Cerco de Massília

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Cerco de Massília
Segunda Guerra Civil da República de Roma
Data 19 de abril - 6 de setembro de 49 a.C.
Local Massília e Mar Mediterrâneo
Desfecho Vitória Cesariana
Combatentes
Optimates (apoiado pelos moradores da cidade) Populares
Comandantes
Lúcio Domício Enobarbo Júlio César
Décimo Júnio Bruto Albino
Caio Trebônio
Forças
8 000 soldados 15 000 soldados (três legiões)
Baixas
4 000 baixas entre mortos e feridos 1 100 baixas entre mortos e feridos

O Cerco de Massília foi uma batalha, terrestre e naval, travada durante a Segunda Guerra Civil da República de Roma em 49 a.C..[1]

A batalha[editar | editar código-fonte]

Lúcio Domício Enobarbo havia sido nomeado procônsul da Gália e foi enviado para tomar o controle de Massília (atual Marselha) para se opor a Júlio César.

Após conquistar Roma e expulsar o Senado da cidade, César marchava para a província da Hispânia, a fim de confrontar as forças leais a Pompeu na região. No caminho estava a cidade de Massília. O povo desta cidade fechou seus portões para César e se aliou aos Optimates (a facção conservadora do Senado). O general então ordenou que o cerco começasse, deixando três legiões (XVII, XVIII e XIX) para conduzir a batalha. Estas foram as mesmas legiões que seriam destruídas na batalha da Floresta de Teutoburgo, 58 anos depois. Décimo Júnio Bruto Albino foi colocado no comando de sua frota para atacar a cidade.

Após o começo do cerco, Enobarbo chegou a Massília para defende-la dos ataques Cesarianos. Ao fim de junho, os navios de Cesar, apesar de em menor número que a frota inimiga, se saíram vitoriosos na batalha naval que aconteceu na costa da cidade.

Caio Trebônio, um Legado leal a Cesar, comandou o cerco, usando vários maquinários da engenharia, como torres de cerco, rampas e aríetes. Caio Escribônio Curião, descuidado em guardar adequadamente o estreito da Sicília, acabou falhando e deixou Lúcio Nasídio trazer mais embarcações para ajudar Enobarbo. Uma segunda batalha naval foi então travada, desta vez contra Décimo Bruto, que acabou sendo igualmente derrotado e teve de partir para a Hispânia.

O povo da cidade resistiu contra os ataques das forças Cesarianas, contudo as muralhas enfraqueciam a cada dia que passava. Parecia que eles não teriam escolha a não ser se render, mas numa noite, em um ousado ataque, eles destruíram várias armas de cerco romanas. Contudo, a cidade cedeu e se rendeu em setembro, após quase seis meses de cerco.

Com a conquista de Massília, César mostrou sua misericórdia habitual e permitiu que Lúcio Enobarbo escapasse para Tessália com apenas um navio. O destino de Massília foi igualmente tranquilo. A cidade foi permitida manter sua independência, devido a antiga amizade que tinha com Roma, enquanto boa parte dos restantes das terras na região passaram para as mãos de Júlio César. Logo em seguida o general partiu para a Hispânia, onde travou nova batalha contra forças leais ao Senado, saindo-se também vitorioso (Batalha de Ilerda).

Referências

  1. "Siege of Massilia, March-September 49 BC". Página acessada em 12 de agosto de 2014.