Charlie Brown Jr.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Charlie Brown Jr)
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo. Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Charlie Brown Jr.
Charlie Brown Jr. em apresentação no 7° Megamotofest, em Araçatuba.
Informação geral
Origem Santos, SP
País  Brasil
Gênero(s) Skate punk, punk rock, hardcore melódico, reggae, rock alternativo, ska, rap metal, hardcore punk
Período em atividade 19922013
Gravadora(s) EMI, Virgin Records, Sony Music, Radar Records, Som Livre
Influência(s) Nirvana, Red Hot Chili Peppers, Rage Against The Machine, Green Day, Legião Urbana, Camisa de Vênus, Ultraje a Rigor, Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Garotos Podres, Beastie Boys, Bob Marley, Ramones, Suicidal Tendencies, Infectious Grooves, Sublime, Rancid, NOFX, Face to Face, Pennywise, Offspring, Blink 182, Bad Brains, The Specials, The Clash, The Selecter, Motorhead, entre outros.
Integrantes Chorão
Champignon
Thiago Castanho
Marcão
Bruno Graveto
Ex-integrantes Renato Pelado
André Pinguim Ruas
Heitor Gomes

Charlie Brown Jr. (também abreviada como CBJR) foi uma banda brasileira formada em Santos no ano de 1992. Misturou vários ritmos como o rock, hardcore, o reggae, o rap, o skate punk, criando um estilo próprio. Suas letras fizeram críticas à sociedade da perspectiva do universo jovem contemporâneo. Todos os membros da banda eram naturais da cidade de Santos, exceto o vocalista Chorão, que nasceu em São Paulo.

No dia 6 de março de 2013, o membro-fundador Chorão faleceu em seu apartamento em São Paulo devido a uma overdose de cocaína e álcool. Os membros remanescentes da banda decidiram não mais usar o nome Charlie Brown Jr., assim mudando-se para A Banca, na intenção de preservar a memória de Chorão com o antigo nome e homenageá-lo.[1] [2] Porém o novo grupo se extinguiu já em setembro, quando na madrugada do dia 9, após pouco mais de seis meses da morte de Chorão, o baixista-fundador do Charlie Brown Jr. e vocalista d'A Banca, Champignon foi encontrado morto em sua casa, em São Paulo, com grande probabilidade de suicídio.[3]

Em Julho de 2015, um levantamento da plataforma de streaming Deezer revelou que o Charlie Brown Jr. é a segunda banda brasileira de rock mais ouvida no exterior, atrás apenas do Sepultura[4] . Em Setembro de 2015, levantamento similar da Billboard Brasil divulgou uma lista similar com 47 brasileiros, e o CBJr. apareceu na 31a posição, o quarto grupo (depois do Sepultura, Natiruts e Tribalistas).[5]

História[editar | editar código-fonte]

O vocalista e fundador da banda, Chorão.

Começo de carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1987, o então adolescente paulistano de apenas dezessete anos de idade Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão, ouvia muito a banda Pretensão Salarial e se mudou para Santos, litoral de São Paulo, após uma infância difícil e traumática. Passou a se interessar pela prática do skate e teve uma entrada repentina no cenário musical. Um dia, em um bar local, substituiu o vocalista de uma banda, quando o mesmo precisou se ausentar devido a necessidades fisiológicas. Uma pessoa da plateia, ao vê-lo cantar, convidou-o para ser vocalista em sua banda. Em 1990, quando o baixista da referida banda saiu, Champignon, então com 12 anos de idade, foi apresentado ao Chorão por músicos conhecidos que frequentavam o mesmo estúdio do cantor, em São Vicente, para fazer um teste para baixista. Os dois formaram então a What's Up, uma banda de rock com um som hardcore bem pesado e cantado em inglês,[6] que tentaram divulgar ao longo da cidade.[7] .

Tempos depois Chorão e Champignon decidiram convidar o baterista Renato Pelado, egresso de bandas da cidade como Ecossistema, Jornal do Brasil, entre outros projetos. Mais tarde, Marcão e Thiago Castanho completaram a primeira formação do grupo, que ainda não tinha um nome.[8] Eventualmente Chorão escolheu em 1992 o nome Charlie Brown Jr., inspirado em um incidente no qual o cantor atropelou uma barraca de água de coco com o desenho de Charlie Brown, o protagonista da tira Peanuts. O "Júnior" foi acrescido, nas palavras de Chorão, "pelo fato de sermos filhos do rock", inspirado por músicos do rock brasileiro à época como Raimundos, O Rappa, Nação Zumbi, e Planet Hemp.[9] A sonoridade do grupo tinha influências de grupos como Blink 182, Sublime, Bad Brains, 311, Rage Against The Machine, NOFX e Suicidal Tendencies, misturando hardcore, skate rock, reggae e ska.

O vocalista da banda, Chorão, era skatista, chegando a figurar nas melhores posições do ranking de diversos campeonatos brasileiros, e costumava apresentar-se nos shows em cima de um skate. Por volta de 1993, já com esta formação da banda, começaram a tocar no circuito underground de Santos e São Paulo e a fazer shows em vários eventos de skate. As primeiras apresentações do quinteto aconteceram em Santos e São Paulo, especialmente em campeonatos de skate.

