Centro da União Espírita do Brasil

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Centro da União Espírita do Brasil foi um centro espírita do Brasil, atuante no último quartel do século XIX.

História[editar | editar código-fonte]

Foi fundado em 3 de Outubro de 1881 como resultado do primeiro Congresso Espírita realizado no país (6 de Setembro de 1881), e tinha como proposta reunir e orientar as sociedades espíritas a nível nacional. Entre os seus associados contava-se o nome de Carlos Joaquim de Lima e Cirne.

De acordo com orientações dadas pelo espírito de Allan Kardec, através do médium Frederico Júnior, a instituição foi reorganizada por Bezerra de Menezes, que assumiu a sua presidência a 21 de Abril de 1889. A Bezerra se deveu a instalação, neste centro, da primeira escola para o desenvolvimento da mediunidade no país.

Foi na qualidade de presidente desta instituição que Bezerra de Menezes, em 22 de Dezembro de 1890, oficiou ao então presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, defesa dos direitos e da liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal Brasileiro de 1890.[1]

Augusto Elias da Silva assumiu a presidência do centro em 1893.[2]

Posteriormente, o centro foi reinstalado pelo professor Afonso Angeli Torteroli, com o nome de Centro da União Espírita de Propaganda no Brasil (1894), voltando a contar com o nome de Lima e Cirne, e com o do Dr. Ernesto dos Santos Silva e outros diretores. Fez parte de seus quadros, nesta fase, Manuel Vianna de Carvalho. Funcionava, neste período, à rua Silva Jardim n° 9, tendo editado a Revista Espírita do Brasil, de efêmera duração.

Foi sob a presidência de Elias da Silva que o Centro da União Espírita de Propaganda no Brasil, reunido em Congresso Espírita Permanente, comemorou, a 28 de agosto de 1897, a passagem do 16° aniversário da perseguição ao espiritismo no Brasil. No dia seguinte, ainda sob a presidência de Elias da Silva e tendo como orador oficial o Dr. Júlio César Leal, prestou-se homenagem à Diretoria da Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade que à época obstara os passos dessa primeira tentativa de perseguição.

Em fins de 1897, cerca de meia dúzia de diretores dentre os quais Elias da Silva, renunciaram a seus cargos no Centro da União Espírita de Propaganda no Brasil, reconhecendo publicamente que ele fracassara em seus objetivos, o de unir a família espírita brasileira. Bezerra de Menezes, igualmente um dos diretores desse Centro, foi o primeiro a levantar a voz de alerta contra os propósitos de alguns dos diretores, e o primeiro a desligar-se mas só mais tarde os fatos vieram confirmar as suas asserções, daí resultando o afastamento de vários outros.

Notas

  1. O Código Penal de 1890 foi promulgado pelo Decreto nº 22.213, de 14 de Dezembro do mesmo ano, mas só entrou em vigor seis meses após a sua publicação. Os seus artigos nrs. 157 e 158 proibiam expressamente "praticar o Espiritismo" e "inculcar curas de moléstias curáveis ou incuráveis", o que afetava diretamente as atividades das sociedades espíritas, cuja prática de receituário mediúnico homeopático era muito difundida à época.
  2. Reformador, janeiro de 1893.

Ver também[editar | editar código-fonte]