Chico Landi

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Chico Landi
Informações pessoais
Nome completo Francisco Sacco Landi
Apelido(s) Chico
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Nascimento 14 de julho de 1907
São Paulo,  São Paulo
Morte 7 de junho de 1989 (81 anos)
São Paulo,  São Paulo
Registros na Fórmula 1
Temporadas 1951-1953, 1956
Equipes Escuderia Bandeirantes, Scuderia Milano, Maserati
GPs disputados 6
Títulos 0
Vitórias 0
Pódios 0
Pontos 1,5
Pole positions 0
Voltas mais rápidas 0
Primeiro GP Grande Prêmio da Itália de 1951
Último GP Grande Prêmio da Argentina de 1956

Francisco Sacco Landi, mais conhecido como Chico Landi, (São Paulo, 14 de julho de 1907 — São Paulo, 7 de junho de 1989) foi um piloto de automobilismo brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Landi era filho de Paschoal Landi, italiano e mãe Antonieta Sacco Landi ítalo-brasileira.[1] Começou a sua carreira de piloto no famoso Circuito da Gávea, no Rio de Janeiro, no ano de 1934.

Nas décadas de 1930 e 1940, venceu algumas provas pilotando carros movidos a etanol de fabricação nacional, enquanto seus rivais usavam metanol importado da Europa.[2]

Durante a escassez de combustíveis resultante da II Guerra Mundial, sua empresa, a Francisco Landi & Cia. Ltda.,[1] fabricou o equipamento gasogênio [3] que, através de incentivos governamentais, foi amplamente usado em carros particulares e de transporte público.[4] Este equipamento, era instalado nos veículos para produzir o combustível popularmente conhecido como "gás pobre", usado como substituto da gasolina. O grave racionamento de combustíveis durante a guerra, provocou a suspensão das corridas de automóveis no país. Para que estas tivessem continuidade, o gás pobre passou a ser usado como combustível também no automobilismo.[1] Foi campeão nacional em 1943, 1944 e 1945,[5] pilotando carros equipados com gasogênios abastecidos com carvão vegetal [6] sendo, por isso, apelidado de "Rei do Gasogênio".[3]

Entre os anos de 1947 até 1957, Chico foi um dos mais famosos pilotos do velho continente, tendo participado de todas as grandes corridas da época, ao lado dos maiores nomes do automobilismo à época, entre eles podemos citar, Fangio, Farina, Ascari, Varzi e Villoresi.

Landi é um dos precursores do automobilismo brasileiro e destacou-se ao vencer o segundo Grande Prêmio de Bari em 1948, a mais importante prova automobilística daquela época, feito repetido em 1952, quando a Fórmula 1 dava ainda seus primeiros passos. O fato foi tão inesperado que os organizadores do Grande Prêmio não possuindo o Hino Nacional Brasileiro para tocar na festa de comemoração, tocaram "O Guarani" de Carlos Gomes.

Na Fórmula 1, o primeiro brasileiro da F-1[7] , disputou apenas seis etapas (GPs) entre 1951 e 1953 e mais uma corrida em 1956, em um total de 1,5 ponto, não ganhou nenhuma etapa. Seu melhor resultado foi um quarto lugar no GP da Argentina em 1956. Correu pelas equipes Escuderia Bandeirantes, Scuderia Milano e Maserati.

Números[editar | editar código-fonte]

  • Grande Prêmio de Bari: vencedor em 1948 e 1952
  • Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro: vencedor em 1941, 1947 e 1948
  • Fórmula 1:
GPs disputados: seis
Melhor colocação: quarto lugar em 1956

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Bandeira Quadriculada - Chico Landi (Francisco Sacco Landi). Acessado em 29/11/2015.
  2. Senado.gov - História e Economia dos Biocombustíveis no Brasil. Fernando Lagares Távora. Págs. 15-16. Acessado em 29/11/2015.
  3. a b Bestcars - Gasogênio, o motor movido a carvão. Acessado em 29/11/2015.
  4. Senado Federal do Brasil. DECRETO-LEI N. 1.125 ? DE 28 DE FEVEREIRO DE 1939. Crêa a Comissão Nacional do Gasogênio e Cursos de Gasogênio, no Ministério da Agricultura. Acessado em 29/11/2015.
  5. World News - Novidade Carro Movido a Lenha Canal 17 Conexão Ativa. Acessado em 29/11/2015.
  6. Autos and Progress: The Brazilian Search for Modernity. Joel Wolfe, Oxford University Press, 2010, pág. 108. (em inglês). ISBN 9780195174564 Adicionado em 29/11/2015.
  7. "Brasil é o país com mais títulos na Fórmula 1", Homero Benevides, Funo, 22 de março de 2001

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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