Centro de Tecnologia e Geociências da Universidade Federal de Pernambuco

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O Centro de Tecnologia e Geociências da Universidade Federal de Pernambuco (CTG) resultou da fusão da antiga Escola de Engenharia de Pernambuco, fundada em 1895, com a Escola de Química, a Escola de Geologia, o Laboratório de Ciências do Mar e o Centro de Energia Nuclear. Suas instalações, no campus, ocupam uma área de 30.774 metros quadrados, abrigando laboratórios de Ensino e pesquisa e uma biblioteca setorial.

Departamentos[editar | editar código-fonte]

Engenharia Cartográfica[editar | editar código-fonte]

Na Escola de Engenharia de Pernambuco os primeiros engenheiros formados foram os agrimensores. O estudante que concluía os três primeiros do curso de graduação em engenharia civil era diplomado engenheiro agrimensor, desde que aprovados em Topografia e desenhos topográficos. Em 1901, a Escola de Engenharia passou a diplomar engenheiro geógrafo, mantida a regra dos três anos, mas com novas disciplinas: geodésia, topografia e astronomia. Os engenheiros geógrafos foram formados com regularidade até 1905 e continuou intermitantemente até 1936, o último foi diplomado em 1955. Pernambuco possui uma tradição na formação de engenheiros de medição. O curso de graduação em Engenharia Cartográfica foi fundado a partir dos professores que lecionavam topografia, todos engenheiros civis. A primeira turma teve incício em 1970. A tecnologia avançou e houve uma grande mudança na área. Atualmente, o curso conta com infraestrutura de laboratórios em todas as áreas do conhecimento: Cartografia e Sistemas de Geoinformação - SIG, Topografia, Geodésia, Fotogrametria e Sensoriamento. www.ufpe.br/decart

Engenharia Civil[editar | editar código-fonte]

Curso embrionário da Escola de Engenharia de Pernambuco, com a criação dos demais cursos de engenharia (elétrica, mecânica, ...) passou a constituir uma das unidades daquela escola.

A partir da reforma universitária da década de 1970, adotou a atual denominação.

Engenharia Elétrica e Sistemas de Potência[editar | editar código-fonte]

O curso de Engenharia Elétrica nasceu como uma especialização do curso de Engenharia Civil ministrado pela tradicional Escola de Engenharia de Pernambuco situada na rua do Hospício, como de lá também, da mesma forma, surgiram os outros cursos de Engenharia tais como Mecânica, Química, Geologia e muitos outros demandados pelo crescimento dos diversos campos do saber e da tecnologia.

O ano a partir do qual começou a funcionar na UFPE o Curso de Engenharia Elétrica não está ainda bem definido, continua sendo objeto de pesquisas para sua fiel determinação. Isso porque alguns anos antes de própria criação da Universidade (1946), a antiga Escola de Engenharia de Pernambuco já havia criado cursos de engenharia industrial, com as modalidades de engenharia mecânica, elétrica, química e metalúrgica. Alguns anos após a federalização da Universidade ocorrida em 1949, ou seja, em seu primeiro Regimento Interno, elaborado em 10 de agosto de 1953, foram feitas substanciais modificações, entre elas a transformação do curso de Engenharia Industrial modalidade Elétrica em curso de Engenharia Elétrica. Daí ser o ano de 1953 o mais provável do início de funcionamento, legalmente reconhecido, do curso de engenharia elétrica na UFPE. Reforçando essa hipótese, o MEC reconhece como data oficial de funcionamento do curso de Engenharia Elétrica na UFPE como sendo 7 de outubro de 1953.

Em 1979 o Departamento de Engenharia Elétrica cindiu-se em dois outros: no atual Departamento de Engenharia Elétrica e Sistemas de Potência (DEESP) e no Departamento de Eletrônica e Sistemas (DES).

