Charnia

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Charnia.png

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Petalonamae
Classe: Incertae sedis
Ordem: Incertae sedis
Família: incertae sedis
Género: Charnia Ford, 1958
Espécie: C. masoni Ford, 1958
Nome binomial
Charnia masoni
Ford, 1958
Sinónimos
  • Glassnerina Germs, 1973
  • Rangea grandis Glaessner et Wade, 1966 = Glaessnerina grandis
  • Rangea sibirica Sokolov, 1972 = Glaessnerina sibirica

Charnia é o nome de um gênero de uma forma de vida Ediacarana similar a uma Fronde. Tem cristas segmentadas e ramificadas alternadamente para a direita e esquerda em um zig-zag. O gênero Charnia foi nomeado em homenagem à Floresta Charnwood em Leicestershire, Inglaterra, onde o primeiro espécime fossilizado foi encontrado.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro exemplar fossilizado foi encontrado na Floresta de Charnwood, em Leichestershire, Inglaterra. Antes de sua descoberta, achava-se que não existiam formas de vida no período que hoje é chamado de Pré-Cambriano. O achado feito por um estudante surpreendeu os geólogos, estimulando-os instantaneamente a procurar por fósseis em rochas mais antigas. Graças a esse entusiasmo, foi descoberta uma nova gama de animais conhecida como Biota ediacarana ou Biota vendiana. Alguns cientistas acreditam que essa fauna deu origem a alguns grupos de animais existentes hoje, outros que ela desapareceu sem deixar descendentes. Pensava-se que Charnia era uma alga ou planta primitiva câmbrica, mas agora acha-se que ela era um misterioso animal Ediacarano. Por mais que ela se assemelhasse com uma Pennatulacea, Charnia era um animal fractal, por isso não poderia ter desenvolvido órgãos que os animais hoje vivos possuem.[1]

Distribuição[editar | editar código-fonte]

Fósseis foram encontrados, como já dito, na Floresta Chernwood, Inglaterra, nas Colinas Ediacara, Australia, na Sibéria e em áreas próximas ao Mar Branco, ambas na Rússia, e em alguns depósitos Pré-Cambrianos em Terra Nova, Canadá

Dados[editar | editar código-fonte]

Pouco se sabe sobre a natureza da Charnia. Foram bentônicas e sésseis, ancoradas no fundo do mar. De acordo com uma hipótese atualmente popular, provavelmente vivia em águas profundas, abaixo da base de ondas (talvez muito abaixo da base de ondas), o que significa que ela não poderia fazer fotossíntese graças a escassez de luz solar, descartando a hipótese de ser uma planta. Além disso, ela não tem aparelho de alimentação óbvio (boca, intestino, etc), o que deixa sua natureza um tanto enigmática. Alguns têm especulado que ele sobreviveu tanto pela alimentação por filtragem ou absorção de nutrientes diretamente, e este é atualmente o foco das pesquisas. Há uma hipótese que diz que ela se alimentava absorvendo carbono dissolvido na água pela sua "pele". O crescimento e desenvolvimento da biota Ediacarana é também um assunto de investigação contínua, e isto tem a hipótese desacreditada da Pennatulacea . Em contraste com Pennatuláceos , que nascem através da inserção basal, Charnia cresce pela inserção apical de novos corpos/brotos.

Referências

  1. Sir David Attenborough (BBC Two) (5 de novembro de 2010 - estreia). First Life, ep. 1 'Arrival' (em inglês) BBC.co.uk. Visitado em 14 de outubro de 2013. "No artigo da série na Wikipédia anglófona, a sinopse do episódio "Arrival" cita a espécie Charnia, tema deste artigo."