Em 1993, a banda começou a se destacar em Santos. Sempre que a banda se apresentava em casas noturnas Champignon, na época menor de idade tinha que levar uma autorização judicial para acompanhar o grupo. Foi nesta época que Chorão procurou o produtor musical Rick Bonadio, presidente da Virgin Records no Brasil e produtor dos Mamonas Assassinas, e lhe entregou uma fita demo com 3 faixas, que seriam gravadas no primeiro álbum da banda. Bonadio gostou do som da banda e os contratou. Nasce então o álbum Transpiração Contínua Prolongada, produzido por Tadeu Patolla e Rick Bonadio com o selo da Virgin. O título do álbum, segundo a banda, retratava tudo que passaram para chegar onde chegaram. Lançado em 1997, o disco vendeu por volta de 500 mil cópias, e foi bem recebido pelas rádios, que executaram faixas como "O Coro Vai Comê!", "Proibida pra Mim (Grazon)", "Tudo que Ela Gosta de Escutar" e "Quinta-Feira". Na época, o baixista Champignon era menor de idade. Consequentemente, sempre que a banda se apresentava em casas noturnas, era necessária uma autorização judicial para que o jovem baixista acompanhasse o grupo.

Repercussão comercial[editar | editar código-fonte]

Chorão comemorando seu aniversário com os fãs

Em 1999, após a estreia promissora, o grupo voltou com Preço Curto... Prazo Longo, composto por 25 canções inéditas, entre elas "Confisco", "Zóio de Lula", "O Preço" e "Não Deixe o Mar te Engolir", que sedimentaram a boa recepção da banda e garantiram sua presença nas rádios. De 1999 a 2006, a canção "Te Levar" foi tema do seriado Malhação, da Rede Globo, fazendo com que a banda expusesse seu trabalho às mais diferentes classes sociais. Com sua propagação na mídia, o grupo ganhou vários prêmios e chegou assim, por várias vezes, ao topo de grandes rádios espalhadas pelo país. Pouco antes de entrar no estúdio para gravar o terceiro álbum, a banda passou por uma forte crise interna, causada pelas brigas entre Chorão e Champignon, que quase encerrou o grupo.

Apesar das dificuldades, a evolução da fórmula hip hop/reggae/hardcore continuou em Nadando com os Tubarões, lançado em 2000, cujos destaques foram as faixas "Rubão - O Dono do Mundo" e "Não é Sério". O disco marcava a entrada de DJ Anderson Faria como acompanhante fixo na turnê deste disco, que também contou com participações especiais, como o rapper Sabotage, a cantora Negra Li (na música "Não é Sério") e seu grupo RZO. Este disco apresentou uma sonoridade mais produzida e carregada se comparado aos dois primeiros álbuns, com algumas letras refletindo o momento delicado pelo qual Chorão estava passando, devido à morte do seu pai.

Cquote1.svg "Em 98, o Chorão foi ver o RZO tocar e depois foi ao camarim para nos fazer o convite para participar do disco do Charlie Brown Jr."[10] Cquote2.svg

No fim do ano, o Charlie Brown Jr. foi uma das bandas brasileiras que decidiu não participar do Rock in Rio 3 que ocorreria em janeiro de 2001, por discordar do tratamento dispensado às bandas nacionais.[11] Ao mesmo tempo, o guitarrista Thiago Castanho deixa o grupo alegando divergências pessoais.

Em 2001, a banda vence o Video Music Brasil, levando o prêmio "Escolha da Audiência" pelo clipe de "Rubão". Como um quarteto, o Charlie Brown Jr. lançou seu quarto álbum, 100% Charlie Brown Jr. (Abalando a sua Fábrica). As faixas de maior destaque foram "Hoje eu Acordei Feliz", "Lugar ao Sol", "Sino Dourado" e "Como Tudo Deve Ser". Nesse álbum o grupo focou-se mais no rock e no hardcore, deixando um pouco de lado suas outras influências. Ao contrário do que fizeram nos 3 primeiros discos, optaram por gravar o novo trabalho ao vivo (método em que todos os músicos tocam ao mesmo tempo no estúdio), resultando em uma sonoridade mais crua. Em abril de 2002, uma apresentação da banda no Rio de Janeiro acabou em tumulto generalizado. Devido a uma briga, os integrantes da banda saíram do palco antes do previsto, causando revolta na plateia. Lojas e lanchonetes do parque Terra Encantada foram depredadas, porém não houve feridos graves.

O título do quinto álbum, Bocas Ordinárias, se apropriou de uma expressão lusitana, devido ao sucesso do grupo em apresentações realizadas em Portugal. A fusão de estilos gerou novos hits, como "Papo Reto (Prazer é Sexo, O Resto é Negócio)" e "Só por uma Noite", "Bocas Ordinárias, Guerrilha!" e "Somos Poucos Mas Somos Loucos", além de uma versão de "Baader-Meinhof Blues", da Legião Urbana. Para este disco a banda optou por uma sonoridade mais polida, diferente do disco anterior.

Álbum acústico (2003)[editar | editar código-fonte]

Em 2003, chegou a vez do Charlie Brown Jr. gravar seu Acústico MTV. Entre os convidados, o grupo chamou Negra Li, Marcelo Nova e Marcelo D2, que participaram de versões de "Não é Sério" , "Hoje" (do grupo de Nova, Camisa de Vênus) e de "Samba Makossa" (Nação Zumbi), respectivamente. Entre as regravações, a banda santista optou pelas canções "Proibida pra Mim", "Zóio de Lula", "Tudo que Ela Gosta de Escutar". O primeiro single foi a canção inédita "Vícios e Virtudes". O disco foi marcado pelo grande sucesso de vendas e mídia e, curiosamente, foi gravado enquanto a banda estava no auge da carreira, contrariando a tradição de retomar ao auge carreiras de outros artistas.

