Chico Science

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Chico Science
Informação geral
Nome completo Francisco de Assis França
Nascimento 13 de março de 1966
Origem Olinda, PE
País Brasil
Morte 2 de fevereiro de 1997 (30 anos)
Local de morte Recife, PE
Gênero(s) Manguebeat, rap rock, funk rock, funk metal, metal alternativo
Instrumento(s) Voz, Percussão e Contrabaixo
Período em atividade 1987 - 1997
Gravadora(s) Sony
Afiliação(ões) Orla Orbe,[1] Loustal,[1] Bom Tom Rádio,[2] Nação Zumbi,[3] Mundo Livre S/A,[1] Gilberto Gil,[4] Os Paralamas do Sucesso,[5] Arnaldo Antunes,[6] Marcelo D2,[7] Fernanda Abreu,[8] Ortinho[9]
Página oficial www.recife.pe.gov.br/chicoscience/

Francisco de Assis França (Olinda, 13 de março de 1966Recife, 2 de fevereiro de 1997),[10] mais conhecido pela alcunha de Chico Science, foi um cantor e compositor brasileiro, um dos principais colaboradores do movimento manguebeat em meados da década de 1990. Líder da banda Chico Science & Nação Zumbi, deixou dois discos gravados: Da Lama ao Caos e Afrociberdelia. Sua carreira foi encerrada precocemente por um acidente de carro numa das vias que ligam Olinda ao Recife. Seus dois álbuns foram incluídos na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da revista Rolling Stone, elaborada a partir de uma votação com 60 jornalistas, produtores e estudiosos de música brasileira: Da Lama ao Caos ficou na 13ª posição e Afrociberdelia na 18ª.[11] Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, na qual Chico Science ocupou o 16ª lugar.[12]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Chico Science participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco no início dos anos 1980. No final da década integrou algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no ska, no funk e no hip hop, Suas principais influências musicais eram James Brown, Grandmaster Flash e Kurtis Blow entre outros artistas de destaque da soul music norte-americana. A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi. A partir daí o grupo começou a se apresentar no Recife e em Olinda e iniciou o "movimento" mangue beat, com direito a manifesto ("Caranguejos com Cérebro", de Fred 04, do Mundo Livre S/A).

Em 1993 uma rápida turnê por São Paulo e Belo Horizonte chamou a atenção da mídia.[13] O primeiro disco, Da Lama ao Caos, teve boa receptividade da crítica e projetou a banda nacionalmente. O segundo, Afrociberdelia, mais pop e eletrônico, confirmou a tendência inovadora de Chico Science e Nação Zumbi, que excursionaram pela Europa, onde encontraram Os Paralamas do Sucesso, e pelos Estados Unidos, onde fizeram sucesso de público e crítica e tocaram juntamente com Gilberto Gil. Gil considerava Chico Science (juntamente com o grupo baiano Olodum) como "o que surgiu de mais importante na música brasileira nos últimos vinte anos".[14] A Nação Zumbi lançou um CD duplo em 1998, depois da morte do líder Chico Science, com músicas novas e versões ao vivo remixadas por DJs.

A sua versão da canção "Maracatu Atômico" foi o clipe que encerrou as atividades da MTV Brasil, do grupo Abril, em 30 de setembro de 2013. A Ex-VJ Cuca Lazzarotto, que assim como no primeiro clipe da emissora em 1990, foi quem apresentou o videoclipe.

Influências[editar | editar código-fonte]

Podem ser citadas como bandas relacionadas a Chico Science, as conterrâneas Mundo Livre S/A, Bonsucesso Samba Clube, as mais recentes Cordel do Fogo Encantado, Mombojó e Otto. Outras bandas influenciadas por Chico: Sepultura (mais especificamente o álbum Roots), Soulfly (que gravou "Sangue de Bairro" no seu disco 3 e contou com Lúcio Maia, Du Peixe e Gilmar no seu primeiro disco Soulfly[15]) Cássia Eller (intérprete de músicas como "Corpo de Lama" e "Quando a Maré Encher"), Fernanda Abreu (álbum Raio X) e Arnaldo Antunes (álbum O Silêncio), além da antiga parceira e ainda em atividade, a Nação Zumbi. O Charlie Brown Jr. gravou "Samba Makossa" em seu disco acústico e seu vocalista Chorão se declarava fã de Chico.[16]


A banda filipina de nu metal Chicosci, originalmente chamava Chico Science, inspirada pelo artista brasileiro.[17] O músico de drum and bass inglês Goldie, conhecido nos anos 90 como "o rei do jungle", compôs uma música em homenagem ao cantor brasileiro chamada "Chico - Death of a rockstar".[18]

Morte[editar | editar código-fonte]

Chico Science morreu no final da tarde de um domingo do dia 2 de fevereiro de 1997,[19] em um acidente de automóvel quando dirigia o carro de sua irmã de Recife a Olinda. Às 18h30, ele estava sozinho ao volante na estrada quando seu carro se chocou com um poste depois que um outro veículo teria fechado a passagem de seu Uno.

