celebração da Última Páscoa é um dos assuntos debatidos pelos estudiosos. Diferentes tipos de interpretações têm sido expostos. Isto é o que veremos abaixo:

   Primeira interpretação:  Esta interpretação julga que a ordem de Jesus aos seus discípulos para que  fizessem os preparativos para a Páscoa, sucedeu na «quarta-feira» do 13 de Nisã,  e que a Ceia pascal, foi comida no começo da «quinta-feira» do dia 14 de Nisã;  neste caso colocam a crucificação de Jesus como ocorrida na «quinta-feira 14 de  Nisã», que é incorreto.
   Segunda interpretação:  Estes com base nos Evangelhos sinópticos (Mat 26.17; Mc 14.12; Luc 22.7),  sustentam que os preparativos para a Páscoa, foram feitos na tarde da  «quinta-feira» do dia 14 de Nisã, e que a Ceia pascal foi comida no começo (na  noite) da «sexta-feira do dia 15 de Nisã». Estes colocam a crucificação de Jesus  para esta última data, que é também incorreto.
   Terceira interpretação:  Para os que defendem está interpretação, Jesus enviou dois dos Seus discípulos à  procura de um cenáculo que Ele mesmo indicara, para que assim fizessem os  preparativos para a Páscoa, na «quinta-feira do dia 13 de Nisã» e, que Jesus e  os discípulos comeram a Ceia pascal (na qual em seguida Jesus instituiu a Santa  Ceia), na noite da «sexta-feira do dia 14 de Nisã». De acordo com essa  interpretação, Jesus foi crucificado na hora terceira da «sexta-feira do dia 14  de Nisã».

Destas três interpretações que acabamos de ver, a «terceira» é a que se harmoniza com o desenrolar dos fatos, desde a ordem de Jesus para os preparativos para a Páscoa até a Sua crucificação. Para confirmar esta interpretação, é necessário fazermos algumas objeções, vejamos em seguida:

De acordo com Mateus, Marcos e Lucas, Jesus enviou dois de Seus discípulos para que fizessem os preparativos da Páscoa «No primeiro dia da festa dos pães asmos» [Páscoa], dando a entender ser o dia 14 de Nisã, sendo assim, era realmente o dia em que eram imolados (entre as duas as tardes) no Templo os cordeiros pascais. Entretanto, João, sem mencionar os preparativos (que segundo Lucas foram Pedro e João os dois discípulos enviados por Jesus para fazerem os preparativos para a Páscoa – Luc 22.8), transmite-nos uma expressão diferente dos sinópticos, quando ao se referir à Última Páscoa celebrada por Jesus e seus discípulos, prefere em dizer que ela (Última páscoa) acorreu «antes da festa da Páscoa» (João 13.1).

Realmente o maior desafio consiste em esclarecer, se a Última Ceia pascal, ocorreu no começo do dia 14 ou no começo do dia 15 de Nisã. O que já podemos afirmar, é que, a crucificação de Jesus, ocorreu na sexta-feira, e não na quinta-feira, como supõem a primeira interpretação a qual temos visto acima. Tal fato é confirmado nas palavras do apóstolo João que diz: «Então os judeus, para que no sábado ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação» (João 19.31). «...Preparação...», no grego parasceve, «...sexta-feira...», no hebraico é erebh shabbath, isto é, o dia anterior ao sábado.

Depois de confirmado que a crucificação de Jesus Cristo se deu na manhã da «sexta-feira», assim também fica comprovado que a Última Ceia pascal ocorreu após o início da «sexta-feira», ou seja, após o pôr-do-sol da «quinta-feira» (o dia judaico começa às 18h). Sendo assim, os preparativos da Páscoa foram feitos na tarde da «quinta-feira». Como já sabemos que a celebração da Última Ceia Pascal se deu na sexta-feira, agora, precisamos esclarecer, se aquela quinta-feira da Paixão, era dia «13» ou «14» de Nisã. De modo como já vimos, pelas expressões dos sinópticos (Mat 26.17; Marc 14.12; Luc 22.7), sugerem que aquela «quinta-feira» era «14 de Nisã» (veja sobre a «segunda interpretação»). E, segundo João era «antes da Festa da Páscoa» (João 13.1). Portanto, há uma aparente contradição entre os sinópticos (Mateus, Marcos, Lucas) e João. Pela aparente expressão de linguagem dos sinópticos, a Última Páscoa ocorreu no dia 15 de Nisã, neste caso indica que Jesus foi crucificado no dia 15 de Nisã, ou seja, na manhã deste dia. Todavia, segundo o desenrolar dos fatos, os preparativos para a Páscoa foram feitos, na quinta-feira do dia «13 de Nisã», e que a Última Ceia Pascal de Jesus e os seus discípulos, foi realmente comida na noite, ou seja, após o início da «sexta-feira do dia quatorze de Nisã». Tais fatos são confirmados pelas seguintes razões:

