Centúrias (banda)

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Centúrias
Informação geral
Origem São Paulo,  São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) heavy metal
Período em atividade 1980 - 1988; 2012 - hoje
Gravadora(s) Baratos Afins
Integrantes Nilton "Cachorrão" Zanelli
Ricardo Ravache
Eduardo Boccomino
Júlio Principe
Ex-integrantes Paulo Thomaz
Eduardo Camargo
Adriano Giudice
Rubens Guarnieri
Marcos Patriota
Paulo Roberto "Paulinho"
Cacá*
Aguinaldo "Guina" Martins
Marco Aurélio "Malhão" de Lima
Marcio Milani
Fausto Celestino
Renato "Panda" Gonçalves
Roger Vilaplana
Página oficial Site oficial (em português)

Centúrias é uma banda brasileira de heavy metal.

História[editar | editar código-fonte]

[1] Criado em agosto de 1980 pelo baterista Paulo Thomaz (atual Baranga e Kamboja) e com nome sugerido pelo jornalista Regis Tadeu, o Centúrias estreou nos palcos em 31 de outubro de 1981. A primeira formação contava ainda com Cacá (baixo, já falecido*), Paulo Roberto "Paulinho" (guitarra), Eduardo Camargo (vocal) e Aguinaldo "Guina" Martins (teclado).

Debutando[editar | editar código-fonte]

Antes de estrear nos palcos, o Centúrias fez uma gravação contando com o auxílio de Gerson Tatini, baixista que trabalhou com nomes como Moto Perpétuo, Rita Lee, Secos e Molhados e São Quixote.

O primeiro show ocorreu a 31 de outubro de 1981 no extinto Teatro Idema, no bairro Jabaquara, em São Paulo (SP), que contou com a presença banda Zero Hora.

Os shows seguiam no ano seguinte pela capital paulistana, em casas cultuadas da época, como o lendário Teatro Lira Paulistana na Vila Madalena e o Carbono 14 na tradicional rua 13 de maio no Bixiga.

Guina não ficou por muito tempo na banda, já que o grupo optou por outra sonoridade, mais pesada e sem teclados. Naquela fase, ocorreu a substituição de Márcio Milani pelo baixista Marco Aurélio "Malhão" Lins de Lima, que havia integrado a banda de Jazz/Fusion Gota Coral, que posteriormente se transformou no grupo de Pop Degradeé.

A segunda gravação[editar | editar código-fonte]

Já em 1983 ocorre a gravação de uma Demo-Tape no estúdio Abertura em São Paulo, local onde gravaram bandas como a Patrulha do Espaço e a Banda da Esquina. Coincidentemente, a produção das faixas "Minha Cidade" (letra de Malhão), "Rock Na Cabeça" (letra de Malhão e Paulão Thomaz), "Duas Rodas" (letra de Paulão Thomaz) e "Dias De Luta" (letra de Paulinho e Edu Camargo) ficou a cargo de Rolando Castello Júnior, baterista da Patrulha do Espaço.

O Centúrias então fez sua reestreia no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, ao lado do Made In Brazil. Nesta ocasião, os roadies do grupo eram amigos que formariam, pouco tempo depois, uma banda que se tornou uma das maiores do Brasil no Thrash Metal: Korzus.

SP Metal 1[editar | editar código-fonte]

Em 1984, já com outra formação, o grupo participou com as faixas "Duas Rodas" e "Portas Negras" (música de Paulo Roberto e Edu Camargo com letra de Paulo Roberto) de um dos primeiros registros fonográficos da cena nacional, a coletânea SP Metal. O convite partiu de Luiz Carlos Calanca, dono da gravadora independente Baratos Afins, que pretendia lançar um álbum da banda. Como ele não tinha recursos para produzir discos de todas as bandas que pretendia, partiu para a produção da coletânea, que também contou com Salário Mínimo, Avenger e Vírus.