Durante a turnê acústica, em 2004, Chorão se desentendeu com Marcelo Camelo, do grupo Los Hermanos, quando as duas bandas se encontraram no aeroporto de Fortaleza antes da apresentação das mesmas no festival Piauí Pop daquele ano. O motivo teria sido uma suposta crítica à participação do Charlie Brown Jr. em um comercial para a Coca-Cola. O vocalista do grupo carioca processou Chorão por danos morais decorrentes da agressão, que acabou por quebrar o nariz de Camelo na sala de desembarque do voo da Tam, sem êxito, visto que foi imputado a este culpa concorrente pelo acontecido.[12] [13]

Após mais de dois milhões de álbuns vendidos, o Charlie Brown Jr. lança em 2004 o sétimo disco da carreira, Tâmo Aí Na Atividade, marcando o retorno do produtor Rick Bonadio após os dois primeiros discos, e algumas inovações na parte sonora, como batidas eletrônicas e teve como músicas de trabalho as faixas "Tamo aí na atividade" e "Champagne e Água Benta".

Nova formação[editar | editar código-fonte]

No início de 2005, o vocalista Chorão foi surpreendido com o anúncio de que todos os outros músicos da banda estavam deixando o grupo, alegando divergências contratuais. Contrariando as expectativas, Chorão apareceu com uma nova formação para o Charlie Brown Jr. O novo núcleo era baseado na cidade de Santos, onde a banda surgiu. Thiago Castanho, guitarrista que fez parte dos três primeiros discos da banda, retornou ao grupo. Dois novos músicos assumiram, respectivamente, a bateria e o baixo; André Luís Ruas, conhecido como Pinguim; e Heitor Gomes, filho do contra-baixista Chico Gomes.[14]

Cquote1.svg "O lance da banda foi um desentendimento com o empresário Pipo e o Chorão comprou a dele. Então eu, o Marcão e o Pelado fomos cada um para um lado. Tem coisas aí que não podem ser abertas porque são particulares e prefiro nem falar. Neguinho aí até parou de tocar porque ficou abalado com a situação, não acreditou. Na boa, eu não quero ficar falando mal do (Chorão), jogando bomba, quero mais que ele fique bem rico, bem milionário e me esqueça. Esqueça a gente. Tem uma parte que não pode ser falada. Todo mundo gostaria de saber, mas a gente tem um acordo." Cquote2.svg
Champignon, sobre o rompimento da banda, em entrevista dada a Revista Jovem Pan #15, de 26/06/2005

O álbum Imunidade Musical é lançado em 2005 com destaque para o primeiro single "Lutar pelo que É Meu", além de "Cada Cabeça Falante tem sua Tromba de Elefante", com as participações de Rappin Hood e Parteum, do Mzuri Sana. Ainda neste ano, o Charlie Brown lança o DVD Skate Vibration, que mostra imagens da banda se apresentando em disputas de skate e imagens nos estúdios Digital Grooves e Midas Studios, onde gravaram o disco.

No DVD, além de uma apresentação ao vivo, estão os videoclipes que misturam imagens da banda Charlie Brown Jr. nos shows realizados em 2005, nas viagens e durante as gravações de seu oitavo álbum. Imunidade Musical, no qual a sonoridade do Charlie Brown Jr. foi restabelecida através de 23 faixas, se tornou um álbum emblemático na trajetória da banda. A canção "Lutar pelo que É Meu" substituiu "Te Levar" na abertura do seriado Malhação, de abril de 2006 até outubro de 2007.

Ritmo, Ritual e Responsa (2007)[editar | editar código-fonte]

O nono álbum da carreira lançado pelo Charlie Brown Jr. foi intitulado de Ritmo, Ritual e Responsa. Trouxe 22 faixas inéditas e uma faixa bônus, e chegou às lojas no final de setembro de 2007. Produzido por Chorão e Thiago Castanho, possui letras com forte apelo urbano e que vão de encontros aos anseios da juventude, com direito a toques eletrônicos e a presença do rap. No dia 9 de abril de 2007 chegou às rádios do Brasil "Não Viva Em Vão", canção de Chorão e Thiago Castanho que foi escolhida como primeira música de trabalho. Logo em seguida é lançado o segundo, "Pontes Indestrutíveis", e posteirormente outra, a canção "Be Myself", que foi escolhida para fazer parte da trilha sonora da telenovela Duas Caras, exibida pela Rede Globo. Destaque também para o quarto single do álbum, "Uma Criança com Seu Olhar".

Saída de Pinguim e Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva)[editar | editar código-fonte]

No dia 23 de abril de 2008, foi divulgado no site oficial que o baterista André Ruas, o Pinguim, não fazia mais parte da banda. O motivo seria o fim do contrato que já estava se aproximando, sem que houvesse interesse de ambas as partes em renová-lo.

Cquote1.svg "Eu gostaria de comunicar aos fãs e a quem mais possa interessar que o meu contrato com a banda CBJr. acabou, e não houve interesse de ambas as partes em renovar o contrato. Boa sorte a todos nós!!!"[15] Cquote2.svg
Comunicado de Pinguim sobre a saída da banda

Depois de sete anos na EMI, a banda muda para a gravadora Sony Music. Novamente produzida por Rick Bonadio, a banda lança o álbum Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva). O nome "Camisa 10", é um trocadilho por este ser o décimo álbum da banda. É o primeiro com o baterista Bruno Graveto. O disco possui a canção "O Dom, a Inteligência e a Voz" feita a pedido da cantora Cassia Eller, que Chorão fez para entrar no disco que a cantora iria fazer em 2002. Mas, 15 dias após a criação da música, Cássia faleceu. A canção "Me Encontra", foi lançada como primeiro single do álbum no final de julho de 2009.

