Chiclete com Banana

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Chiclete com Banana
Informação geral
Origem Salvador, Bahia
País Brasil
Gênero(s) Axé
Período em atividade 1980 - atualmente
Gravadora(s) Bacarolla
Warner Music
BMG
Sony & BMG Music Entertainment
Sony Music Entertainment
Integrantes Khill
Waltinho Cruz
Wado Marques
Denny
Shanon
Ex-integrantes Bell Marques
Walmar Paim
Cacik Jonne
Missinho
Rubinho
Rey
Rafa Chaves
Wilson Marques
Emerson "Lelo" Lobão
Página oficial chicletecombanana.com.br

Chiclete com Banana é uma banda de axé music brasileira. O grupo atingiu sucesso nacional em 1986 com o lançamento do disco "Gritos de Guerra", que vendeu cerca de um milhão de cópias. Desde então o grupo é um dos principais nomes do axé e micaretas. O grupo conta com grande legião de fãs, conhecidos como chicleteiros. A banda possui seu próprio trio elétrico, batizado de Tiranossauro Rex.

História[editar | editar código-fonte]

Início como banda de baile[editar | editar código-fonte]

A banda originou-se de um conjunto de baile chamado Scorpius que se apresentava em festas de formatura. O grupo tocava em inglês músicas de astros estrangeiros como Rod Stewart, Paul McCartney, e Elton John. Desse grupo já faziam parte Bell (à época tecladista), Rey (à época guitarrista), Missinho, Rubinho Gramacho, Valtinho, Wadinho (à época guitarrista). Denny e Cacik Jonne se juntaram mais tarde aos demais integrantes.[carece de fontes?]

Em 1980 Bell sugere ao grupo tocarem em trio elétrico. Naquele ano foram contratados pelo bloco Traz os Montes para tocarem na pascoa. No ano seguinte, o engenheiro de som Wilson Silva (irmão de Bell e Wadinho) sugeriu e pôs em prática uma ideia revolucionária de fechar toda a lateral do Trio com caixas de som e usar equipamentos de potência transistorizada, passando todos os músicos a tocarem na parte superior do trio, causando assim, na época, grande diferença dentre os demais, já que nesses a percussão localizava-se nas laterais inferiores e somente os músicos de corda permaneciam na parte superior. Esta foi a maior revolução do trio elétrico na década de 80.

Transição pro axé e sucesso nacional[editar | editar código-fonte]

Em 1982 o Chiclete com Banana iniciou experiências com todo estilo de música, do rock ao forró. Nesse ano a banda foi convidada para gravar um disco. Surgiu então a vontade de mudar o nome da banda que estava ultrapassado. Nildão, cartunista e artista gráfico foi o responsável pelo nome, que na época, criou muita polêmica. O nome "Chiclete com Banana" deu-se pela grande mistura de ritmos que a banda fazia. Com o nome da banda definido, o 1º LP foi gravado em 1982 com o nome "Traz os Montes".

Em 1983 gravam o álbum "Estação das Cores". Em 1984 gravam novo album, "Energia". Neste biênio tocaram no "Traz a Massa", que era um bloco mais popular que o "Traz os Montes". Isso permitiu que suas músicas atingissem tanto um público mais popular quanto o das classes mais altas. O Chiclete com Banana sempre contou com o apoio de um público fiel, constituído da mais variadas faixas etárias e que lotam clubes, ginásios, campos de futebol, casas de espetáculos e diversos outros locais em que o grupo se apresenta.

No ano de 1986 com o lançamento do disco "Gritos de Guerra", a banda vendeu quase um milhão de cópias, marcando assim o início do enorme fenômeno chamado Chiclete com Banana. A banda possui também o trio elétrico mais moderno e caro do país. O disco seguinte a "Gritos de Guerra" teve 450 mil cópias vendidas, que é a média de discos da banda vendidos por ano, ou seja, 4 Discos de ouro e 1 de Platina.

