Centro de Biotecnologia da Amazônia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Centro de Biotecnologia da Amazônia.

Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) foi criado no âmbito do Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade – PROBEM, inscrito no Primeiro PPA- Plano Plurianual do Governo Federal, o qual foi somente instituído em 2002 pelo Decreto no. 4.284, sendo seu Conselho representado por três ministérios: Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior - MDIC, Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT (hoje Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), e Ministério do Meio Ambiente - MMA.

O PROBEM/Amazônia é uma iniciativa conjunta da comunidade científica, do setor privado, do governo federal, e dos governos estaduais da Região Amazônica e visa: contribuir para o desenvolvimento da bioindústria no país e em especial na região amazônica; atuar fortemente na geração de conhecimento e transferência de tecnologia de ponta, mediante diversas modalidades de parcerias com instituição de pesquisa e o setor privado; e contribuir para diversificação da estrutura produtiva da Zona Franca de Manaus, no que se refere à ampliação das oportunidades de investimento na região.

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), é responsável pela execução e administração do CBA, sendo a principal mantenedora, com aproximadamente 70% do aporte financeiro.

O Governo do Amazonas participa do projeto através da FAPEAM (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) em parceria com a SUFRAMA.

Missão[editar | editar código-fonte]

Promover a inovação tecnológica de processos e produtos, incentivando e criando as condições básicas para apoiar o desenvolvimento das atividades industriais baseadas na exploração sustentável da biodiversidade amazônica.

O CBA é um Centro de Tecnologia que, por meio da inovação tecnológica, deve criar condições para o desenvolvimento ou aprimoramento de processos e produtos da biodiversidade amazônica, por meio de:

  • Ação integrada com a universidade e Centros de Pesquisa do setor público e privado (Rede de Laboratórios Associados – RLA);
  • Aumento da densidade tecnológica no setor industrial (Parque Bioindustrial na região amazônica);
  • Promoção de ambiente favorável à Inovação (oferta de serviços tecnológicos);
  • Desenvolvimento e difusão de produtos e processos biotecnológicos com valor agregado em toda a cadeia produtiva.


Objetivos[editar | editar código-fonte]

Como Centro Tecnológico, o principal objetivo do CBA é transformar os conhecimentos gerados por institutos de pesquisa já existentes em produtos com valor agregado em toda a cadeia produtiva. Neste sentido, o Centro já vem desenvolvendo produtos e processos em parceria com instituições de ensino e pesquisa e com a iniciativa privada.

Outros objetivos[editar | editar código-fonte]

  • Contribuir para o desenvolvimento regional, com geração de emprego e renda a partir da inovação biotecnológica.
  • Promover o conhecimento da biodiversidade amazônica associado às tecnologias necessárias ao seu aproveitamento econômico com agregação de valor na região amazônica.
  • Incentivar o desenvolvimento regional de produtos, processos e serviços biotecnológicos, nas áreas de saúde humana, agronegócio e industrial visando sua comercialização e inserção em cadeias produtivas regionais, nacionais e globais.
  • Incubar, consolidar e projetar empresas de base biotecnológica.
  • Incentivar a implementação de parques bioindustriais na região amazônica, de projeção internacional, constituídos de empresas e instituições de competência reconhecida.

Estratégias de Ação[editar | editar código-fonte]

