Christiane Amanpour

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Christiane Amanpour
Nascimento 12 de janeiro de 1958 (58 anos)
Londres,  Reino Unido
Ocupação Repórter
Apresentadora
Cônjuge(s) James Rubin
Filho(s) Darius Rubin
Etnia Caucasiana
Nacionalidade Reino Unido britânica
Atividade 1983—presente
Trabalhos notáveis 60 Minutes
This Week
Amanpour
[amanpour.com Site oficial]

Christiane Amanpour (Londres, 12 de janeiro de 1958; persa: کریستیان امانپور) foi correspondente-chefe da CNN International durante o período de 1992–2010, assim como âncora de Amanpour (2009– ), um programa de entrevista de 30 minutos.

Em 18 de Março de 2010, ela anunciou que se tornaria a nova âncora do programa de notícias This Week do canal ABC em Agosto do mesmo ano.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Na CNN[editar | editar código-fonte]

Em 1983, Amanpour foi contratada pela CNN como repórter internacional em Atlanta, Geórgia. Durante seus primeiros anos como correspondente, Amanpour cobriu a Guerra do Golfo, o que a levou a ser transferida em 1986 para a Europa Oriental para cobrir a dissolução do Comunismo europeu.[1] Em 1989, foi transferida para Frankfurt, onde trabalhou com reportagens sobre as revoluções democráticas que movimentavam o continente à época. Já no início de 1990, Amanpour tornou-se correspondente em Nova Iorque.

Após a ocupação do Kuwait pelo Iraque em 1990, as reportagens de Amanpour sbre a Guerra do Golfo Pérsico renderam-lhe notoriedade além de elevar o patamar da cobertura de notícias internacional. Logo depois, Amanpour cobriu a Guerra da Bósnia e outras zonas de conflitos. Por conta de sua carga emocional em Sarajevo durante o Cerco de 1992, foi duramente criticada por opositores e público, que questionaram sua objetividade profissional alegando que a muitos de seus trabalhos favoreciam os islâmicos bósnios. Amanpour responde dizendo que "em algumas situações, não se pode ser neutro".[2] A repórter ganhou fama internacional por sua postura destemida em meio as zonas de conflito da Guerra do Golfo.[3]

De 1992 a 2010, Amanpour foi correspondente-chefe internacional da CNN, assim como âncora de Amanpour, um programa televisivo diário exibido entre 2009 e 2010. Amanpour realizou reportagens em locais e momentos de extrema tensão, incluindo Iraque, Afeganistão, Palestina, Irão, Israel, Somália, Ruanda, Balcãs, e os Estados Unidos durante o Furacão Katrina. Além de seu trabalho em reportagens, a jornalista também produziu entrevistas exclusivas com diversos líderes mundiais, incluindo os presidentes iranianos Mohammad Khatami e Mahmoud Ahmadinejad, assim como presidentes do Afeganistão, Sudão e Síria, entre outros. Após os Ataques de 11 de setembro de 2001, foi a primeira correspondente internacional a entrevistar o Primeiro-ministro britânico Tony Blair, o Presidente francês Jacques Chirac e o Presidente paquistanês Pervez Musharraf. Outras entrevistas de grande destaque foram produzidas com Hillary Clinton, Nicolás Maduro, Hassan Rouhani e Muammar Gaddafi.[4]

Também entrevistou Constantino II da Grécia, Reza Pahlavi, Ameera al-Taweel e a atriz Angelina Jolie.

De 1996 a 2005, Amanpour foi contratada pelo criador do 60 Minutes, Don Hewitt, para produzir uma série de cinco reportagens especiais, pelas quais recebeu o Prêmio Peabody em 1998.

Tensão com Arafat[editar | editar código-fonte]

Reputada em sua profissão, a jornalista passou por momentos memoráveis e tensos em sua carreira, um dos quais em uma entrevista via fone ao vivo pela CNN com Yasser Arafat, durante o cerco a seu conglomerado em março de 2002.

Em tom nervoso, Arafat disse: «Ora, você está me perguntando por que estou sob cerco completo? Ora, você é uma jornalista excepcional, respeite sua profissão!»,[5] e completou: «Seja precisa quando estiver falando com o general Yasser Arafat. Cale-se!», encerrando a chamada bruscamente com o telefone no gancho, deixando a jornalista numa situação desconfortável, ao vivo.[5]

Referências

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