Gravada entre agosto e setembro de 1984 e lançada meses depois, a coletânea SP Metal se tornou um marco do Heavy Metal brasileiro. Porém, às vésperas da gravação, havia tensão no ar e ocasionou uma nova mudança no line-up, com o retorno do baixista Marcio Milani e a saída do guitarrista Paulinho antes da gravação dos solos de guitarra das músicas que integrariam o SP Metal. Desta forma, Fausto Celestino se juntou a Edu Camargo, Paulão Thomaz e Marcio Milani para finalizar a gravação.

Após o lançamento de SP Metal, a aceitação foi ótima. "Duas Rodas" e "Portas Negras" conseguiram cativar os que ainda não conheciam o grupo.

Mudanças na formação[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento de SP Metal ocorreu mais uma mudança, com a saída de Milani e a entrada do baixista Renato "Panda" Gonçalves, que ficou pouco tempo. A nova formação fez alguns shows, com destaque para um na Praça do Rock, no Parque da Aclimação, em São Paulo. Todavia, Fausto e Renato não permaneceram por muito tempo e o grupo correu o risco de encerrar as atividades. Ficou um tempo inativo até que, em meados de 1985, houve um contato com os músicos do Abutre. O guitarrista Ricardo Giudice era fã do Centúrias e indicou seu irmão, Adriano, que tinha apenas quinze anos de idade. Além disso, também foi responsável pela entrada do baixista Rubens de Oliveira Guarnieri, que era seu roadie e já tocava com Adriano.

Última Noite[editar | editar código-fonte]

[2] Com o status de banda grande para os padrões da época, fazia por merecer seu próprio registro. Luiz Calanca, da Baratos Afins e idealizador do SP Metal, não perdeu tempo e deu a chance para Paulo Thomaz (bateria), Eduardo Camargo (vocal), Adriano Giudice (guitarra) e Rubens Guarnieri (baixo). O quarteto entrou no estúdio Vice-Versa em outubro de 1985 para gravar o EP "Última Noite". Mesmo com todas as dificuldades encontradas com o precário equipamento que dispunham, conseguiram gravar um dos melhores álbuns de Hard Rock cantado em língua portuguesa, destacando a faixa "Não Pense, Não Fale", "Rock Na Cabeça" e a regravação de "Duas Rodas".

Na fase de divulgação de Última Noite, o show que marcou o Centúrias foi o festival "Metal 4", realizado no dia 3 de maio de 1986 no ginásio da Sociedade Esportiva Palmeiras, em São Paulo. O evento contou ainda com a presença das bandas A Chave do Sol, Salário Mínimo e Abutre. A banda também contou com exposição nas rádios e até em programas na TV, como o Realce da TV Gazeta, apresentado pelo argentino Santiago Malnati, o popular Mister Sam.

A ida temporária de Paulo Thomaz para o Korzus não foi tão bem vista pelos integrantes do Centúrias. Ainda assim, os shows seguiam com a mesma pegada pela Praça do Rock, Ceret, Raio Laser e Rainbow Bar e o quarteto conquistava novos fãs. Tudo parecia caminhar bem até que chegou o momento de pensar no próximo passo, que naturalmente seria a gravação do primeiro disco completo. O que aparentava ser o grande estouro do Centúrias no cenário, inclusive com grande expectativa por parte do público, acabou se tornando um martírio. Problemas de falta de rendimento nos ensaios, composições que não fluíam e até mesmo mudança no gosto musical dos músicos foram determinantes para uma nova e radical reformulação.

Ninja[editar | editar código-fonte]

[3] Tempos depois, por diferenças musicais, o grupo mudou seus integrantes, restando somente o baterista Paulo Thomaz do line-up original. Com o vocalista Nilton "Cachorrão" Zanelli (ex-Santuário e Aerometal), e os ex-Harppia Ricardo Ravache (baixo) e Marcos Patriota (guitarra), a palavra-chave era motivação. Assim, o quarteto logo passou para a fase dos ensaios e da criação das novas composições. Embora trabalhando seriamente, havia descontração e isto mostrava o bom relacionamento interno, algo que Paulo Thomaz sempre quis.

