Centro Georges Pompidou

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Interior do Centro Pompidou, em Paris (2008).

O Centro Georges Pompidou (Centre national d'art et de culture Georges-Pompidou) é um complexo foi nomeado a partir de Georges Pompidou, o Presidente da França de 1969 até 1974, que encomendou a construção. Nele encontram-se o Musée National d'Art Moderne, a Bibliothèque publique d'information (biblioteca pública de informação), o IRCAM, um centro para música e pesquisas acústicas, entre outros equipamentos culturais.

Também foi anexado ao centro,recentemente, o Atelier Brancusi que abriga esculturas do artista romeno Constantin Brancusi em um ambiente que recria as condições de trabalho e a luminosidade de seu estúdio de criação.[1]

Está localizado na área de Beauborg, no 4º arrondissement de Paris, próximo a Les Halles, um shopping subterrâneo ligado ao metrô e a Rue de Rivoli, uma rua comercial cujas lojas incluem algumas das marcas mais elegantes do mundo. Por causa de sua localização o Centre Georges Pompidou é conhecido localmente como Beauborg apenas.

Foi desenhado pelo arquiteto italiano Renzo Piano e pelo arquiteto britânico (também nascido na Itália) Richard Rogers. O projeto foi considerado extremamente arrojado, sendo inserido em um momento de crise da arquitetura moderna, embora tenha sido bastante criticado. Alguns teóricos afirmam que o Centro (tanto pela sua arquitetura quanto pela sua proposta) é um dos marcos do início da pós-modernidade nas artes. Sua implantação configura a existência de um espaço público (a praça do Centro) para o qual as suas atividades internas se estendem.

Trata-se de um dos principais exemplos da arquitetura high-tech - uma tendência dos anos 1970 e que continua a ser observada até hoje, inspirada na arquitetura industrial e nas novas tecnologias. A arquitetura high tech utiliza os elementos tecnológicos como objetos estéticos. No Centro Pompidou, isto pode ser observado nas grandes tubulações aparentes (dutos de ar condicionado e outros serviços), nas escadas rolantes externas e no sistema estrutural em aço.

É um dos lugares mais visitados de Paris. Na biblioteca do centro há uma vasta coleção de livros, acesso gratuito à internet, jornais e revistas de todas as partes do mundo e televisões com canais internacionais.

História

A ideia de um complexo multicultural, juntando diferentes formas de arte e literatura em um único lugar, foi desenvolvido, em parte, das ideias do primeiro-ministro de funções culturais André Malraux.

Em 1960, projetistas da cidade de Paris decidiram mover o mercado de Les Halles, com a ideia de alguns institutos culturais serem montados na antiga área do mercado. Com a esperança de renovar a ideia de Paris como uma cidade de arte e cultura foi proposto que o Musée National d'Art Moderne fosse movido para este novo local. Paris também necessitava de uma grande biblioteca pública, já que não havia nenhuma nesta época. Em 1968 o Presidente Charles de Gaulle, anunciou o Plateau Beubourg como o novo local da biblioteca. Um ano depois em 1969, o novo presidente Georges Pompidou, adotou o projeto de Beauborg, e decidiu que este seria o local tanto da biblioteca quanto de um centro para artes contemporâneas. No processo de desenvolvimento do projeto, o IRCAM (Instituto de Pesquisa e Coordenação Acústica/Música) também foi incluído no complexo.

Na metade dos anos 80, o Centre Pompidou foi vitima de sua grande e inesperada popularidade, suas várias atividades, e sua estrutura complexo-administrativa. Quando Dominique Bozo retornou ao centro como diretor do Musee National d’Art Moderne em 1981, trouxe à tona a capacidade máxima, das coleções do museu, e da grande maioria das aquisições que havia feito. Em 1992, O Centro de Criações Industriais também foi Incorporado ao Centre Pompidou.

Desde sua reabertura em 2000, após 3 anos de renovação, o Centre Pompidou melhorou sua logística para visitantes, que agora só podem acessar o museu, utilizando as escadas rolantes externas, se tiverem pago seu ingresso.

Referências

  1. Centre Pompidou. Atelier Brancusi
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