Cerco de Jadotville

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Mina de Urânio Shinkolobwe perto de Jadotville da Union Minière du Haut Katanga - forneceu urânio para o Projeto Manhattan e usado na fabricação de bombas atômicas Nagasaki e Hiroshima.

História[editar | editar código-fonte]

O Cerco de Jadotville ocorreu em Setembro de 1961, durante a intervenção das Nações Unidas na Crise do Congo na República do Congo (Léopoldville), na África Central. A Companhia "A", 35º batalhão do Exército Irlandês do contigente da ONUC foi atacado por tropas da Frente Nacional de Libertação do Congo leais ao primeiro ministro Moise Tshombe do Estado de Katanga. A tropa irlandesa foi cercada na cidade de Jadotville (atual Likasi) e resistiu aos ataques dos Katangeses por seis dias enquanto tropas de reforço irlandesas e suecas tentaram sem sucesso alcançar a cidade.

A Companhia (militar) irlandesa foi eventualmente forçada a se render após os suprimentos e munições acabarem, mas não antes de causar severas baixas ao inimigo. Eles foram detidos como prisioneiros de guerra por aproximadamente um mês. Foi o último conflito da missão de manutenção da paz na Operação das Nações Unidas no Congo (ONUC) a usar tropas suecas e irlandesas em ação hostil.[1][2][3]


Filme[editar | editar código-fonte]

Este episódio foi retratado num filme da Netflix "o Cerco de Jadotville" e mostra um outro lado da história: esta pequena força da ONU (150 soldados Irlandeses que nunca tinham estado em combate) foram atacados por militares locais leais a Moïse Tshombe e igualmente por mercenários Belgas e Franceses chefiados pelo célebre René Faulques que liderou imensos golpes militares em África e no Médio Oriente. Este mercenário foi contratado por um empresário europeu que possuía minas de urânio na região. Estas forças em grande superioridade numérica foram repelidas durante 5 dias pelos soldados Irlandeses que incrivelmente não sofreram nenhuma baixa e apesar deste comportamento heróico foram considerados covardes pela sua rendição quando ficaram sem munições. A ONU contribuiu para esta ignomínia de forma a esconder a sua inoperacionalidade no terreno e só em 2005 estes soldados foram reconhecidos como heróis pelo governo Irlandês.

Referências

  1. «War in Katanga». TIME. 22 de setembro de 1961 
  2. «Congo, Part 1; 1960–1963». Air Combat Information Group. Consultado em 8 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2014 
  3. «Bravery of Irish soldiers at Jadotville siege to be examined – Naughten». Fine Gael News. 12 de maio de 2004. Cópia arquivada em 1 de setembro de 2007  3rd Battalion, 1st Gorkha Rifles (The Malaun Regiment) was operating as part of 99th Indian Infantry Brigade during Morthor. Nambiar, Sundaram, Chhina, 'For the Honor of India: A History of Indian Peacekeeping,' Centre for Armed Forces Historical Research, USI of India, New Delhi, ISBN 978-81-902097-8-6, 2009, 201, 217.
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