China como superpotência emergente

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República Popular da China
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  República Popular da China

A República Popular da China (RPC) é geralmente considerada uma superpotência emergente devido à sua grande e estável população, (0,48% de crescimento[1] e 1.3441 bilhões de habitantes[2]) e está crescendo rapidamente seus gastos e capacidades nos setores econômicos e militares. Entretanto, tem diversos problemas econômicos, políticos, e demográficos que necessitam ser superados para ser considerada uma superpotência. Também não tem influência mundial quando comparada aos Estados Unidos ou à antiga União Soviética.

Fatores a favor[editar | editar código-fonte]

Econômicos[editar | editar código-fonte]

A China tem a maior economia do mundo por PIB em Paridade de Poder de compra, estimado em 23,1 trilhões de dólares em 2017.[3] Além da segunda maior em PIB nominal, estimada em cerca de 12 trilhões de dólares em 2017.[4]

A China tem crescido bastante desde 1979 (entre 1979 e 2002 o PIB cresceu em média 9,3 por cento). Quando foi o massacre da Praça Tienamen o crescimento do PIB foi de apenas 3,8 %, mas a partir daí o crescimento foi sempre de 7,6 % para cima (até 14,2). O crescimento aconteceu principalmente devido ao gigantesco aumento das exportações (de 8,8 em 1978 para 438 mil milhões de dólares em 2003).[5][6]

A presença de um dos subsolos mais ricos do mundo em matéria prima também tornaram o país independente de vários recursos minerais, apesar de isso estar prestes a desaparecer. Seu enorme mercado consumidor interno também favoreceu o crescimento dos investimentos externos. A riqueza pessoal cresceu imenso situando-se em 2005 em mais de 10 mil Yuans.[7] Atualmente a riqueza pessoal em dólares PPP é de 8390$.[8]

Com tanto aumento da riqueza pessoal fez com que os chineses consumissem mais artigos de luxo, sendo alguns importados. Mais de 400 centros comerciais gigantescos abriram. Estas tendências fizeram que o Credit Suisse First Boston previsse que em 2015 os consumidores chineses passassem a ser os motores primários do crescimento econômico global.[9]

O turismo também está entre as atividades econômicas que mais cresceram e o país já tem 20 milhões de turistas todos os anos e pensa-se que em 2020 será o mais visitado de todos.[7]

Educativos[editar | editar código-fonte]

Em 2005 a China produziu 2,95 milhões de licenciados.[9]

Militares[editar | editar código-fonte]

O orçamento militar chinês cresceu 11,3% em 2011, para os 106 mil milhões de dólares, apesar de este ainda ser muito pouco em relação ao orçamento militar americano.[10]

Fatores contra[editar | editar código-fonte]

Econômicos e sociais[editar | editar código-fonte]

Com o sistema de mercado livre a corrupção instalou-se, o fosso entre os ricos e os pobres aumentou.[7]

Em todo o país o desemprego subiu em fecha quando se quis acabar com os prejuízos das empresas estatais. No início do nosso século uma grande expansão do setor imobiliário levou a um rápido aumento dos preços.[11]

Apesar da grande população motivar o consumo, a renda interna ainda não é muito alta, mesmo abaixo da média mundial, a média mundial é 11 569$ e a chinesa é 8390 $.[12]

A China também tem uma taxa de crédito mal-parado (na estimativa mais moderada), de 25%, o que é elevado, inclusive podendo chegar a 40% do PIB de 2009, segundo as estimativas de George Friedman ( fundador da STRATFOR)[13]

Ambientais[editar | editar código-fonte]

Com o grande crescimento econômico e das populações urbanas (Xangai nona maior cidade do mundo) surgiram graves problemas ambientais[7] (5,77 toneladas per capita de CO2 enviados pela China em 2009, valor que mais que duplicou desde 2000).[14]

Políticos[editar | editar código-fonte]

A falta de liberdade política também é um fator em ter em conta.[15]

Militares[editar | editar código-fonte]

