Quinto Fábio Ambusto (tribuno consular em 390 a.C.)

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Quinto Fábio Ambusto
Tribuno consular da República Romana
Tribunato 390 a.C.
Morte 389 a.C.

Quinto Fábio Ambusto (em latim: Quintus Fabius Ambustus) foi um político da gente Fábia nos primeiros anos da República Romana, eleito tribuno consular por duas vezes, em 406 e 390 a.C.. Era um dos três filhos de Marco Fábio Ambusto,[1] o pontífice máximo em 390 a.C., ano em que Roma foi tomada pelos gauleses.[2] Seus irmãos eram Cesão Fábio Ambusto (Kaeso Fabius Ambustus)[3] e Numério Fábio Ambusto.[3]

Cerco de Clúsio (391 a.C.)[editar | editar código-fonte]

Em 391 a.C., Quinto foi enviado pelo Senado com seus dois irmãos, Numério Fábio Ambusto e Cesão Fábio Ambusto, a Clúsio para tratar com os gauleses sênones, liderados por Breno, que cercavam a cidade etrusca.

As negociações não deram certo, porque estes embaixadores eram pessoas de natureza violenta, mais parecidos com gauleses que romanos. Os gauleses responderam que aceitavam a paz, mas exigiram território. A resposta dos romanos foi que eles não tinham direito de exigir terra sob ameaça de armas, e que eles não deviam estar na Etrúria. Os gauleses retrucaram que eles carregavam seu direito em suas armas, e a situação degenerou para uma batalha. Os romanos lutaram na linha de frente dos etruscos, e Quinto Fábio matou um dos chefes gauleses. Com isto, os gauleses esqueceram de Clúsio, se retiraram, e avançaram para Roma. Eles exigiram que Roma entregasse os três embaixadores, e o Senado, desaprovando a ação dos embaixadores, foram impedidos por razões políticas de entregar os três. Os gauleses consideram este um ato de guerra. Para o ano seguinte, os três Fábios foram eleitos tribunos consulares, junto de Quinto Sulpício Longo, Quinto Servílio Fidenato (pela quarta vez) e Públio Cornélio Maluginense.[4]

Os gauleses ficaram furiosos com esta ofensa, pois os romanos além de não entregar os embaixadores, ainda os honraram; os romanos não previram o perigo e, não nomearam um ditador, e ficaram mal preparados para o ataque. As duas forças se encontraram perto do rio Ália,[5] e foi uma vitória gaulesa.[6] Em seguida, os gauleses avançaram até Roma, que estava com os portões abertos, pois, diante da impossibilidade de defender a cidade, foi organizada a defesa apenas da cidadela e do Capitólio.[7] A cidade, que em 360 anos nunca havia sido derrotada, foi abandonada.[8] Os gauleses chegaram e ocuparam a cidade, matando todos e incendiando as casas.[9] Os gauleses foram destruídos por Marco Fúrio Camilo, que trouxe romanos que estavam em Veios.[10]

Muitos estudiosos acreditam que a história toda dos eventos em Clúsio é fictícia, uma vez que Clúsio não tinha razão alguma para pedir ajuda para Roma e os gauleses não precisavam de provocação nenhuma para saquear Roma. A história, acredita-se, existe para prover uma explicação para um ataque que, de outra forma, seria simplesmente sem motivo; e para mostrar Roma como um bastião na defesa da Itália contra os gauleses.[11]

Tribunato consular (390 a.C.)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Saque de Roma (390 a.C.)

Em 390 a.C., Quinto foi eleito tribuno consular com Quinto Sulpício Longo, Numério Fábio Ambusto, Cesão Fábio Ambusto, Quinto Servílio Fidenato e Públio Cornélio Maluginense.[4]

À Quinto e aos demais tribunos Lívio reputa a maior parte da responsabilidade pela derrota romana na Batalha do Rio Ália,[12] o prólogo do Saque de Roma pelos senônios de Breno. E ele, assim como os demais tribunos, foi depois um dos mais fortes defensores da proposta de deixar Roma em prol de Veios depois da derrota dos gauleses.[13]

Depois de tê-la salvo em tempo de guerra, Camilo salvou novamente a cidade quando, já em paz, evitou uma imigração em massa para Veios, apesar dos tribunos — agora que Roma era uma pilha de cinzas — estivessem mais ávidos do que nunca sobre a iniciativa e a plebe a apoiasse de maneira ainda mais forte.
 
Lívio, Ab Urbe Condita V, 4, 49.[13].

Dedicado ao cargo, Quinto Fábio, depois de ser acusado pelo tribuno da plebe Cneu Márcio de ter violado o direito dos povos com seu comportamento durante a embaixada a Clúsio, preferiu o suicídio a ser processado.[14]

Árvore genealógica[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Tribuno consular da República Romana
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Precedido por:
Lúcio Lucrécio Tricipitino Flavo
com Lúcio Fúrio Medulino VII
com Sérvio Sulpício Camerino
com Lúcio Emílio Mamercino
com Agripa Fúrio Fuso
com Caio Emílio Mamercino II

'Quinto Fábio Ambusto'
390 a.C.

com Quinto Sulpício Longo
com Cesão Fábio Ambusto IV
com Quinto Servílio Fidenato IV
com Numério Fábio Ambusto II
com Públio Cornélio Maluginense II

Sucedido por:
Lúcio Valério Publícola II
com Lúcio Vergínio Tricosto
com Públio Cornélio I
com Aulo Mânlio Capitolino
com Lúcio Emílio Mamercino II
com Lúcio Postúmio Albino Regilense


Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • T. Robert S., Broughton (1951). The Magistrates of the Roman Republic. Volume I, 509 B.C. - 100 B.C. (em inglês). I, número XV. Nova Iorque: The American Philological Association. 578 páginas