Charlie Brown Jr.

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Charlie Brown Jr.
Charlie Brown Jr. em apresentação no 7° Megamotofest, em Araçatuba.
Informação geral
Origem Santos, São Paulo
País Brasil
Gênero(s) Rock alternativo, skate punk, hardcore melódico, rap rock, reggae rock, ska punk, funk rock, hardcore punk, nu metal, rap metal, rapcore[1][2][3][4]
Período em atividade 1992 - 2013
Gravadora(s) Virgin, EMI, Sony, Radar, Som Livre
Ex-integrantes Chorão
Champignon
Heitor Gomes
Marcão
Thiago Castanho
Renato Pelado
Pinguim
Bruno Graveto

Charlie Brown Jr. foi uma banda de rock brasileira, formada em Santos, em 1992. Em julho de 2015, um levantamento do Deezer revelou que o Charlie Brown Jr. é a segunda banda brasileira de rock mais ouvida no exterior, atrás apenas do Sepultura.[5] Em setembro de 2015, pesquisa similar da Billboard Brasil divulgou uma lista com 47 bandas e artistas brasileiros, na qual o Charlie Brown Jr. ficou na 31ª posição, o quarto grupo (depois do Sepultura, Natiruts e Tribalistas).[6]

Todos os membros da banda são naturais de Santos, exceto o vocalista Chorão, natural de São Paulo. No dia 6 de março de 2013, Chorão, o vocalista do grupo, foi encontrado morto em seu apartamento na cidade de São Paulo devido a uma overdose de cocaína e álcool. Os membros remanescentes da banda decidiram abandonar o nome Charlie Brown Jr. e mudaram para A Banca, a fim de preservar a memória do cantor com o antigo nome e homenageá-lo.[7][8] Porém, o novo grupo já acabou em setembro de 2013, na madrugada do dia 9 daquele mês, após o baixista do Charlie Brown Jr. e vocalista d'A Banca, Champignon, cometer suicídio em sua casa, na cidade de São Paulo.[9]

Em 2019, o guitarrista Marcão, o baixista Heitor Gomes e o baterista Pinguim fizeram uma turnê com convidados nos vocais.[10]

História[editar | editar código-fonte]

O vocalista e fundador da banda, Chorão.

Início[editar | editar código-fonte]

Em 1987, o paulistano de dezessete anos Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão, mudou-se para Santos, litoral de São Paulo após uma infância traumática. Passou a se interessar pela prática do skate e teve uma entrada repentina no cenário musical. Um dia, em um bar local, substituiu o vocalista de uma banda, quando este precisou ir ao banheiro. Uma pessoa da plateia, ao vê-lo cantar, fez um convite para integrar sua banda.

Em 1990, quando o baixista saiu, Champignon, com 12 anos, foi apresentado a Chorão por músicos conhecidos que frequentavam o mesmo estúdio que o cantor, em São Vicente, para fazer um teste para baixista. Os dois formaram então a banda What's Up.[11] Não há registros da What's Up disponíveis na internet, mas a banda, segundo relatos, fazia um som semelhante ao thrash metal, hardcore punk e crossover. As letras eram em inglês e a pegada era como a de bandas como Biohazard e Suicidal Tendencies.[12] Os dois tentaram divulgar a banda pela cidade.[13]

Tempos depois Chorão e Champignon decidiram convidar o baterista Renato Pelado, vindo de bandas da cidade como Ecossistema, Jornal do Brasil, entre outros projetos. Mais tarde, Marcão e Thiago Castanho completaram a primeira formação do grupo, que ainda não tinha nome.[14] Daquela época, resta apenas um registro em VHS deteriorado, que foi divulgado pelo guitarrista Marcão, somente em 2017, em uma rede social. Segundo o próprio Marcão, "trata-se de imagens inéditas da gravação do primeiro videoclipe do grupo, gravado de forma independente, que chegou a ser lançado, mas "se perdeu no tempo".[15]

O nome Charlie Brown Jr. só foi escolhido em em 1992, quando Chorão atropelou uma barraca de água de coco com o desenho do Charlie Brown. O "Júnior" foi acrescido, nas palavras de Chorão, "pelo fato de sermos filhos do rock", inspirado por músicos do rock brasileiro à época como Raimundos, O Rappa, Nação Zumbi, e Planet Hemp.[16] A sonoridade do grupo tinha influências de grupos como Blink 182, Sublime, Bad Brains, 311, Rage Against The Machine, NOFX e Suicidal Tendencies, misturando hardcore, skate rock, reggae e ska.

Chorão, era skatista, chegando a figurar nas melhores posições do ranking de vários campeonatos brasileiros, e tinha o hábito de fazer shows em cima de um skate. Por volta de 1993, já com esta formação, começaram a tocar no circuito underground de Santos e São Paulo e a fazer shows em vários campeonatos de skate.

Fita demo e álbum de estreia[editar | editar código-fonte]

Em 1993, a banda começou a se destacar em Santos. Sempre que a banda se apresentava em casas noturnas, Champignon, menor de idade, tinha que levar uma autorização judicial para acompanhar o grupo. Foi nesta época que Chorão procurou o produtor Rick Bonadio, então presidente da Virgin Records no Brasil e produtor dos Mamonas Assassinas, e lhe entregou a fita demo chamada Charlie Brown Jr. com 3 faixas, que seriam gravadas no primeiro álbum da banda. Esta demo tem uma sonoridade bastante pesada.[12]

Bonadio gostou do som da banda e os contratou. Nasce então o álbum Transpiração Contínua Prolongada, produzido por Tadeu Patolla e Rick Bonadio com o selo da Virgin. O título do álbum, segundo a banda, retratava tudo que passaram para chegar onde chegaram. Lançado em 1997, o disco vendeu por volta de 500 mil cópias, e foi bem recebido pelas rádios, que executaram faixas como "O Coro Vai Comê!", "Proibida pra Mim (Grazon)", "Tudo que Ela Gosta de Escutar" e "Quinta-Feira".

A primeira aparição da banda na TV, em rede nacional, ocorreu no dia 24 de junho de 1997, no Programa Livre, do SBT, apresentado por Serginho Groisman.