Faltam ainda duas décadas para a paridade militar entre os EUA e a China. Duma perspetiva americana, os gastos militares chineses são ainda muito poucos. Há uns tempos, a Economist alertava-nos para "os novos dentes do dragão", mas lembrando-nos que o gigante asiático gasta sete vezes menos do que os Estados Unidos no orçamento militar-industrial. Em percentagem do PIB, a relação é de um para quatro. A vantagem dos americanos é esmagadora: 450 mísseis intercontinentais contra 66, 14 submarinos nucleares com mísseis contra três, 6300 tanques contra 2800, 3000 aviões de última geração contra 750, 11 porta-aviões contra nenhum, 61 satélites militares contra 36. Os chineses apenas ganham no número de soldados, onde têm muito mais. Texto vagamente baseado numa parte da fonte.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=sp_pop_grow&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:IND:CHN&ifdim=country&tdim=true&hl=pt_PT&dl=pt_PT&ind=false |dados do Banco Mundial publicados pela Google
  2. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&hl=pt&dl=pt_BR#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=sp_pop_totl&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:CHN:IND:USA:MEX:JPN&ifdim=country&hl=pt&dl=pt_BR&ind=false |dados do Banco Mundial publicados pela Google
  3. https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2001rank.html
  4. http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2018/01/weodata/weorept.aspx?sy=2017&ey=2017&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&c=512%2C946%2C914%2C137%2C612%2C546%2C614%2C962%2C311%2C674%2C213%2C676%2C911%2C548%2C193%2C556%2C122%2C678%2C912%2C181%2C313%2C867%2C419%2C682%2C513%2C684%2C316%2C273%2C913%2C868%2C124%2C921%2C339%2C948%2C638%2C943%2C514%2C686%2C218%2C688%2C963%2C518%2C616%2C728%2C223%2C836%2C516%2C558%2C918%2C138%2C748%2C196%2C618%2C278%2C624%2C692%2C522%2C694%2C622%2C142%2C156%2C449%2C626%2C564%2C628%2C565%2C228%2C283%2C924%2C853%2C233%2C288%2C632%2C293%2C636%2C566%2C634%2C964%2C238%2C182%2C662%2C359%2C960%2C453%2C423%2C968%2C935%2C922%2C128%2C714%2C611%2C862%2C321%2C135%2C243%2C716%2C248%2C456%2C469%2C722%2C253%2C942%2C642%2C718%2C643%2C724%2C939%2C576%2C644%2C936%2C819%2C961%2C172%2C813%2C132%2C726%2C646%2C199%2C648%2C733%2C915%2C184%2C134%2C524%2C652%2C361%2C174%2C362%2C328%2C364%2C258%2C732%2C656%2C366%2C654%2C734%2C336%2C144%2C263%2C146%2C268%2C463%2C532%2C528%2C944%2C923%2C176%2C738%2C534%2C578%2C536%2C537%2C429%2C742%2C433%2C866%2C178%2C369%2C436%2C744%2C136%2C186%2C343%2C925%2C158%2C869%2C439%2C746%2C916%2C926%2C664%2C466%2C826%2C112%2C542%2C111%2C967%2C298%2C443%2C927%2C917%2C846%2C544%2C299%2C941%2C582%2C446%2C474%2C666%2C754%2C668%2C698%2C672&s=NGDPD&grp=0&a=&pr.x=45&pr.y=14
  5. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gdp_mktp_kd_zg&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:CHN:USA&ifdim=country&tdim=true&hl=pt_PT&dl=pt_PT&ind=false | dados do Banco Mundial publicados no Google
  6. Roberts, John A. G., History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição), ISBN 978-989-8285-39-3, pág 315 e 326
  7. a b c d Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 473
  8. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gnp_pcap_pp_cd&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:CHN:USA&ifdim=country&tdim=true&hl=pt_PT&dl=pt_PT&ind=false | dados do Banco Mundial publicados na Google
  9. a b Roberts, John A. G., History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição), ISBN 978-989-8285-39-3, pág 327
  10. a b http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2583288&seccao=Leon%EDdio%20Paulo%20Ferreira&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=2 Diário de Notícias, 4 de junho data de publicação
  11. Roberts, John A. G., History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição), ISBN 978-989-8285-39-3, pág 326
  12. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&hl=pt&dl=pt_BR#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gnp_pcap_pp_cd&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=region&idim=country:CHN:IND:USA:MEX:JPN:CAN&ifdim=region&tdim=true&hl=pt&dl=pt_BR&ind=false | dados do Banco Mundial publicados pela Google)
  13. Friedman, George, The Next 100 Years (título original), Dom Quixote (em Portugal), 2009, ISBN 978-972-20-3915-4, pág 45
  14. http://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=en_atm_co2e_pc&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&idim=country:IND:CHN&ifdim=country&tdim=true&hl=pt_PT&dl=pt_PT&ind=false Dados do Banco Mundial publicados pela Google
  15. Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 472-473

Ligações externas[editar | editar código-fonte]