Manaus

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Município de Manaus
"Paris dos Trópicos"[1]
"Capital ambiental do Brasil[2]
"Metrópole da Amazônia Ocidental[3] "
Do alto, da esquerda para a direita: Teatro Amazonas, vista parcial de Manaus, Ponte Rio Negro, Encontro das Águas, pôr-do-sol no Rio Negro, Catedral Metropolitana de Manaus e vista do bairro Nossa Senhora das Graças.

Do alto, da esquerda para a direita: Teatro Amazonas, vista parcial de Manaus, Ponte Rio Negro, Encontro das Águas, pôr-do-sol no Rio Negro, Catedral Metropolitana de Manaus e vista do bairro Nossa Senhora das Graças.
Bandeira de Manaus
Brasão de Manaus
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 24 de outubro de 1669 (344 anos)
Gentílico manauense; manauara
Lema Nap dlise or armozen
"A metrópole da Amazônia"
Prefeito(a) Arthur Virgílio Neto (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Manaus
Localização de Manaus no Amazonas
Manaus está localizado em: Brasil
Manaus
Localização de Manaus no Brasil
3° 6' 0" S 60° 01' 0" O3° 6' 0" S 60° 01' 0" O
Unidade federativa  Amazonas
Mesorregião Centro Amazonense IBGE/2008[3]
Microrregião Manaus IBGE/2008[3]
Região metropolitana Manaus
Municípios limítrofes Norte: Presidente Figueiredo;
Sul: Careiro e Iranduba;
Leste: Rio Preto da Eva e Itacoatiara;
Oeste: Novo Airão.
Distância até a capital 3 490 km[4]
Características geográficas
Área 11 401,092 km² [5]
População 1 982 179 hab. (AM: 1º) –  IBGE/2013[6]
Densidade 173,86 hab./km²
Altitude 92 m [7]
Clima Tropical úmido[8]  Am
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,737 (AM: 1º) – alto PNUD/2010[9]
PIB R$ 51 025 146 mil (BR: 6º) – IBGE/2011[10]
PIB per capita R$ 27 845,71 IBGE/2011[10]
Página oficial
Prefeitura www.manaus.am.gov.br
Câmara www.cmm.am.gov.br

Manaus é um município brasileiro, capital do estado do Amazonas e o principal centro financeiro, corporativo e econômico da Região Norte do Brasil. É uma cidade histórica e portuária, localizada no centro da maior floresta tropical do mundo.[11] Situa-se na confluência dos rios Negro e Solimões.[12] É uma das cidades brasileiras mais conhecidas mundialmente, principalmente pelo seu potencial turístico e pelo ecoturismo, o que faz do município o décimo maior destino de turistas no Brasil.[13] Manaus pertence à mesorregião do Centro Amazonense e à microrregião homônima. Destaca-se pelo seu patrimônio arquitetônico e cultural, com numerosos museus, teatros, templos, palácios e bibliotecas. É localizada no extremo norte do país, a 3.490 quilômetros da capital nacional, Brasília.[4]

É a cidade mais populosa do Amazonas e da Amazônia, com uma população de 1 982 179 habitantes, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2013,[6] sendo também a sétima mais populosa do Brasil[14] e a 131ª mais populosa do mundo. A cidade aumentou gradativamente a sua participação na composição do PIB brasileiro nos últimos anos, passando a responder por 1,4% da economia do país. No ranking da revista América Economía, Manaus aparece como uma das 30 melhores cidades no ramo de negócios da América Latina,[15] ficando à frente de capitais de países latinos como Assunção, Caracas e La Paz.[15]

Originalmente fundada em 1669 pelos portugueses com o forte de São José do Rio Negro,[16] foi elevada à vila em 1832 com o nome de Manaos, em homenagem à nação indígena dos manaos,[1] sendo legalmente transformada em cidade no dia 24 de outubro de 1848 com o nome de Cidade da Barra do Rio Negro. Somente em 4 de setembro de 1856 voltou a ter seu nome atual.[16] . Ficou conhecida no começo do século XX, na época áurea da borracha.[13] Nessa época foi batizada como "Coração da Amazônia" e "Cidade da Floresta".[16] Atualmente seu principal motor econômico é o Polo Industrial de Manaus.

Sexta cidade mais rica do Brasil,[17] [18] a cidade possui a maior região metropolitana do norte do país e a décima do Brasil, com 2 210 825 habitantes (IBGE/2010).[6] [19] [20] Em 2008, o World Cities Study Group and Network (GaWC), do Reino Unido, incluiu o nome da cidade em uma lista de cidades classificadas por sua economia, cultura, acontecimentos políticos e patrimônios históricos.[21] Manaus foi classificada na mesma categoria de outras áreas metropolitanas do mundo de grande destaque, como Ancara, Salt Lake City, Liverpool e Marselha, sendo que a cidade ficou acima de outras como Las Vegas, Sevilha, Austin e Québec Ville.[21] É uma das doze subsedes brasileiras da Copa do Mundo FIFA de 2014.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Manaus (AFI[mɐ̃ˈnaʊ̯s] ou AFI[maˈnaʊ̯s]) foi fundada em 1669 a partir do forte de São José da Barra do Rio Negro,[22] a sede da Capitania e a sede da Província foi estabelecida na margem esquerda do rio Negro.

A origem do nome da cidade provém da tribo dos manaós,[16] habitante da região dos rios Negro e Solimões. A grafia antiga da cidade preservava o "O" e acentuava a vogal precedente: "Manáos".[23] Na língua indígena, Manaus é a variação de Manaos, que não significa Mãe dos Deuses, ao que muitos achavam. No século XIX a cidade chamava-se Barra do Rio Negro.

Ainda no passado, a palavra Manau era atribuída a uma das muitas tribos que habitaram o rio Negro. Os etnólogos afirmam que os índios Manaos são de origem aruaque. Outras formas de se escrever o nome da cidade também foram utilizadas. Em 1862, na edição da tipografia escrita por Francisco José da Silva Ramos, o nome da cidade aparece com a grafia Manáus (acentuando a letra A e substituindo a letra O por U). Porém, na última página da tipografia, está grafado Manaos, nome comumente usado pelos habitantes da cidade e historiadores. Em uma manchete denominada Notizie Interessanti sulla Província delle Amazzoni – nel nord Del Brasile ("Notícias interessantes sobre a Província das Amazonas - no norte do Brasil"), editada em Roma, em 1882, o nome da cidade está grafado Manaos repetidas vezes. O nome atual da cidade, Manaus, só foi grafado pela primeira vez em 1908, na tipografia do escritor Bertino de Miranda.[23]

História[editar | editar código-fonte]

Antes de os europeus chegarem à Amazônia, no século XVI, eram numerosos os povos indígenas que habitavam a região. Estes dividiam-se em diferentes etnias, que se diferenciavam por suas línguas e costumes e dedicavam-se à pesca e à cultura da mandioca, promovendo um intenso comércio intertribal. Suas habitações eram amplas e arejadas, feitas de troncos de árvores e cobertas de palha. Dentre os povos que habitavam a região do atual Rio Negro, três se destacavam pelo elevado número populacional e influência ante os conquistadores: os Manáos, os Barés e os Tarumãs. Os Manáos constituíam o grupo étnico indígena mais importante da região, onde habitavam as duas margens do Rio Negro e possuindo população de cerca de 10 mil índios no século XVII, número avaliado após os primeiros violentos conflitos travados com os portugueses colonizadores.[24]

Colonização europeia[editar | editar código-fonte]

Mapa de 1562 da região do Rio Amazonas.

A região onde atualmente se encontra o estado do Amazonas era parte integrante da Espanha, à época do descobrimento do Brasil pelos portugueses, entretanto foi ocupada e colonizada por Portugal. O período de povoação europeia na Amazônia inicia-se entre os anos de 1580 e 1640, época em que Portugal e Espanha permaneceram sob uma só coroa, não havendo desrespeito oficial aos interesses espanhóis por parte dos portugueses quando penetraram na região amazônica.[25] A ocupação do lugar onde se encontra hoje Manaus foi demorada devido aos interesses comerciais portugueses, que não viam na região a facilidade em obter grandes lucros a curto prazo, pois era de difícil acesso e era desconhecida a existência de riquezas (ouro e prata).[26] [25] Entre 1637 e 1639, o explorador português Pedro Teixeira partiu com uma expedição de Cametá até a cidade de Iquitos, no Peru, com a finalidade de tomar posse da região em nome do Império Português.[25]

A primeira tentativa de ocupação da região de Manaus ocorreu em 1657, quando tropas de resgate comandadas pelo cabo Bento Miguel Parente sairam de São Luís acompanhadas de dois padres: Francisco Veloso e Manuel Pires. Durante algum tempo, a tropa fixou-se na foz do rio Tarumã, onde foi fincada uma cruz e, como de costume, rezada uma missa. Em 1658, outra tropa de resgate oriunda também do Maranhão chegou à região, procurando além dos nativos, as chamadas drogas do sertão. Os nativos tinham suas aldeias saqueadas pelos exploradores e os rebeldes que recusavam-se a serem escravizados eram mortos. O interesse em construir um forte na localidade surgiu apenas em 1668, quando o capitão Pedro da Costa Favela, caçador de índios, ao retornar ao Pará, convenceu o governador Antônio Alburquerque Coelho de Carvalho da necessidade tática de se guarnecer a região contra o assédio dos holandeses e espanhóis. A missão de construir um simulacro de fortaleza foi dada a Francisco da Mota Falcão, que recebeu o auxílio de Manuel da Mota Siqueira.[25]

Assim sendo, a colonização européia na região de Manaus começou em 1669, com uma fortaleza em pedra e barro, com quatro canhões. O Forte de São José da Barra do Rio Negro foi construído para garantir o domínio da coroa de Portugal na região, principalmente contra a invasão de holandeses, na época aquartelados onde hoje é o Suriname. O Forte situava-se próximo a foz do Rio Negro e desempenhou sua missão durante 114 anos, sendo o capitão Angélico de Barros o seu primeiro comandante.[27]

Em 3 de junho de 1542 o rio Negro foi descoberto por Francisco Orellana, que lhe pôs o nome. A região onde se encontrava o Forte de São José da Barra do Rio Negro foi habitada primeiramente pelas tribos manaós, barés, banibas e passés, as quais ajudaram na construção do forte e passaram a morar em palhoças humildes nas proximidades do mesmo.[27] A tribo dos "manáos" (na grafia antiga, atualmente mais conhecido como manaós),[28] considerada orgulhosa pelos portugueses, negava-se a ser dominada e servir de mão de obra escrava e entrou em confronto com os colonizadores do forte.[27] As lutas só cessaram quando os militares portugueses começaram a ligar-se aos manaos através de casamentos com as filhas dos tuxauas, iniciando assim, à intensa miscigenação na região e dando origem aos caboclos. Um dos líderes da tribo dos manaós foi o indígena Ajuricaba, forte opositor da colonização dos portugueses e que apoiava, no entanto, os holandeses. A morte de Ajuricaba foi um grande mistério: Foi aprisionado e enviado ao Pará, tendo morrido no percuso da viagem.[29]

Busto de Francisco de Orellana, o descobridor europeu do rio Negro.