  • Articular as infraestruturas disponíveis no País e no exterior, estabelecendo parcerias e negócios com instituições públicas e privadas de ensino, de pesquisa, de metrologia e certificação, de proteção e difusão do conhecimento.
  • Promover continuamente a visibilidade do CBA em eventos nacionais e internacionais de modo a favorecendo negócios e parcerias entre as empresas e instituições vinculadas e atrair investidores para Parques Bioindustriais da região.
  • Apoiar empresas e instituições que desejem investir no uso de insumos oriundos da biodiversidade amazônica, oferecendo serviços tecnológicos e consultoria especializados.
  • Vincular-se a seus fornecedores, clientes e parceiros através de contratos, termos de parceria, licenciamento e outros instrumentos jurídicos aptos a salvaguardar os legítimos interesses das partes no que se refere a incentivos fiscais, riscos, repartição de benefícios, sigilo industrial e proteção de propriedade intelectual.
  • Apoiar as comunidades produtoras amazônicas, capacitando-as a aprimorar processos desenvolver, produzir e comercializar produtos decorrentes do uso da biodiversidade, assim como incentivar o cultivo, a criação e o extrativismo sustentáveis.
  • Avaliar a potencialidade da biodiversidade amazônica, visando a descoberta de novas moléculas e substâncias, ou aprofundar o conhecimento daquelas já identificadas, e viabilizar o cultivo, criação ou extrativismo sustentável dos recursos naturais que os fornecem.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

As instalações físicas do CBA totalizam 12.000km² de área construída e comportam 25 laboratórios (biologia molecular e microbiologia, ressonância magnética nuclear, farmacodinâmica, segurança farmacológica, toxicologia, cultura de tecidos, produtos naturais, cromatografia, tecidos vegetais, entre outros). Além dos laboratórios, esse centro dispõe de uma Planta Piloto de Processos Industriais, uma Incubadora de Empresas de Base Tecnológica, um Biotério, uma Central de Produção de Extratos e um Show Room. A inauguração da sede do CBA ocorreu em dezembro de 2002, correspondendo ao valor de cerca de R$14,5 bilhões, tendo sido custeado em 71% pela SUFRAMA e 29% pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Serviços[editar | editar código-fonte]

  • Ensaios farmacológicos;
  • Análises físico-químicas;
  • Análises bioquímicas;
  • Desenvolvimento de produtos bioindustriais;
  • Adaptação e desenvolvimento de processos bioindustriais;
  • Produção, padronização e certificação de extratos, insumos e produtos acabados;
  • Análise microbiológica e de contaminantes de produtos;
  • Apoio à formação de empresas de base tecnológica;
  • Desenvolvimento e Produção de explantes por micro propagação e cultura de tecidos;
  • Análise de resíduos industriais, contaminantes e poluentes;
  • Aplicação genômica, proteômica e metabolômica à inovação biotecnológica;
  • Criação e fornecimento de animais de laboratório: Ratos, camundongos;
  • Análise de DNA (animal, vegetal e de microorganismos);
  • Análise e determinação estrutural de proteínas;
  • Atividade biológica de micro e macromoléculas;
  • Manipulação de cosméticos, alimentos funcionais e fitoterápicos em escala pré-piloto e piloto;
  • Ensaios toxicológicos.
  • Técnicas diversas

Localização[editar | editar código-fonte]

Av Gov. Danilo de Matos Areosa, 690 - Distrito Industrial CEP: 69075-351 - Manaus - Amazonas - Brasil Telefone: + 55 92 3182-4800

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ARAÚJO, I. C. de. Centro de Biotecnologia da Amazônia – CBA e o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. In: T&C Amazônia, Ano 1, n° 1, Fev 2003, p. 30 - 35.
  • BARBOSA, F. B. da C.. A moderna biotecnologia na Amazônia: Nov perspectiva de desenvolvimento regional?, Paper NAEA, n 126, jan 2000, p. 1 - 33.
  • BRASIL. Decreto n° 4.284, de 26 de junho de 2002. Institui o Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia - PROBEM, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 27 jun. 2002. Disponível em : http://www.jfjk >Acessado em 19 nov. 2012.
  • CBA. A Instituição. Disponível em: http://www.suframa.gov.br/cba/ainstituicao.cfm > Acessado em 19 nov. 2012.
  • LOURENÇO, J. S. Tecnologia e Desenvolvimento Regional. In: T&C Amazônia, Ano 1, n° 1, Fev 2003, p. 23 - 29.
  • PIMENTEL, N.; MATIAS, E. Biotecnologia: um desafio para o Amazonas. Parcerias Estratégicas - n 21 – dez. 2005, p. 115 – 135.