Chantal Akerman

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Chantal Akerman
Chantal Akerman em 2012
Nascimento Chantal Anne Akerman
6 junho 1950(1950-06-06)
Bruxelas, Bélgica
Morte 5 outubro 2015(2015-10-05) (aged 65)
Paris, França
Ocupação Artista, diretora, professora, roteirista, produtora
Magnum opus Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles

Chantal Akerman (Bruxelas, 6 de Junho de 1950 - Paris, 5 de Outubro de 2015), argumentista e diretora / realizadora belga, era também atriz, produtora de cinema e diretora da fotografia. [1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

A família de Chantal Akerman era de origem judia polaca. Seus avós e a sua mãe estiveram deportados no campo de concentração de Auschwitz. A sua mãe foi a única pessoa da família a regressar.

Desde a adolescência, Akerman interessa-se pelo cinema de autor. Tem como uma das suas principais referências o cineasta francês Jean-Luc Godard. A sua obra é marcada por uma linguagem cinematográfica peculiar, criativa, por uma visão crítica do comportamento da classe média, em paticular da mulher, por política e sociedade, pela subjetividade das suas personagens.

Alcançou um reconhecimento maior com o filme Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles. Destaca-se ainda na sua obra De l'autre côté, filme cujo tema é a fronteira entre os EUA e o México. É atriz nalguns dos seus filmes.

Tem perturbações maníaco-depressivas, decorrentes de uma dependência patológica com a figura materna, presente na maior parte da sua obra com múltiplas variantes. É lésbica. Sofre imenso com a morte da mãe, entra em depressão e é hospitalizada. Suicida-se um ano depois, em 2014, com 86 anos. [2]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

  • 1980 : Aujourd'hui, dis-moi
  • 1983 : Un jour Pina m'a demandé
  • 1983 : L'Homme à la valise
  • 1984 : Lettre d'un cinéaste: Chantal Akerman
  • 1984 : Family Business: Chantal Akerman Speaks About Film
  • 1992 : Le Déménagement (episódio que faz parte de Monologues)
  • 1994 : Portrait d'une jeune fille de la fin des années 60 à Bruxelles
  • 1997 : Chantal Akerman par Chantal Akerman (reportagem : Cinéma, de notre temps)
  • 2003 : Avec Sonia Wieder-Atherton
  • 2009 : À l'Est avec Sonia Wieder-Atherton

Publicações[editar | editar código-fonte]

  • 1997 : Hall de nuit, Paris, L'Arche Éditeur[3]
  • 1998 : Une famille à Bruxelles, Paris, L'Arche Éditeur
  • 2004 : Chantal Akerman : autoportrait en cinéaste, Paris, Centre Pompidou : livro publicado para a exposição sobre a realizadora[4]
  • 2013 : Ma mère rit, Paris, Mercure de France: é uma narração autobiográfica[5]

Referências

  1. REGNIER isabelle (6 de Outubro de 2015). «La cinéaste Chantal Akerman est morte». Le Monde. Consultado em 7 de Outubro de 2015 
  2. Luís Miguel Oliveira (6 de Outubro de 2015). «Morreu Chantal Akerman, cineasta moderna». Público. Consultado em 7 de Outubro de 2015 
  3. «Hall de nuit». France Culture. 13 de Junho de 1997. Consultado em 7 de Outubro de 2015 
  4. «Chantal Akerman : autoportrait en cinéaste». France Culture. 7 de Maio de 2004. Consultado em 7 de Outubro de 2015 
  5. «Ma mère rit». France Culture. Consultado em 7 de Outubro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]