Devido à colonização portuguesa, foi efetuado um trabalho de esquecimento ou tentativa de apagar os traços e obras históricas dos povos indígenas. Pode-se notar isso pela destruição do cemitério indígena, onde se encontra atualmente, a Praça Dom Pedro e o Palácio Rio Branco. Quando o governador Eduardo Gonçalves Ribeiro remodelou a praça e mandou nivelar as ruas que a contornavam, grande números de igaçabas foi encontrado e atualmente não existe nenhum marco indicando a sua existência.[30] [31]

A população cresceu tanto que, para ajudar no catecismo, em 1695 os missionários (carmelitas, jesuítas e franciscanos) resolveram erguer uma capela próxima ao forte de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da cidade.[32] A Carta Régia de 3 de março de 1755 criou a Capitania de São José do Rio Negro, com sede em Mariuá (atual Barcelos), mas o governador Lobo D'Almada, temendo invasões espanholas, passou a sede novamente para o Lugar da Barra em 1791, por se localizar na confluência dos rios Negro e Solimões, que era um ponto estratégico.[33] O Lugar da Barra perdeu seu status político-administrativo sob influência de D. Francisco de Souza Coutinho, capitão-geral do Grão Pará, que iniciou campanha contra a mudança de sede, o que levou a ser desfeito o ato através da Carta Régia de 22 de agosto de 1798 e, em maio de 1799, a sede voltou a Barcelos. Em consequência da perda de seu status, tornou-se inevitável a decadência do Lugar da Barra.[33] Em outubro de 1807, o governador da Capitania, José Joaquim Victório da Costa, deixou Barcelos, transferindo a administração da Capitania definitivamente ao Lugar da Barra.[33]

Elevação à vila[editar | editar código-fonte]

Manaus em 1865, Catedral Metropolitana em construção

A partir de 29 de março de 1808, o Lugar da Barra voltaria a ser sede da Capitania de São José do Rio Negro, após proposta de dom Marcos de Noronha Brito ao penúltimo governador capitão de mar-e-guerra, José Joaquim Victório da Costa.[33] Através do decreto de 13 de novembro de 1832, o Lugar da Barra passou à categoria de vila, já com a denominação de Vila de Manaus, nome que manteria até o dia 24 de outubro de 1848. Com a Lei nº 145, da Assembleia Provincial Paraense, adquiriu o nome de Cidade da Barra do Rio Negro. Em vista de a vila ter assumido foros de cidade, passou a ser chamada de Cidade de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro. A 5 de setembro de 1850, foi criada a Província do Amazonas pela Lei Imperial nº 1.592, tornando-se a Vila da Barra do Rio Negro. Seu primeiro presidente foi João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, nomeado em 27 de julho de 1851, que instalou oficialmente a nova unidade provincial a 1 de janeiro de 1852, com o que sua situação de atraso melhorou bastante.[34] Foi criada a Biblioteca Pública e o primeiro jornal foi fundado em 5 de setembro, chamando-se A Província do Amazonas.[35] Outro periódico de destaque na cidade foi o Estrela do Amazonas, de propriedade do cidadão Manuel da Silva Ramos.[35] Tornaram-se, ambos, as bases do desenvolvimento da cultura local, junto ao teatro e escolas profissionais.[36]

Em 4 de setembro de 1856, pela Lei 68, já no decurso do segundo governo de Herculano Ferreira Pena, a Assembleia Provincial Amazonense deu-lhe o nome de Cidade de Manaus, em homenagem à nação indígena manaos.[34]

Cabanagem[editar | editar código-fonte]

A Cabanagem foi um movimento político e um conflito social ocorrido entre 1835 e 1840 no Pará, envolvendo homens livres e pobres, sobretudo indígenas e mestiços que se insurgiram contra a elite política local e tomaram o poder. A entrada da Comarca do Alto Amazonas (hoje Manaus, a qual foi o berço do manifesto na Amazônia Ocidental) na Cabanagem foi fundamental para o nascimento do atual estado do Amazonas.[37] Durante o período da revolução, os cabanos da Comarca do Alto Amazonas desbravaram todo o espaço do estado onde houvesse um povoado, para assim conseguir um número maior de adeptos ao movimento, ocorrendo com isso uma integração das populações circunvizinhas e formando assim o estado.[38]

Período áureo da borracha[editar | editar código-fonte]

Teatro Amazonas, um dos luxuosos edifícios construídos com as fortunas da borracha.

No Rio de Janeiro, a República Federativa do Brasil foi proclamada em 15 de novembro de 1889, extinguindo-se o Império. A Província do Amazonas passou a ser o Estado do Amazonas, tendo como capital a Cidade de Manáos.[36] A borracha, matéria-prima das indústrias mundiais, era cada vez mais requisitada e o Amazonas, como principal produtor mundial, orientou sua economia para atender à crescente demanda.[39] Intensificou-se o processo de migração para Manaus de nordestinos e brasileiros de outras regiões, bem como a imigração de ingleses, franceses, judeus, gregos, portugueses, italianos e espanhóis,[39] gerando um crescimento demográfico que obrigou a cidade a passar por mudanças significativas.[40] Naquela época, o Nordeste brasileiro foi atingido pela "Grande Seca de 1877-1878", que causou mais de um milhão de mortes, além de uma grande epidemia de cólera. Muitos nordestinos vieram para Manaus fugidos deste fenômeno, chegando ao local em grandes massas.[41]

Em 1892, iniciou-se o governo de Eduardo Ribeiro, que teve um papel importante na transformação da cidade, através da elaboração e execução de um plano para coordenar o seu crescimento.[40] Esse período (1890-1910) é conhecido como fase áurea da borracha.[39] A cidade ganhou o serviço de transporte coletivo de bondes elétricos, telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante, que passou a receber navios dos mais variados calados e de diversas bandeiras. A metrópole da borracha iniciou os anos de 1900 com uma população em torno de 20 mil habitantes, com ruas retas e longas, calçadas com granito e pedras de liós importadas de Portugal, praças e jardins bem cuidados, belas fontes e monumentos, um teatro suntuoso, hotéis, cassinos, estabelecimentos bancários, palacetes e todos os requintes de uma cidade moderna.[40]

Biblioteca Pública de Manaus no início do século XX.

Na fase áurea da borracha, a cidade foi referência internacional das discussões sobre doenças tropicais, saneamento e saúde pública.[42] A cidade realizou grandes ações em parceria com cientistas internacionais, como foi o caso da erradicação da febre amarela, em 1913.[43] No início do século XX, as ações de saneamento estiveram praticamente restritas a Manaus.[40] A situação mudou após a criação do Serviço de Saneamento e Profilaxia Rural, que levou o saneamento para outras partes do Amazonas.[36] A infraestrutura da época abrangia bases fixas de operação nas calhas dos principais rios e embarcações que percorriam as comunidades ribeirinhas. O auge do ciclo econômico transformou Manaus em uma cidade moderna, com as mesmas benfeitorias que chegavam ao Rio de Janeiro, a então capital federal.[40] O desenvolvimento econômico proporcionou também grande circulação de ideias e permitiu o surgimento de um núcleo de médicos que estava a par das discussões científicas mais avançadas a respeito do combate às doenças tropicais. Atualmente, escolas de medicina tropical recém-criadas, como as de Londres e Liverpool, na Inglaterra, enviam missões frequentemente para Manaus.[44]

Em 1910, Manáos ainda vivia a euforia dos preços altos da borracha, quando foi surpreendida pela fortíssima concorrência da borracha natural plantada e extraída dos seringais da Ásia, que invadiu vertiginosamente os mercados internacionais. Era o fim do domínio da exportação do produto dos seringais naturais da Amazônia (quase que exclusivamente gerada no Amazonas), deflagrando o início de uma lenta agonia econômica para a região. O desempenho do comércio manauense tornou-se crítico e as importações de artigos de luxo e supérfluos caíram rapidamente. Manáos, abandonada por aqueles que podiam partir, mergulhou em profundo marasmo. Os edifícios e os diferentes serviços públicos entraram em estado de abandono.[45]

Vista Panorâmica do Palacete Provincial, um dos símbolos gerados pela riqueza da borracha.

Período contemporâneo[editar | editar código-fonte]

Horizonte de Manaus.

Com a implantação da Zona Franca de Manaus na década de 1960, a cidade novamente ocupou lugar de destaque entre as mais ricas do Brasil[46] e da América Latina.[15] Ao lado de Cuiabá, capital de Mato Grosso, é a capital que mais cresceu economicamente nos últimos quarenta anos, fato explicado principalmente pela implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus,[46] que também atraiu milhares de migrantes que ocuparam de forma desordenada a periferia da cidade.[47]

A cidade experimentou um grande avanço econômico e populacional após a implantação da Zona Franca. O Regime militar no Brasil procurou ocupar uma região até então pouco povoada, com a justificativa de criar condições de rentabilidade econômica.[48] A grandíssima expansão urbana e demográfica de Manaus na década de 1970 trouxe consequências positivas e negativas para o município, que viu-se obrigado a abrigar cada vez mais migrantes vindos de diversas regiões brasileiras e do interior do estado atraídos por uma melhor qualidade de vida.[49] Na questão ambiental, Manaus sofreu diversas invasões a áreas verdes entre as décadas de 1970 e 1980, que originaram, por suas vez, grande parte dos bairros da periferia da cidade.[50] Em 2006, verificou-se que o município já havia desmatado 22% de sua área urbana.[50] Até meados da década de 1970, a população manauense concentrava-se, sobretudo, nas regiões sul, centro-sul, oeste e centro-oeste do município, havendo uma densa população vivendo as margens de igarapés.[51]

Prédio histórico abandonado no Centro de Manaus.

Como medida para desvirtuar as grandes ocupações irregulares de terra em Manaus, o governo passou a criar loteamentos de terra regulares voltados para os migrantes que chegavam à cidade. Bairros como Cidade Nova, São José Operário e Armando Mendes surgiram desta iniciativa. Neste período, acentuaram-se as degradações ambientais, principalmente nas regiões leste e norte.[51] Nos últimos anos, as zonas leste e norte sofreram os maiores impactos ambientais, poluição de rios e perda de biodiversidade e mata nativa, problemas ambientais oriundos do intenso processo de ocupação irregular dessas duas regiões.[51]

Em 1991, o município ultrapassou a marca de 1 000 000 de habitantes.[52] Atualmente, é a vigésima sexta cidade mais populosa da América. Em âmbito nacional, é o sétimo município brasileiro mais populoso, abrigando mais da metade da população do estado.[53] Está também entre os cinco municípios com participação acima de 0,5% no PIB do país que mais crescem economicamente.[54]

Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV/RJ), em parceria com a revista Você S/A, analisando 127 cidades do País, Manaus é a melhor cidade da Região Norte do Brasil para fazer carreira. Outras capitais da região, como Belém, Porto Velho e Palmas, também são listadas no ranking da Região Norte. No ranking nacional da pesquisa, a capital do Amazonas aparece em 22º lugar.[55] O Código postal (CEP) de Manaus é 69000-000[56] e o DDD telefônico é 092.

Sua área é de 11.401 km², representando 0.7258 % do estado do Amazonas, 0.2959 % da Região Norte do Brasil e 0.1342 % de todo o território brasileiro. Desse total 229,5040 km² estão em perímetro urbano.[57] Abriga a universidade mais antiga do país, a Universidade Federal do Amazonas, fundada em 1909.[58] A cidade representa sozinha 49,9% da população do Amazonas[59] e 10,89% da população de toda a Região Norte do Brasil.[60]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Manaus localiza-se na microrregião homônima e na Mesorregião do Centro Amazonense, na margem esquerda do Rio Negro,[61] sendo a maior cidade da Região Norte do Brasil,[57] com uma área de 11.401,058 km² e uma densidade de 152,50 hab./km².[62] Ilhas, arquipélagos e áreas ecológicas são encontrados próximos à cidade, com destaque para o arquipélago de Anavilhanas, situado nas divisas com Novo Airão,[63] e o Encontro das Águas, famoso cartão-postal da cidade.[64] Limita-se com os municípios de Presidente Figueiredo, Careiro, Iranduba, Rio Preto da Eva, Itacoatiara e Novo Airão.[65]

O relevo é caracterizado por planícies, baixos planaltos e terras firmes, com uma altitude média inferior a 100 metros. As planícies são constituídas por sedimentos recentes da Era Antropozóica; tornam-se bastante visíveis nas proximidades dos rios. As elevações são encontradas nos limites com Roraima e Venezuela, onde encontramos as serras de Itapirapecó, Imeri, Urucuzeiro e Cupim.[66]

