Charles Gavin

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Charles Gavin
Charles Gavin em 2015
Informação geral
Nome completo Charles de Souza Gavin
Nascimento 9 de julho de 1960 (57 anos)
Origem São Paulo,SP
País Brasil Flag of Brazil.svg
Gênero(s) Rock and roll
Instrumento(s) Bateria
Período em atividade 1982 - Presente
Afiliação(ões) Cabine C
Ira!
Jetsons
RPM
Santa Gang
Titãs
Zero Hora
Zona Franca
Panamericana

Charles de Souza Gavin (São Paulo, 9 de julho de 1960) é um músico brasileiro, conhecido por ser um dos fundadores do grupo RPM (dando lugar posteriormente a Paulo P.A. Pagni), e de ter participado de bandas como Ira!, entre 1982 e 1984 e principalmente Titãs, de 1985 até 2010.

Início na percussão[editar | editar código-fonte]

Ainda durante a infância, em 1968, Charles descobriu sua paixão pela percussão quando seus colegas de primário da Escola Helena Lemmi, no Bosque da Saúde, zona sul da capital paulista, resolveram participar do desfile em comemoração à Independência do Brasil. Porém, havia apenas um instrumento musical disponível, um surdo de marcação. Sem recursos, os professores incrementaram a banda com instrumentos feitos a partir de utensílios de cozinha. Charles, conhecido por batucar nas carteiras da sala de aula, foi escolhido para assumir o surdo, por ser o único que marcava o tempo com precisão, enquanto os outros apenas batucavam as tampas de panelas, colheres e raladores de queijo tocados com garfo. A banda, comandada por Charles, faturou o prêmio de originalidade do desfile.

Aos 15 anos, morando no bairro do Jabaquara, Charles se reuniu com alguns vizinhos e promoveram batucadas informais semanas antes do carnaval. Porém, ele começou a ouvir, na época, bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Emerson, Lake & Palmer. Decidido a ser baterista, aproveitou frisos metálicos das laterais do Chevrolet Opala do pai, recém-trocados, e os transformou em baquetas. O sofá e as poltronas revestidas de courvin tornaram-se caixa, tons e surdos, e dois cinzeiros de metal serviram de pratos. Estava pronto o primeiro protótipo de bateria de Charles, utilizado enquanto os pais se ausentavam.

Em 1979, aos 19 anos, ele convenceu o pai a comprar sua primeira bateria real, com a condição de manter os estudos. Em 1982, Charles entrou na faculdade de Administração na PUC, enquanto paralelamente operava computadores na fábrica da Panasonic. Nas poucas horas de folga, tocava compulsivamente. Desde sua estreia, na banda Zero Hora, passou pelas bandas Santa Gang, Zona Franca e Jetsons, esta última ao lado de Branco Mello e Ciro Pessoa, com quem viria a tocar nos Titãs, a partir de 1985. Também com Ciro, integrou o Cabine C, porém, foi como integrante do Ira! que passou a fazer mais shows no circuito alternativo paulistano, chamando a atenção dos Titãs.

Titãs[editar | editar código-fonte]

Charles Gavin em 2009 em um show dos Titãs com Os Paralamas do Sucesso em Recife, Pernambuco, Brasil.

Em dezembro de 1984, quando deixou o Ira! e integrou o RPM (banda liderada por Paulo Ricardo, que ensaiava à exaustão para as gravações de seu primeiro disco, Revoluções Por Minuto, a ser lançado no ano seguinte), Charles foi chamado para participar dos Titãs, no lugar de André Jung, que coincidentemente acabaria ocupando seu lugar ainda vago no Ira!. Charles largou a tripla jornada e resolveu se dedicar exclusivamente à música. Sua estreia no grupo aconteceu em janeiro de 85. Logo depois, entrou em estúdio para gravar o segundo disco da banda, Televisão, o primeiro com sua participação.

Após vinte e cinco anos, deixou a banda em fevereiro de 2010, por motivos pessoais.[1]

Outras atividades[editar | editar código-fonte]

Charles em 2009.

Colecionador compulsivo de discos raros em vinil, o baterista transformou seu hobby numa atividade paralela aos Titãs: nos últimos anos, Charles tem cuidado do relançamento de discos fora de catálogo, de artistas como Tom Zé, Lady Zu e Novos Baianos, além de organizar coletâneas para algumas gravadoras, como a Warner Music (da qual os Titãs fizeram parte). Desde o fim dos anos 80, também produz discos. Sua estreia foi com o álbum "Vítimas do Sistema", da banda brasiliense Detrito Federal em 1988. No selo Banguela, criado pelos Titãs junto com o produtor Carlos Eduardo Miranda em 1994, produziu o álbum do grupo pernambucano Mundo Livre S/A, lançado em 1994. Também apresenta desde 2007 o programa O Som do Vinil no Canal Brasil.

Lançou em 2008, em colaboração com Tárik de Souza, Carlos Calado e Artur Dapieve o livro 300 Discos Importantes da Música Brasileira, edição de luxo que registra os melhores e mais marcantes lançamentos da música brasileira de 1929 até 2007.

Em 2011, Charles se juntou a Toni Platão, Dado Villa-Lobos e Dé Palmeira para formar o supergrupo Panamericana, que toca sucessos do rock sul-americano.[2] Foi a primeira vez que estreou uma banda, uma vez que entrou em todas as outras já depois do início das atividades.[2]

Família[editar | editar código-fonte]

Charles é casado com a bailarina Mariana Roquette-Pinto, com quem tem duas filhas: Dora (n.2003) e Sofia (n.2005). Mora no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro.

Referências

  1. «Comunicado Titãs». Site oficial da banda. 12 de fevereiro de 2010. Consultado em 12 de fevereiro de 2010  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  2. a b Nunes, Samuel (3 de Abril de 2013). «Banda Panamericana faz show de estreia em Curitiba nesta quarta-feira». G1. Organizações Globo. Consultado em 24 de Maio de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]