Repercussão comercial com o álbum Preço Curto... Prazo Longo[editar | editar código-fonte]

Chorão comemorando seu aniversário com os fãs

Em 1999, após a estreia promissora, o grupo voltou com Preço Curto... Prazo Longo, composto por 25 canções inéditas, entre elas "Confisco", "Zóio de Lula", "Te Levar" e "Não Deixe o Mar te Engolir", que sedimentaram a boa recepção da banda e garantiram sua presença nas rádios. De 1999 a 2006, a canção "Te Levar" foi tema do seriado Malhação, da Rede Globo, fazendo com que a banda expusesse seu trabalho às mais diferentes classes sociais. Com sua propagação na mídia, o grupo ganhou vários prêmios e chegou assim, por várias vezes, ao topo de grandes rádios espalhadas pelo país.

Nadando com os Tubarões e aproximação da banda com rappers da periferia[editar | editar código-fonte]

Pouco antes de entrar no estúdio para gravar o terceiro álbum, a banda passou por uma forte crise interna, causada pelas brigas entre Chorão e Champignon, que quase encerrou o grupo. Além disso, foi nessa época que o pai do Chorão faleceu, vitimado por um câncer. A banda então deu uma pausa para que o seu vocalista pudesse lidar com a sua perda. Depois de seis meses em profunda depressão, com a barba crescida e de engordar 20 kg ficando em casa sem motivação, ele decide dar a volta por cima. E começa os trabalhos para o novo disco.

Apesar das dificuldades, a evolução da fórmula hip hop/reggae/hardcore continuou em Nadando com os Tubarões, lançado em 2000, cujos destaques foram as faixas "Rubão, o Dono do Mundo" e "Não é Sério". O disco marcava a entrada de DJ Anderson Franja como acompanhante fixo na turnê deste disco, que também contou com participações especiais, como o rapper Sabotage, a cantora Negra Li (na música "Não é Sério") e seu grupo RZO. Este disco apresentou uma sonoridade mais produzida e carregada se comparado aos dois primeiros álbuns, com algumas letras refletindo o momento delicado pelo qual Chorão estava passando, devido à morte do seu pai.

Saída de Thiago Castanho[editar | editar código-fonte]

Nadando com os Tubarões foi o último álbum com a formação original do Charlie Brown Jr., já que o guitarrista Thiago Castanho, alegando problemas de agenda, saiu da banda após a turnê deste álbum.

No fim do ano, o Charlie Brown Jr. foi uma das bandas brasileiras que decidiu não participar do Rock in Rio III que ocorreria em janeiro de 2001, por discordar do tratamento dispensado às bandas nacionais.[18] Ao mesmo tempo, o guitarrista Thiago Castanho deixa o grupo alegando divergências pessoais.

Em 2001, a banda vence o Video Music Brasil, levando o prêmio "Escolha da Audiência" pelo clipe de "Rubão, o Dono do Mundo". Como um quarteto, o Charlie Brown Jr. lançou seu quarto álbum, 100% Charlie Brown Jr. - Abalando a Sua Fábrica. As faixas de maior destaque foram "Hoje eu Acordei Feliz", "Lugar ao Sol", "Sino Dourado" e "Como Tudo Deve Ser". Nesse álbum o grupo focou-se mais no rock e no hardcore, deixando um pouco de lado suas outras influências. Ao contrário do que fizeram nos 3 primeiros discos, optaram por gravar o novo trabalho ao vivo (método em que todos os músicos tocam ao mesmo tempo no estúdio), resultando em uma sonoridade mais crua.

Foi em 2001 também que o músico Rodolfo Abrantes anunciou sua saída dos Raimundos. Com isso, o Charlie Brown Jr. acabou assumindo o posto como grande banda do rock nacional.

Em 2002, é lançado o DVD Charlie Brown Jr. ao Vivo, gravado nos dias 23 e 24 de março daquele ano no DirecTV Music Hall, em São Paulo. O show foi originalmente gravado para ser transmitido pelo canal de televisão por assinatura DirecTV e posteriormente foi lançado como primeiro DVD do grupo.

Em abril de 2002, uma apresentação da banda no Rio de Janeiro acabou em tumulto generalizado. Devido a uma briga, os integrantes da banda saíram do palco antes do previsto, causando revolta na plateia. Lojas e lanchonetes do parque Terra Encantada foram depredadas, porém não houve feridos graves.

O título do quinto álbum, Bocas Ordinárias, se apropriou de uma expressão lusitana, devido ao sucesso do grupo em apresentações realizadas em Portugal. A fusão de estilos gerou novos hits, como "Papo Reto (Prazer é Sexo, o Resto é Negócio)" e "Só por Uma Noite", "Bocas Ordinárias, Guerrilha!" e "Somos Poucos Mas Somos Loucos", além de uma versão de "Baader-Meinhof Blues", da Legião Urbana. Para este disco a banda optou por uma sonoridade mais polida, diferente do disco anterior.

Acústico MTV: Charlie Brown Jr.[editar | editar código-fonte]

Em 2003, chegou a vez do Charlie Brown Jr. gravar seu Acústico MTV. Entre os convidados, o grupo chamou Negra Li, Marcelo Nova e Marcelo D2, que participaram de versões de "Não é Sério" , "Hoje" (do grupo de Marcelo Nova, Camisa de Vênus) e de "Samba Makossa" (Nação Zumbi), RZO (A Banca) respectivamente. Entre as regravações, a banda santista optou pelas canções "Proibida pra Mim (Grazon)", "Zóio de Lula", "Tudo que Ela Gosta de Escutar". O primeiro single foi a canção inédita "Vícios e Virtudes". O disco foi marcado pelo grande sucesso de vendas e mídia e, curiosamente, foi gravado quando a banda estava no auge da carreira, contrariando a tradição do Acústicos MTV de retomar ao auge carreiras de outros artistas.

Comercial para a Coca-Cola e desentimentos com Marcelo Camelo[editar | editar código-fonte]

Em 2002, Chorão foi o garoto-propaganda de uma peça publicitária da Coca-Cola, divulgando a promoção “No Estilo”[19] Segundo Cláudia Colaferro, diretora de marketing da Coca-Cola, "o Charlie Brown Jr. foi escolhido por ser o representante da geração que tem entre 14 e 19 anos"[20].