Grande parte do material da fase Ninja foi criado em parceria com o guitarrista Roger Vilaplana, ex-Nostradamus. Como os ensaios eram frequentes e os shows traziam as novas composições, o Centúrias estava pronto para gravar. Numa das reuniões semanais de bandas na Baratos Afins, na Galeria do Rock, o grupo comunicou a Luis Calanca que a nova formação tinha material mais que suficiente para um disco.

Em que pese o bom entrosamento e a perfeita harmonia dos integrantes, a gravação de Ninja foi um sufoco, segundo Paulo Thomaz. As sessões ao lado do técnico de som Pepeu foram feitas em março de 1988, no estúdio Guidon (SP). Mais voltado para o Heavy Metal, o LP Ninja 1988 contou com faixas como "Senhores da Razão" e "Fortes Olhos", que faziam sucesso nos shows.

Após a gravação de Ninja, a banda encerrou as atividades. Em 2004, foi realizado um show histórico de reunião do Centúrias, que também contou com a presença do Harppia. A idealização do evento foi do guitarrista Tadeu Dias (ex-Cavalar e atual Oitão), que substituiu Marcos Patriota. Quatro anos depois, em julho de 2008, o Centúrias voltou aos palcos para fazer shows especiais matando a curiosidade dos novos fãs e o saudosismo da velha guarda. O primeiro foi na LedSlay (SP) com o Salário Mínimo e, na sequência, no "Heavy Rock Revival 3 - SP Metal Years", realizado no Blackmore Bar (SP) junto de Vírus e Salário Mínimo.

O retorno[editar | editar código-fonte]

[4] Hoje há um forte resgate ao som pesado cantado em português. Vários músicos e fãs da nova geração buscam inspiração em bandas como o Centúrias, que teve seus trabalhos relançados em um só CD em 2001 pela Baratos Afins. Ainda assim, o grupo não pensava em voltar definitivamente à ativa. A gravação de uma música inédita para o documentário "Brasil Heavy Metal" da produtora Ideia House, porém, veio junto com o anúncio do retorno em junho de 2012.

A reestreia nos palcos foi no "Embu Guaçu Rock 'n' Roll Fest". Desde então, Nilton "Cachorrão" Zanelli (vocal), Ricardo Ravache (baixo) – integrantes da formação que gravou o álbum "Ninja" (1988) –, Roger Vilaplana (guitarra, ex-Nostradamus e que tem participação na autoria em cinco faixas de "Ninja") e Júlio Príncipe (bateria, ex-Firebox) estão com uma agenda regular de shows, tocando um repertório composto por músicas dos álbuns "Ninja" (1988), "Última Noite" (1986) e "SP Metal 1" (1984), além de novas composições, como "Inúteis Palavras", gravada para o projeto/documentário Brasil Heavy Metal,[5] sendo que "Cachorrão" ainda participou junto com outros artistas da gravação da música-tema do filme.[6]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Estúdio[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Revista Roadie Crew, ano 2008, mês dezembro - edição 119 (Seção: "Background")
  2. Revista Roadie Crew, ano 2008, mês dezembro - edição 119 (Seção: "Background")
  3. Revista Roadie Crew, ano 2009, mês janeiro - edição 120 (Seção: "Background")
  4. http://www.brasilmusicpress.com/pt/clientes/cliente.php?cID=102
  5. http://www.brasilheavymetal.com/bhm/bd1/?page_id=333
  6. http://stayheavy.com/pt/noticias.php?nID=7349

http://www.brasilmusicpress.com/pt/clientes/cliente.php?cID=102

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

↑# Revista Roadie Crew, ano 2009, mês janeiro - edição 120 (Seção: "Background") ROADIE CREW. São Paulo, Editora Roadie Crew, 1996-, mensal.