    1. Se realmente aquela sexta-feira fosse «15 de Nisã», então, seria um dia  de feriado religioso. Todos os anos o dia 15 de Nisã era um dia de  Santa Convocação (Êx 12.16), isto é, o primeiro dia da Festa dos Pães  Asmos, e, conforme a ordem Divina, neste dia nenhuma obra podia ser feita,  exceto o que diz respeito à comida, isso poderia ser feito (Vede «Os Dias de  Santas Convocações»). Por conseguinte, o dia «15 de Nisã», era um dia de repouso  igual ao sábado semanal. Diante disso, vamos juntos raciocinar: Porventura,  violaria os judeus um feriado religioso para prender, julgar, condenar e  crucificar Jesus Cristo? Não, jamais fariam isto num feriado religioso, mesmo em  se tratando de um suposto malfeitor (Luc 22.52).
    2. Nos tempos de Jesus Cristo, os cordeiros pascais eram imolados no Templo, em  Jerusalém, na tarde do dia 14 de Nisã (Deut 16.5,6). O cordeiro que Jesus  e os seus discípulos comeram por ocasião da Última Páscoa, não foi abatido no  Templo, mas sim, no lugar onde fizeram os preparativos da Páscoa, ou seja,  possivelmente no cenáculo (Luc 22.8-13).
    3. Se aquela «quinta-feira» tivesse sido «14 de Nisã», obviamente, todos os demais  judeus também teriam imolado os cordeiros pascais e não somente os discípulos de  Jesus Cristo. Para isso, teriam também os demais judeus comido a Ceia pascal ao  mesmo tempo em que Jesus e os Seus comeram a Última Ceia Pascal, isto é, na  noite da «sexta-feira 15 de Nisã». Teriam crucificado Jesus na «sexta-feira  15 de Nisã»?
    3.1. Não há nenhuma evidência bíblica que venha a indicar que os judeus tenham  celebrado a Páscoa ao mesmo tempo em que Jesus e os seus discípulos a  celebraram-na. Pelo contrário, pela cronologia dos acontecimentos, fica evidente  que Jesus e os Seus discípulos celebraram a Última Páscoa com um dia de  antecedência, ou seja, cerca de 24 horas antes. A Páscoa oficial, isto é, a  ceia pascal dos judeus, somente ocorreu depois do pôr-do-sol da «sexta-feira»,  precisamente na noite do «sábado», quando Jesus já estava na sepultura.
    3.2. Outro fato que comprova que aquela «quinta-feira» não foi «14 de Nisã» (e que na  verdade a sexta-feira não foi «15 de Nisã»), se verifica nas palavras do  apóstolo João, quando ao indicar o tempo do julgamento final de Jesus, disse:  «Ora, era a preparação [gr parasceve] da Páscoa, e cerca da  hora sexta...» (João 19.14a). A expressão «...preparação...», nesta  passagem tem o sentido diferente da expressão «preparação», do versículo  31 deste mesmo capítulo. A expressão «preparação» aqui enfocada, diz  respeito «à véspera da Páscoa», hebraico erebh ha-pesah, e não exatamente  o dia anterior as sábado, conforme João 19.31. Esta passagem (vs.14) indica que  era o momento (na «hora sexta» certamente é a hora romana, às 6h da manhã, pois  o dia romano começava à meia-noite) em que os judeus estavam fazendo os  preparativos para a Páscoa, o que incluía o abate dos cordeiros na tarde daquele  dia (sexta-feira, 14 de Nisã), para que assim fosse comido (ceia pascal), após o  pôr-do-sol, quando se dava início a um novo dia, isto é, o sábado 15 de Nisã  (Mat 27.15; Marc 15.6,42, João 18.39). Neste caso, fica evidente que até o  momento da crucificação de Jesus, os judeus ainda não haviam celebrado a ceia  pascal.
    3.3.   Jesus não foi crucificado no dia «15 de Nisã», ou seja, aquela «sexta-feira» não foi 15 de Nisã, como aparentemente indicam os evangelistas Mateus, Marcos  e Lucas. Jesus Cristo celebrou a Última Ceia Pascal com os Seus discípulos na  noite da «sexta-feira dia 14 de Nisã», e foi crucificado no mesmo dia, porém, na  manhã deste dia, na «hora terceira» judaica (cerca das 9h). Pois, Jesus expirou  na cruz no mesmo dia (14 de Nisã) em que no Templo eram imolados os cordeiros  pascais (isto é, na hora nona judaica, cerca «das 15 horas» em  nosso horário). É bom termos em mente que, Jesus também cumpriu com perfeição o  «fator tempo» determinado pela Lei Mosaica, como «dia» e «hora». E, este dia era «quatorze do primeiro mês» do calendário Sagrado judaico, ou seja, 14  de Abibe ou Nisã, e, esta hora era «às 15 horas» (hora nona). Jesus  Cristo é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, o antítipo dos  cordeiros pascais.
      A  possível ordem dos acontecimentos, entre a quinta e a sexta-feira da semana da  Paixão 