A propaganda foi ao ar em 2003. Em 2004, Marcelo Camelo, vocalista da banda Los Hermanos, numa entrevista concedida para a revista da Oi, criticou a participação do Chorão no comercial "No Estilo" da Coca-Cola[21] (Camelo disse: "esse negócio de fazer comercial para Coca-Cola é um desdobramento da indústria, a gente rejeita esse negócio de vender atitude".[22] E depois: "o Charlie Brown Jr. é uma banda da qual temos discordâncias estéticas... são precursores deste estilo que combatemos"[23]). As declarações dadas por Camelo deixaram Chorão extremamente irritado. O primeiro encontro dos 2 após a polêmica declaração de Camelo se deu num voo, ocorrido no dia 2 de julho de 2004 (ambas as bandas iriam se apresentar no Piauí Pop Festival). Percebendo que Camelo estava no mesmo voo, Chorão jogou uma indireta, em voz alta: "Vou atropelar as bandas que falam mal do Charlie Brown". Após o voo, no aeroporto de Fortaleza, Camelo teria se aproximado de Chorão, na sala de desembarque do voo da TAM Linhas Aéreas, que o agrediu com um soco.[24][25][26] Chorão alegou que também foi ameaçado e agredido.[27] Logo após a briga entre eles ter ganhado repercussão na imprensa, a assessoria do Charlie Brown Jr. divulgou uma nota lamentando a discussão, afirmando que os ânimos se exaltaram de ambas as partes e garantindo que foi um incidente isolado.[28]

Alguns dias após o incidente, Chorão formalizou um pedido de desculpas via site oficial da banda.[21]

Mesmo assim, alguns dias mais tarde, a banda Los Hermanos abriu 2 processos contra Chorão: Uma na cidade do Rio de Janeiro, pedindo indenização por danos morais e materiais. O outro em São Paulo, no qual o grupo exigiu mais R$ 43 mil para compensar os cachês de shows e eventos que foram cancelados após a agressão.[29]

Em 2009, no Programa Ensaio, exibido pela TV Cultura, o Charlie Brown Jr. se apresentou e Chorão deu depoimentos sobre vários aspectos da carreira da banda, inclusive o incidente com Marcelo Camelo. Chorão contou que durante um bom tempo se sentia perseguido pessoalmente por Camelo, que isso vinha lhe irritando e que, quando a confusão aconteceu, foram os integrantes do Los Hermanos que partiram pra cima dele, que teria apenas se defendido. Por fim, ele fala que não tinha nada contra Marcelo Camelo e ironicamente, diz: “Camelo, eu te amo. Sem você o Brasil não seria o mesmo.”[30]

Desentendimentos entre os integrantes e Tamo Aí na Atividade[editar | editar código-fonte]

Enquanto a banda emplacava vários hits nas rádios, os primeiros boatos de desentendimentos entre os integrantes começavam a ser noticiados. Segundo Lampadinha, produtor da banda, havia registros de que Chorão e Champignon já começavam a ter desavenças mais sérias desde 1999.[31]

Foi neste clima que a banda lançou, em 2004, Tamo Aí na Atividade, o sexto álbum de estúdio e sétimo álbum da carreira da banda. O álbum marcou o retorno do produtor Rick Bonadio - que não produzia um disco da banda desde Preço Curto... Prazo Longo - e algumas inovações na parte sonora, como batidas eletrônicas. O disco teve como músicas de trabalho as faixas "Tamo aí na atividade" e "Champagne e Água Benta".

Também em 2004, foi lançado o DVD Na Estrada 2003-2004, que traz um show realizado pela banda no dia 11 de setembro daquele ano no Estádio do Morumbi, em São Paulo. O DVD traz também imagens inéditas captadas durante sua última turnê nacional e internacional, incluindo os principais momentos do show acústico nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos, com cenas de bastidores e galeria de fotos.

Um indício do desentendimento entre os integrantes do grupo pôde ser percebido no encarte do álbum Tamo Aí na Atividade, já que este não trouxe nenhuma foto dos integrantes juntos. Além disso, a banda estranhamente não teve data marcada pro lançamento do disco em São Paulo - algo nunca visto antes. Esse show só viria a ocorrer quase 4 meses depois do lançamento do álbum. Por fim, o clipe da música “Champagne e Água Benta” foi gravado apenas por Chorão.

Após alguns shows da turnê desse disco num show no Planeta Atlântida em 2005, Chorão aparentemente emocionado diz: “Tá acabando, eu quero ter mais tempo pra ficar com você, cuidar melhor de você!”. E em Fevereiro do mesmo ano no Rio de Janeiro, logo após tirar uma foto com o público de fundo na qual ele disse que iria fazer um quadro, ele solta: “Hoje eu estou aqui, mas amanhã isso tudo pode acabar![32] Estes discursos evidenciavam cada vez mais que o clima dentro da banda já não eram mais amistosos, e fortaleciam os boatos sobre o fim da banda.

A banda fez um show em São Paulo no dia 26/02/2005 onde afirmavam que a banda não acabaria, mas logo após, estranhamente o Charlie Brown Jr. entrou em férias.[33] Havia mais um único show pendente na agenda da banda seria em São Paulo no dia 15/04/2005.

Por meio do site oficial da banda, Chorão desmentiu os boatos sobre o fim da banda.[34]

Esse é um comunicado que eu, Chorão, fundador, líder e compositor do Charlie Brown Jr. dirijo aos fãs da banda e às pessoas dos meios de comunicação que divulgam e prestigiam nosso trabalho. Tenho visto todo tipo de especulação à respeito do fim da banda e venho por meio desta nota dizer mais uma vez a todos que a banda não acabou, e sim entrou de férias. Tenho consciência de que sou uma pessoa pública e sou constantemente julgado por indivíduos que não me conhecem, mas tenho certeza de que tenho os fãs da banda ao meu lado. Estarei nesse período cuidando de projetos paralelos, como meu filme e um disco solo que irá compor a trilha desse mesmo filme. Obrigado à todos que tem nos apoiado e a todo o carinho e preocupação dos fãs”.
Chorão, desmentindo boatos sobre separação, em nota divlgada no site oficial da banda, em 2005.