Engenharia Eletrônica e Sistemas[editar | editar código-fonte]

Em 1977 foi implementado no Departamento de Engenharia Elétrica o programa de pós-graduação em nível de Mestrado, sendo iniciadas atividades de pesquisa e novas disciplinas nos cursos de graduação e pós-graduação em Arquitetura e Organização de Computadores, Bio-Eletrônica, Processamento de Sinais de Vídeo, Sistemas de Comunicações, Sistemas de Controle, Reconhecimento de Padrões, Teoria da Informação, Decisão e Planejamento, Fontes não Convencionais de Energia e Dispositivos de Microondas. Como consequência, a área de Eletrônica e Sistemas, que inicialmente desempenhava uma pequena fração das atividades do DEE, passou a constituir uma parte substancial das atribuições desse departamento. Isso passou a demandar das referidas áreas uma maior representatividade, resultando então na criação do Departamento de Eletrônica e Sistemas (DES), em outubro de 1979, a partir da cisão do Departamento de Engenharia Elétrica em dois outros: o Departamento de Eletrônica e Sistemas (DES) e o Departamento de Engenharia Elétrica e Sistemas de Potência (DEESP). Em março de 1989, foi implantado um novo currículo de Engenharia Elétrica (modalidade Eletrônica) na UFPE, em resposta à necessidade de modernização do ensino no setor. Nesse contexto, o DES é responsável por todas as disciplinas relativas às áreas de Automação Industrial, Instrumentação Eletrônica, Comunicações, Microondas, Engenharia de Sistemas e Engenharia da Computação, bem como pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica nas referidas áreas. As atividades de pesquisa do DES são integradas com o processo de formação de pessoal com participação ativa de alunos de graduação nos diversos projetos em andamento.

Engenharia Mecânica[editar | editar código-fonte]

Departamento de Engenharia Mecânica (DEMEC) da UFPE iniciou suas atividades em janeiro de 1969, oriundo do Departamento de Engenharia Civil. O Curso de Graduação em Engenharia Mecânica foi criado em 1948, sendo reconhecido em 1949, pelo decreto-lei no 81.846, de 26 de junho de 1949, publicado no DOU em 27 de junho de 1949. Na última avaliação realizada pelo MEC, em 2001, a Graduação em Engenharia Mecânica da UFPE obteve conceito A.

O corpo docente do DEMEC é constituído atualmente de trinta e sete (37) professores, sendo vinte e sete (28) efetivos, um (1) professores visitantes, cinco (5) bolsistas DCR/CNPq, um (1) bolsista Profix/CNPq e dois (2) professores substitutos, sendo responsável por 90% das disciplinas do Ciclo Profissional do curso de Engenharia Mecânica, e atendendo também às disciplinas dos cursos de graduação em Engenharia de Produção, Engenharia Química, Engenharia de Minas, Engenharia Cartográfica, Engenharia Elétrica/Eletrônica e Química Industrial. Os professores que atuam no Mestrado em Engenharia Mecânica realizaram seus doutorados em diversificadas instituições estrangeiras e nacionais de reconhecimento internacional. A integração entre a Graduação e a Pós-graduação se destaca pela atuação de seus professores nos cursos oferecidos e pela participação dos alunos de Iniciação Científica nas pesquisas desenvolvidas.

O investimento de uma nação no seu desenvolvimento científico e tecnológico possibilita um crescimento estratégico e soberano perante o cenário internacional. As transformações mundiais são marcantes sobretudo nas áreas de pesquisa pura e aplicada, que constituem o suporte das mais avançadas inovações científicas e tecnológicas e têm aberto as portas ao amadurecimento intelectual da humanidade. No Brasil, estas transformações iniciam-se nas Universidades, antes meras transmissoras do conhecimento. A criação do Primeiro Plano Nacional de Pós-graduação, ocorrida em 1975, possibilitou a implantação de uma carreira de magistério em dedicação exclusiva e incentivou a criação de novos cursos de mestrado e doutorado, gerando novos mecanismos de fomento às atividades de pesquisa. Em cursos dessa natureza o profissional torna-se mais crítico, recebendo uma qualificação que o diferencia e prepara para um mercado de trabalho cada vez mais exigente. Para se adequar àquelas transformações e atender às necessidades de atualização permanente de alunos concluintes e de profissionais das várias empresas da região, o Departamento de Engenharia Mecânica da UFPE criou o mestrado acadêmico, concentrando suas pesquisas em quatro áreas estratégicas: energia eólica, materiais e fabricação, mecânica computacional e sistemas e processos térmicos.

