Cerco de Belgrado (1456)

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Disambig grey.svg Nota: Cerco de Belgrado redireciona para este artigo. Para outros significados, veja Cerco de Belgrado (1521).
Cerco de Belgrado de 1456
Siegebelgrade.jpg
Miniatura otomana do Cerco de Belgrado
Data 4 a 23 de julho de 1456 (561 anos)
Local Nándorfehérvár, atual cidade de Belgrado.
Desfecho Vitória cristã importante, mas não decisiva.
Beligerantes
Coat of arms of Hungary.svg Reino da Hungria (húngaros e sérvios) Império Otomano Império Otomano
Comandantes
János Hunyadi, conhecido em português como João Corvino Maomé II (Mehmet II)
Forças
cerca de 4 000 soldados bem armados e veteranos e cerca de 60 000 paisanos (camponeses “cruzados” e moradores de Belgrado) [1] cerca de 100.000, muitos dos quais janízaros, além de dezenas de canhões e navios.
Baixas
as fontes variam enormemente sobre este ponto muito superiores às do adversário, mas difíceis de estimar

O cerco de Belgrado de 1456 teve lugar no curso da expansão do Império Otomano através dos Bálcãs. Após a queda de Constantinopla, em 1453, o sultão otomano Maomé II reuniu seus recursos com o objetivo de subjugar o Reino da Hungria. Para tanto, precisava conquistar a cidade fortificada de Nándorfehérvár (atual Belgrado), na confluência dos rios Danúbio e Sava. João Corvino (János Hunyadi), um nobre húngaro com grande experiência militar, era o encarregado pela defesa da cidade. Na hora mais crítica, milhares de camponeses cristãos, transformados em cruzados pelas pregações do monge franciscano João Capistrano vieram socorrer a cidade.

No dia 15 de julho João Corvino conseguiu abrir um caminho através do bloqueio fluvial à cidade, garantindo a chegada de reforços aos sitiados.[2] Durante a noite do dia 21 para 22 a guarnição conseguiu resistir ao assalto das forças otomanas, que tentavam tirar proveito das brechas abertas nas muralhas pelo fogo de sua artilharia. O assédio acabou se transformando em uma grande batalha durante a qual um contra-ataque cristão varreu o acampamento otomano, compelindo o sultão Murad II (ferido) a levantar o cerco e recuar.

Referências

  1. The Papacy and the Levant, Kenneth M. Setton, page 177, 1984
  2. Norman Housley, p.104

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

HOUSLEY, Norman. The Later Crusades, from Lyons to Alcazar. Oxford University Press, 1995.


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