No início do mês de Abril, Chorão participou sozinho do programa da MTV Brasil Gordo a Go-Go, no qual afirmou muito que o Charlie Brown Jr. era a sua vida e que ele só deixaria de existir quando ele anunciasse. Disse também que nessas férias que a banda teve, cada um estava cuidando de seus projetos paralelos, Champignon já pretendia lançar um disco solo, Pelado se dedicava a casa noturna Karuna, Marcão continuava estudando guitarra e Chorão estaria com uma banda paralela ao CBJr., banda essa formada com o até então ex-integrante do Charlie Brown Jr., Thiago Castanho. E essa banda faria a trilha sonora do futuro filme O Magnata.

Em 15 de abril de 2005[35], o vocalista Chorão foi surpreendido com o anúncio de que todos os outros músicos da banda estavam deixando o grupo, alegando divergências contratuais. Em nota no site oficial da banda, no dia 13 de maio daquele ano, o guitarrista Marcão, o baixista Champignon e o baterista Renato Pelado disseram estar saindo por “divergências de ideias profissionais”.[33]

Logo após saber o comunicado dos músicos, Chorão postou uma mensagem no site oficial da banda desejando sorte aos amigos. Na postagem, ele explicou que ninguém havia sido mandado embora e que ele estava triste com a saída dos caras[35].

Um mês depois do ocorrido (junho de 2005), Champignon aceitou dar uma entrevista à revista Jovem Pan. Ao ser questionado sobre o motivo de eles estarem saindo da banda e se Chorão era o fundador, líder e compositor da banda, como alegava ser, o baixista deu a seguinte resposta[36]:

Divergências musicais não foram. Senão, a gente não teria feito 7 cds juntos. Quem não é otário sabe disso. O lance da banda foi um desentendimento com o empresário PIPO e o Chorão comprou a dele. Então eu, o Marcão e o Pelado fomos cada um para um lado. Tem coisas aí que não podem ser abertas porque são particulares e prefiro nem falar. Neguinho aí até parou de tocar porque ficou abalado com a situação, não acreditou. Na boa, eu não quero ficar falando mal do cara (Chorão), jogando bomba, quero mais que ele fique bem rico, bem milionário e me esqueça. Esqueça a gente. Tem uma parte que não pode ser falada. Todo mundo gostaria de saber, mas a gente tem um acordo. (...) Tínhamos uma banda antes, chamada "What’s Up", de covers de Beastie Boys, Suicidal Tendencies... Isso foi em 1991, 1992, época em que a gente se conheceu. Eu fundei a banda junto com o Chorão. Sou fundador do CBJr. também, mas se ele quer falar que foi ele, foda-se – foi ele, então. (...) Ele falou no Faustão que faz 100% de tudo. Isso é desrespeito com o Marcão, comigo e com o Pelado. Ele nunca tocou baixo, bateria, porra nenhuma. O que ele fazia era dar as ideias de boca e de gente desenvolvia.
Champignon, em entrevista à revista Jovem Pan, em junho de 2005.

Nova formação[editar | editar código-fonte]

Contrariando as expectativas sobre o fim da banda, Chorão apareceu com uma nova formação para o Charlie Brown Jr. O novo núcleo era baseado na cidade de Santos, onde a banda surgiu. Thiago Castanho, guitarrista que fez parte dos três primeiros discos da banda, retornou ao grupo. Dois novos músicos assumiram, respectivamente, a bateria e o baixo; André Luís Ruas, conhecido como Pinguim; e Heitor Gomes, filho do baixista Chico Gomes.[37]

O álbum Imunidade Musical é lançado em 2005 com destaque para o primeiro single "Lutar pelo que É Meu", além de "Cada Cabeça Falante tem sua Tromba de Elefante", com as participações de Rappin' Hood e Parteum.

Também em 2005, o Charlie Brown Jr. lança o DVD Skate Vibration, que mostra imagens da banda se apresentando em disputas de skate e imagens nos estúdios Digital Grooves e Midas Studios, onde gravaram o disco. No DVD, além de uma apresentação ao vivo, estão os videoclipes que misturam imagens da banda em shows realizados em 2005, nas viagens e durante as gravações do álbum, no qual a sonoridade do Charlie Brown Jr. foi restabelecida através de 23 faixas e se tornou um álbum emblemático na trajetória da banda. A canção "Lutar pelo que É Meu" substituiu "Te Levar" na abertura do seriado Malhação, de abril de 2006 até outubro de 2007.

Em maio de 2007, a imprensa noticiou que Marcão e Champignon estariam usando o nome da banda Charlie Brown Jr. indevidamente no exterior. Segundo apurado pelo jornal Folha Online, chegou aos ouvidos de Chorão a informação de que Champignon e Marcão fizeram três shows em cidades norte-americanas no fim de abril.[38] A gravadora do grupo, EMI, divulgou nota afirmando que a marca "Charlie Brown Jr." pertence ao Chorão,[39] e que "a menção da marca, no Brasil e fora dele, da forma que for, é expressamente proibida, sujeitando quem a utilize as sanções legais cabíveis".[38] Em nota, Marcão e Champignon se defenderam das acusações, afirmando que eles "não eram responsáveis pelo material promocional do show".[39]

Ritmo, Ritual e Responsa[editar | editar código-fonte]

O nono álbum da carreira do Charlie Brown Jr., Ritmo, Ritual e Responsa, traz 22 faixas inéditas e uma faixa bônus e chegou às lojas em setembro de 2007. Embora produzido, gravado e mixado por Lampadinha, o álbum foi lançado com Chorão e Thiago Castanho assinando a produção, isso se deu devido a uma série de desentendimentos entre Chorão, sua gravadora e o produtor, Chorão anos depois em entrevista à rádio Metropolitana de São Paulo, reconheceria que embora Lampadinha tivesse produzido o álbum, nem ele sabia ao certo porque Lampadinha havia sido omitido dos créditos de produção do álbum. O álbum possui letras com forte apelo urbano e que vão ao encontro dos anseios da juventude, com direito a toques eletrônicos e a presença do rap. No dia 9 de abril de 2007 chegou às rádios do Brasil "Não Viva Em Vão", canção de Chorão e Thiago Castanho que foi escolhida como primeira música de trabalho. Logo em seguida é lançado o segundo, "Pontes Indestrutíveis", e posteriormente outra, a canção "Be Myself", que foi escolhida para fazer parte da trilha sonora da telenovela Duas Caras, exibida pela Rede Globo. Destaque também para o quarto single do álbum, "Uma Criança com Seu Olhar".