Em 1985 receberam o convite do bloco "Os Internacionais", onde tocaram por 5 anos (1985, 1986, 1987, 1988 e 1989). Como o Chiclete já tinha o seu próprio trio, resolveu desvincular-se de blocos de Carnaval e tocar para o povão na rua, com ou sem patrocínio, pois já tinham uma estrutura montada e até sua própria produtora, a Mazana. Neste meio tempo apareceu a proposta tentadora do bloco Camaleão. Era a oportunidade de tocar para um público diferente. Firmaram então contrato com o Camaleão (estreando no carnaval de 1990), sendo hoje o bloco mais caro para desfilar no Carnaval de Salvador, onde permaneceram até 2014.

Até abril de 1986 o Chiclete Com Banana era composto por 8 integrantes. Tinham 2 guitarristas (Missinho e Jonny); 3 percussionistas (Waltinho, Denny e Rubinho Gramacho). Saiu então Missinho e Rubinho e só ficaram 6 (seis). Não houve substituição. A saída de Missinho, à epoca considerado um bom compositor e músico, gerou desconfiança nos fãs. Com o lançamento do disco Gritos De Guerra a Banda vendeu entre 750 e 800 mil cópias recebendo 3 discos de platina e marcando assim o início de um fenômeno chamado Chiclete com Banana".

No dia 1 de novembro de 2008, a banda gravou o segundo DVD em sua história na cidade de Salvador. O evento aconteceu no Parque de Exposições da capital baiana. A festa reuniu aproximadamente 50 mil pessoas[1].

Saída de Bell Marques e novas formações[editar | editar código-fonte]

No dia 10 de setembro de 2013, o vocalista Bell Marques[2] anuncia sua saída da banda através de um vídeo[3] postado em sua conta no youtube e causa alvoroço entre seus fãs. Desgastes internos e divergências de opinião teriam sido o motivo de seu desligamento[4]. No carnaval de 2014 em Salvador , Bell , fez seu ultimo show de despedida, do campo grande até a castro alves , no bloco Camaleão , assim chegando na castro alves , Bell deu o seu ultimo acorde na guitarra a frente da banda , deixando milhares de fãs emocionados, em seguida foi diretamente para a Barra iniciar o seu novo bloco o "vumbora?!" , Bell começou cantando "Ave Maria", e depois seus sucessos.

No dia 15 de outubro de 2013, é anunciado o novo vocalista, ex-integrante da banda Via Circular, Rafa Chaves. Após a saída oficial do ex-vocalista Bell Marques, Rafa Chaves assume o vocal da Banda Chiclete com Banana, trazendo um nova canção: "Vida que segue", que faz referencia a sua chegada e o novo perfil da banda.

No dia 04 de abril de 2014, a banda faz o seu primeiro show com o novo vocalista no Carnabeirão, carnaval fora de época de Ribeirão Preto(SP). O cantor Rafa Chaves iniciou seu canto pedindo licença para fazer parte da festa. “Ô de casa, salve, salve. Dá licença pra chegar. Sou filho da fantasia que o Chiclete me ensinou sonhar”, parte da letra da canção: "Vida que Segue".

No dia 06 de abril de 2014 o chiclete faz o seu segundo show e o primeiro show em palco, com o novo vocalista, realizado no aniversário da cidade de Limoeiro-PE, onde foi bem recebido com a sua nova formação, realizaram um show para cima. Fizeram uma homenagem ao cantor Reginaldo Rossi falecido no final de 2013. O show foi bem diversificado, carimbando o legado e confirmando ainda mais que, a Banda Chiclete com Banana será sempre querida pelos fãs. Com a nova formação, além de shows pelo país, gravaram uma música com o grupo alemão Die Höhner (especialmente para a Copa do Mundo realizada no Brasil), participaram do Fortal (carnaval fora de época de Fortaleza-CE) e diversos programas de televisão. Lançaram também mais 3 músicas novas: "De Braços Abertos", "Pega no Ar" e "Foi no Nana". No carnaval 2015 o Chiclete com Banana desfilará em Salvador nos blocos Nana Banana (sexta e sábado) e Papa (segunda). Fará ainda show em dois camarotes e animará também o carnaval de Porto Seguro-BA.