Os rios que passam por Manaus são o Negro e o Solimões e, ao se encontrarem, formam o grande rio Amazonas. O Rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas, o mais extenso rio de água negra do mundo e o segundo maior em volume de água — atrás somente do Amazonas. Tem sua origem entre as bacias do rio Orinoco e Amazônica e também conecta-se com o Orinoco através do Canal do Cassiquiare. Na Colômbia, onde tem a sua nascente, é chamado de rio Guainia. Seus principais afluentes são o Rio Branco e o rio Vaupés, que disputa ser o começo do rio Orinoco junto com o rio Guaviare, drena a região leste dos Andes na Colômbia. Após passar por Manaus, une-se ao rio Solimões e passa a chamar-se rio Amazonas.[67] O rio Solimões começa no Peru e, ao entrar no Brasil, no município de Tabatinga, recebe o nome de Solimões.[68] O rio Amazonas é o maior rio da Terra, tanto em volume d'água quanto em comprimento (6.992,06 km de extensão). Tem sua origem na nascente do rio Apurímac (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, e deságua no oceano Atlântico, junto ao rio Tocantins.[69]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Manaus é considerado tropical úmido de monções (tipo Am segundo Köppen),[8] com temperatura média anual de 26,7°C e umidade do ar relativamente elevada durante o ano, com médias mensais entre 79 e 87%.[70] A precipitação média anual é de 2 286,2 mm, sendo agosto o mês mais seco, quando ocorrem apenas 57,9 mm. Em março, o mês mais chuvoso, a média fica em 313,5 mm.[71] As estações do ano são relativamente bem definidas no que diz respeito à chuva: o inverno é relativamente seco, e o verão chuvoso.[72] Já houve ocorrências pontuais de chuva de granizo na cidade.[73]

Maiores acumulados de chuva registrados em 24 horas em Manaus por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 155 mm 15/01/1996 Julho 61,6 mm 26/07/1975
Fevereiro 145,6 mm 28/02/1988 Agosto 79,8 mm 01/08/2000
Março 168,3 mm 08/03/1968 Setembro 97,5 mm 29/09/2000
Abril 180,8 mm 08/04/1967 Outubro 135,2 mm 21/10/1979
Maio 113,7 mm 13/05/1961 Novembro 131,8 mm 01/11/1986
Junho 66,5 mm 04/06/1966 Dezembro 132,5 mm 21/12/2010
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 02/01/1961 a 31/12/2013.[74]

Devido à proximidade da Linha do Equador, o calor é constante do clima local. São inexistentes os dias de frio no inverno, e raramente massas de ar polar muito intensas no centro-sul do país e sudoeste amazônico têm algum efeito sobre a cidade, como ocorreu em agosto de 1955, mas apesar de raras, todos os anos influenciam no clima, fazendo com que a temperatura caia para 18ºC.[75] A proximidade com a floresta normalmente evita extremos de calor e torna a cidade úmida.[72]

No dia 26 de novembro de 2009, foi registrado um caso de chuva ácida em Manaus. A poluição do ar, causada em grande parte pelo acúmulo de fumaça de queimadas, associada ao dióxido de carbono emitido por carros, foi a causa deste fenômeno. Apesar de a incidência de chuva ácida ser comum em algumas capitais brasileiras onde há grande concentração de carros, em Manaus e em outras cidade do Amazonas a situação se agrava com o período prolongado de estiagem com a fumaça das queimadas.[76]

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), de 1961 a 2013, a menor temperatura já registrada em Manaus foi de 8,4 ºC em 16 de setembro de 1991,[77] e a maior atingiu 38,3 ºC em 30 de setembro de 2010.[78] Os dez maiores acumulados de chuva registrados em 24 horas foram de 180,4 milímetros em 8 de abril de 1967, 168,3 milímetros em 8 de março de 1968, 155 milímetros em 15 de janeiro de 1996, 154,4 milímetros em 20 de abril de 2000, 151 milímetros em 20 de março de 1983, 150,8 milímetros em 8 de março de 1978, 145,6 milímetros em 28 de fevereiro de 1988, 140 milímetros em 22 de abril de 2013, 138,8 milímetros em 22 de fevereiro de 2003 e 135,2 milímetros em 21 de outubro de 1979.[74] O maior acumulado mensal foi de 632,8 milímetros em março de 1968.[79]

Dados climatológicos para Manaus
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 36,4 36,1 36,2 35,1 34,7 34,9 35,7 37,6 38,3 38,1 38,2 37,3 38,3
Temperatura máxima média (°C) 30,5 30,4 30,6 30,7 30,8 31 31,3 32,6 32,9 32,8 32,1 31,3 31,4
Temperatura média (°C) 26,1 26 26,1 26,3 26,3 26,4 26,5 27 27,5 27,6 27,3 26,7 26,7
Temperatura mínima média (°C) 23,1 23,1 23,2 23,3 23,3 23,0 22,7 23,0 23,5 23,7 23,7 23,5 23,3
Temperatura mínima registrada (°C) 18,5 18 19 18,5 14,3 17 12,1 18 8,4 19,4 18,3 19 8,4
Precipitação (mm) 260,1 288,3 313,5 300,1 256,3 113,6 87,5 57,9 83,3 125,7 183,0 216,9 2 286,2
Dias de chuva 21 20 21 20 19 12 10 7 9 11 12 18 180
Umidade relativa (%) 85 86 86 87 86 83 80 79 79 79 81 85 83
Horas de sol 114,7 86,8 99,2 111 148,8 186 213,9 226,3 156 170,5 141 130,2 1 784,4
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET - médias de temperatura e precipitações mensais: período 1961-1990;[80] recordes de temperatura: 1961-2013);[78] [77]
Fonte #2: Observatório de Hong Kong (horas de sol)[81] e Weatherbase (umidade relativa).[8]

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Vitória-régia, a maior flor aquática do mundo.

A vegetação da capital é densa, e tipicamente coberta pela floresta Amazônica. Com uma flora diversificada, abriga vários tipos de plantas, além da vitória-régia, uma espécie aquática ornamental. Existem plantas bem próximas umas das outras, o que torna a vegetação úmida e impenetrável. Há espécies com folhas permanentes, encarregadas de deixar a floresta com um verde intenso o ano todo.[66] Manaus é tida como a "Capital Ambiental do Brasil", pelo seu extraordinário recurso natural. Cerca de 98 % dos 11.401,058 km² da área rural do município está intacta.[2]

Toda a fauna da floresta tropical úmida presente na Amazônia também se encontra na cidade. Nas áreas rurais do município, há inúmeras espécies de plantas e pássaros, inúmeros anfíbios e milhões de insetos.[82]

Os grandes mamíferos da água, como o Peixe-boi e o Boto, são encontrados principalmente em regiões sem muita movimentação do Rio Negro, em lagos encontrados no bairro Tarumã e também em alguns reservatórios da cidade, como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Algumas árvores de origem amazônica, como a Andiroba e Mafumeira (também conhecida como Sumaúma), são encontradas em parques da cidade como o Parque do Mindu e Parque Estadual Sumaúma. Este último recebe este nome em razão da grande quantidade de árvores mafumeiras que possui e atualmente é um parque estadual.[83] Répteis como tartarugas, caimões e víboras também ali habitam. Há pássaros e peixes de todas as espécies, plumagens e peles. Em algumas regiões ao longo do Rio Amazonas, floresce a planta Vitória-régia, cujas folhas circulares chegam a mais de um metro de diâmetro.[84]

Parques e espaços públicos[editar | editar código-fonte]

Área verde na Santa Etelvina, zona norte de Manaus.
Parque Jefferson Peres.
Praça do Teatro em Manaus.

A cidade conta com importantes parques e reservas ecológicas, como o Parque do Mindu, o Parque Estadual Sumaúma, o Parque Ponte dos Bilhares e o Jardim Botânico Adolpho Ducke (o maior jardim botânico do mundo)[85] entre outros.

O Parque do Mindu localiza-se na Zona Centro-Sul de Manaus, no bairro Parque 10. É hoje um dos maiores e mais visitados parques municipais do Amazonas. Foi criado em 1989, através de um manifesto popular iniciado pelos moradores do bairro Parque 10. Com 33 hectares de biodiversidade, é uma das quatro Unidades de Conservação, vitrine das espécies de flora, fauna e outros elementos do ecossistema amazônico.[86] O objetivo do Parque é promover e desenvolver atividades ambientais e culturais com a finalidade de propiciar momentos de integração comunitária, permitindo despertar os habitantes do entorno e os visitantes para questões sócio-ambientais e culturais no que diz respeito à valorização do meio ambiente. Abriga uma considerável população de Soim-de-coleira, um pequeno símio que existe apenas na região de Manaus. O soim-de-coleira possui pelos castanhos no corpo e pelos brancos no pescoço, o que faz com que pareça usar uma coleira. Apesar de pequeno, o macaco possui garras extremamente afiadas, que o ajuda a subir e descer das árvores. O Parque do Mindu possui ainda um orquidário, um canteiro de ervas com propriedades terapêuticas e aromáticas e trilhas suspensas.[87]

O Parque Ponte dos Bilhares localiza-se na zona Centro-Sul, no bairro da Chapada.[88] É uma das menores áreas verdes do espaço urbano do município, porém é referência em sua estrutura. Possui bares, lanchonetes, anfiteatro, biblioteca, áreas desportivas e turísticas. O Jardim Botânico Adolpho Ducke possui mais de 100 km² de sua reserva florestal em Manaus. No parque há um monumento, que representa os diferentes tipos de madeira encontrados na Amazônia e um viveiro de mudas com as plantas nativas do lugar. Há também uma biblioteca especializada em literatura sobre botânica e meio ambiente, além de um pavilhão para a realização de eventos e palestras sobre a natureza. As trilhas existentes no parque somam mais de três quilômetros. O parque abriga inúmeras espécies de animais em extinção, como araras, tucanos, tatus e onças-pintadas.[89]

O Parque Estadual Sumaúma foi criado através do decreto nº 23 721 de 5 de setembro de 2003, com uma área de 51 hectares. O parque é a primeira Unidade de Conservação Estadual localizada na cidade de Manaus.[90] Localiza-se no bairro Cidade nova, na zona norte da cidade. É o menor parque estadual do Amazonas[91] e é aberto a visitações todos os dias, exceto aos domingos. Possui estrutura estável, sendo regido pela Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas em parceria com o Conselho do Parque Sumaúma, formado por associações comunitárias de bairros próximos e entidades da sociedade civil.[90]

Poluição ambiental[editar | editar código-fonte]

A poluição atmosférica do ar na cidade é intensa, devido principalmente à enorme quantidade de automóveis que circulam diariamente na cidade e às indústrias pertecentes ao Polo Industrial de Manaus.[92]

Além da poluição atmosférica a cidade sofre também com o aumento poluição hídrica em seus dois principais rios, o rio Negro e o rio Solimões. Atualmente o rio Negro passa por um programa de despoluição que dura alguns meses. Esse programa, realizado pelo poder público, é chamado de Prosamim, e também serve como modelo para despoluir rios em países sul-americanos, como a Argentina. O processo de expansão urbana nas últimas décadas aliou especulação imobiliária, esvaziamento das áreas centrais e precariedade nos novos loteamentos; desta forma, devido à dificuldade de aceder à terra urbana qualificada em áreas centrais, milhares de famílias viram-se obrigadas a ocuparem regiões ambientalmente frágeis - como as de mananciais.[93]

O problema do abastecimento equilibrado de água para a cidade - e para a metrópole, de uma forma geral - também se configura como questão preocupante: apesar de possuir muitas fontes de água em seu próprio perímetro, Manaus sofre com a falta de água para a população da zona leste. O problema da poluição da água também é agravado pela ocupação irregular das áreas de mananciais, ocasionada pela expansão urbana.[94]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 38 998
1890 52 421 34,4%
1900 73 647 40,5%
1920 179 263 143,4%
1940 272 232 51,9%
1950 279 151 2,5%
1960 321 125 15,0%
1970 473 545 47,5%
1980 922 477 94,8%
1991 1 011 403 9,6%
2000 1 347 590 33,2%
2010 1 802 525 33,8%
Fonte:[52]