No início de 2007, a banda gravou um novo DVD ao vivo para a MTV Brasil na cidade de Sorocaba. Porém, o DVD nunca foi lançado.

Em 2008, é lançado o quinto DVD da carreira da banda, Ritmo, Ritual e Responsa ao Vivo, gravado no dia 29 de junho de 2007 no Expresso Brasil, na Zona Lesta de São Paulo.

Saída de Pinguim e Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva[editar | editar código-fonte]

No dia 23 de abril de 2008, foi divulgado no site oficial a saída do baterista Pinguim. O motivo seria o fim do contrato que já estava se aproximando, sem que houvesse interesse de ambas as partes em renová-lo.

Em 16 de maio de 2008, a banda participou do programa Estúdio Coca-Cola Zero - Charlie Brown Jr. e Vanessa da Mata, um episódio do Estúdio Coca-Cola, que foi um projeto da MTV Brasil em parceria com a Coca-Cola que promoveu a misturas de vários artistas e bandas de diferentes estilos[41].

Após sete anos na EMI, a banda assina com a gravadora Sony Music. Novamente produzida por Rick Bonadio, a banda lança em setembro daquele ano, o álbum Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva. O nome "Camisa 10", é um trocadilho por este ser o décimo álbum da banda, além de ser o primeiro com o baterista Bruno Graveto. O disco possui a canção "O Dom, a Inteligência e a Voz" feita a pedido da cantora Cássia Eller, que Chorão fez para entrar no disco que a cantora iria fazer em 2002. Mas, 15 dias após a criação da música, Cássia faleceu. A canção "Me Encontra", foi lançada como primeiro single do álbum no final de julho de 2009.

Rompimento com a Sony Music, saída de Heitor Gomes e volta de Marcão e Champignon[editar | editar código-fonte]

Chorão andando de skate no palco em 2012

No dia 19 de março de 2011, a banda gravou um DVD ao vivo no Citibank Hall, em São Paulo e tinha lançamento previsto para o final daquele ano. Porém, devido à saída do baixista Heitor Gomes e a volta do guitarrista Marcão e do baixista Champignon no meio do ano, o lançamento do álbum foi cancelado. Posteriormente romperam com a Sony Music, passando a seguir de forma independente.

No entanto, o mesmo show seria lançado 10 anos mais tarde, com o título Chegou Quem Faltava, como terceiro álbum ao vivo da carreira da banda, no dia 13 de julho de 2021, Dia Mundial do Rock.

Após esse acontecimento, na terceira edição do Viradão Carioca, no Rio de Janeiro, Chorão disse que tinha uma surpresa para o público, e que a banda voltaria a ser um quinteto. Logo após isso, chamou Marcão para o palco, selando oficialmente sua volta ao grupo. Em julho daquele ano, o contrato com o baixista Heitor Gomes foi encerrado e saiu da banda de forma amigável, alegando buscar o sucesso independente, mais tarde se juntando à banda CPM 22. Com isso, Champignon voltou ao grupo, surpreendendo os fãs com um vídeo postado no YouTube onde dizia: "Voltei pra ficar! Aqui é minha casa!". Após isso a banda passa a contar quase com sua formação original. Em entrevista dada no dia da morte de Chorão, Champignon afirmou que ele e Chorão brigaram algumas vezes na vida, mas felizmente puderam refazer a amizade.[42] "A gente tinha uma relação profissional. Apesar de muitas brigas, éramos amigos há mais de 20 anos"[43]

Pouco mais tarde, decidiram refazer o show, batizado de Música Popular Caiçara, no dia 23 de setembro, no Master Hall, em Curitiba, e no dia 8 de outubro, no Clube Portuários, em Santos, cidade natal da banda. Com a produção de Liminha e a direção de KondZilla, o show conta com as participações especiais de Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus, Marcelo Falcão, vocalista da banda O Rappa, Zeca Baleiro e Márcio Mello. Gravado de maneira independente, Música Popular Caiçara foi lançado em maio de 2012, em CD, DVD e blu-ray, com a distribuição do selo independente Radar Records, em comemoração aos 20 anos de carreira do grupo.

Nova briga com Champignon[editar | editar código-fonte]

Durante um show da turnê em Apucarana, no Paraná, Chorão criticou o baixista Champignon, afirmando que ele deveria ser muito grato por ter sido aceito de volta ao grupo "depois de tudo que fez".[44] Após quase cinco minutos, Champignon deixou o palco quando Chorão disse que iam tocar a canção "O preço". O show continuou sem o baixista, e com a plateia gritando "arregou, arregou". A briga virou notícia após um fã, que gravou todo o discurso de Chorão, divulgar o vídeo com a discussão no YouTube.[45] Com a repercussão negativa da briga, Chorão e Champignon divulgaram um vídeo no YouTube, pedindo desculpas aos fãs, e reafirmando suas amizades.[46][47]

Morte de Chorão[editar | editar código-fonte]

No dia 6 de março de 2013, Chorão foi encontrado morto em seu apartamento, localizado na Zona Oeste de São Paulo.[48] A morte de Chorão foi causada por uma overdose de cocaína.[49]

A banda estava de férias, com seu último show tendo sido em janeiro em Balneário Camboriú,[50] e o próximo show estava marcado para o dia 22 de março, em Campo Grande, no Rio de Janeiro. "Íamos voltar a tocar no dia 22, mas isso não vai mais acontecer".[42] Champignon declarou que o futuro da banda era incerto.[50]

