Estação Ferroviária de Chão de Maçãs-Fátima

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Chão de Maçãs - Fátima
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Identificação:[1] 34249 FAT (Fátima)
Denominação: Estação Satélite de Chão de Maçãs - Fátima
Classificação: ES (estação satélite)[2]
Tipologia: D [3]5.3.1.1
Linha(s): Linha do Norte (PK 129,563)
Altitude: 150 m (a.n.m)
Coordenadas: 39°39′15.75″N × 8°29′38.01″W

(≍+39.65438;−8.49389)

(mais mapas: 39° 39′ 15,75″ N, 8° 29′ 38,01″ O)
Concelho: bandeiraTomar
Serviços: Logo CP 2.svgBSicon LSTR green.svgICBSicon LSTR red.svgIRBSicon LSTR orange.svgR
Conexões: Ligação a autocarros 510 606
Serviço de táxis TMR
Equipamentos: Telefones públicos Elevadores Caixas de correio Sala de espera Lavabos Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Parque de estacionamento Lavabos adaptados
Diagrama:
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BSicon HST grey.svgSeiça - Ourém (Sentido Porto)
BSicon BHF grey.svgChão de Maçãs - Fátima
BSicon HST grey.svgFungalvaz (Sentido Lisboa)
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Website:
Aspeto das plataformas, em 2018.
Disambig grey.svg Nota: Para outras interfaces ferroviárias com nomes semelhantes ou relacionados, veja Apeadeiro de Maçal do Chão, Estação Fátima ou Estação Ferroviária de Caxarias.

A Estação Ferroviária de Chão de Maçãs-Fátima, originalmente conhecida apenas por Chão de Maçãs[4] e posteriormente por Fátima, é uma interface de passageiros da Linha do Norte, situada na Freguesia de Sabacheira, no Concelho de Tomar, em Portugal.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Fachada exterior, em 2018.

Localização e acessos[editar | editar código-fonte]

Esta interface situa-se junto à localidade de Chão de Maçãs, possuindo acesso rodoviário pela Estrada Nacional 113.[5] Serve toda a população do concelho de Tomar, dos concelhos vizinhos e ainda os milhares de turistas que anualmente por ali passam. Embora esta interface detenha o nome de Fátima, a localidade de Fátima situa-se ainda a mais de 20 quilómetros de distância, sendo mesmo assim a estação mais próxima. Em maio de 2012, com a abertura no IC9, junto à Estação de Fátima em Vale dos Ovos, esta passou a ser uma via privilegiada de acesso a Fátima, percorrida em menos de 15 minutos.[carece de fontes?]

Descrição física[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2011, possuía 4 vias de circulação, com comprimentos entre os 269 e 338 m; as plataformas tinham todas 308 m de extensão, e 90 cm de altura.[6] O edifício de passageiros situa-se do lado nascente da via (lado direito do sentido ascendente, a Campanhã).[7][8]

Serviços[editar | editar código-fonte]

A operadora C.P. - Comboios de Portugal serve Chão de Maçãs - Fátima com os seguintes serviços:

  • Regional, que efectua a ligação entre Coimbra e o Entroncamento.
  • Intercidades, do eixo Beira Alta (Lisboa - Guarda - Lisboa).
  • InterRegional, serviço de fim-de-semana Entroncamento-Porto.

Transportes complementares[editar | editar código-fonte]

A operadora Rodoviária do Oeste (antes de 2015: Rodoviária do Tejo) estabelece algumas carreiras de serviço interurbano com passagem nesta estação ferroviária. A designação da paragem é "Vale d’Ovos (Fat.Est.)" na qual efetuam passagem as carreiras:

  • 510 Abrantes - Tomar - Ourém - Nazaré.
  • 606 Abrantes - Tomar - Ourém - Leiria.

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História da Linha do Norte

Inauguração[editar | editar código-fonte]

Esta estação situa-se no troço entre Entroncamento e Soure da Linha do Norte, que abriu à exploração em 22 de Maio de 1864, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[9]

Edifício de passageiros e plataforma contígua, em 2018.

Século XX[editar | editar código-fonte]

A Gazeta dos Caminhos de Ferro de 1 de Novembro de 1915 noticiou que estavam em construção casas para a habitação de pessoal, junto à estação de Chão de Maçãs.[10]

Em 1913, a estação de Chão de Maçãs estava ligada a Vila Nova de Ourém por uma carreira de diligências.[11]

Em 10 de Julho de 1937, foi autorizada a concessão de um serviço rodoviário de passageiros e mercadorias desde a estação de Chão de Maçãs até às localidades de Vila Nova de Ourém e Seiça.[12] Em 1939, um comboio especial entre Lisboa e o Porto, para regular a marcha dos serviços rápidos, fez uma paragem rápida nesta estação.[13]

Em 1982, o papa João Paulo II viajou de comboio entre Lisboa - Santa Apolónia, Fátima e Braga, durante uma visita a Portugal.[14]

Em 2000, foi inaugurado um sistema de articulação intermodal por via rodo e ferroviária, servindo as localidades de Caxarias, Ourém e Fátima.[15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. Diretório da Rede 2021. IP: 2019.12.09
  4. M. A. Espregueira: “Festas da Rainha Santa IsabelDiario Illustrado 335: p.11
  5. «Chão de Maçãs - Fátima - Linha do Norte». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 14 de Maio de 2017 
  6. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  7. (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
  8. Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1988), C.P.: Direcção de Transportes: Serviço de Regulamentação e Segurança, 1988
  9. TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 2 de Março de 2014 
  10. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1231). 1 de Abril de 1939. p. 202-204. Consultado em 2 de Março de 2014 
  11. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 20 de Maio de 2018 
  12. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1192). 16 de Agosto de 1937. p. 413-414. Consultado em 2 de Março de 2014 
  13. «A Futura Marcha dos Combóios» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1232). 16 de Abril de 1939. p. 208. Consultado em 2 de Março de 2014 
  14. REIS et al, 2006:170
  15. REIS et al, 2006:202

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Leitura recomendada[editar | editar código-fonte]

  • CERVEIRA, Augusto; CASTRO, Francisco Almeida e (2006). Material e tracção: os caminhos de ferro portugueses nos anos 1940-70. Col: Para a História do Caminho de Ferro em Portugal. 5. Lisboa: CP-Comboios de Portugal. 270 páginas. ISBN 989-95182-0-4 
  • QUEIRÓS, Amílcar (1976). Os Primeiros Caminhos de Ferro de Portugal: As Linhas Férreas do Leste e do Norte. Coimbra: Coimbra Editora. 45 páginas 
  • SALGUEIRO, Ângela (2008). A Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses: 1859-1891. Lisboa: Univ. Nova de Lisboa. 145 páginas 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]