Em janeiro de 2018, a banda demitiu Rafa Chaves e o substituiu por Khill, vocalista da banda Patchanka.[5] Na ocasião, Rafa Chaves reclamou que teria sido surpreendido com a demissão às vésperas do carnaval daquele ano, pois não sabia que seria substituído.[6][7] Rafa Chaves também cobrou explicações quanto a sua demissão,[8] justificativa dada menos de um mês depois pela própria banda em entrevista coletiva, onde o tecladista Wado Marques afirmou que, apesar de todas as suas qualidades, Rafa Chaves tinha um perfil que não combinava com a banda.[9] Em outubro, Rafa Chaves afirmou não ter mágoas do acontecimento e que, a essa altura, conseguia compreender a decisão.[10]

Formação[editar | editar código-fonte]

Abaixo formação em Janeiro de 2018:[11]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

  • Emerson "Lelo" Lobão:[12] baixo
  • Rafa Chaves: voz e guitarra;
  • Bell Marques: voz e guitarra (anteriormente baixo e violão)
  • Walmar Paim: bateria
  • Rubinho Gramacho: percussão e efeitos
  • Missinho: guitarra e voz
  • João Fernandes (Cacique Jonne): guitarra
  • Reynaldo Gramacho (Rey): bateria
  • Edmilson (Buda): Mesa de Som

Discografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Chiclete leva público ao delírio em gravação de DVD». Consultado em 23 de janeiro de 2009 
  2. «A verdade sobre a saída de Bell do Chiclete». Revista bahia. 17 de dezembro de 2013. Consultado em 22 de outubro de 2015 
  3. http://revistabahia.com.br/2013/09/17/a-verdade-sobre-a-saida-de-bell-do-chiclete-por-marconi-de-souza-reis
  4. «Bell Marques anuncia que vai deixar o Chiclete com Banana em 2014». G1 música. 10 de setembro de 2013. Consultado em 22 de outubro de 2015 
  5. «Vocalista do Chiclete com Banana, Rafa Chaves, é demitido». JoaoAlberto.com. 18 de janeiro de 2013. Consultado em 23 de dezembro de 2018 
  6. «'Pego de surpresa na boca do Carnaval', desabafa Rafa Chaves após saída do Chiclete». Bahia Notícias. 16 de janeiro de 2018. Consultado em 23 de dezembro de 2018 
  7. «Famosos: Vocalista do Chicleta com Banana não sabia que seria demitido antes do Carnaval». Blog do Ricardo Nolasco. 17 de janeiro de 2018. Consultado em 23 de dezembro de 2018 
  8. «Surpreso, Rafa Chaves diz esperar ʹresposta da diretoriaʹ sobre saída do Chiclete». Metro1. 16 de janeiro de 2018. Consultado em 23 de dezembro de 2018 
  9. «título=Chiclete explica substituição de Rafa Chaves: 'Tem um perfil que não estava combinando'». Bahia Notícias. 3 de fevereiro de 2018. Consultado em 23 de dezembro de 2018 
  10. «"Me incomodou, mas hoje consigo compreender": Rafa Chaves relembra saída do Chiclete». Vale Notícias. 18 de outubro de 2018. Consultado em 23 de dezembro de 2018 
  11. «Banda Chiclete com Banana anuncia novo vocalista e diz que vai desfilar sem cordas no carnaval de Salvador 2018». G1. 16 de janeiro de 2018. Consultado em 23 de janeiro de 2018 
  12. «Lelo Lobão deixa o Chiclete com Banana e toca seu projeto Baianeiros em Minas». Correio da Bahia. 17 de janeiro de 2018. Consultado em 23 de janeiro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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