A população de Manaus é de 1 832 423 habitantes[6] (conforme estimativa do IBGE em 2010), o que a coloca na posição de sétima cidade mais populosa brasileira, após São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte. Destes, 50,4 % da população são homens e 49,6 % são mulheres; e 99,36 % vivem em área urbana e 0,64 % em área rural. Entre as onze cidades brasileiras mais populosas, Manaus foi quem mais se destacou na última década em crescimento populacional, obtendo um crescimento de 22,24% e ultrapassando Recife e Curitiba. Além de Manaus, somente Brasília registrou crescimento populacional acima da média nacional.[95] O município registrou, em 2009, um índice de mortalidade infantil de 21,26 a cada mil crianças,[96] em contraste com a alta taxa de fecundidade (3,74 filhos por mulher), que registrou uma queda de 30 % nos últimos anos.[97] A taxa de alfabetização é considerável e atinge 97,63 % da população.[98]

A maior parte da população encontra-se nas regiões norte e leste da cidade, sendo a Cidade Nova o bairro mais populoso, com 121 135 habitantes.[99]

Com o início da industrialização na cidade, após a instalação do Polo Industrial de Manaus em 1967, o crescimento demográfico e populacional aumentou significativamente, tanto na cidade quanto em regiões e até outras cidades próximas. Segundo os resultados dos últimos censos, a população da cidade elevou-se de 240.000 habitantes, em 1960, para 344.000 habitantes em 1970.[100] Daí até 1990 a população cresceu para 1.025.979 habitantes, elevando sua densidade para 90,0 hab./km².[100] Em termos percentuais, o aumento populacional entre 1960 e 1970 foi de 20% enquanto que de 1970 a 1980 foi de 50%.[100]

A cidade apresenta bons índices, constituindo-se um ótimo lugar para concentração de investimentos.[15] O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,774, de acordo com dados de 2000.[101] A esperança de vida na cidade é de 71,10 anos, pouco superior à média brasileira.[102] Nas zonas sul, centro-sul e centro-oeste, a esperança de vida atinge 74,03 anos, enquanto nas zonas norte, oeste, leste e rural, a esperança de vida é de 69,63 anos.[102] 76,9% dos domicílios são atendidos pela rede de distribuição de energia elétrica, 64,61% pela rede de esgoto e 86,54% são atendidos pela coleta de lixo.[52] 68,61% contam com abastecimento de água.[52]

Expansão demográfica[editar | editar código-fonte]

Vista parcial de Manaus durante a noite.

Até meados da década de 1970, os espaços urbanos e aglomerados estavam limitados às zonas administrativas sul, centro-sul, oeste e centro-oeste. A área portuária da cidade era intensamente povoada, com pouca densidade nas regiões norte e leste.[103] [104] Após a criação da Zona Franca de Manaus, a cidade recebeu forte migração, e outras áreas e novos bairros na cidade foram surgindo, sendo que alguns através de ocupações irregulares, como é o caso do bairro Coroado, que ocupou parte da área verde pertencente à Universidade Federal do Amazonas.[105]

No início da década de 1980 iniciou-se um intenso processo de ocupação das áreas periféricas da cidade. A expansão para as zonas administrativas leste e norte, seja por ocupações regulares ou irregulares, marcaram o início do uso do solo estratificado e as novas ocupações que foram se formando na cidade já surgiram bem mais marcadas pelo nível de renda dos seus habitantes. Muitos dos maiores bairros que existem atualmente na cidade surgiram nessa década. Entre eles, os bairros de São José Operário, Zumbi dos Palmares, Armando Mendes e Cidade Nova. A grande concentração populacional nas zonas leste e norte são responsáveis pelo agravamento de problemas relacionados à ocupação desordenada do solo, destruições da cobertura vegetal, poluição dos corpos d'água e deficiência do saneamento básico.[106]

O crescimento urbano de Manaus foi o maior da região Norte. Nos últimos dez anos, a cidade transformou-se em um dos municípios mais populosos do Brasil, o que apresentou a maior taxa média geométrica de crescimento anual. A taxa de crescimento urbano tem sido maior que a taxa nacional, apesar de ter sofrido uma queda no último censo. A intensa urbanização da cidade, muitas vezes de forma desordenada, ao longo das décadas de 1980 e 1990, contribuíram para que sua área urbana perdesse cerca de 65% de cobertura vegetal. Entre 1986 e 2004, foram degradadas 20% da vegetação da zona urbana do município.[106]

O crescimento urbano de Manaus concentra-se, sobretudo, na zona norte da cidade. Podemos afirmar que as zonas sul, centro-sul e centro-oeste estão consolidadas enquanto espaço urbano em toda sua extensão. A zona leste, apesar de possuir uma imensa área ainda não ocupada efetivamente, não dispõe mais de espaços, pois a área que pertence à Zona Franca de Manaus representa 45% do total da área da região.[106]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Manaus é uma cidade marcada pelos traços culturais, políticos e econômicos herdados dos portugueses, espanhóis e franceses.[107] [108] [necessário verificar] Cresceu assim, viveu a fase áurea da borracha, mas voltando um pouco atrás na história, não se pode esquecer a importância dos ameríndios no quesito contribuição étnica. Foram os ameríndios que iniciaram a ocupação humana na Amazônia, e seus descendentes, os caboclos, desenvolveram-se em contato íntimo com o meio ambiente, adaptando-se às peculiaridades regionais e oportunidades oferecidas pela floresta.[107]

Na sua formação histórica, a demografia de Manaus é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro, formando, assim, os mestiços da região (caboclos). Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente japoneses, árabes e judeus,[109] formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida. A cidade abriga uma notável comunidade marroquina.[110]

Segundo o censo de 2000 do IBGE, a população de Manaus está composta por: pardos (63,93 % ou 898 755 habitantes), brancos (31,88 % ou 448 156 habitantes), pretos (2,43 % ou 34 204 habitantes) , indígenas (0,56 % ou 7 894 habitantes) e amarelos (0,31 % ou 4 338 habitantes).[111] [112] Há ainda, 12 489 pessoas que não declararam suas etnias, representando 0,89 % do total da população.[111]

Segundo um estudo genético de 2013, a ancestralidade dos habitantes de Manaus é 45,9% europeia, 37,8% indígena e 16,3% africana.[113]

Migração[editar | editar código-fonte]

É notável um contingente de pessoas de outros estados, sobretudo nordestinos. Cearenses,paraenses, paulistas, maranhenses e gaúchos fazem-se bastante presentes.[110] No auge da borracha e da instalação da Zona Franca de Manaus, entre o séculos XIX e a década de 1960, passaram a migrar para a região Norte, especialmente para o Amazonas e Acre em busca de melhores condições de vida.[39] Com a melhoria estrutural de outras regiões do país e os problemas resultantes da superpopulação nas grandes cidades, a migração nordestina diminuiu consideravelmente.

O município possui uma considerável comunidade de imigrantes asiáticos, sendo os japoneses, coreanos, chineses e indianos os mais numerosos.[114] O fluxo da imigração japonesa na cidade é explicado pela presença de empresas e indústrias deste país instaladas na Zona Franca de Manaus,[114] fazendo da cidade uma das maiores comunidades japonesas do país, que desembarcaram na cidade na década de 1930.[115] Há também, uma notável comunidade de imigrantes de países sul-americanos, com destaque para os países que se limitam com o Amazonas, como o Peru, Colômbia e Venezuela,[116] sendo que muitos destes vivem ilegais.[116] Estima-se que mais de 20 mil peruanos residem na cidade, sendo a maior comunidade peruana no Brasil.[116] Após o Sismo do Haiti de 2010, há uma crescente imigração de haitianos para cidades do Amazonas, em especial Manaus e Tabatinga. Estima-se que 3 175 refugiados do Haiti estejam vivendo em Manaus [117] [118]

Religião[editar | editar código-fonte]

Tal qual a variedade cultural verificável em Manaus, são diversas as manifestações religiosas presentes.[119] Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos manauenses se declara católica,[119] é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do candomblé, do Islão, do judaísmo, do espiritismo, entre outras.[119] Nos últimos anos, o budismo, o mormonismo[120] e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade.[119] Estima-se que há mais de mil seguidores budistas, seichonoitas e hinduístas.[121] De acordo com dados de 2000, do IBGE, a população de Manaus está composta por: católicos (68,16 %); protestantes (22,18 %); pessoas sem religião (6,33 %); espíritas (0,64 %); budistas (0,60 %); e judeus (0,04 %).[119] Entre as igrejas protestantes, destacam-se a Assembleia de Deus (7,63 %), Igreja Batista (3,49 %) e Igreja Universal do Reino de Deus (3,12 %).[119] Entre as denominações cristãs restauracionistas, destacam-se A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,74 %) e as Testemunhas de Jeová (0,28 %).[119] Entre as novas religiões orientais, destaca-se a Igreja Messiânica Mundial (0,02 %).[119] A Umbanda e o Candomblé representam juntos 0,04 % da população religiosa.[119] Tradições esotéricas são realizadas por 0,03 % da população, e as religiões indígenas e tribais são seguidas por 0,02 % dos religiosos.[119]

Protestantes[editar | editar código-fonte]

A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Igreja Presbiteriana, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Metodista, a Igreja de Deus Pentecostal do Brasil, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a Igreja Batista, o Ministério Internacional da Restauração, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová dentre outras. Há um considerável avanço dessas igrejas.[119]

Há em Manaus um Templo Mórmon, de propriedade de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O templo é o único da denominação religiosa na Amazônia e o sexto construído no Brasil.[120] Estima-se que Manaus concentre 40 000 fiéis do mormonismo. O templo inclui um centro de visitantes aberto ao público. No Brasil, além de Manaus, apenas São Paulo, Recife, Campinas, Porto Alegre, Curitiba e Fortaleza possuem um templo mórmon.[120] [122]

Política[editar | editar código-fonte]

Palácio Rio Negro, antiga sede do governo estadual.

O poder executivo da cidade de Manaus é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários municipais, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.

O poder legislativo é representado pela câmara municipal,[123] composta por 41 vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo de 33 e máximo de 41 para municípios com mais de um milhão de habitantes e menos de cinco milhões).[124] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o Orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica.

Atualmente, há 1.104.141 eleitores no município de Manaus.[125]

Municipal[editar | editar código-fonte]

O prefeito atual de Manaus é Arthur Virgílio Neto (PSDB). O presidente da câmara municipal é o vereador Bosco Saraiva (PSDB). Manaus possui atualmente, 41 vereadores na Câmara Municipal de Manaus. Esta é a segunda vez que Arthur Neto assume a prefeitura do município. O primeiro mandato de Arthur ocorreu entre os anos de 1989 a 1993.

A contar de 1890, Manaus já possuiu 93 governantes majoritários. Destes, 76 foram prefeitos nomeados e 17 prefeitos eleitos por votação direta (voto popular). É notável ainda, o número de prefeitos que renunciaram ao cargo: Ao todo, foram 7 prefeitos. Dos 93 governantes majoritários que o município já teve, desde 1890, apenas 6 permanecem vivos.[126]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Consulados[editar | editar código-fonte]

A cidade possui a representação de diversos consulados. Entre os países da América do Sul, fazem-se presentes os consulados de Bolívia,[127] Chile, Colômbia,[128] Equador,[129] Peru,[130] e Venezuela.[131] Dois dos três países da América do Norte possuem representação no município, sendo estes Estados Unidos e México.[130] [132] Em constraste, o Panamá e a República Dominicana são os únicos países da América Central que possuem consulados na cidade.[133]

Países da Ásia também possuem representação em Manaus. Do Oriente Médio, há os consulados da Síria e Arábia Saudita.[134] Há ainda, os consulados do Japão[135] e Filipinas.[136]

A Europa é o continente com maior representação em Manaus. São 18 países europeus que possuem consulados na cidade: Alemanha,[130] Áustria,[130] Bélgica,[130] Dinamarca,[137] Espanha,[138] Finlândia,[139] França,[140] Grécia,[141] Irlanda, Itália,[142] Noruega,[143] Países Baixos, Portugal,[144] Reino Unido,[145] República Checa,[146] Roménia,[146] Suécia[146] e Suíça.[146]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais da Prefeitura de Manaus, que busca a integração entre a cidade e demais municípios nacionais e estrangeiros. A integração entre os municípios é firmada por meio de convênios de cooperação, que têm o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, felicidade, amizade e respeito recíproco entre as nações.