Poucos dias antes de morrer, Chorão divulgou o novo single do Charlie Brown Jr., intitulado "Meu Novo Mundo", que seria lançada no próximo álbum do grupo.[51] A canção foi apresentada no dia 28 de fevereiro de 2013, em visita ao estúdio da rádio 89FM, em São Paulo.[52] Na semana da morte do Chorão, o Charlie Brown Jr. dominou a lista de compras eletrônicas no Brasil. No top 10 das músicas mais compradas da semana, a banda apareceu em nove das 10 posições. O único single da lista que não era do grupo correspondia à 5ª posição.[53] Além disso, no dia 14 de março, havia sete discos da banda entre os 200 mais vendidos em uma loja virtual no Brasil. A coletânea De 1997 a 2007 figurou na segunda posição dos álbuns mais vendidos deste dia.[54]

Acontecimentos após a morte de Chorão[editar | editar código-fonte]

Fim do Charlie Brown Jr. e A Banca[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: A Banca

Ainda março de 2013, Champignon já declarou que não havia como o Charlie Brown Jr. continuar em atividade com a ausência de Chorão,[55][56] e em abril o baixista confirmou que o restante dos integrantes iriam formar uma nova banda, A Banca,[57] onde Champignon assumiria os vocais, com a entrada da baixista Lena Papini. O nome vinha da conclusão de Chorão que "a gente não era o Charlie Brown, nós éramos a banca do Charlie Brown.",[17] enquanto seu papel como vocalista vinha de uma sugestão do próprio Chorão, que no começo de 2013 manifestou exaustão à Champignon, declarando que gostaria de ver o baixista assumindo os vocais do Charlie Brown Jr. durante suas férias para que pudesse descansar.[17]

A primeira apresentação da banda foi no programa de TV Altas Horas, no dia 11 de abril de 2013,[58] e A Banca foi confirmada como uma das atrações do festival João Rock 2013.[59] No dia 9 de setembro de 2013, Champignon foi encontrado morto em seu "estúdio" na sua residência em São Paulo, após ter efetuado dois tiros, um para teste em direção ao chão acertando em um de seus instrumento musicais e outro na região de sua boca resultando em seu falecimento, câmeras de seguranças flagraram Champignon realizando dois gestos o primeiro de "paz e amor" em direção ao chão e o segundo realizando o gesto de "degola" com dois dedos sendo uma prévia de seu suicídio, sua mulher grávida de cinco meses estava na residência e foi levada em estado de choque ao hospital.[60] Os músicos remanescentes seguiram seus próprios rumos,[61] com Marcão, Papini e Graveto se reunindo no grupo D'Chapas,[62] e todos mais o predecessor de Graveto no Charlie Brown, Pinguim, na banda Bula.[63]

Álbum póstumo La Familia 013 (2013)[editar | editar código-fonte]

La Familia 013 foi o décimo álbum de estúdio e décimo segundo álbum da carreira da banda, lançado no dia 8 de outubro de 2013 pela Som Livre,[64] após seu lançamento inicial em setembro ser adiado pela morte de Champignon. O disco vazou antes de seu lançamento oficial no site de streaming Deezer.[65] Segundo comunicado da banda, o título do álbum tem a ver com o DDD da cidade de Santos, que é 013. Com as mortes de Chorão e Champignon o álbum ganhou bastante notoriedade no cenário nacional, o álbum traz os singles "Meu Novo Mundo" e "Um Dia a Gente se Encontra".

Em 2014, é lançado o videoclipe da canção "Rock Star". Estrelado pelo filho de Chorão, Alexandre Ferreira Lima Abrão, o vídeo mostra a vida de um filho de roqueiro que entra em turnê com a banda do pai, as mordomias e as farras. O clipe tem a participação dos integrantes sobreviventes da última formação (Marcão, Thiago Castanho e Bruno Graveto), além de Luciano Amaral (ex-Castelo Rá-Tim-Bum), Clara Aguilar (ex-Big Brother Brasil) e a modelo e apresentadora Fiorella Mattheis.[66]

Festival Tamo Aí na Atividade[editar | editar código-fonte]

Em 2014, o filho de Chorão, Alexandre Ferreira Lima Abrão, organizou o Festival Tamo Aí na Atividade (batizado em homenagem ao nome do sétimo disco da banda), realizado na cidade de São Bernardo do Campo, no Estância Alto da Serra, para homenagear o legado do Charlie Brown Jr.[67] O evento, que recebeu uma atração internacional, além de atividades como grafite e uma pista de skate, foi realizado em 13 de abril, 4 dias depois do que seria o 44° aniversário de Chorão, e o 22° aniversário da primeira apresentação do Charlie Brown.[68] A atração principal foi o show Charlie Brown Jr. e Convidados, que reuniu no palco, pela primeira vez após a morte de Chorão e Champignon, ex-membros do Charlie Brown Jr. (os guitarristas Marcão e Thiago Castanho, o baterista Bruno Graveto, e o baixista Heitor Gomes), além da baixista d'A Banca, Lena Papini, e diversos músicos convidados.[69] Apesar de Alexandre querer lançar o show em DVD, razões burocráticas impediram as filmagens.[70]

Line-up do festival[editar | editar código-fonte]
13 de abril de 2014 (Domingo)[71]
Artista/Banda Gênero
Garage Fuzz Punk rock
Dead Fish Hardcore melódico
Emicida Rap
Estados Unidos Suicidal Tendencies Hardcore punk
Mano Brown Rap
Charlie Brown Jr. e convidados Rock, hardcore punk, reggae, rap, e skate punk

Musical Dias de Luta, Dias de Glória[editar | editar código-fonte]

O musical Dias de Luta, Dias de Glória, de montagem do diretor Bruno Sorrentino e escrito por Well Rianc, narra a saga da banda através da ótica de Chorão. São 25 atores, 26 canções e dez coreografias, desenvolvidas pelo coreógrafo Guto Muniz.[72] A estreia está agendada para 13 de março de 2015, no Teatro Gamaro, em São Paulo.[73]

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Os integrantes remanescentes da então formação do Charlie Brown Jr. têm investido na carreira solo e em projetos paralelos na música como forma de seguir em frente suas carreiras musicais.[74]

Em novembro de 2013, Bruno Graveto passou a ser baterista oficial da banda Strike. Seu primeiro show aconteceu na casa de shows Hangar 110 em São Paulo em dezembro do mesmo ano. Além disso, ele trabalha no projeto D'Chapas.[74] Ele revelou ao site G1 que os integrantes do grupo poderiam se reunir em um novo projeto, para formar o D'Chapas, uma banda que toca rock clássico.