Rompimento com a Sony, a volta de Marcão e Champignon e a saída de Heitor Gomes[editar | editar código-fonte]

Chorão anda de skate no palco em 2012

No início de 2011, a banda gravou um CD e DVD ao vivo em Santos. Problemas na organização do evento levaram a um rompimento com a gravadora Sony Music, e a banda passou a trabalhar de forma independente.

Após esse acontecimento, na edição 2011 do Viradão Carioca, no Rio de Janeiro, Chorão disse que tinha uma surpresa para o público, e que a banda não era mais formada por 4 integrantes, mas sim 5. Logo após isso, chamou Marcão para o palco, selando oficialmente sua volta ao grupo. Em julho daquele ano, o contrato com o baixista Heitor Gomes foi encerrado e saiu da banda de forma amigável, alegando buscar o sucesso independente, mais tarde se juntando à banda CPM 22. Com isso, Champignon voltava ao grupo, surpreendendo os fãs com um vídeo postado no YouTube onde dizia: "Voltei pra ficar! Aqui é minha casa!". Após isso a banda passa a contar quase com sua formação original. Em entrevista dada no dia da morte de Chorão, Champignon afirmou que ele e Chorão brigaram algumas vezes na vida, mas felizmente puderam refazer a amizade.”[16] "A gente tinha uma relação profissional. Apesar das muitas brigas, éramos amigos há mais de 20 anos"[17] Eventualmente decidiram refazer o show, batizado Música Popular Caiçara, em setembro de 2011, dessa vez, gravado em Curitiba e na cidade natal da banda. Com a produção de Liminha, o show conta com as participações especiais de Marcelo Falcão, vocalista d'O Rappa, Zeca Baleiro, e dos compositores baianos Marcelo Nova e Márcio Mello. Gravado de maneira independente, o DVD demorou cerca de 7 meses para ser lançado. Em maio de 2012, Música Popular Caiçara foi lançado com a distribuição do selo Radar Records, em comemoração aos vinte anos de carreira do grupo.

Nova briga com Champignon[editar | editar código-fonte]

Charlie Brown Jr. em apresentação no Pepsi on Stage em Porto Alegre.

Durante um show da turnê em Apucarana, no Paraná, Chorão criticou o baixista, afirmando que ele deveria ser muito grato por ter sido aceito de volta ao grupo "depois de tudo que fez"[18] . Após quase cinco minutos, Champignon deixou o palco quando Chorão disse que ia tocar a canção "O preço". O show continuou sem o baixista, e com a plateia gritando "arregou, arregou". A briga virou notícia após um fã, que gravou todo o discurso de Chorão, divulgar o vídeo com a discussão no YouTube[19] . Com a repercussão negativa da briga, Chorão e Champignon divulgaram um vídeo no Youtube pedindo desculpas aos fãs, e reafirmando suas amizades[20] [21] .

Morte de Chorão[editar | editar código-fonte]

Na madrugada do dia 6 de março de 2013, o vocalista do Charlie Brown Jr., Chorão, foi encontrado morto em seu apartamento, localizado na zona oeste da cidade de São Paulo.[22] A banda estava de férias, com seu último show tendo sido em janeiro em Camboriú,[23] e o próximo show programado marcado para o dia 22 de março, em Campo Grande, no Rio de Janeiro. "Íamos voltar a tocar no dia 22, mas isso não vai mais acontecer".[16] Champignon declarou que o futuro da banda era incerto.[23]

Poucos dias antes de morrer, o cantor Chorão divulgou o novo single do Charlie Brown Jr., intitulado "Meu Novo Mundo", que seria lançada no próximo álbum da banda.[24] A canção foi apresentada no dia 28 de fevereiro de 2013, em visita ao estúdio da rádio 89FM, em São Paulo.[25] Na semana da morte do Chorão, o Charlie Brown Jr. dominou a lista de compras eletrônicas no Brasil. No top 10 das músicas mais compradas da semana, a banda apareceu em nove das 10 posições. O único single da lista que não era do grupo correspondia à 5ª posição.[26] Além disso, no dia 14 de março, havia sete discos da banda entre os 200 mais vendidos em uma loja virtual no Brasil. A coletânea Charlie Brown Jr: de 1997 a 2007, figurou na segunda posição dos álbuns mais vendidos deste dia.[27]

Fim do Charlie Brown Jr. e A Banca[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: A Banca

Em março Champignon já declarara que não havia como o Charlie Brown Jr. continuar em atividade com a ausência de Chorão,[28] [29] e em abril o baixista confirmou que os integrantes sobreviventes iriam formar uma nova banda, A Banca,[30] onde Champignon assumiria os vocais, com a entrada da baixista Lena Papini. O nome vinha da conclusão de Chorão que "a gente não era o Charlie Brown, nós éramos a banca do Charlie Brown.",[10] enquanto seu papel como vocalista vinha de uma sugestão do próprio Chorão, que no começo de 2013 manifestou exaustão à Champignon, declarando que gostaria de ver o baixista assumindo os vocais do Charlie Brown Jr. durante suas férias para que pudesse descansar.[10]

