Cesare Balbo

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Cesare Balbo
Cesare Balbo em uma litografia de 1848
Presidente do Conselho de ministros
do Reino da Sardenha
Período 18 de março de 1848 –
27 de julho de 1848
Monarca Carlos Alberto
Antecessor(a) criação
Sucessor(a) Gabrio Casati
Dados pessoais
Nascimento 21 de novembro de 1789
Turim
Morte 3 de junho de 1853 (63 anos)
Turim
Nacionalidade Flag of Kingdom of Sardinia (1848).svg Reino da Sardenha
Partido Direita histórica
Religião Catolicismo
Profissão Político, escritor

Cesare Balbo (Turim, 21 de novembro de 1789 — Turim, 3 de junho de 1853) foi um político, escritor italiano e primeiro Presidente do Conselho do Reino da Sardenha.

Formação cultural e política[editar | editar código-fonte]

Filho de Prospero Balbo, que pertencia a uma nobre família piemontesa, ocupou uma posição elevada no Reino da Sardenha e na época do nascimento de Cesare era prefeito da capital, Turim. Sua mãe, Enrichetta Taparelli d'Azeglio, morreu quando ele tinha três anos de idade. Foi então criado na casa de sua bisavó, a condessa de Bugino. Em 1798 se juntou ao seu pai em Paris, onde era embaixador. Culturalmente amadureceu em várias cidades da Europa, devido à peregrinação contínua que seu pai teve de sofrer nos anos difíceis do reinado de Vítor Amadeu III. Com este conhecimento e experiência cosmopolita, de 1808 a 1814 Balbo serviu em várias funções sob o Primeiro Império Francês em Florença, Roma, Paris e na Ilíria.[1]

Com a queda de Napoleão Bonaparte, Balbo passou a prestar serviços para o seu país nativo. Quando seu pai foi nomeado ministro do Interior, ele entrou para o Exército e empreendeu missões políticas em Paris e Londres. No início da revolução de 1821, a qual ele desaprovou, apesar de ser suspeito de simpatizar com ela, Balbo foi forçado ao exílio e somente muito tempo depois é que foi autorizado a voltar ao Piemonte, onde qualquer serviço público lhe foi negado.[1]

Anos de maturidade[editar | editar código-fonte]

Relutantemente e com frequentes tentativas de obter alguma nomeação, entregou-se à Literatura, como o único meio que lhe restou para influenciar os destinos de seu país. O grande objetivo de seu trabalho era ajudar a garantir a independência da Itália do controle estrangeiro. Da real unidade italiana, ele não tinha nenhuma expectativa e nenhum desejo, mas era dedicado à Casa de Savoia, que ele previu estava destinada a mudar o destino da Itália. Uma Federação composta por diversas entidades territoriais autônomas dotadas de governo próprio, não sob a supremacia do papa como era defendido por Vincenzo Gioberti, mas liderado pelo Piemonte, era o ideal genuíno de Balbo. Mas Gioberti, em seu Primato, pareceu-lhe negligenciar o primeiro elemento essencial da independência, que ele logo inculcou em seu Le speranze d'Italia, no qual sugere que o Império Austríaco busque compensação nos Bálcãs pela inevitável perda de suas províncias italianas. Balbo acreditava que o papado poderia se tornar um inimigo de uma Itália grande e unida (como, de fato, se tornou por muitos anos). Preparação, militarismo, moral, vigilância e paciência eram seus temas preferidos.[1]

De 1848 até sua morte[editar | editar código-fonte]

Ele não desejava uma revolução, mas uma reforma e assim se tornou o líder de um partido moderado e o opositor constante não só do despotismo, como também da democracia. Finalmente, em 1848, suas esperanças foram até certo ponto satisfeitas pela constituição concedida pelo rei, conhecida como o Estatuto Albertino. Foi nomeado membro da comissão da lei eleitoral e transformou-se no primeiro ministro constitucional do Reino da Sardenha, porém ficou no cargo apenas alguns meses. Com o ministério de Massimo d'Azeglio, que logo depois chegou ao poder, ele esteve em termos amigáveis e continuou a defender ativamente seus princípios políticos até sua morte em 3 de junho de 1853.[1]

Obras[editar | editar código-fonte]

Publicou:[1]

Storia d'Italia dalle origini fino ai nostri giorni, 1913.
  • Vita di Dante. Turim, 1839 (online)
  • Le speranze d'Italia. Turim, UTET, 1844. (online)
  • L'indipendenza d'Italia e l'avvenire della cristianità. Roma, Edizioni Studium, 1982. ISBN 88-382-3607-0
  • Storia d'Italia e altri scritti editi e inediti. Turim, UTET, 1984. ISBN 88-02-03793-0
  • Sommario della storia d'Italia. Florença, Le Monnier, 1846 ([1] online).
  • Pensieri ed Esempi, Florença, Le Monnier, 1856.
  • Della Monarchia rappresentativa in Italia, Florença, Le Monnier, 1857.
  • Frammenti sul Piemonte. Turim, Centro studi piemontesi, 1986.
  • Racconti del Risorgimento. Roma, Edindustria, 1961.
  • Testimonianze paleocristiane della Diocesi di Vicenza. Veneza, Universidade de Veneza, 1999-2000.
  • Vita di Cesare Balbo scritta da lui medesimo, em Della vita e degli scritti del conte Cesare Balbo de Ercole Ricotti, Florença, Le Monnier, 1856.
  • Quattro novelle narrate da un Maestro di Scuola, Turim, Pomba, 1829. (online)
  • Lettere di politica e letteratura; precedute da un discorso sulle rivoluzioni (online)
  • Meditazioni storiche (online)

Edições online[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. a b c d e Chisholm Hugh (ed.). «Balbo, Cesare, Count». Encyclopædia Britannica (em inglês). 3 1911 ed. Cambridge: Cambridge University Press. p. 241 

Referências

  • Wikisource-logo.svg Vários autores (1911). «Balbo, Cesare, Count». In: Chisholm, Hugh. Encyclopædia Britannica. A Dictionary of Arts, Sciences, Literature, and General information (em inglês) 11.ª ed. Encyclopædia Britannica, Inc. (atualmente em domínio público) 
  • Isabella, Maurizio. "Aristocratic Liberalism and Risorgimento: Cesare Balbo and Piedmontese Political Thought after 1848." History of European Ideas 39#6 (2013): 835-857.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]