O município de Manaus possui, ao todo, dez cidades irmãs:[147]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Região metropolitana[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana de Manaus reúne oito municípios amazonenses. De acordo com estimativas do IBGE em 2010, a Grande Manaus possui 2 210 825 habitantes.[6] [19] Em agosto de 2007 foi deflagrado o processo licitatório para as obras de construção da ponte sobre o rio Negro, para ligar a capital Manaus ao vizinho município de Iranduba (D.O.U., de 15.8.2007).

A Ponte Rio Negro foi inaugurada em 24 de outubro de 2011, permitindo uma maior integração entre os municípios que compõem a Grande Manaus, sobretudo Iranduba, Manacapuru e Novo Airão. [153] A Região metropolitana de Manaus é a maior aglomeração urbana do Norte do Brasil e a décima-primeira maior do país, sendo ainda a 222ª mais populosa do mundo e possuindo a maior área territorial entre as regiões metropolitanas do globo.[19] [154]

Regiões[editar | editar código-fonte]

Subdivisões de Manaus[155]
Localização População Nº de bairros
Zona est. de 2008 Bairros (somente oficiais)
Norte' 554.723 12
Sul' 317.582 18
Centro-Sul 153.694 6
Oeste 218.485 13
Centro-Oeste 141.068 6
Leste 555.649 13

Manaus divide-se em sete regiões: Norte, sul, centro-sul, leste, oeste, centro-oeste e a rural.

A região leste da cidade é a maior em extensão territorial e a segunda mais populosa, com aproximadamente 406.044 habitantes.[156] Porém, é a região norte da cidade que possui o maior índice de crescimento populacional e habitacional nos últimos anos, além de possuir o maior bairro da cidade, a Cidade Nova.

A região centro-sul é a de maior renda per capita, abrigando grande parte dos centros comerciais da cidade. Também é a menor região da cidade em extensão territorial.

Em 1991, a região da cidade que concentrava o maior número de domicílios era a zona sul, principalmente os bairros do Centro, Educandos, Aparecida, Colônia Oliveira Machado, Crespo, São Lázaro e Betânia.[157] A zona oeste ficava em segundo lugar, com destaque para os bairros da Compensa, São Raimundo, Santo Antônio e Glória.[157] É importante considerar que a zona sul é a área de ocupação mais antiga da cidade, além de abrigar a Zona Franca de Manaus.[157] A partir do ano 2000, a situação sofreu mudança. A zona leste passou a ocupar o primeiro lugar em relação ao total de domicílios, seguida pela zona norte - que apresentou o maior percentual de crescimento no período analisado (183 %) - e pela zona sul, que cresceu apenas 9,34 % no mesmo período.[157] Hoje, bairros da zona norte e zona centro-sul concentram o maior número de crescimento domiciliar, com destaque para os bairros de Parque 10, Cidade Nova, Amazonino Mendes e Nova Cidade.[157]

Bairros[editar | editar código-fonte]

O primeiro bairro criado em Manaus foi o Centro. Somente a partir daí as demais áreas da cidade foram sendo desenvolvidas e novos bairros foram surgindo, em especial na zona Sul.[158] A cidade possui o maior bairro da região norte brasileira, o bairro Cidade Nova, que possui 121 135 habitantes. A população do bairro chega a ultrapassar a população de qualquer município do Interior do Amazonas. Com a permanência e o fortalecimento da Zona Franca de Manaus, a cidade começou a receber investimentos e constantes migrações de pessoas de várias regiões do país. Assim, inúmeros bairros foram surgindo na cidade, muitos a partir de invasões de terra.[114]

Vista parcial da zona centro-sul de Manaus.

Com a publicação da Lei Municipal n° 1.401, de 14 de janeiro de 2010, o mapa geográfico de Manaus ganhou sete novos bairros oficiais, resultado da divisão dos três maiores bairros da cidade em extensão territorial. O primeiro bairro criado através da lei foi o Distrito Industrial II, dividindo-se do bairro Distrito Industrial.[126] O Distrito Industrial II integra a zona leste da cidade. Outro bairro criado a partir da lei é o Tarumã-Açú, originário da divisão do bairro Tarumã, que até então era o maior bairro da cidade.[126] Com a modificação, o Tarumã passou a ser o quarto maior bairro em área territorial.[126]

A Cidade Nova, o bairro mais populoso, também foi dividido e originou dois novos bairros: o Nova Cidade, que ainda não era reconhecido como bairro oficial e o Novo Aleixo. Também criou-se o bairro Gilberto Mestrinho, desmembrado do São José Operário, que recebeu o status de bairro oficial.[126] Sendo assim, a Cidade Nova deixou de ser o terceiro maior bairro da cidade e perdeu uma área de mais de 3.705 hectares.[126] Por fim, a comunidade Lagoa Azul, também foi reconhecida como bairro através da Lei.[126]

Administrações regionais[editar | editar código-fonte]

Manaus é dividida em administrações regionais (administrações criadas pelas secretarias municipais, porém tais administrações não possuem status de subprefeituras), que organizam os bairros da cidade. Essas divisões foram feitas principalmente nas duas regiões mais populosas da cidade, a zona norte e zona leste. Essas administrações são: Cidade Nova, que compreende 21 bairros da zona norte. Possui grande parte de seu território em áreas verdes, com destaque para o Parque Estadual Sumaúma;[90] Santa Etelvina, que compreende 9 bairros da zona norte. Situa-se próxima a divisa com o município de Presidente Figueiredo;[159] Parque 10 de Novembro, abrangendo vários bairros e condomínios próximos. É considerada a região mais central da cidade, com um notável comércio e residências valorizadas;[160] Flores, que abrange 3 bairros: Flores, Parque das Laranjeiras e Parque das Nações;[161] Tarumã, que compreende grande parte dos bairros da zona oeste;[162] Jorge Teixeira, na zona leste, compreendendo além do bairro Jorge teixeira os bairros de Nova floresta, João Paulo, Valparaíso, e Tancredo neves;[163] São José OPerário, também na zona leste, abrangendo 5 bairros. Abriga o Polo Industrial de Manaus e o Encontro das Águas, este último um dos pontos turísticos da cidade.[164] [165]

Principais ruas e avenidas[editar | editar código-fonte]




  • Avenida Efigênio Sales
  • Avenida Grande Circular
  • Avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho
  • Avenida Tefé
  • Avenida Professor Nilton Lins
  • Avenida Camapuã
  • Avenida Tancredo Neves
  • Avenida do Turismo
  • Avenida Desembargador João Machado
  • Estrada da Ponta Negra

Economia[editar | editar código-fonte]

Atividades econômicas em Manaus - (2012)[166]

Manaus é um dos maiores centros industriais do Brasil.[167] As mais importantes indústrias da cidade atuam na área de transportes e comunicações.[167] A energia proveniente do gás natural da região possibilita a algumas áreas o crescimento no setor industrial, visando a exportação. Grande parte das indústrias está localizada próxima à fonte de matérias-primas, como a extração de minerais e madeiras, com pequeno beneficiamento dos produtos.[167] A cidade apresentou estabilidade econômica e crescimento industrial de 29,17% em 2011.[168] Na atualidade, Manaus é ao menos três vezes mais rica do que há três décadas, representando mais da metade da economia do estado do Amazonas.[169] A maior parte das fábricas e indústrias beneficiadas pelos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus estão localizadas no Distrito Industrial, na zona sul da cidade.[157]

Vista parcial de Manaus

A cidade é a terceira no Brasil em relação ao valor adicionado bruto da indústria, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2009, a indústria no município gerou um PIB de R$ 15.907.883, gerando um acúmulo de 13,84%.[170]

O gasoduto Coari-Manaus, que leva o gás natural da província do Urucu em Coari, já opera comercialmente.[171] O gasoduto tem 670 quilômetros de extensão e deverá transportar, em sua primeira fase de operação, 4,7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.[171] A principal finalidade do insumo é a produção de energia elétrica em termelétricas, para atender a cidade e municípios vizinhos.[172]

O desenvolvimento rápido de Manaus para uma cidade de grande porte deu-se principalmente através da dispersão das indústrias na área industrial da cidade. Apesar de a indústria ainda responder por grande parte da economia da cidade e também do Amazonas, a sua importância, nos últimos anos, diminuiu significativamente. O responsável por isso é o crescimento de outras áreas econômicas, como a construção civil, ecoturismo, desporto e serviços.[173]

O município de Manaus concentra quase toda a sua população na área urbana, tendo portanto, uma reduzida atividade no setor primário.[174] A pouca atividade agropecuária se concentra ao longo das rodovias BR-174 e AM-010.[174]

Com 1,8 milhões de habitantes, Manaus possui aproximadamente 7,2% da sua população vivendo com uma renda abaixo de R$70 per capita por mês.

Zona franca[editar | editar código-fonte]

A Zona Franca de Manaus (ZFM), muitas vezes confundida com o Polo Industrial de Manaus, é um centro financeiro (o principal da região norte do Brasil) implantado pelo governo brasileiro objetivando viabilizar uma base econômica na Amazônia Ocidental, promover a melhor integração produtiva e social dessa região ao país, garantindo a soberania nacional sobre suas fronteiras.[167] É um dos mais modernos da América Latina.[175] A mais bem-sucedida estratégia de desenvolvimento regional, o modelo leva à região de sua abrangência (estados da Amazônia Ocidental: Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima e as cidades de Macapá e Santana, no Amapá[176] ) desenvolvimento econômico aliado à proteção ambiental, proporcionando melhor qualidade de vida às suas populações. Recentemente o Polo Industrial de Manaus garantiu parcerias com a República Checa.[177] O ICMS da Zona Franca é de 12%.[178]

Refinaria Isaac Sabbá[editar | editar código-fonte]

Localizada na área ribeirinha de Manaus, a refinaria pertence atualmente à Petrobras. Possui capacidade instalada para 46 mil barris/dia. Com o nome de Companhia de Petróleo da Amazônia, a refinaria foi instalada às margens do Rio Negro por Isaac Benaion Sabbá em 6 de setembro de 1956, porém a sua inauguração oficial ocorreu apenas em 3 de janeiro de 1957, tendo sido inaugurada por Juscelino Kubitschek, visando estimular a região que ainda sentia os efeitos negativos da crise da época da borracha. Em 1971, a Petrobras assumiu o controle acionário da companhia, que passou a se chamar Refinaria de Manaus (Reman). Em homenagem ao pioneirismo de seu fundador, em 1997 a Petrobras rebatizou-a como Refinaria Isaac Sabbá - UN-Reman. Seus principais produtos e distribuídos são gás de cozinha, gasolina, querosene, querosene de aviação, diesel, óleos combustíveis, asfaltos e álcool.[179]

Centros comerciais[editar | editar código-fonte]

Variedades de opções de entretenimento podem ser encontrados por Manaus. Além das clássicas conhecidas zonas comerciais, a cidade possui vários centros comerciais, algumas das quais são adjacentes às ruas. Teatros tradicionais, cinemas, bares com Karaokê, discotecas, pistas de boliche e uma abundância de opções de compras proporcionam lazer para os habitantes e turistas. A cidade possui um comércio bem diversificado, bastante influenciado pela Zona Franca de Manaus, com destaque para os produtos produzidos no PIM. Também é notável o artesanato de Manaus e região, com influência direta dos nativos indígenas e os caboclos.[180] A comercialização dos produtos artesanais é feita em praças do Centro Histórico da cidade, e também em hotéis de selva localizados na Grande Manaus. O comércio popular é muito comum em bairros de baixa renda situados nas zonas leste e norte. A maior área de comércio popular localiza-se entre os bairros de São José Operário, Amazonino Mendes e Jorge Teixeira, especificamente na Feira do Produtor, Feira da Panair e Feira do Mutirão.[181] A cidade também possui áreas de comércio mais luxuosas, situadas principalmente na zona centro-sul da cidade.[182] Shoppings Centers na cidade também são uma das maiores opções de compras, com destaque para o Manauara Shopping e o Amazonas Shopping, sendo o Manauara Shopping o maior shopping center da região norte brasileira.[182]

No subúrbio da cidade também são encontradas diversas áreas comerciais de origem popular, com destaque para a Feira do Mutirão, Feira do Produtor e Feira da Panair.[181] [183] [184]

Vista do Manaus Plaza Shopping, situado no bairro da Chapada, na zona Centro-Sul da cidade.
Vista do Manaus Plaza Shopping, situado no bairro da Chapada, na zona Centro-Sul da cidade.
Millenniun Center, um dos principais shoppings de Manaus.
Millenniun Center, um dos principais shoppings de Manaus.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Encontro das Águas.