Graduação

O Curso de Engenharia Mecânica da UFPE teve início em 1948 na antiga Escola de Engenharia de Pernambuco. Forma engenheiros com um perfil politécnico, concedendo o título de Engenheiro Mecânico aos seus egressos. Admite semestralmente 40 novos alunos, com seleção anual por concurso vestibular. Atualmente estão matriculados 420 estudantes, distribuídos pelos 10 períodos regulares do curso (semestres letivos). Como as demais graduações da UFPE, é composto de duas etapas, os ciclos Básico e Profissional. O primeiro é cursado nas instalações da Área II, em 4 períodos, junto com os demais cursos de ciências e de tecnologia da universidade. O Ciclo Profissional é desenvolvido no CTG - Cento de Tecnologia e Geociências da UFPE, tendo como suporte principal os professores e as instalações do DEMEC - Departamento de Engenharia Mecânica da UFPE. No curso atuam em média 56 professores por semestre, 65% dos quis são doutores e 25% mestres.

Na última Avaliação das Condições de Oferta realizada pelo MEC, em 1999, obteve os conceitos MB para o corpo docente, B para a organização e estrutura do curso, e R para as instalações. Nas três edições do Exame Nacional de Cursos(provão) em que seus alunos participaram, obteve os conceitos B em 1999, C em 2000, e A em 2001. Considerando outros indicadores e avaliações internas e externas à UFPE, está acima da média nacional e é um dos líderes das regiões Norte/Nordeste.

Pós-Graduação

O DEMEC abriga hoje quatro cursos de Pós-graduação, um strictu sensu (Pós-graduação em Engenharia Mecânica, em nível de Mestrado) e três Latu Sensu (Pós-graduação em Engenharia da Qualidade, Pós-graduação em Engenharia de Produção e Pós-graduação em engenharia da segurança, em nível de especialização).

Engenharia de Minas[editar | editar código-fonte]

Engenharia Nuclear[editar | editar código-fonte]

Criado a partir do Centro de Energia Nuclear.

Engenharia de Produção[editar | editar código-fonte]

A atuação da UFPE na área de Engenharia de Produção teve início em 1973, através de pós-graduação lato sensu, tendo atuado como stricto sensu (mestrado) por quatro anos até 1985. No segundo semestre de 1996 a UFPE estabellceu um Plano Diretor para a área de Engenharia de Produção, que foi implantado desde então. Este plano propiciou uma ação de integração de pesquisadores que atuam na área, através da elaboração do projeto para criação, em 1997, do PPGEP (Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção). Iniciado em março de 1998 o PPGEP foi credenciado pela CAPES em agosto do mesmo ano.

Antes do início formal do PPGEP, as atividades Stricto sensu em Engenharia de Produção vinham sendo inseridas em outros Programas de Pós-Graduação da UFPE, através de áreas de concentração ou linhas de pesquisa correlatas. Este fato ocorreu após 1985, provocado pela elevada demanda da sociedade nesta área.

Atualmente a UFPE atende a esta demanda através do PPGEP, que atua com o mestrado acadêmico, o mestrado profissional e o doutorado. Ainda como resultado do Plano Diretor para a área de Engenharia de Produção na UFPE foi elaborado no âmbito do PPGEP o projeto para o curso de Graduação em Engenharia de Produção, iniciado em março de 2000. Estas atividades em Engenharia de Produção da UFPE passaram a ser suportadas pelo Departamento de Engenharia de Produção, implantado ao final de 1999.

Assim, a UFPE pode colocar no mercado, engenheiros e profissionais de áreas afins capazes de atuar na competitividade, planejando processos e produtos (em bens e serviços) com níveis de competitividade crescente. Com este Programa na área de Engenharia de Produção, a UFPE alavanca o desenvolvimento científico e tecnológico e mantém a integração com a sociedade. Estes fatos evidenciam que o PPGEP está comprometido com a Região.

