Chester City Football Club

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Chester City
Chester City FC.png
Nome Chester City Football Club
Alcunhas The Seals
Fundação 1885 (como Chester F.C.)
Extinção 2010
Estádio Deva Stadium
Capacidade 5.328 (3.929 sentados)
Localização  Inglaterra
Presidente Inglaterra
Treinador Inglaterra
Material (d)esportivo Inglaterra Vandanel
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Chester City Football Club foi um clube de futebol da Inglaterra, localizado na cidade de Chester.

História[editar | editar código-fonte]

O início[editar | editar código-fonte]

Vista de uma partida do Chester City.

Fundado no ano de 1885 como Chester F.C. (não confundir com o clube homônimo fundado em 2010 para suceder os The Seals) após a fusão de dois clubes: o Chester Rovers e o Old King's Scholars FC. No início, disputava apenas partidas amistosas e torneios locais. A partir de 1890, o time participou de sua primeira competição oficial: a The Combination League, que envolvia equipes do norte e noroeste britânico e do País de Gales. Chegou até a participar da Copa de Gales na metade inicial do século passado, tendo inclusive conquistado 3 títulos da competição (1908, 1933 e 1947). Seus primeiros títulos foram na temporada 1908/09, com as citadas Copa de Gales e The Combination League.

Frequentador assíduo das divisões inferiores do futebol inglês, o Chester enfrentou várias dificuldades pelo baixo número de torcedores (a cidade de Chester possui atualmente mais de 77 mil habitantes) e também por sempre utilizar estádios acanhados, com capacidade para menos de 8 mil pessoas. Os problemas eram visíveis na década de 1930, quando o clube disputava a 3ª Divisão Norte, equivalente ao inexpressivo 14º nível na pirâmide do sistema de futebol inglês. Porém, conseguiu uma façanha na FA Cup em 1933, vencendo o tradicional Fulham por 5 a 0.

A presença na Division Four e a histórica campanha na Copa da Liga Inglesa de 1974/75[editar | editar código-fonte]

Em meados da década de 1950, o panorama melhorou para o time de Cheshire, que disputaria a 4ª divisão. Na temporada 1974/75, quando jogava a Division Four, o Chester alcançou outro feito: após passar por Walsall, Blackpool e Preston - o primeiro campeão inglês da história -, chegou às oitavas-de-final da Copa da Liga Inglesa (Carling Cup) para enfrentar outra tradicional agremiação, o Leeds United. Com gols de John James (2) e Trevor Storton, os Blues venceram por 3 a 0 e seguiram para as quartas-de-final para enfrentarem o Newcastle. Já sendo considerado um feito histórico para um modesto clube de 4ª divisão, não tomou conhecimento do favoritismo dos Magpies e também o eliminou com um gol de James. Na semi-final contra o Aston Villa, o Chester perderia no placar agregado de 5 a 4.

Em 1978, o atacante galês Ian Rush surgiu nas categorias de base do Chester, e apesar de não ter conquistado nenhum título relevante pela equipe (marcou 18 gols em 34 partidas disputadas), chamou a atenção do Liverpool, que pagou 300.000 libras para contar com Rush.

A renomeação para Chester City[editar | editar código-fonte]

Em 1983, a direção do Chester decidiu adicionar o sufixo "City" ao nome do clube, que passaria a se chamar Chester City Football Club. Nesta época, outro jogador que faria sucesso no futebol da velha Albion estrearia profissionalmente pelos Blues: o lateral-direito Lee Dixon, que atuou por 14 temporadas pelo Arsenal e também na seleção inglesa. O ápice na Football League foi ter jogado a 3ª divisão em 1986-87.

A inauguração do novo estádio e o início da crise[editar | editar código-fonte]

Deva Stadium, o estádio do Chester City.

A partir dos anos 90, os problemas de ordem financeira começariam a prejudicar o Chester City. Em 1992, inaugurou seu atual estádio, o diminuto Deva Stadium, com lotação máxima para 5.328 espectadores. Dois anos depois, uma crise interna generalizada causou a saída de seus principais jogadores e também do treinador Graham Barrow. Esses problemas fizeram com que o Chester City fosse relegado à Division Three (à época, 4ª divisão nacional).

Sob a administração de Mark Guterman, a equipe começou a sofrer colapsos financeiros a partir de 1998, entrando em estado de administração. Em 2000, os Azuis afundaram de vez ao caírem para a Football Conference (o campeonato semi-profissional da Inglaterra que corresponde à 5ª divisão). Depois de várias tentativas de escapar do rebaixamento e com raras participações nos play-offs de acesso, o clube voltou à 4ª divisão sob o comando de Mark Wright, ex-zagueiro do Liverpool, na temporada 2004/05. Entretanto, o caos administrativo ainda imperava sobre o Deva Stadium e na semana de reestreia, Wright deixaria o cargo. Keith Curle assumiu, mas não teve sucesso. Para evitar a queda à Conference, Wright foi recontratado e salvou o clube do rebaixamento.

O desastre impregnou-se de vez no Chester a partir de então. Além das constantes trocas de dono e do aumento das dívidas, ainda conseguiu a "proeza" de ser desclassificado da FA Cup pela escalação irregular do meia Stephen Turnbull diante do Bury na temporada 2006/07. A situação piorou até ser rebaixado outra vez para a Conferência Nacional. Em 2009, agora sob a administração de Stephen Vaughan, entrou novamente em estado administrativo e perdeu 10 pontos. Com dívidas de 7 milhões de libras, o Chester City pediu concordata e desta vez teve 25 pontos retirados na classificação, resultado de várias regras infringidas, como dívidas e salários atrasados.

A pá de cal veio ainda em feveriro de 2010: sem dinheiro e jogadores aptos a serem escalados, o clube não pagava atletas e funcionários, estava em crise com a torcida e com -25 na classificação geral, foi expulso pela Football Conference (entidade que rege as ligas semi-amadoras do futebol inglês). Seus resultados foram anulados e a Conference passaria a ter uma equipe a menos na disputa.

Para "ressuscitar" o Chester City, a família Vaughan tentou vendê-lo por uma libra, mas um consórcio dinamarquês não conseguiu comprar a equipe. Foi o golpe decisivo contra os Blues, que encerraram as atividades em março.

Ídolos[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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