Manaus é um dos maiores destinos de turistas da Amazônia, oferecendo uma ampla rede hoteleira, assim como restaurantes variados. Conta também com diversos hotéis de selva em sua região metropolitana.[185] Um dos principais pontos turísticos da cidade é o Teatro Amazonas, inaugurado em 31 de dezembro de 1896, sendo o principal Patrimônio Artístico Cultural do estado do Amazonas e a obra mais significativa da época áurea da borracha.[186]

A região recebeu o prêmio de melhor destino verde da América Latina, prêmio este concedido em votação feita pelo mercado mundial de turismo, durante a World Travel Market, ocorrido em Londres em 2009.[187] Em 2010, em uma pesquisa feita entre os turistas, o turismo foi avaliado como satisfatório, com 92,4% entre os turistas nacionais e 94% entre os turistas estrangeiros.e.[188]

Durante todo o ano, recebe grandes quantidades de navios de cruzeiro, pois há acesso para transatlânticos através do rio Amazonas. As visitas de cruzeiros à cidade ocorrem por temporadas, em geral, entre os meses de outubro e abril de cada ano. Em média, Manaus recebe 23 navios por temporada. Os europeus são os que mais visitam a cidade pelos navios de cruzeiro, com destaque aos alemães. Os norte-americanos também respondem por uma parcela significativa dos turistas de navios de cruzeiro.[189]

O ecoturismo, também chamado de turismo de natureza, também atrai milhares de turistas à Manaus.[13] Entre as atrações naturais da cidade, destacam-se: O Encontro das Águas, um fenômeno natural causado pelo encontro das águas barrentas do rio Solimões com as águas escuras do Rio Negro, as quais percorrem cerca de seis quilômetros sem se misturarem.[164] Esse fenômeno acontece em decorrência da temperatura e densidade das àguas, e, ainda a velocidade de suas correntezas;[164] Praia da Ponta Negra, uma praia fluvial às margens do rio Negro, localizada a 13 km do Centro. Apresenta-se em melhores condições durante a vazante do rio no mês de setembro;[190] Praia da Lua, pertencente ao município de Iranduba (região metropolitana de Manaus), localizada à margem esquerda do rio Negro, distante 23 quilômetros de Manaus, por via fluvial. Tem o formato de uma lua em quarto crescente e uma vegetação de rara beleza natural com uma extensão de areia branca e banhada pelas águas negras do rio Negro, límpidas. O acesso ao lugar é feito por barcos regionais que saem de alguns portos da cidade, lanchas fretadas localizadas no pier ao lado do Tropical Hotel, na Ponta Negra;[190] Praia do Tupé, situada a 23 quilômetros da cidade, envolta pelo rio Negro;[190] Praia Dourada, na zona rural de Manaus, distante 20 quilômetros do centro da cidade, sendo banhada pelo igarapé do Tarumã e o rio Negro; e a Cachoeira do Paricatuba, situada na margem direita do Rio Negro, num pequeno afluente. A cachoeira é formada por rochas sedimentares e cercada por vegetação abundante e o acesso é feito por via fluvial.[190]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Há várias instituições de ensino no município, incluindo a universidade mais antiga do Brasil.[191] A cidade também possui um número estável de escolas primárias e secundárias, sendo que em 2010, em nível municipal, eram mantidas 424 escolas de ensino básico.[192] É o principal centro educacional de nível médio e superior do estado do Amazonas, sediando um dos doze Colégios Militares do Brasil, o Colégio Militar de Manaus, único do gênero na Região Norte, e do Instituto Federal do Amazonas, voltado especificamente para o ensino técnico e superior.

Há duas universidades públicas presentes na cidade: A Universidade Federal do Amazonas, a única de caráter federal no estado, criada em 17 de janeiro de 1909 com o nome de Escola Universitária Livre de Manáos, sendo portanto a universidade mais antiga do país,[191] [193] fato já registrado em 1995 no Guinness Book, o livro dos recordes.[191] ; e a Universidade do Estado do Amazonas,[194] criada pela lei estadual n.º 2.637 de 12 de janeiro de 2001. Há ainda o Instituto Federal do Amazonas, estruturado mediante a integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas e das Escolas Agrotécnicas Federais de Manaus e São Gabriel da Cachoeira, em 2001.[195] Em sua criação, a instituição recebeu o nome de Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), porém, com a sanção da Lei nº 11.892, o nome foi alterado para Instituto Federal do Amazonas, em 29 de dezembro de 2008.[195] Em Manaus, possui campi nos bairros do Centro, Distrito Industrial e Zumbi dos Palmares.[195]

Outras instituições de ensino superior de caráter privado também são encontradas na cidade. Entre elas, há o Centro Universitário do Norte, Universidade Paulista, Centro Universitário Nilton Lins,[196] Faculdade Metropolitana de Manaus, Centro Integrado de Ensino Superior do Amazonas, Universidade Luterana do Brasil,[197] Faculdades Marta Falcão e Faculdades La Salle.[198]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Para garantir a prestação de serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde da população, Manaus conta com 9.299 servidores e ainda com uma rede composta por 1 maternidade, 1 central SAMU-192 com oito bases descentralizadas (18 ambulâncias de suporte básico, 05 de suporte avançado e duas ambulanchas de suporte avançado), um SOS social, dez serviços de pronto atendimento (SPAs), oito policlínicas, um centro de referência em saúde do trabalhador, um serviço de fisioterapia, três centros de especialidades odontológicas, dois centros de apoio diagnóstico distritais, um laboratório de citopatologia, um laboratório de vigilância em saúde, um centro de controle de zoonoses, uma central de medicamentos, 46 unidades básicas de saúde, três módulos de saúde da família, 20 postos de saúde rural e 158 unidades básicas de saúde da família, todas distribuídas nos distritos de saúde norte, sul, leste, oeste e rural.[199]

A cidade tem 16 hospitais de grande porte.[200] O Ministério da Saúde investe cerca de R$ 100 milhões na região para combater os casos de malária.[201] A região responde por 99% dos casos de malário do país.[202] A mortalidade infantil é de 21,26 por mil habitantes,[203] enquanto a média nacional é de 25,8 por mil habitantes.[204] É referência na Região Norte do Brasil em tratamentos de câncer.

O crescimento da taxa de incidência da Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) em Manaus foi de 149,1% de 1997 a 2007. Na lista das 39 cidades brasileiras com 500.000 habitantes ou mais que apresentaram crescimento na taxa, Manaus ficou na 5ª posição, ficando atrás de Belém (230%), Teresina (254%), São Luís (272,1%) e Ananindeua (380%).[205]

Segundo o Ministério da Saúde, no ranking das capitais, Manaus apresenta a sexta maior taxa de incidência da aids, com 33,1 casos por grupo de 100.000 habitantes. Porto Alegre lidera o ranking, com uma taxa de 111,5, seguida de Florianópolis (57,4) e Porto Velho (38,1).[205]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Manaus recebe sinais de televisão aberta de várias emissoras brasileiras, além de ser sede da Rede Amazônica, afiliada da Rede Globo. Foi fundada em 30 de setembro de 1968, sendo a mais antiga emissora afiliada da Região Norte do Brasil.[206]

A cidade também possui a Rede Calderaro de Comunicação, que veicula a TV A Crítica (afiliada da Rede Record) a RedeTV! Manaus (afiliada a RedeTV!), a TV Bandeirantes Amazonas - antiga TV Rio Negro - emissora própria da Rede Bandeirantes, a TV Em Tempo (afiliada do SBT), TV Cultura do Amazonas (afiliada à TV Brasil), TV Tiradentes (afiliada da TV Esporte Interativo), a Diário News (afiliada a Record News), a Boas Novas Manaus (afiliada à Rede Boas Novas), o canal independente Amazon Sat (pertencente a Rede Amazônica), a Local TV (afiliada a TV Cultura), e várias retransmissoras de TV.

Segurança pública e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Por força da Constituição Federal do Brasil, a Guarda Municipal de Manaus possui a função de proteger os bens, serviços e instalações públicas. Ainda, atendendo o interesse público e no exercício do seu poder de polícia, atua na prevenção e repressão de alguns crimes, especialmente contra bens e serviços públicos, podendo inclusive prender em flagrante delito os infratores e conduzi-los até a presença de um delegado de polícia, de acordo com o disposto na lei processual penal.[207]

Manaus ocupa a 31ª posição entre as cidades mais violentas do mundo, de acordo com uma pesquisa feita pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública, sendo a 12ª mais violenta do país e a segunda maior taxa de homicídios na região norte do Brasil, abaixo apenas de Belém. A média de homicídios na cidade é de 42,53 para cada grupo de 100 mil habitantes.[208] Em 2011, a cidade ocupava a 26ª posição no ranking das mais violentas em nível mundial, em uma pesquisa promovida pela mesma ONG, e a 5ª posição entre as cidades do Brasil.[209]

Forças Armadas[editar | editar código-fonte]

O Exército Brasileiro, desde 1949, conta com aproximadamente 1000 homens no então Comando de Elementos de Fronteira.[210] Dispõe, hoje, no atual Comando Militar da Amazônia, criado em 1969[210] e desde então sediado em Manaus,[210] de um efetivo aproximado de 22 mil homens que têm como missão principal guarnecer o arco amazônico de fronteiras, com 11.248 quilômetros, acrescidos de 1.670 quilômetros de litoral.[210]

Além das operações militares propriamente ditas, cabe ao Exército, na Amazônia, cooperar no desenvolvimento de núcleos populacionais mais carentes, na faixa de fronteira. Assim é que, em todos os pelotões de fronteira, funcionam normalmente escolas de primeiro grau e subordinadas ao Comando Militar da Amazônia temos escolas de primeiro e segundo graus.[210]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Em 2012, Manaus possuía uma frota de 538 517 veículos.[211] O congestionamento de veículos na cidade é recorrente, principalmente, mas não restrito, aos horários de pico. Desde 2008, a Prefeitura adota medidas paliativas para amenizar os problemas causados pelo trânsito, como a restrição de estacionamentos (Zona Azul) e de circulação de caminhões e veículos de carga.

Hoje, como medidas para solucionar o problema do trânsito, estuda-se a construção do metrô de superfície,[212] a construção de mais corredores de ônibus,[213] o alargamento da Avenida Torquato Tapajós,[214] da Avenida Max Teixeira[214] e da Alameda Cosme Ferreira.[215] Em dezembro de 2009, foi inaugurado pela prefeitura da cidade o Viaduto Efigênio Sales. Em janeiro de 2010, foi inaugurado o Complexo Viário Gilberto Mestrinho, que interliga as zonas leste, sul e centro sul.[215] Em julho de 2010, foi inaugurada a Avenida das Torres, o maior eixo viário da Região Norte do Brasil,[216] com 6.300 metros de extensão e três pistas de cada lado.[216] A avenida levou três anos para ser estruturada e interliga as zonas norte, leste e sul, iniciando no bairro Cidade Nova e finalizando no bairro do Japiim.[216]

Mercadorias no Porto de Manaus.