Segue abaixo; a ordem provável dos acontecimentos entre a «quinta-feira» (13 de Nisã) e a «sexta-feira» (14 de Nisã) da Semana da Paixão:

No quinto dia semana (13 de Nisã), Jesus enviou dois de Seus discípulos (Pedro e João) para que fizessem os preparativos para a Páscoa, num cenáculo que Ele mesmo indicara (Mat 26.14-19). Ao declinar do dia Jesus seguiu com os Seus discípulos para esse lugar (Marc 14.17). Depois do pôr-do-sol (início da sexta-feira, 14 de Nisã) assentaram-se juntos (ou melhor, se inclinaram conforme o costume romano) Jesus e os seus discípulos para participar da Última Páscoa. No decurso da refeição pascal, Jesus levantou-se e lavou os pés dos discípulos (João 13.4-20). Em seguida com grande tristeza, Jesus predisse que um dos doze havia de traí-lo; antes de comer o cordeiro e após comer um pedaço de pão molhado (na sopa de frutas) que Jesus lhe dera, Judas Iscariótes se retirou para não mais voltar à presença do Mestre, senão na hora da traição, no Jardim (João 13.26,27). Depois da celebração da Ceia Pascal (rito característico do A.T.) pela última vez; então Jesus instituiu simbolicamente o pão dizendo: «Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim» (Luc 22.19). «Semelhantemente, depois de cear tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança no meu sangue, derramado em favor de vós» (Luc 22.20). Depois de celebrar a Santa Ceia, Jesus instruiu os Seus discípulos e consolou-os dizendo: «Não se turbe o vosso coração...» (João 14.1). Jesus Intercedeu por Si mesmo e pelos Seus discípulos, com uma oração sacerdotal (isto é, oração feita de joelhos – João 17.1-26), cantou um hino e saíram para o Getsêmani, onde foi para orar, durante o tempo em que precedia a sua traição e prisão. Foi naquele lugar onde Jesus sofreu a mais dura agonia antes da cruz. Tendo sido fortalecido, Jesus recebe a visita esperada do traidor (Judas), tendo em companhia uma multidão de pessoas. Após um beijo traiçoeiro, Judas indicou a vítima, aos soldados. Então, Jesus foi preso, em seguida acusado, julgado, maltratado, escarnecido, condenado e crucificado (Mat 26.17 ss.; Marc 14.25 ss.; Luc 22.7 ss.; 23; João 13-19).

Segundo a tradição judaica, cada alimento presente numa refeição simboliza uma etapa na trajetória de sair da escravidão:

  • Zeroah: osso da perna do cordeiro usado como lembrete do cordeiro oferecido na Páscoa no Templo de Jerusalém. Também lembra que Deus passou por cima das casas do povo judeu no Egito
  • Beytza: o ovo simboliza o ovo assado oferecido no Templo de Salomão na festa da Páscoa.
  • Maror: pedaço de erva amarga que relembra a amargura e opressão durante o período de capitalismo instalado em Israel.
  • Haroset: mistura de maçãs raladas, canela, castanhas e vinho que simboliza a argamassa usada pelos trabalhadores judeus escravos no Egito.
  • Karpas: pedaço de salsa ou aipo que relembra a estação da primavera, a época da Páscoa, e é o símbolo da gratidão para com Deus pela qualidade da terra.
  • Água salgada: símbolo da amargura que Israel suportou em sua experiência de cativeiro. É usada para mergulhar a salsa.
  • Matzot: 3 pães sem fermento que representam os patriarcas Abraão, Isaac e Jacó.
  • Vinho: o vinho relembra a cor do sangue com que os judeus pincelaram os batentes das portas de suas casas para que os primogênitos pudessem sobreviver
  • Editado por Gabriel Lynik. 21/03/2016
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