A primeira apresentação da banda foi no programa de TV Altas Horas gravado no dia 11 de abril de 2013[31] , e A Banca foi confirmada como uma das atrações do festival João Rock 2013.[32] No dia 9 de setembro de 2013, o líder da banda, Champignon, foi encontrado morto em seu "estúdio" na sua residência em São Paulo, após ter efetuado dois tiros, um para teste em direção ao chão acertando em um de seus instrumento musicais e outro na região de sua boca resultando em seu falecimento, câmeras de seguranças flagraram Champignon realizando dois gestos o primeiro de "paz e amor" em direção ao chão e o segundo realizando o gesto de "degola" com dois dedos sendo uma prévia de seu suicídio, sua mulher grávida de cinco meses estava na residência e foi levada em estado de choque ao hospital.[33] Os músicos remanescentes seguiram seus próprios rumos,[34] com Marcão, Papini e Graveto se reunindo no grupo D'Chapas,[35] e todos mais o predecessor de Graveto no Charlie Brown, Pinguim, na banda Bula.[36]

Álbum Póstumo "La Família 013" (2013)[editar | editar código-fonte]

La Família 013 foi o 10° álbum de estúdio, e o 12° álbum da banda, lançado em 8 de outubro de 2013 pela Som Livre,[37] após seu lançamento inicial em setembro ser adiado pela morte de Champignon. O disco vazou antes do lançamento no site de streaming Deezer.[38] Segundo comunicado da banda, o nome do álbum tem a ver com o DDD da cidade de Santos, que é 013. Com as mortes de Chorão e Champignon o álbum ganhou bastante notoriedade no cenário nacional, o álbum conta com os singles intitulados "Meu Novo Mundo" e "Um Dia a Gente Se Encontra".

Em 2014, o videoclipe da canção “Rock Star” foi lançado. Estrelado pelo filho de Chorão, Alexandre, o vídeo mostra a vida de um filho de roqueiro que entra em turnê com a banda do pai, as mordomias e as farras. O clipe tem a participação dos integrantes sobreviventes da última formação (Marcão, Bruno Graveto e Thiago Castanho), além de Luciano Amaral (ex-Castelo Rá-Tim-Bum), Clara Aguilar (ex-Big Brother Brasil) e a modelo e apresentadora Fiorella Mattheis.[39]

Festival “Tâmo Aí Na Atividade[editar | editar código-fonte]

Em 2014, o filho de Chorão, Alexandre Abrão, organizou o Festival “Tâmo Aí Na Atividade” (batizado em homenagem ao nome de um dos discos da banda), realizado na cidade de São Bernardo do Campo, no Estância Alto da Serra, para homenagear o legado do Charlie Brown Jr.[40] . O evento, que recebeu uma atração internacional, além de atividades como grafite e uma pista de skate, foi realizado em 13 de abril, 4 dias depois do que seria o 44° aniversário de Chorão, e o 22° aniversário da primeira apresentação do Charlie Brown.[41] A atração principal foi o show CBJr. e Convidados que reúniu no palco, pela primeira vez após a morte de Chorão e Champignon, ex-membros do CBJr. (guitarristas Marcão e Thiago Castanho, o baterista Bruno Graveto, e o baixista Heitor), além da baixista d'A Banca, Lena Papini, e diversos músicos convidados.[42] Apesar de Alexandre querer lançar o show em DVD, razões burocráticas impediram as filmagens.[43]

Line-Up do Festival[editar | editar código-fonte]
13 de Abril de 2014 (Domingo)[44]
Banda/Artista Gênero
Garage Fuzz Punk rock
Dead Fish Hardcore melódico
Emicida Rap
Estados Unidos Suicidal Tendencies Hardcore punk
Mano Brown Rap
Charlie Brown Jr. e Convidados rock, hardcore, reggae, rap, e skate punk

Musical "Dias de Luta, Dias de Glória"[editar | editar código-fonte]

O musical Dias de Luta, Dias de Glória, de montagem do diretor Bruno Sorrentino e escrito por Well Rianc, narra a saga da banda através da ótica de Chorão. São 25 atores, 26 canções e dez coreografias, desenvolvidas pelo coreógrafo Guto Muniz.[45] A estreia está agendada para 13 de março de 2015, no Teatro Gamaro, de São Paulo.[46]

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Os integrantes remanescentes da então formação do Charlie Brown Jr. têm investido na carreira solo e em projetos paralelos na música como forma de seguir em frente suas carreiras musicais[47] .

No final de outubro de 2014, Bruno Graveto passou a ser baterista oficial da banda Strike. Além disso, ele trabalha no projeto D'Chapas[47] . Ele revelou ao site G1 que os integrantes do grupo poderiam se reunir em um novo projeto, para formar o D'Chapas, uma banda que toca rock clássico.

Cquote1.svg Temos um projeto junto, que ainda é embrionário, no qual tocamos clássicos do rock." Cquote2.svg
Bruno Graveto, em entrevista dada ao site G1.

Em novembro de 2014, Marcão Britto e André Pinguim Ruas, se uniram a Lena Papini (ex-integrante de A Banca) para formar a banda Bula (banda)[48] .

Em novembro de 2014, Thiago Castanho anuncia sua nova banda, intitulada de "O Legado", com duas músicas já lançadas, "Mais um dia sem você" e "Paraíso de Ilusão".

Em maio de 2015, em entrevista ao site UOL, Alexandre Abrão disse que algumas músicas inéditas da banda devem ser lançadas em breve. Ele afirmou, no entanto, que não há data certa para lançar as canções[49] .