A experiência do corpo docente do PPGEP e a infra-estrutura disponível, aliadas ao conceito de Universidade Integrada à Comunidade, colocam a UFPE em condições para oferecer um ensino em Engenharia de Produção que atende às necessidades da Região e do País

Engenharia Química[editar | editar código-fonte]

O ensino da Química Tecnológica em Pernambuco iniciou-se com o Curso de Química Industrial, anexo à Escola de Engenharia de Pernambuco, criado em 15 de setembro de 1920 em face do contrato com o Governo Federal assinado em 12 de julho de 1920. Pelo Decreto nº 528 de 13 de setembro de 1940, o curso passou para a jurisdição do Estado de Pernambuco integrando a Escola Superior de Agricultura de Pernambuco.

Posteriormente, em decorrência da Lei nº 50 (lei dos Meios) da Assembléia Legislativa de Pernambuco, o Curso foi desmembrado por Decreto Estadual nº 39 de 20 de março de 1948, tomando o nome de Escola de Química e, em 10 de junho de 1949, incorporada à então Universidade do Recife, mais tarde federalizada pela Lei nº 1264 de 4 de dezembro de 1950.

O avanço tecnológico do pós-guerra pressionou no sentido das renovações, conduzindo à necessidade de mudança no papel das atividades do ensino superior. Além do ensino, passou-se a cumprir na Universidade atividades de pesquisa visando a criação de novos conhecimentos.

Tendo passado por estruturas que compuseram os Departamentos de Química, Química Aplicada, Química Industrial e Engenharia Química, os setores da antiga Escola de Química de Pernambuco constituem hoje o Departamento de Engenharia Química e o Departamento de Química Fundamental. Voltado para os processos químicos e bioquímicos, tendo em vista suas aplicações industriais, o Departamento de Engenharia Química (DEQ), fazendo parte do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) da UFPE, exerce hoje suas atividades em ensino de graduação e pós-graduação, extensão e pesquisa de novos métodos e processos químicos e bioquímicos.

O Departamento de Engenharia Química (DEQ) atualmente abriga tres cursos de graduação – Engenharia Química (diurno), Engenharia de Alimentos(diurno) e Química Industrial (noturno); um curso de pós-graduação de Mestrado e Doutorado em Engenharia Química; e um curso de especialização em processamento químico do petróleo em nível de graduação e pós-graduação como parte do Programa de Recursos Humanos (PRH) da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O DEQ ainda destaca-se por uma intensa atividade de extensão, caracterizada especialmente pela prestação de serviços para a comunidade interna da UFPE, para o setor produtivo e para a sociedade em geral. Através de seus diversos laboratórios e das oficinas mecânica, hialotécnica e eletrônica, o DEQ oferece serviços de análise físico-química e bacteriológica de águas, solos, fertilizantes, combustíveis, derivados de petróleo, álcool, biodiesel, açúcar, polímeros, plásticos, fibras, filmes, papel, cimento, tecidos, alimentos, e serviços de usinagem, solda, confecção de vidraria, conserto de equipamentos de laboratório, e consultoria em meio ambiente e em vários segmentos industriais.

Pós-Graduação

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PPEQ) da UFPE atinge a efetivação de sua pós-graduação plena envolvendo a criação do nível doutorado, consolidando atividades de pesquisa e pós-graduação, executadas no Departamento de Engenharia Química (DEQ), a partir de 1994, quando da implantação do Curso de Mestrado em Engenharia Química. Frutos dessas iniciativas, dissertações de mestrado em engenharia química têm sido efetivamente concluídas desde dezembro de 1995, as quais vêm fornecendo formações de mestres na Área de Concentração de Processos Químicos e Bioquímicos.

O aprofundamento da formação de recursos humanos altamente especializados, com capacitação para criação de conhecimentos e desenvolvimento de métodos em engenharia de processamentos químico e bioquímico, decorre da capacidade físico-instrumental instalada e da experiência acumulada em oito anos, a qual garante ao seu corpo docente a execução teórico-experimental de atividades em engenharia química em níveis avançados.