Science ainda foi socorrido por um policial que estava passando num ônibus e o levou ao Hospital da Restauração, mas o jovem cantor e compositor não resistiu e chegou ao hospital morto. O enterro aconteceu na segunda-feira do dia 3 de fevereiro de 1997, no Cemitério de Santo Amaro, localizado no Recife. A família de Chico Science recebeu indenização de cerca de 10 milhões de reais da montadora Fiat, responsabilizada pela morte do cantor e compositor no acidente, devido a falhas no cinto de segurança do carro que dirigia e que poderia ter lhe poupado a vida.[20] Ano após ano, seu túmulo é visitado por fãs e admiradores da sua obra e de seu legado.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Discografia em Homenagem a Chico Science[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

Participações/Parcerias[editar | editar código-fonte]

Participações em Trilhas Sonoras[editar | editar código-fonte]

Videoclipes[editar | editar código-fonte]

  • A Cidade
  • "Maracatu Atômico"
  • "Manguetown"
  • "Sangue de Bairro"

(Nota: Por volta de 1993 foram feitos dois clipes amadores, "A Cidade" e "Maracatu de Tiro Certeiro", com as versões demo das respectivas canções.)

Referências

  1. a b c «Carreira». Jornal do Commercio (Recife). Consultado em 30 de novembro de 2015. Arquivado do original em 24 de julho de 2014  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "www2.uol.com.br" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "www2.uol.com.br" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  2. «Glossário: Mangue de "A" a "Z"». Consultado em 30 de novembro de 2015 
  3. «Chico Science». Consultado em 30 de novembro de 2015 
  4. Igor Ribeiro (Outubro de 2006). «Como Chico Science produziu o clássico "Afrociberdelia"». Editora Abrila. Consultado em 30 de novembro de 2015 
  5. LUIZ ANTÔNIO RYFF (17 de Julho de 1996). «Paralamas e Science dividem palco francês». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de novembro de 2015 
  6. Marcos Augusto Gonçalves (10 de dezembro de 1996). «Entrevista». Folha de S.Paulo 
  7. Yuri de Castro (13 de junho de 2013). «Marcelo D2: na lata, mas com dó». Consultado em 30 de novembro de 2015 
  8. Tony Aiex (3 de fevereiro de 2012). «Lembrando Chico Science - TMDQA!» 
  9. «Ortinho». Consultado em 30 de novembro de 2015 
  10. «Memorial Chico Science». Governo de Pernambuco. S/data. Consultado em 20 de março de 2014. Domingo, 2 de fevereiro: por volta das 19h, o Fiat que Chico dirigia se choca contra um poste no Complexo de Salgadinho, a caminho de Olinda. 
  11. «Rolling Stone Brasil elege os 100 melhores discos de música brasileira». Grandeabobora.com. 21 de Julho de 2010. Arquivado do original em 8 de outubro de 2009 
  12. «Chico Science». Os 100 Maiores Artistas da Música Brasileira. Rolling Stone. Consultado em 31 de maio de 2017. Arquivado do original em 13 de maio de 2017 
  13. *Chico Science em São Paulo e Belo Horizonte: [1]; [2] Arquivado em 13 de abril de 2008, no Wayback Machine.
  14. «The Interview». Universo Online 
  15. «Folha de S.Paulo - Música: Max exorciza o passado em "Soulfly" - 10/04/98». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 15 de fevereiro de 2019 
  16. «Chorão era fã de Chico Science e gravou com Otto». jconline.ne10.uol.com.br. Consultado em 15 de fevereiro de 2019 
  17. «Chicosci». Tower of Doom (em inglês). 30 de novembro de 2015. Consultado em 15 de fevereiro de 2019 
  18. «Folha de S.Paulo - Música: Goldie faz homenagem a Chico Science (com foto) - 10/09/97». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 15 de fevereiro de 2019 
  19. «Chico Science morre em acidente de carro». Agência Folha. 2 de fevereiro de 1997. Consultado em 1 de junho de 2017 
  20. Gois, Ancelmo (7 de março de 2012). «Fiat paga indenização à família de Chico Science». Globo.com. Consultado em 31 de maio de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]