Hambúrguer

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Um sanduíche de hambúrguer com os ingredientes típicos: pão, carne, e vegetais.

O hambúrguer (do inglês hamburger), também conhecido como hamburgo e hamburguesa, é carne (quase sempre bovina, mas ocasionalmente de frango moída, temperada e moldada em formato circular.[1]

É geralmente servida como sanduíche, é este, por extensão, o seu significado mais comum. Pode ser acompanhado por condimentos e outros ingredientes também colocados dentro do pão, como cebola, alface, tomate, ketchup, queijo e bacon.

A história do hambúrguer[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História do hambúrguer

O hambúrguer, apesar de associado aos Estados Unidos, chegou a esse país pelas mãos de imigrantes alemães vindos dos arredores de Hamburgo. Hoje, o hambúrguer é um ícone da culinária americana. Em 1836, no restaurante Del Monico's, em Nova Iorque, o hambúrguer ganhou, pela primeira vez, estatuto de iguaria e passou a constar no cardápio - entre duas fatias de pão, já em formato de sanduíche.

O hambúrguer no Brasil[editar | editar código-fonte]

A introdução do hambúrguer nos costumes do brasileiro deve-se ao americano Robert Falkenburg, campeão de tênis em Wimbledon, que abriu, em 1952, na cidade do Rio de Janeiro, a primeira lanchonete em estilo americano da cidade: o Bob's. Junto com o hambúrguer, a lanchonete também foi responsável pela introdução na cidade de duas outras típicas iguarias da culinária dos Estados Unidos: o milk shake e o sundae. A lanchonete passou a fazer parte da crônica social do Rio de Janeiro e do Brasil, sendo frequentada por celebridades da época, como o compositor Villa Lobos, o músico de jazz Booker Pittman, entre muitos outros.[2]

O hambúrguer no mundo[editar | editar código-fonte]

O sanduíche que nasceu no lombo de um cavalo popularizou-se bastante, tendo caído no gosto das mais diversas culturas. Países com costumes diferentes têm adotado o hábito do hambúrguer com adaptações para os costumes locais. Na Índia, por exemplo, utiliza-se carne de carneiro no lugar da bovina. Nas regiões onde a religião muçulmana é predominante, uma rede de lanchonetes projeta suas lojas com salões separados para mulheres solteiras e famílias, cada um com caixas para pagamento e pedido para que não haja encontros não permitidos pelos costumes. E, quatro vezes por dia, as lojas cessam as atividades para dar lugar ao momento da prece obrigatória, a salá.

Há, também, variações no tipo e qualidade de carne utilizados: hambúrguer de picanha, de fraldinha, de frango, de peru, de peixe, de soja, entre outros.

O hambúrguer na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Wimpy, ou Dudu, um dos amigos do Popeye, numa tira de quadrinhos de 1931; ele tinha uma fome incessante por hambúrgueres.

Durante o período entre-guerras, o hambúrguer era muito famoso, inclusive na cultura popular. Um exemplo disso era o frequente aparecimento de hambúrgueres no quadrinho Popeye de E. C. Segar, cujo protagonista era o marinheiro Popeye, que comia espinafre para sustentar sua força sobre-humana; sua primeira aparição, contudo, foi como personagem coadjuvante em 17 de janeiro de 1929 ao lado de outros personagens, incluindo J. Wellington Wimpy (muitas vezes abreviado para apenas "Wimpy" e conhecido no Brasil como Dudu), um guloso educado que era apaixonado por hambúrgueres.

Sua frase marcante, "Pagarei com prazer amanhã por um hambúrguer hoje!" (em inglês: I'll gladly pay you tomorrow for a hamburger today) tornou-se famosa. Durante o auge de sua popularidade nos anos 1930, Dudu passou uma imagem de que os hambúrgueres eram saudáveis para a juventude da época, e sua fama resultou na criação de uma cadeia de restaurantes fast food chamada Wimpy a sua homenagem, que vendia hambúrgueres por dez centavos.[3]

Logo, muitos outros personagens de ficção ficaram associados ao hambúrguer, como o Ronald McDonald, um palhaço desenhado por Willard Scott que surgiu pela primeira vez na televisão americana em 1963,[4] e tornou-se famoso. Na década de 1960, o hambúrguer era citado em quadrinhos underground como o Zap Comix#2 do desenhista Robert Crumb, onde havia um personagem chamado "Hamburger Hi-Jinx". No final dessa década, a arte pop utilizou o hambúrguer como elemento artístico, em trabalhos de Andy Warhol (Dual Hamburger), Claes Oldenburg (Floor Burger), Mel Ramos (Vinaburger, 1965), e mais recentemente, David LaChapelle (Death by Hamburger, 2002).

A nave estelar conhecida como Millennium Falcon, projetada por George Lucas para o Star Wars, foi baseada num formato de hambúrguer.[5] Outras mídias também fazem ou fizeram frequentes aparições ou citações de hambúrgueres, como o jogo BurgerTime de 1982.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 881.
  2. Veja, ed. 318. "Especial - Histórias cariocas". Acessado em 21 de novembro, 2010.
  3. Smith, Andrew F. (2006). Encyclopedia of junk food and fast food (1ª ed.). Greenwood Press. ISBN 0313335273.
  4. (em inglês) "Big Burger Business: McDonald's and Burger King". Heavyweights. Food Network. Acessado em 21 de novembro, 2010.
  5. (em inglês) "Star Wars: Databank: Millennium Falcon (Behind the Scenes)". starwars.com. Acesso: 21 de novembro, 2010.
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