Centro (Aracaju)

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Centro de Aracaju
—  Bairro do Brasil  —
Palácio Olímpio Campos, Praça Fausto Cardoso, Centro, Aracaju-SE, foto de 2011
Palácio Olímpio Campos, Praça Fausto Cardoso, Centro, Aracaju-SE, foto de 2011
Município Aracaju
Fonte: Não disponível

Centro é um bairro de Aracaju. Limita-se ao norte com o Santo Antônio, e Industrial, a leste com o Rio Sergipe, a oeste com o Getúlio Vargas e Cirurgia e ao sul com o São José.

O Quadrado de Pirro (1855-1905)[editar | editar código-fonte]

Antiga Cadeia Pública de Aracaju, na Praça General Valadão, atual Palácio Serigy, inaugurada em 1872 e demolida na década de 1930. Foto de 1907.

Coube a Sebastião José Basílio Pirro a missão de "construir" o Centro da cidade de Aracaju, escolhida como nova capital em 17 de março de 1855 em detrimento de São Cristóvão. A região da colina de Santo Antônio de Aracaju, onde já existia o aldeamento e berço da cidade, e o povoado Massaranduba, atual Bairro Industrial, foram descartados do projeto da nova capital. Esta foi construída a uma distância de aproximadamente 500m ao sul dos núcleos primitivos e afastamento máximo de 100m a oeste. Os terrenos eram pantanosos e alagados, com alta insalubridade, porém próximos ao novo porto, principal motivo da transferência da capital de Sergipe.

A primeira planta de Aracaju tinha 32 quadras de 110m X 110m e ficou conhecido como "tabuleiro de xadrez", considerado de vanguarda na época. Foram demarcadas também áreas de expansão com 1188m (540 braças) nas direções norte, oeste e sul. As populações de baixa renda e alforriados não podiam morar no "Quadrado de Pirro".

Parte-se então para a construção das primeiras edificações. A Igreja de São Salvador foi construída em 1857. Os poderes foram afixados em uma praça às margens do estuário do Rio Sergipe. Lá ergueu-se a Delegacia Fiscal, primeiro palácio do governo da província de Sergipe d’El Rey, também ficou conhecido como Palácio Imperial por ocasião da visita de Dom Pedro II em 1860, bem como o atracadouro chamado de Ponte do Desembarque depois rebatizado como Ponte do Imperador. Ainda nessa fase merece destaque a construção da Companhia de Aprendiz de Marinheiro destinada para o controle estuarino da capital.

Um das grandes dificuldades do Centro nesse período era a má qualidade da água, muito avermelhada e de baixa potabilidade. Nos primeiros anos foram registradas grandes epidemias de malária, febre amarela e cólera vitimando inclusive o responsável pela transferência da capital, o presidente da província Inácio Joaquim Barbosa. O próprio Imperador Pedro II relatou em seu diário de viagem a Sergipe, em 1860 o problema da água: "Fonte poço de Maruim; água amarela; mas o gosto é melhor que a qui bebi hontem, ou quazi bom, e dizem que é saudável, e pode-se guardar 30 dias. Boa água pa beber."

2ª Fase: 1905-1930[editar | editar código-fonte]

Rua Laranjeiras, Centro, Aracaju-SE, foto de 2011.

O sistema de captação e tratamento de água é concluído em 1909 a partir do Rio Pitanga. São abertas a rua da Aurora, atual Avenida Barão do Rio Branco, a rua do Barão, atual rua João Pessoa, a Estrada para São Cristóvão, rebatizada de rua São Cristóvão, a rua de Salvador, atual rua Laranjeiras, a Estrada da Jabotiana, atual rua Itabaiana. São construídos o Palácio do Governo, a Assembleia Legislativa, o teatro Carlos Gomes, depois rebatizado como Cine Rio Branco, a Escola Normal, atual Centro de Turismo, a

Catedral Metropolitana de Aracaju.

Catedral Metropolitana, a estação ferroviária do cais do porto e o Mercado Thales Ferraz. Nos fundos da Catedral, fora do Quadrado de Pirro, surgem as ruas Capela, Arauá, Lagarto, Maruim, Itaporanga, Santo Amaro e Propriá, ocupadas essencialmente por migrantes.