Compondo o contexto de ensino, pesquisa e extensão da UFPE, a qual está identificada com nítido destaque nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, e se qualifica entre as mais consolidadas do País, o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química se enquadra neste padrão exigido pela Instituição, concedendo formação sólida e atualizada aos seus egressos.

Geologia[editar | editar código-fonte]

O Curso de Geologia da UFPE, um dos primeiros do Brasil, foi criado em 1957. A primeira turma concluiu o curso em 1961 sendo denominada "Geólogos Pioneiros do Norte e Nordeste".

Inicialmente ele não fazia parte da estrutura da então Universidade do Recife, mas da CAGE, organsmo criado pelo governo federal para iniciar a formação de geólogos no país, tendo em vista que os poucos profissionais da área eram autodidatas ou formados no exterior. À CAGE, sediada no Rio de Janeiro competia as decisões estratégicas e os recursos, ficando a universidade com a responsabilidade acadêmica.

Em 1965 a CAGE foi extinta, sendo o curso incorporado à estrutura universitária. Com a reforma universitária em 1969, a antiga Escola de Geologia foi transformada em Instituto de Geociências e depois no atual Departamento de Geologia, vinculado ao Centro de Tecnologia e Geociências da UFPE.

Atualmente desenvolve pesquisas nas áreas de Geológia Sedimentar; Geologia Ambiental, Geologia Isotópica; Geoquímica; Petrologia ìgnea, Petrologia Metamórfica, Estudos de Análogos de Reservatórios de Petróleo e Gás, Geofísica, Geologia Econômica, Paleontologia e Geologia Estrutral. Os professores do Departamento de Geologia fazem parte do programa de pós-graduação em Geociências com cursos a nível de mestrado e doutorado nas áreas de Geologia Sedimentar e Ambiental; Litogeoquímica e evoução crustal e Hidrogeologia.

Pós-Graduação

As atividades de ensino de pós-graduação em Geociências na UFPE tiveram início em 1973 com a criação de curso de Mestrado, com duas áreas de concentração, que foi credenciado em 1982 pelo Conselho Federal de Educação (Parecer nº 166 - D.O.U. de 6 de maio de 1982). Em 1978, o curso iniciou as atividades de mais uma área de concentração, tendo sido recredenciado em 1992 (Parecer nº 538 - D.O.U. de 24 de dezembro de 1992). O curso de Doutorado foi criado em 1993, tendo recebido recomendações da CAPES e CNPq. Em 1998, ambos foram avaliados pela CAPES com conceito 4.

Oceanografia[editar | editar código-fonte]

Foi a partir das aspirações do Prof. Joaquim Amazonas MacDowell, então reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que originou-se o Instituto de Biologia Marinha e Oceanografia. Este instituto de pesquisa, fundado em 1952, localizava-se em sua casa de veraneio na Praia de Piedade, Jaboatão dos Guararapes, a qual passou a ser patrimônio da UFPE. O destaque arquitetônico dessa casa era a existência de um lindo painel do famoso pintor Lula Cardoso Ayres, representando o fundo do mar. O instituto foi o segundo centro oceanográfico criado no país e o primeiro da Região Nordeste.

O Instituto de Biologia Marinha e Oceanografia consolidou-se somente seis anos após sua fundação, em 1958, com a contratação dos pesquisadores Dr. François Ottmann e Dra. Jeanne-Marie Ottmann, ambos pertencentes à Seção de Geologia Marinha do Laboratório de Geografia Física da antiga Universidade de Paris (Sorbonne). Em 1968, o instituto foi denominado de Laboratório de Ciências do Mar (LACIMAR). Em 1973, como fruto de uma reforma administrativa, o LACIMAR foi transformado no Departamento de Oceanografia (DOCEAN) do então Centro de Tecnologia da UFPE (atualmente denominado Centro de Tecnologia e Geociências – CTG). Em 1990, a sede do DOCEAN foi transferida da Praia de Piedade para o campus principal da UFPE, localizado na Cidade Universitária, zona oeste do Recife.

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