A utilização de bicicletas como meio de transporte na cidade é bastante reduzida.[217] É na zona leste da cidade onde há maior uso da bicicleta por parte dos habitantes.[218] O relevo acidentado e a falta de ciclovias inibem o crescimento do uso do transporte e as ciclovias só são encontradas em pontos estratégicos da cidade.[217] A cidade tem uma razoável rede de ciclovias que, basicamente, interliga os parques e logradouros da cidade.[218] O Parque Ponte dos Bilhares possui a maior rede de ciclovia do município, também sendo a mais frequentada pelos ciclistas.[219] No entanto, alguns críticos apontam que tal sistema é voltado unicamente para o lazer, não havendo um número suficiente de ciclovias para uso laboral, permitindo que trabalhadores e estudantes possam se deslocar de bicicleta e sujeitando-os a riscos por trafegarem nas pistas veiculares ou nas canaletas de ônibus expressos.[220] Há um estudo sendo feito pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte - IMTT para a construção de ciclovias em pontos estratégicos da cidade.[217]

A cidade de Manaus sofre com um problema bem comum relativo às metrópoles brasileiras: o grande congestionamento de carros em seus principais logradouros. O transporte coletivo, no entanto, ainda representa um papel fundamental no dia-a-dia da metrópole. Manaus possui uma grande estrutura de linhas de ônibus itinerários e coletivos.[221] Para facilitar o transporte na cidade, a prefeitura permite a atuação de micro-ônibus, vans e lotações nas regiões norte e leste da cidade.[221] O transporte coletivo de passageiros em vans ou peruas é proibido em Manaus.[221] [222] [223] A atuação de perueiros e vans clandestinas é mais intensa nas regiões norte, leste e oeste da cidade.[221] Na região leste, todos os bairros que pertencem à região são beneficiados com o transporte terceirizado, por se tratar de uma região com população superior aos 500 mil habitantes.[223] Agora, na região norte de Manaus, apenas a Cidade Nova e alguns bairros próximos são beneficiados com o transporte alternativo de vans, por se tratar de um imenso bairro com população superior aos 300 mil habitantes.[224] [225] De acordo com o Departamento de Trânsito do Amazonas (DETRAN-AM), a atuação do transporte clandestino na periferia de Manaus é intensa devido principalmente ao contínuo aumento da passagem do transporte coletivo no município.[223]

Barco no rio Amazonas. O transporte fluvial nessa região é muito comum, pois existem poucas estradas.

O transporte fluvial na cidade é muito comum. A cidade conta com um grande e movimentado porto, que atende a quase toda a região Norte e é o maior porto flutuante do mundo.[226] O Porto de Manaus localiza-se na costa oeste do Rio Negro, na zona central da cidade de Manaus e atende aos estados do Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre e áreas do Norte do Mato Grosso. É o maior porto da Amazônia e o terceiro maior porto exportador do país.[227] [228]

O valor da passagem do transporte coletivo em Manaus custa R$ 3,00 a tarifa que antes era de R$ 2,75 foi aumentada por causa das empresas de transportes públicos de Manaus podendo sim aumentar o salario dos motorista das empresas, sendo um dos maiores valores dentre as capitais brasileiras.[229] O Sistema de Transporte Coletivo por ônibus em Manaus transporta diariamente cerca de 700 a 800 mil pessoas e abrange quase 300 linhas itinerárias exploradas por várias empresas. Cogita-se construir em Manaus um Monotrilho, com 20 km de extensão quando pronto, de acordo com o seu projeto.[230] Ainda de acordo com o projeto, o monotrilho terá como principal finalidade ligar a Zona Leste da cidade com o Centro Histórico, tendo como sua primeira etapa o bairro Jorge Teixeira e Cidade Nova.[230] As obras ainda não foram iniciadas.[230]

De acordo com o estudo "Espacialidade Urbana" feito pelas Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 50% da população manauense utiliza o transporte público, enquanto 30% utilizam o veículo particular e o restante faz uso da bicicleta e da caminhada para locomoção na cidade. Em contrapartida, 81% do espaço viário são ocupados por carros, contra 13% ocupados com ônibus.[231]

Aéreo[editar | editar código-fonte]


Manaus é servida pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o maior aeroporto do Norte do país e o décimo sexto mais movimentado do Brasil, recebendo anualmente cerca de 3,0 milhões de passageiros, além de ser o terceiro do Brasil em movimentação de cargas,[232] [233] números alcançados devido à criação da Zona Franca de Manaus, que continua a impulsionar a economia da cidade e de todo o estado, com altos índices de crescimento no faturamento, ano após ano. O faturamento do Polo Industrial de Manaus foi grandemente superado no ano de 2008, com 20,19% a mais que no ano de 2007.[234]

O aeroporto é responsável pelo emprego de aproximadamente 4 mil pessoas.[232] Foi inaugurado no governo de Henoch da Silva Reis, tendo sido considerado um dos mais modernos do mundo à época de sua inauguração.[235]

O aeroporto está situado a 14 quilômetros do Centro de Manaus,[236] possui uma pista para pouso e decolagem com 2.700 metros por 45 metros de largura (com duas cabeceiras de nºs 10 e nº 28),[237] dois Terminais de Carga Aérea - sendo o Terminal de Carga Aérea I inaugurado em 1976,[237] juntamente com o Aeroporto e o Terminal de Carga Aérea II inaugurado em 1980,[237] ) - seis pontes de embarque/desembarque (sendo cinco fixas e uma móvel), sete hangares, três salas de desembarque doméstico e uma de desembarque internacional, seis salas de pré-embarque doméstico e duas salas de pré-embarque internacional, dois terminais de passageiros (sendo um para aviação regular e outro para aviação geral), estacionamento com vagas para 341 automóveis (distribuídas em onze corredores) e nove guaritas de segurança.[237] O Aeroporto recebe cerca de 4,6 milhões de passageiros anualmente,[232] é o maior e mais movimentado aeroporto da Região norte e o quinto do Brasil,[237] além de ser o terceiro no Brasil em movimentação de cargas segundo dados oficiais da Infraero para o ano de 2009.[232]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

BR-174 liga Manaus a Boa Vista.

Existe uma rodoviária em Manaus, empresas de ônibus fazem rotas da capital para cidades do interior, e para as capitais Boa Vista e Porto Velho. As principais rodovias são: BR-174: liga Manaus a Boa Vista, capital do estado de Roraima.[238] , BR-319: liga Manaus a Porto Velho, capital do estado de Rondônia.[239] , AM-010: faz a ligação com os municípios de Rio Preto da Eva e Itacoatiara.[240] , AM-070: faz a ligação com o município de Iranduba.[241]

A segunda maior ponte fluvial do mundo foi inaugurada em 24 de outubro de 2011 (data de aniversário da cidade) unindo as duas margens do Rio Negro, na rodovia AM-070, ligando Manaus a Iranduba.[241] Seu comprimento é de 3.505 metros,[242] incluindo rampas de acesso e 73 vãos com aproximadamente 45 metros entre pilares.[242] , sendo a maior ponte fluvial do Brasil. O trecho estaiado de 400 metros nos dois maiores vãos da ponte terá 200 metros de comprimento. A largura total da ponte será de 20,70 metros, com quatro faixas de tráfego e passeio para pedestres em ambos os lados da pista.[243] Será a maior ponte ligando duas cidades na Amazônia.[242]

Nos últimos dez anos, o transporte via ônibus perdeu usuários para demais meios, especialmente o transporte alternativo.[244] Ainda assim, são cerca de 800 mil usuários de transporte coletivo em Manaus diariamente, apenas nas linhas municipais, de acordo com a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU)[245] onde apenas uma empresa trabalha no setor, a Transmanaus Sociedade de Propósito Específico LTDA - uma sociedade formada por nove empresas.[246]

Trânsito congestionado no bairro de Nossa Senhora das Graças.

A frota de Manaus era composta em 2010 por 376.266 automóveis e camionetes, 18.812 motocicletas, 5.807 ônibus e micro-ônibus e 30.886 caminhões, entre outros veículos, esse número chega a 576.292. Chamado Executivo ou Alternativo, o transporte pelas vans só pode ser efetuado em determinadas regiões da cidade.[244] Na região leste, os Executivos e Alternativos circulam livremente, sendo que o preço do Executivo é de R$ 3,00,[247] enquanto nos Alternativos o passageiro paga R$ 2,10.[247] Nas outras regiões da cidade, somente o Alternativo tem autorização para circular. Os veículos devem ser todos credenciados junto a prefeitura e os condutores devem portar o(s) contratos.[247]

O sistema de ônibus de Manaus é operado pela empresa TransManaus,[246] com quatro configurações primárias de ônibus disponívels servindo a área territorial da cidade.[246] Manaus possui cinco grandes terminais expressos:[248] [249] Terminal de Integração da Constantino Nery, localizado na zona oeste da cidade; Terminal de Integração da Cachoeirinha, na zona sul; Terminal de Integração da Cidade Nova, na zona norte e os terminais de integração do Jorge Teixeira e São José Operário, ambos na zona leste da cidade. Cerca de 145 mil usuários utilizam os terminais de integração diariamente.[250]

Os táxis são padronizados, de cor branca nas laterais e alguns detalhes em preto nos pára-choques.[251] O órgão fiscalizador é a prefeitura, sendo o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) o responsável pela operacionalidade do sistema.[252]

Cultura e sociedade[editar | editar código-fonte]

Teatro Amazonas, o principal símbolo cultural da capital amazonense.

A cultura do município é influenciada pelos povos nativos da região e pelos diversos grupos de imigrantes e migrantes que ali se estabeleceram, principalmente espanhóis. Manaus tornou-se uma cidade com ampla miscigenação cultural e diversificadas culturas.[253] Os nordestinos que migraram para a Amazônia no fim do século XIX e início do século XX, atraídos pelo Ciclo da Borracha, também contrbuíram para a formação da cultura municipal. Tudo isso gerou em Manaus uma cultura mestiça e com grande contribuição e permanência da cultura indígena.[254] Manaus possui uma ampla rede de teatros, casas de show e espetáculos. Instituições de ensino, museus e galerias de arte não raro empregam superlativos em suas descrições (sedia, por exemplo, o Teatro Amazonas - um dos mais belos teatros da América Latina[186] - a Universidade Federal do Amazonas a primeira universidade criada no Brasil, no ano de 1909, antes chamada de Escola Universitária Livre de Manaós[191] - o Museu do Homem do Norte - o maior museu do Norte do país que divulga a identidade étnica cabocla.[255]

A Casa da Cultura de Manaus, construída em 2001,[256] abriga a Biblioteca Pública Padre Agostinho Caballero Martin, a Galeria de Arte Álvaro Páscoa e o Espaço Maestro Nivaldo Santiago.[256] Todos estes espaços são reservados à cultura do município. A biblioteca possui 9 mil acervos didáticos com referências à cultura e arquitetura amazonense, em especial de Manaus.[256] A galeria possui uma exposição semanal chamada de "História da Arte - Da Antiguidade a Arte Pop" dedicada entre outras coisas a manter 77 reproduções de obras fundamentais da História da Arte Contemporânea.[256] Além da Casa da Cultura, a cidade possui a Casa das Artes de Manaus, localizada no Largo São Sebastião. A Casa das Artes de Manaus dedica-se principalmente a música, artes plásticas, artes visuais e literatura.[257]

Nos meses de junho e julho, à semelhança do Festival Folclórico de Parintins, acontece na cidade o Festival Folclórico de Manaus. Há o desfile dos Bois-Bumbás "Boi Brilhante",[258] "Boi Corre Campo"[259] e "Boi Garanhão".[260] O Boi Brilhante foi criado em 1982 e é oriundo do bairro Praça 14 de Janeiro,[258] tendo como principal característica sua cor branco malhado e marrom.[258] O Boi Corre Campo é o mais antigo, tendo sido criado em 1 de maio de 1942 no bairro da Cachoeirinha.[259] A cor do Boi Corre Campo é branca.[259] Por último, o Boi Garanhão tem sua origem em 1991, no bairro Educandos.[260] A cor do boi é preta, à semelhança do Boi Caprichoso.[260] O Boi Garanhão é tido como "celeiro de arte, famoso por ter sido, ao longo dos tempos, berço de muitas manifestações folclóricas e culturais.".[260] O Festival Folclórico de Manaus é realizado anualmente pela Associação de Grupos Folclóricos do Amazonas.[258]

Artes cênicas[editar | editar código-fonte]

Vista interna do Teatro Amazonas.