Cquote1.svg "Tem algumas músicas que vão sair futuramente, mas nada para esse ano, nem para o ano que vem, mas quando eu achar que está na hora de mostrar. É possivelmente um novo CD, mas eu não posso falar. É segredo de estado."[49] Cquote2.svg
Alexandre Abrão

No dia 21 de Agosto de 2015, em entrevista ao programa Boa da Pan, da Jovem Pan Curitiba, Alexandre Magno Abrão, informou que a música "Fina Arte", presente no álbum La Família 013 será liberada, em breve, pela primeira vez em sua versão acústica – original. Além disso, ele contou que um documentário em livro da banda será lançado até o fim de 2015. Outra novidade revelada por ele foi que o Charlie Brown Jr. será “namingbrand” em breve, emprestando seu nome para uma marca de cerveja.[50]

Estilo Musical e Legados[editar | editar código-fonte]

Segundo a revista Super Interessante, "o Charlie Brown Jr. foi a primeira e a maior entre as bandas brasileiras do chamado “novo rock”."[51] Para ela "com seu vocalista carismático e uma banda com impressionante domínio de palco, entre 1997 e 2002, o Charlie Brown Jr. foi colecionando hits em rádios roqueiras e mantendo sua reputação extreme com faixas mais pesadas e discurso repleto de menções a esportes e à vida familiar conturbada de Chorão."[51]

Em 2014, o jornalista André Forastieri publicou o livro "O Dia Em Que O Rock Morreu". Nele, há uma passagem que diz[52] :

Cquote1.svg "O Charlie Brown não foi sempre essa auto-parodia de hoje. Quando a banda apareceu, era única. Ninguém mais no Brasil captou essa vibração californiana, praiana-urbana, surf e também skate, relax e tensão, vida boa e vida lôca. Fora tínhamos Sublime, Red Hot Chili Peppers, Urban Dance Squad. Aqui, ninguém, e ninguém seguiu o Charlie Brown. Eles descobriram um mundo lá fora, recriaram esse mundo aqui dentro, e ali reinaram sem rivais." Cquote2.svg
O Dia Em Que O Rock Morreu, de Andre Forastieir

Mauro Ferreira, crítico musical carioca, afirma que "ao tocar rap, rock e reggae com a linguagem e os códigos do hardcore, a banda santista estabeleceu empatia quase imediata com a parcela (imensa) da juventude que se sentia à margem da sociedade, excluída dos círculos da elite burguesa."

Para Marcelo Moreira, do site Combate Rock, "o Charlie Brown Jr., faz falta ao cenário do pop rock nacional, ainda que, em termos de qualidade, estivesse longe das grandes bandas nacionais do gênero. Mesmo em processo de decadência, com alta rotatividade na formação e nos constantes barracos e polêmicas que envolviam a banda, Chorão conseguia manter a cabeça acima da água no pântano lamacento que se tornou o pop rock nacional".[53] Bruno Saruê complementa afirmando que "O Charlie Brown Jr. mudou completamente o cenário decadente do rock nacional, trazendo o rock de volta ao mainstream e angariando fãs de outros segmentos musicais, em razão da sua mistura de ritmos e letras que representavam o sentimento dos jovens na época".[54]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Chorão[editar | editar código-fonte]

Chorão e Marcão no palco em 2012.
Ver artigo principal: Chorão

Além de vocalista e fundador da banda, Chorão era responsável pela maior parte das letras e pelo seu direcionamento artístico e executivo.[16] Esteve na banda desde 1992 e foi o único que sempre permaneceu em todas as formações. Seu verdadeiro nome é Alexandre Magno Abrão, mas o apelido vem do convívio com skatistas. Conta-se que certo dia viu os amigos andando e um deles para zombá-lo, disse "não chora!", já que Chorão ainda não sabia andar. Acabou ficando com o apelido e, após ter aprendido o esporte, participou de várias competições antes de se tornar músico, chegando ao vice-campeonato paulista. Era sócio de uma pista de skate construída em sua cidade natal. Chorão morreu na madrugada do dia 6 de março de 2013, quando foi encontrado morto por seu motorista em seu apartamento, na cidade de São Paulo. Após exames, foi constatada morte por overdose de cocaína.[55]

Champignon[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Champignon

Baixista, beat-Box e backing vocal. Entrou no Charlie Brown Jr em 1992, mas saiu da banda em 2005, neste período ele gravou 7 discos com a banda, em 2011 Champignon retorna ao Charlie Brown, após Chorão publicar um texto explicando que o contrato de Heitor Gomes tinha rompido, e ambos acharam melhor a separação. Nesse mesmo comunicado ele anuncia que Champignon estaria voltando à banda, depois de quase seis anos. Esteve presente na gravação do CD e DVD Música Popular Caiçara que foi lançado em março de 2012. Permaneceu na banda até o seu final em abril de 2013 devido a morte de seu membro fundador. Posteriormente com a mesma formação da antiga banda, formou a banda A Banca. Passou de baixista para o vocais principal. Ele e Chorão se desentenderam em um show mas, após ver que um fã havia gravado a briga, os dois gravaram um vídeo selando novamente a amizade. Champignon morreu na madrugada do dia 9 de setembro de 2013, após se suicidar em seu apartamento em São Paulo.

Thiago Castanho e Heitor Gomes tocam em 2011.