Em novembro de 2014, Marcão Britto e André Pinguim Ruas, se uniram a Lena Papini (ex-integrante d'A Banca) e formaram a banda Bula.[75]

Também em novembro de 2014, Thiago Castanho anuncia sua nova banda, intitulada de "O Legado", com duas músicas já lançadas, "Mais Um Dia Sem Você" e "Paraíso de Ilusão".

Em maio de 2015, em entrevista ao site UOL, Alexandre Abrão disse que algumas músicas inéditas da banda devem ser lançadas em breve. Ele afirmou, no entanto, que não há data certa para lançar as canções.[76]

No dia 21 de Agosto de 2015, em entrevista ao programa Boa da Pan, da Jovem Pan Curitiba, Alexandre Abrão, informou que a música "Fina Arte", presente no álbum La Família 013 será liberada, em breve, pela primeira vez em sua versão acústica – original. Além disso, ele contou que um documentário em livro da banda será lançado até o fim de 2015. Outra novidade revelada por ele foi que o Charlie Brown Jr. será “namingbrand” em breve, emprestando seu nome para uma marca de cerveja.[77]

Em 2016, foi lançado o segundo volume em CD do álbum Música Popular Caiçara, contendo as faixas que estavam presentes apenas no DVD e blu-ray[78]

Em abril de 2017, o livro Eu Estava Lá Também (Editora Realejo), com o subtítulo: "Um livro criado por Chorão", foi lançado.[79] Pensado em 2011, o livro foi um dos últimos projetos do Chorão, quando ele ainda estava vivo. Trata-se de um livro de fotografia com imagens de dentro do estúdio, alguns momentos introspectivos à beira-mar e turnês realizadas entre 2005 e 2012.[80]

Em 5 de novembro de 2017, uma edição comemorativa de 20 anos do álbum Transpiração Contínua Prolongada foi lançada pela gravadora Universal Music[81], em todas as plataformas digitais. O álbum voltou ao catálogo em uma edição dupla, onde o vol.2 agrega uma coletânea com sucessos emplacados pela banda em álbuns posteriores[81]. Além disso, o álbum ganhou um formato digifile e nova masterização.

Nova reunião: Turnê Tamo Aí na Atividade - Apresenta Charlie Brown Jr.[editar | editar código-fonte]

Em 21 de janeiro de 2019 foi divulgado que o Charlie Brown Jr., representado pelos músicos Marcão, Heitor Gomes e Pinguim, iria sair em uma turnê nacional com vocalistas convidados[10], com o primeiro show sendo realizado no dia 25 de janeiro (aniversário da cidade de São Paulo), no Vale do Anhangabaú. Segundo a nota divulgada, a ideia de trazer novamente a banda foi de Alexandre Aragão, juntamente com ex-integrantes da banda[82].

Esta notícia, porém, gerou uma série de críticas. Thiago Castanho, um dos ex-guitarristas da banda, disse que não tinha interesse em participar do evento (ao contrário do que foi divulgado, de que ele não participaria por estar doente). Em um vídeo no Instagram, ele disse: "O Charlie Brown Jr. não vai voltar porque Charlie Brown Jr. sem Chorão não existe, e eu não estou doente"[83]. Graziela Gonçalves, viúva do Chorão, comentou o assunto em uma rede social: "Estou recebendo umas mensagens agora perguntando de uma notícia que saiu aí, a respeito da volta do Charlie Brown Jr., se eu tenho alguma coisa a ver com isso, se eu concordo, enfim… Não tenho nada a ver com isso e, de acordo com essa notícia, tem um cara ali que vai fazer parte dessa formação que já, poxa, já processou a banda, já fez mal pra gente. Quer dizer, acho que o Ale não ia curtir nem um pouco isso. Enfim, é chato"[84]. Para Mauro Ferreira, crítico musical do portal G1 "um show de Charlie Brown Jr. sem Chorão é contrariar o discurso oficial (adotado inclusive pelos promotores da turnê) de que o vocalista era insubstituível. É fazer soar uma nota desafinada porque, no caso, o clichê é verdadeiro: Chorão é mesmo insubstituível, o que somente alimenta a aura de estranheza em torno dessa volta de Charlie Brown Jr., banda que efetivamente morreu em 2013"[85].

Homenagens da gravadora[editar | editar código-fonte]

Em 2019, a gravadora Universal Music preparou uma série de homenagens ao Chorão. A primeira foi o relançamento do EP Zoio D Lula, em comemoração aos 20 anos desta canção. A releitura da música de 1999, foi lançada nas plataformas digitais no dia 9 de abril (data que o cantor iria completar 49 anos),[86] contendo o relançamento da canção mais uma nova versão desse hit, que foi gravada por Marcelo D2, Nação Zumbi, Maneva e Hungria[87][88][89]

CD/DVD Chegou Quem Faltava (2021)[editar | editar código-fonte]

Oito anos após a morte de Chorão e Champignon, em 2021, a banda assinou novamente com a Sony Music para o lançamento de mais um material inédito, o CD e DVD Chegou Quem Faltava, gravado no dia 19 de março de 2011, no Citibank Hall, em São Paulo. O álbum foi inicialmente lançado em quatro partes, o Volume 1 chegou aos aplicativos de música no dia 18 de junho, com 10 faixas do show, seguido do Volume 2 no dia 2 de julho, com mais 10 faixas extraídas da gravação ao vivo, e no dia 13 de julho, quando é comemorado o Dia Mundial do Rock, chegou a Versão Completa, com as 29 faixas do roteiro do show, e para fechar a sequência, o álbum chegou acompanhado de um material bônus, a Versão do Chorão, com a adição das falas de Chorão em interação com o público.