Todos os anos, Manaus é sede do Amazonas Film Festival, promovido pelo governo do estado e com a participação de atores das Rede Globo, Record e atores de Hollywood.[261] O Amazonas Film Festival é um festival internacional que destaca filmes de aventura em todas as suas manifestações. Esses filmes retratam, em grande parte, a realidade amazônica, principalmente amazonense. Filmes produzidos que abordam várias temáticas em relação à Amazônia, principalmente no quesito desmatamento[261]

O Liceu de Artes e Ofício Cláudio Santoro e a Universidade do Estado do Amazonas são algumas das instituições de ensino público que oferecem cursos na área de artes cénicas.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

É notável a produção de jóias a partir de sementes da Amazônia e pedras semi-preciosas (ametistas, quartzo), famosas internacionalmente. As jóias deste material são facilmente encontradas na Praça Tenreiro Aranha, no Centro de Manaus. Também são encontradas no Tropical Hotel e no Museu Castelo Branco, no bairro Parque 10 de Novembro.[262]

Em Manaus há vários centros e espaços públicos destinados ao livre comércio do artesanato nativo. Os principais espaços são o Artesanato da Amazônia, Artíndia - dedicado exclusivamente ao artesanato indígena e administrado pela Fundação Nacional do Índio, Bazar do Artesanato, Casa do Beija-Flor, Central de Artesanato Branco e Silva, Ecoshop, GaleriAmazônica, Janela da Arte e Comércio de Artesanatos, Selva Amazônica Artesanatos e Vitrine Amazônica.[262]

Moda[editar | editar código-fonte]

O evento de moda de maior destaque em Manaus é o Estética & Moda,[263] que é realizado anualmente. O evento tem por objetivo principal divulgar nacionalmente as marcas e modelos oriundos de Manaus[263] e outras cidades da Amazônia. É o maior evento de moda da Região Norte do Brasil[263] e recebe a presença de inúmeros artistas de diversas regiões brasileiras. Há também outros eventos de moda de menor destaque.

Museus[editar | editar código-fonte]

Museu de Ciências Naturais da Amazônia: um dos marcos da população japonesa no Amazonas.

Manaus é conhecida por possuir inúmeros museus. O Museu do Índio, é o maior e mais amplo museu da história indígena no Brasil.[264] O museu tem em seu acervo cerca de três milhares de peças produzidas por tribos da Amazônia. Há ainda, o Museu do Homem do Norte, fundado em 13 de março de 1985 dedicado à vida do homem na região norte do Brasil, focalizando o modo de vida, usos e costumes presentes na cultura e as atividades econômicas principais da Amazônia Legal.[255] Entre os museus que se dedicam à cultura do homem amazônico, destaca-se o Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas, que atua com o objetivo de dar apoio à pesquisa, ao ensino e à extensão nas áreas fundamentais para o conhecimento da Amazônia e de suas culturas.[265]

O Museu de Ciências Naturais da Amazônia possui um acervo de animais da floresta amazônica empalhados, além de várias espécies de peixes. Entre eles, destacam-se os piraíbas, tucunarés e tambaquis.[266] A cidade possui um dos únicos museus dedicados à numismática no Brasil, o Museu de Numismática do Amazonas, com sua origem na coleção de moedas, cédulas e documentos históricos, organizada pelo comerciante amazonense Bernardo D'Azevedo da Silva Ramos, que viajou por vários países, adquirindo peças para sua coleção particular. Em 1898 adquiriu a valiosa coleção e respectiva biblioteca especializada,[267] do humanista pernambucano Cícero Peregrino Dias, enriquecendo ainda mais o seu acervo pessoal. O Governo do Amazonas, através da Lei nº296 de 6 de outubro de 1899, autorizou a compra da coleção numismática de Bernardo Ramos para o estado.[267]

Entre os museus dedicados à história de segmentos, destacam-se o Museu do Porto, que mantém em exposição cerca de 300 peças que contam a história do Porto de Manaus, da navegação e do comércio no período áureo da borracha.[268] Há ainda, o 'Museu Tiradentes, situado na Praça Heliodoro Balbi, dando ênfase a história da Polícia Militar do Amazonas.[269] Conta com exposição de móveis, armaduras do século XVI, uniformes, armas, medalhas e fotografias. Também é notório a Pinacoteca do Estado do Amazonas construída em 1965. A Pinacoteca conserva um acervo de mais de mil obras de artistas amazonenses, brasileiros e estrangeiros, executadas entre os séculos XIX e XX.[270]

Eventos[editar | editar código-fonte]

Manaus realiza diversos eventos todos os anos. Alguns já são bem conhecidos pela população local. O Carnaval de Manaus, realizado no mês de fevereiro como nas demais capitais brasileiras, é um dos maiores da Região Norte Brasileira. Juntamente com o carnaval, é realizado o Carnaboi, uma mistura de ritmos carnavalescos com o boi-bumbá de Parintins.

Há diversos eventos sediados e realizados na cidade, sejam culturais, desportivos e econômicos. Entre as realizações culturais notáveis, estão o Mês do Mestiço e do Caboclo, realizado no mês de junho pelo Nação Mestiça, em parceria com o poder público municipal e estadual. É comemorado desde 2007, baseado no Dia do Caboclo e Dia do Mestiço.[271] [272] O Arraial de Festa Junina da cidade, comemorado em junho na Praia da Ponta Negra, também é uma das comemorações culturais do município.

Desde 2002, Manaus realiza a Feira Internacional da Amazônia, evento que trata sobre problemas ambientais e que conta com a participação do governo federal, governos dos estados da Amazônia e representantes de diversos países.[273] No âmbito cinematográfico, é sediado na cidade o Amazonas Film Festival, realizado sempre nos meses de outubro e novembro.[261]

Os eventos do município que mais se destacam são os musicais, como o Festival Amazonas de Ópera, realizado nos meses de abril e maio;[274] Festival Amazonas de Jazz, realizado em julho;[275] Samba Manaus, realizado no mês de setembro, fazendo da cidade a terceira capital do samba no Brasil, após Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente[276] e é realizado desde 1999; e o Boi Manaus, realizado desde 1997 em 24 de outubro em comemoração ao aniversário da cidade.[277]

Futebol[editar | editar código-fonte]

O Nacional Futebol Clube é um dos principais clubes de futebol da cidade, tendo sido fundado no dia 13 de janeiro de 1913.[278] A sua sede por muito tempo ficou estabelecida na Rua Saldanha Marinho, no Centro Histórico de Manaus, porém, décadas depois, houve a definitiva localização na rua São Luís, no bairro Adrianópolis. O Nacional fez a primeira partida Oficial do Primeiro Campeonato Amazonense de Futebol no dia 8 de fevereiro de 1914 contra o Manaós Sporting.[278] Conseguiu entre 1916 e 1920 um inédito pentacampeonato amazonense.[279] Anos mais tarde, o termo "Onde tem taça é do Naça" ganhou mais força com os inúmeros títulos regionais do clube de futebol.[279] O "Naça" , assim como é comumente conhecido pelos amazonenses, tem como símbolo um "Leão azul".[278] É o Clube com maior quantidade de títulos estaduais, tendo conquistado 41 títulos.[279] Grande revelador de talentos, fez surgir uma gama de estrelas do futebol nortista, tais como Marcolino, Gatinho e Paulo Onety, na época do amadorismo da FADA (Federação Amazonense de Desportos atléticos). No final da década de 1960, especificamente em 1969, o Nacional teve a primazia de fazer uma partida preliminar do jogo entre a Seleção Brasileira (que viria a ser tri-campeã mundial no México em 1970) e a Venezuela, em jogo válido pelas eliminatórias.[279] Nesse jogo amistoso, o Nacional enfrentou o Maringá, onde venceu o time por 1 x 0.[279]

Com a sua tradição de conquistas, na década de 1970 conseguiu um inédito hexacampeonato (1976-1981). Jogadores como Alfredo Mostarda, Antenor (campeão brasileiro em 1977 com o São Paulo Futebol Clube) também fizeram parte do time. Em 1984 o Nacional fez uma excursão ao Marrocos no Norte da África, onde participou da Copa do Rei Fayhad, sagrando-se campeão. Antes porém, em 1980 foi campeão da Taça do Pacto Amazônico, que reuniu equipes como Fast Clube, Tuna Luso, Milionários (Colômbia), Alianza e Cristal (Peru), dentre outras equipes sulamericanas.[278]

Interior da Arena Amazônia, uma das sedes da Copa do Mundo FIFA de 2014

Fundado em 13 de novembro de 1913, o Atlético Rio Negro Clube é o segundo maior detentor de títulos estaduais, com 17 conquistas oficiais no total; O Galo de Manaus, um dos principais clubes da região Norte, conta também com participações nas principais divisões do futebol Brasileiro, além de figurar em competições regionais, onde conquistou importantes títulos para o futebol local . Possui grandes ídolos dentro do futebol amazonense, como o mítico goleiro Clóvis, o "Aranha Negra", um dos grandes arqueiros que defenderam o clube. Passaram também pelo clube alvinegro, grandes nomes do futebol nacional e regional como Silva, Denilson e Reinaldo. O Rio Negro tem a sede social mais conhecida dos clubes de Manaus, localizada na Praça da Saudade, que fora campo oficial do clube por longos anos.

O São Raimundo Esporte Clube, fundado em 18 de novembro de 1918, participante da Série B do Campeonato Brasileiro de 2000 a 2006, quando foi rebaixado.[280] O clube de futebol foi sete vezes campeão amazonense, três vezes campeão da Copa Norte,[281] devido à sua ascensão teve um grande aumento de torcedores, sendo assim o terceiro de maior torcida dentre os grandes do Amazonas, e, chegou a participar de uma Copa Conmebol e tendo assim seu nome lembrado fora do país.[280] O São Raimundo Esporte Clube é o único de Manaus a possuir estádio próprio.[282]

Outro clube de futebol da cidade é o Nacional Fast Club, fundado no início dos anos 1930 a partir de uma dissidência do Nacional Futebol Clube, conquistou seis campeonatos amazonenses, além de ter sido Campeão do Norte e vice-campeão do Norte-Nordeste em 1970.[283]

Alguns eventos desportivos já foram sediados na cidade, e há alguns espaços nesta dedicados a eventos de esportes. O maior deles é a Arena Amazônia, que está em construção desde 2010 para abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014, no lugar do Estádio Vivaldo Lima, que foi inaugurado em 1970 pela Seleção Brasileira e possuía capacidade para 38.000 torcedores, foi demolido em julho de 2010.[284] Outros espaços desportivos de grande e médio porte são a Arena Amadeu Teixeira e o Estádio Ismael Benigno, conhecido como Estádio da Colina, que está em processo de reconstrução. São encontrados, ainda, espaços desportivos de menor porte, como o Estádio Roberto Simonsen e o Estádio Carlos Zamith.

Manaus é uma das únicas cidades do Brasil a realizar a Copa Indígena, evento esportivo que tem como alvo os Povos Indígenas do Amazonas.[285] A cidade iniciou o evento em 2009, sendo a pioneira no Brasil na socialização indígena.[285] A Copa Indígena consiste na disputa de clubes de futebol formado apenas por etnias indígenas que disputam entre si.

Feriados locais[editar | editar código-fonte]

Além dos feriados nacionais, o município reconhece outras três datas anuais como sendo feriado decretado: O dia 5 de setembro, em virtude da comemoração da Elevação do Amazonas à categoria de província; 24 de outubro, por ser a data de aniversário do município;[286] e o dia 8 de dezembro, Dia de Nossa Senhora da Conceição (padroeira do estado do Amazonas)[287]

Vista panorâmica da Avenida Constantino Nery.
Vista panorâmica da Avenida Constantino Nery.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

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