Cemitério dos Prazeres

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Entrada do cemitério

O Cemitério dos Prazeres é um cemitério situado na parte ocidental de Lisboa. Fica localizado na freguesia da Estrela, perto do bairro de Campo de Ourique, sendo o segundo maior cemitério da capital portuguesa. Após a cidade de Lisboa ter sido atingida por um surto de cólera morbus, em 1833, foi urgente a criação de um grande cemitério, tendo sido criado assim o Cemitério dos Prazeres. Passou para administração municipal em 1840 na sequência de decreto-lei de Rodrigo da Fonseca Magalhães publicado em 1835 pelo qual passaram a ser obrigatórios os enterramentos em espaços exclusivamente destinados para esse fim. Constituído quase exclusivamente por jazigos particulares, é possível admirar monumentos de autores anónimos, lado a lado com peças de arquitetos de renome do século XIX até aos nossos dias, bem como o trabalho de alguns do nossos maiores escultores que desta forma se perpetuaram através da sua magnífica obra.

Por servir o lado ocidental de Lisboa, onde estavam implantados os bairros das residências aristocráticas, logo desde os seus primeiros anos, o Cemitério dos Prazeres acabou por se tornar o cemitério das famílias dominantes da cidade, que com os seus gostos e meios materiais, acabam por dar uma certa monumentalidade ao cemitério. As construções imponentes que acabam por ocupar praticamente todo o espaço ajudam-nos a ter uma noção das ideias e gostos arquitectónicos, mas também das convicções e crenças que ficam bem evidentes na rica e variada simbologia que as ornamentam. Na capela do cemitério encontra-se a antiga sala de autópsias e desde 2001 o Núcleo Museológico, ligação entre o espaço monumental exterior e o seu interior, onde se pode observar o espólio composto por interessantes peças de época, provenientes de jazigos abandonados, ligadas ao culto da morte e da memória, tais como crucifixos, figuras de santos, candelabros, jarras, fotografias, entre muitos outros.

O Talhão de Artistas, o Talhão da Polícia de Segurança Pública e o Talhão dos Bombeiros Sapadores são únicos locais passíveis de inumação temporária, já que este cemitério não está circunscrito a nenhuma freguesia.

O Pórtico de entrada do cemitério é da autoria do arquitecto Domingos Parente da Silva. O nome Prazeres deriva do antigo nome da quinta que ocupava a mesma área que o atual cemitério. Encontra-se também aqui a maior e mais antiga concentração de ciprestes da Península Ibérica

Abre todos os dias da semana e tem horário de funcionamento das 9h00 às 17h00 no Inverno e das 9h00 às 18h00 no Verão.

Talhão dos Artistas[editar | editar código-fonte]

Entre as personalidades ilustres que se encontram sepultadas no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, encontramos sobretudo atores, cantores, escritores, pintores e apresentadores de televisão. Denota-se a ausência da fadista Amália Rodrigues que foi trasladada para o Panteão Nacional após uma enorme pressão dos seus admiradores e uma modificação da lei que exigia um mínimo de quatro anos antes da trasladação. Foi também trasladado para o Panteão Nacional o escritor Aquilino Ribeiro. Fernando Pessoa foi também aqui sepultado a 2 de Dezembro de 1935, tendo sido trasladado em 1988 para o Mosteiro dos Jerónimos, aquando do centenário do seu nascimento.

Encontram-se sepultadas no cemitério inúmeras personalidades, entre elas:

Mausoléu de D. Pedro de Sousa Holstein[editar | editar código-fonte]

Mausoléu de D. Pedro de Sousa Holstein, Duque de Palmela, no Cemitério dos Prazeres em Lisboa.

O Mausoléu de D. Pedro de Sousa Holstein, Duque de Palmela, é o maior mausoléu particular da Europa, com cerca de 200 corpos e restos mortais pertencentes à mesma família, à excepção de dois padres e alguns criados e criadas. O seu espaço exterior recria a simbólica de um templo maçon e na capela, no interior da construção, várias estátuas de escultores de renome, como Canova, Teixeira Lopes e Calmels, embelezam os túmulos.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]