A princípio, o show havia sido gravado para ser o DVD Música Popular Caiçara (2012), porém, como na época o baixista Heitor Gomes saiu da banda e os membros originais Marcão e Champignon retornaram ao grupo, o álbum foi descartado e a banda encerrou o contrato com a Sony Music. Pouco mais tarde, o grupo optou por realizar uma nova gravação do álbum, que registra a volta da formação original e traz dois shows captados em Santos e Curitiba. Embora o DVD Música Popular Caiçara tenha agradado o público, muitos fãs estavam curiosos para conferir o primeiro material, gravado em 2011. Após 10 anos, o trabalho chegou ao público e deverá fazer jus ao título.

Estilo musical e legados[editar | editar código-fonte]

Segundo a revista Super Interessante, "o Charlie Brown Jr. foi a primeira e a maior entre as bandas brasileiras do chamado “novo rock”."[90] Para ela "com seu vocalista carismático e uma banda com impressionante domínio de palco, entre 1997 e 2002, o Charlie Brown Jr. foi colecionando hits em rádios roqueiras e mantendo sua reputação extreme com faixas mais pesadas e discurso repleto de menções a esportes e à vida familiar conturbada de Chorão."[90]

Em 2014, o jornalista André Forastieri do portal R7, publicou o livro "O Dia Em Que O Rock Morreu". Nele, há uma passagem que diz[91]:

"Por vinte anos o Charlie Brown Jr. esteve nas FMs, rádios pop, rádios rock, nas TVs e festivais. Alguma coisa eles tinham. As canções eram rock ligue-os-pontos. Conectavam com muita gente. As letras de Chorão eram toscas e sinceras. Ganhavam ressonância e sentido em sua voz malaca. Quando a banda apareceu, era única. Era o som moderno da Califórnia via Santos, muito brasileiro, galinha, eshperto. Eles descobriram um mundo lá fora, recriaram esse mundo aqui dentro, e ali reinaram sem rivais. Mais triste que pensar que o Charlie Brown Jr. morre com Chorão, é reconhecer que a banda não deixa herdeiros."
O Dia Em Que O Rock Morreu, de Andre Forastieiri.

Mauro Ferreira, crítico musical carioca, afirma que "ao tocar rap, rock e reggae com a linguagem e os códigos do hardcore, a banda santista estabeleceu empatia quase imediata com a parcela (imensa) da juventude que se sentia à margem da sociedade, excluída dos círculos da elite burguesa."

Para Marcelo Moreira, do site Combate Rock, "o Charlie Brown Jr., faz falta ao cenário do pop rock nacional, ainda que, em termos de qualidade, estivesse longe das grandes bandas nacionais do gênero. Mesmo em processo de decadência, com alta rotatividade na formação e nos constantes barracos e polêmicas que envolviam a banda, Chorão conseguia manter a cabeça acima da água no pântano lamacento que se tornou o pop rock nacional". Bruno Saruê complementa afirmando que "O Charlie Brown Jr. mudou completamente o cenário decadente do rock nacional, trazendo o rock de volta ao mainstream e angariando fãs de outros segmentos musicais, em razão da sua mistura de ritmos e letras que representavam o sentimento dos jovens na época".[92]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Última formação (2011-2013)[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Discografia de Charlie Brown Jr.

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Ano Álbum Vendas e Certificações[94]
1997 Transpiração Contínua Prolongada

1999 Preço Curto... Prazo Longo

2000 Nadando com os Tubarões

2001 Abalando a Sua Fábrica
2002 Bocas Ordinárias
2004 Tamo Aí na Atividade
2005 Imunidade Musical
2007 Ritmo, Ritual e Responsa
2009 Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva
2013 La Familia 013

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Ano Álbum Vendas e Certificações[94]
2003 Acústico MTV

2012 Música Popular Caiçara
2021 Chegou Quem Faltava

EPs[editar | editar código-fonte]

Ano Álbum Vendas e Certificações
1999 Aquele Luxo!

Demos[editar | editar código-fonte]

Ano Álbum Vendas e Certificações
1995 Charlie Brown Jr.

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

Ano Álbum Vendas e Certificações[94]
2007 De 1997 a 2007
2008 Perfil: Charlie Brown Jr.
2009 1 Charlie Brown Jr. - 16 Hits
2011 Papo Reto
2014 Novo Millennium - 20 Músicas Para Uma Nova Era
2015 A Arte de Charlie Brown Jr.
2017 Best Of
2020 Em Casa
2021 Chorão: Marginal Alado


Videografia[editar | editar código-fonte]

DVDs[editar | editar código-fonte]

Ano Álbum Vendas e Certificações
2002 Ao Vivo
2003 Acústico MTV
2004 Na Estrada 2003-2004
2005 Skate Vibration
2008 Ritmo, Ritual e Responsa ao Vivo
2012 Música Popular Caiçara
2021 Chegou Quem Faltava

Canções em trilhas sonoras de programas de TV[editar | editar código-fonte]

Livros e biografias[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

MTV Video Music Brasil[editar | editar código-fonte]

Grammy Latino[editar | editar código-fonte]

Prêmio Multishow de Música Brasileira[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]A discografia do Charlie Brown Jr comentada pelo produtor Lampadinha
  2. [2]As histórias de Chorão que não estão no documentário Marginal Alado
  3. [3]CRÍTICA | “IMUNIDADE MUSICAL” – CHARLIE BROWN JR.
  4. [4]Nadando Com Os Tubarões - Com O Charlie Brown Jr
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  6. billboard.com.br/ Os 47 brasileiros mais ouvidos no exterior
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  11. monotape.com.br/ Confira a lista com as cinco bandas de Champignon ex-Charlie Brown Jr.
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  19. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome Propaganda
  20. folha.uol.com.br/ A "rebeldia" do Charlie Brown Jr. engarrafada pela Coca-Cola
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  37. Três integrantes do Charlie Brown Jr. deixam a banda
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  100. purebreak.com.br/ Hitbreak: Trilha de "Império" traz Ed Sheeran, Beatles e Charlie Brown Jr.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]