Thiago Castanho[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Thiago Castanho

Thiago Castanho entrou no Charlie Brown Jr. em 1992 e, depois de tocar nos três primeiros discos, se desligou da banda em 2001. Antes de voltar e assumir definitivamente as guitarras do Charlie Brown Jr. no ano de 2005, Thiago montou o estúdio Digital Grooves em Santos, SP, cursou administração de empresas durante seis meses e gravou um Acústico MTV com a banda Ira!. Thiago também fez parte da banda Aliados 13. Permaneceu na banda até o início de Março de 2013 devido a morte de seu membro fundador. Atualmente guitarrista no Capital Inicial.

Marcão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Marcão

Guitarrista, entrou no Charlie Brown Jr. em 1992, foi um dos responsáveis pela chegada do guitarrista Thiago Castanho, que havia sido seu aluno de guitarra. No período de sua primeira passagem na banda ele gravou sete discos, antes de sair em 2005, Marcão retorna para o Charlie Brown Jr. em 2011, durante um show no Viradão Carioca. Esteve presente na gravação do CD e DVD Música Popular Caiçara. Permaneceu na banda até o início de Março de 2013 devido a morte de seu membro fundador. Atualmente lidera a banda Bula.

Bruno Graveto[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Bruno Graveto

Baterista, entrou na banda no ano de 2008 e toca desde os doze anos. Antes de entrar no Charlie Brown Jr. tocou em outras bandas, como Pipeline e O Surto. Tocou também com o baixista Heitor Gomes na banda Fusion. Permaneceu na banda até o início de Março de 2013 devido a morte de seu membro fundador. Posteriormente com a mesma formação da antiga banda, integrou a banda A Banca. Atualmente na banda Strike.

Ex-membros[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Heitor Gomes
Ver artigo principal: Renato Pelado
Ver artigo principal: André Pinguim Ruas

Discografia[editar | editar código-fonte]

Videografia[editar | editar código-fonte]

  • "O Coro Vai Comê" (1997)
  • "Proibida Pra Mim" (1997)
  • "Gimme o Anel" (1998)
  • "Quinta-Feira" (1998)
  • "Zóio d' Lula" (1999)
  • "Confisco" (1999)
  • "Não Deixe o Mar Te Engolir" (2000)
  • "Rubão,O Dono do Mundo" (2000)
  • "Não é Sério" (2001)
  • "Lugar ao Sol" (2001)
  • "Hoje eu Acordei Feliz" (2002)
  • "Papo-Reto" (2002)
  • "Papo-Reto" (Ao Vivo) (2003)
  • "Só Por Uma Noite" (2002)
  • "Vícios e Virtudes" (2003)
  • "Não Uso Sapato" (2004)
  • "Samba Makossa" (2004)
  • "Champagne e Água Benta" (2005)
  • "Tamo Aí Na Atividade" (2005)
  • "Lutar Pelo Que É Meu" (2005)
  • "É Quente" (2005)
  • "Ela Vai Voltar" (2006)
  • "Não Viva Em Vão" (2007)
  • "Pontes Indestrutíveis" (2007)
  • "Me Encontra" (2009)
  • "Só os Loucos Sabem" (2010)
  • "Dona do Meu Pensamento" - Webclipe (2011)
  • "Céu Azul" (2011)
  • "Meu Novo Mundo" (2013)
  • "Um Dia a Gente se Encontra" (2013)
  • "Rock Star" (2014)

Canções em trilhas sonoras de programas de TV[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

VMB[editar | editar código-fonte]

  • 1998 - Banda Revelação: "Proibida pra Mim"
  • 2001 - Escolha da Audiência: "Rubão, o Dono do Mundo"
  • 2001 - Melhor Videoclipe de Rock: "Rubão, o Dono do Mundo"
  • 2003 - Escolha da Audiência: "Papo Reto (Prazer É Sexo, o Resto É Negócio)"
  • 2003 - Melhor Videoclipe de Rock: "Só por Uma Noite"

Grammy Latino[editar | editar código-fonte]

  • 2005 - Melhor Álbum de Rock Brasileiro: "Tâmo aí na Atividade"
  • 2010 - Melhor Álbum de Rock Brasileiro: "Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva".
  • 2013 - Melhor Álbum de Rock Brasileiro: "La Familia 013"

Multishow[editar | editar código-fonte]

  • 2007 - Melhor Canção: "Senhor do Tempo"
  • 2008 - Melhor Videoclipe: "Pontes Indestrutíveis"