3ª Fase: 1930-1965[editar | editar código-fonte]

Iniciando a periferização o Centro começa a concentrar o comércio e os serviços da capital, fazendo com que gradativamente perca função residencial. Uma rede de cinco linhas de bondes elétricos ligavam os bairros ao Centro. Em meados da década de 1940 inaugura-se a Diretoria Central dos Correios na rua Laranjeiras e o Edifício Mayara, o primeiro prédio comercial com elevador de Aracaju. Também nessa época é inaugurado o mercado Antônio Franco e em 1950 a estação ferroviária é removida para o bairro Siqueira Campos, na zona oeste. Em 1960 é inaugurado na praça General Valadão o Hotel Pálace, um dos mais modernos e luxuosos hotéis do Nordeste à época. De 1961 a 1963, acontece o desmanche do areal do morro do Bomfim. Em seu lugar é erguido o Terminal Rodoviário Luís Garcia, mais conhecido atualmente como Rodoviária Velha.

4ª Fase: 1965-1990[editar | editar código-fonte]

Rua João Pessoa, segunda rua de pedestres do Brasil, foto de 2011.

A descoberta de petróleo na costa de Aracaju traz uma modernização jamais vista até então. O Centro é contemplado com serviços de pavimentação e esgotamento. No campo da arquitetura merece destaque no início dos anos 1970 os Edifícios do INSS e o Edifício Estado de Sergipe, popularmente conhecido por Maria Feliciana dos Santos, com 28 andares, o maior do Nordeste à época. Em 1978 a Rodoviária Velha tem suas operações limitadas apenas à região metropolitana com a construção do Terminal Rodoviário Governador José Rollemberg Leite, mais conhecida como Rodoviária Nova, no bairro Capucho, zona oeste. Em 1982, a rua João Pessoa é transformada num calçadão de pedestres, a segunda do Brasil.

5ª Fase: 1990 aos dias atuais[editar | editar código-fonte]

A partir dessa época tem início o processo de degradação do Centro de Aracaju.[1] Vários fatores contribuíram para isso.

O Centro de Aracaju carece de grandes avenidas, pois o projeto de Pirro desenhou ruas estreitas para a atualidade. O aumento do número de automóveis somado a alguns erros estratégicos como o retorno das linhas intermunicipais para a Rodoviária Velha desde 1995 transformou as ruas centrais em verdadeiro caos no horário comercial entre 8:00 e 18:00 h. Desde 2009, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) vem tentando tomar medidas como a criação de corredores livres e a proibição de estacionamento nas principais vias,[2] o que tem gerado protestos de comerciantes que alegam prejuízo nas vendas.[1]

Diversas autarquias e poderes constituídos ainda estão sediados no Centro, mesmo após a criação do Centro Administrativo Governador Augusto Franco em 1982, no bairro Capucho. A transferência dessas sedes deveria ser imediata, o que contribuiria para o planejamento urbano do Centro.

A criação de novas praças comerciais e de lazer na zona sul, mais destinadas à classe média como o Shopping Riomar em 1989 e o Shopping Jardins em 1997, oferecendo ar condicionado, estacionamento fechado e e segurança interna tem feito com que o Centro, agitado, calorento e desordenado, se especialize cada vez mais no comércio popular direcionado às classes mais pobres. Some-se a isso a grande quantidade de ambulantes nas calçadas, vendendo frutas, relógios, sapatos e diversas quinquilharias, disputando espaço com os transeuntes.

À noite tem-se configurada a dupla função espacial. Se pelo dia os personagens principais são os trabalhadores do comércio, no período noturno observa-se uma movimentada rede de prostituição que envolve pousadas, bares, taxistas e clientes, além do tráfico de drogas e mendicância.[3] Apesar de tentativas recentes de revitalização do centro histórico, como a recuperação da área dos mercados, criação de eventos neste local como a "Rua da Cultura" e o Forró Caju ainda há muito o que se fazer para resolver os atuais problemas da área central da capital sergipana.

Referências

  1. a b Infonet.com.br http://www.infonet.com.br/economia/ler.asp?id=126302&pagina=1  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  2. Smttaju.com.br http://www.smttaju.com.br/smtt/noticias/transito/997-smtt-realiza-novas-alteracoes-no-transito-do-centro  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  3. Itnet.com.br http://www.itnet.com.br/imprimir-16815  Em falta ou vazio |título= (ajuda)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Chaves, Rubens (2004). Aracaju, pra onde você vai?. [S.l.]: do Autor. 302 páginas 

França, Vera Lúcia Alves (1999). Aracaju: Estado e Metropolização. [S.l.]: EDUFS. 206 páginas 

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