Referências

  1. " Letra Ela Vai Voltar CHARLIE BROWN JR". Página acessada em 02 de Julho de 2015.
  2. " Integrantes do Charlie Brown Jr continuarão como 'A Banca'; Champignon assume os vocais". Página acessada em 11 de abril de 2013.
  3. G1.com - Músico Champignon é encontrado morto em sua casa em SP
  4. entretenimento.r7.com/ Charlie Brown Jr. e Sepultura são as bandas brasileiras mais ouvidas no exterior
  5. billboard.com.br/ Os 47 brasileiros mais ouvidos no exterior
  6. monotape.com.br/ Confira a lista com as cinco bandas de Champignon ex-Charlie Brown Jr.
  7. g1.globo.com/ Produtores recordam participação de Chorão em primeira banda do cantor
  8. guitarplayer.uol.com.br/ GP Entrevista: Thiago Castanho
  9. [1]
  10. a b c tvg.globo.com/ Filho de Chorão vê ensaio e aprova formação da nova banda A Banca
  11. do Vale, Israel (2000-10-31). «Bandas nacionais deixam Rock in Rio 3». Folha de S.Paulo. 
  12. [2]
  13. Briga de Marcelo Camelo e Chorão continua na Justiça dois anos após a morte do líder do Charlie Brown Jr.
  14. Três integrantes do Charlie Brown Jr. deixam a banda
  15. jovempanfm.virgula.uol.com.br/ Charlie Brown Jr - Pinguim fora
  16. a b c g1.globo.com/ "Estou péssimo", diz Champignon sobre morte de Chorão em SP. Página visitada em 13 de março de 2013.
  17. whiplash.net/ Charlie Brown Jr: "apesar das brigas, ainda éramos amigos"
  18. entretenimento.r7.com/ Após briga, Chorão expulsa baixista do palco; veja
  19. oglobo.globo.com/ Chorão briga com Champignon durante show do Charlie Brown Jr.
  20. oglobo.globo.com/ Chorão sobre briga com Champignon: "As coisas fugiram do controle"
  21. br.noticias.yahoo.com/ “Lavagem de roupa suja” em pleno palco escancara as entranhas do show business
  22. «Chorão, da banda Charlie Brown Jr., é encontrado morto em São Paulo». iG. 6 de março de 2013. Consultado em 6 de março de 2013. 
  23. a b pop.com.br/ Champignon diz não saber sobre o futuro do Charlie Brown Jr.. Página acessada em 13 de março de 2013.
  24. d24am.com/ Última música de Chorão lançada pelo Charlie Brown Jr. se chama "Meu Novo Mundo"
  25. br.omg.yahoo.com/ Ouça ‘Meu Novo Mundo’, single do Charlie Brown Jr. divulgado pouco antes da morte de Chorão
  26. "Após morte de Chorão, Charlie Brown Jr domina iTunes brasileiro". Página acessada em 13 de março de 2013.
  27. notapajos.globo.com/ Charlie Brown Jr vende bastante após morte de Chorão
  28. "‘‘Charlie Brown Jr. não tem como existir sem Chorão’’". Página acessada em 6 de março de 2013.
  29. "Como vai continuar sem ele", diz Champignon sobre o Charlie Brown Jr.. Página acessada em 13 de março de 2013.
  30. whiplash.net/ Charlie Brown Jr: membros anunciam nova banda, A Banca
  31. G1 Integrantes do Charlie Brown Jr. anunciam banda sem Chorão
  32. A Banca no João Rock 2013
  33. g1.globo.com/ A Banca divulga comunicado sobre a morte de Champignon
  34. musica.uol.com.br/ Um ano sem Chorão: Músicos do Charlie Brown Jr. dedicam-se a novos projetos
  35. caras.uol.com.br/ Integrantes da banda de Champignon lançam novo projeto de rock
  36. mixme.com.br/ Ex-integrantes do Charlie Brown Jr. montam a banda Bula e lançam single
  37. Último disco do Charlie Brown Jr. mostra maturidade e desabafos; leia análise
  38. Disco inédito do Charlie Brown Jr. vaza na internet
  39. rollingstone.uol.com.br/ Charlie Brown Jr. lança clipe para “Rock Star” com doces e rock and roll
  40. musicao.com.br/ Celebração ao Charlie Brown Jr.
  41. entretenimento.r7.com/ Filho de Chorão organiza festival em homenagem à história do Charlie Brown Jr.
  42. rollingstone.uol.com.br/ Ex-integrantes do Charlie Brown Jr. se reúnem em festival em homenagem ao legado da banda
  43. tvuol.uol.com.br/ Filho de Chorão diz que "Tamo Aí Na Atividade" não sairá em DVD
  44. rock-o-rama.com.br/ Festval Tamo Aí na Atividade! Veja o horário dos shows!
  45. portalovertube.com/ Longe da TV, Carolina Oliveira estrela musical sobre Charlie Brown Jr.
  46. jovempanfm.bol.uol.com.br/ Musical sobre Charlie Brown Jr deve estrear em março
  47. a b musica.uol.com.br/ Charlie Brown Jr. grava clipe com roteiro deixado por Champignon
  48. blahcultural.com/ Ex-integrantes do Charlie Brown formam nova banda e lançam um clipe
  49. a b musica.uol.com.br/ Músicas inéditas de Chorão devem ser lançadas em 2015
  50. segs.com.br/ Filho do cantor Chorão conta novidades do Charlie Brown Jr. para os ouvintes da Jovem Pan Curitiba
  51. a b super.abril.com.br/ Se liga no estilo: novo rock
  52. whiplash.net/ Los Hermanos e Chorão: A opinião de André Forastieri sobre o atrito
  53. combaterock.blogosfera.uol.com.br/ Quem diria que sentiríamos falta de Chorão e seu Charlie Brown Jr?
  54. whiplash.net/ Chorão: por que tamanha repercussão?
  55. «Vocalista do Charlie Brown Jr é encontrado morto em SP». Portal G1. 6 de março de 2013. Consultado em 06/03/2013. 
  56. a b c d e f joganogoogle.com.br/ Confira as músicas de Charlie Brown Jr. que embalaram as novelas.
  57. canalviva.globo.com/ Trilha Sonora Malhação 2001
  58. planetadamusica.com/ Trilha Sonora Malhação 2001
  59. folha.uol.com.br/ CD reúne músicas de duas edições "Casa dos Artistas"
  60. purebreak.com.br/ HitBreak: Trilha de "Malhação" conta com Pitty, Luan Santana e Bastille
  61. purebreak.com.br/ Hitbreak: Trilha de "Império" traz Ed Sheeran, Beatles e Charlie Brown Jr.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Charlie Brown Jr.