Christine (filme)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Christine (1983))
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Christine
Christine, o Carro Assassino (PT/BR)
Cartaz do filme
 Estados Unidos
1983 •  cor •  110 min 
Direção John Carpenter
Produção Richard Kobritz
Produção executiva Kirby McCauley
Mark Tarlov
Roteiro Bill Phillips
Baseado em Christine 
de Stephen King
Elenco Keith Gordon
John Stockwell
Alexandra Paul
Gênero Thriller/Horror
Música John Carpenter
Alan Howarth
Figurino Darryl Levine
Cinematografia Donald M. Morgan
Edição Marion Rothman
Companhia(s) produtora(s) Columbia Pictures Corporation
Delphi Premier Productions
Polar Film
Distribuição Columbia Pictures Corporation
Lançamento Estados Unidos 9 de dezembro de 1983
Brasil 17 de maio de 1984
Portugal 4 de maio de 1984
Idioma Inglês
Orçamento $9,700,000 (estimado)
Receita $21 milhões (EUA)[1]
Página no IMDb (em inglês)

Christine (br/pt: Christine - O Carro Assassino), título alternativo John Carpenter's Christine, é um filme estadunidense de 1983 dos géneros horror e suspense. A obra foi dirigida por John Carpenter e escrito por Bill Phillips, baseado no livro homónimo escrito por Stephen King. O longa é estrelado por Keith Gordon, John Stockwell e Alexandra Paul e conta a história de um adolescente solitário e vítima de bullying na escola que compra um carro que tem habilidades especiais.

Em seu lançamento o filme arrecadou $21 milhões de dólares nas bilheterias e apesar de ter tido um recepção morna entre os críticos o filme se tornou um clássico cult.[2]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Detroit, Michigan, setembro de 1957. Em uma fábrica de automóveis da Chrysler um operário abre o capô de um Plymouth Fury recém fabricado descansando sua mão no radiador afim de inspecionar a frente do carro. Sem nenhum aviso, o capô se fecha na mão do operário. Assim que ele sai para receber atendimento médico, outro operário fumando um charuto entra no carro e se senta em frente ao seu volante. Enquanto fuma seu charuto ele propositalmente deixa cair uma enorme bituca de charuto no banco do passageiro. Ao final do turno de trabalho todos deixam a fábrica, mas o supervisor não consegue encontrar o operário e percebe que ele ainda está sentado no banco do carro. Quando o supervisor abre a porta, o operário cai já morto e com um olhar de terror no rosto.

21 anos depois, setembro de 1978. Arnold "Arnie" Cunningham é um adolescente estranho e impopular que vive em Rockbridge, California e tem apenas um amigo, Dennis Guilder. A vida de Arnie começa a mudar quando ele encontra e compra um Plymouth Fury de 1958 usado e em péssimas condições chamado "Christine" (o mesmo carro do início do filme). O carro precisa de extensivos reparos e como os pais de Arnie não permitem que ele mantenha o carro na garagem de casa, ele aluga um lugar na "Garagem do Darnell", uma oficina e ferro-velho local, e lá começa a restaurar o veículo. Com o caminhar dos dias, Arnie começa a passar a maior parte de seu tempo com o carro, para de usar seus óculos e muda seu jeito de se vestir, além de desenvolver uma personalidade cada vez mais arrogante. Dennis investiga e descobre o passado obscuro de Christine, que era obsessiva com seu último dono e que ele, sua esposa e sua filha morreram dentro do carro. A nova namorada de Arnie, Leigh Cabot, quase morre asfixiada dentro do veículo durante um de seus encontros com Arnie.

Irritados com Arnie por terem sido expulsos da escola depois de serem pegos praticando bullying com ele, Buddy Repperton e sua gangue vandalizam Christine. Arnie fica devastado ao descobrir o carro destruído, mas jura consertá-lo mais uma vez. Enquanto examina os danos ao veículo, ele escuta um rangido de metal e nota que o motor está agora totalmente reparado. Arnie, então diz ao carro: "Me mostre". Christine então acende seus faróis e se conserta sozinho, ficando como se fosse novo. O carro então sai sozinho da garagem em busca de vingança. Moochie Welch é seu primeiro alvo, ele é perseguido em um beco e é esmagado até a morte. Richie e Don são mortos na explosão de um posto de gasolina (cujo fogo inicial foi causado por Christine). Buddy é o último membro da gangue à ser morto. Apesar de escapar da explosão, ele é perseguido e atropelado pelo carro ainda em chamas e seu corpo carbonizado é deixado na estrada. Darnell, o dono da garagem onde Arnie mantém seu carro é morto por Christine quando ele senta no carro e é esmagado entre o assento e o volante. Rumores começam a se espalhar sobre Arnie seu carro e o policial estadual Rudolph Junkins começa a investigar o caso.

Na véspera do ano novo, Dennis e Leigh decidem que o único jeito de deter Christine e salvar Arnie é destruindo o carro. Dennis risca o capô do veículo com a mensagem "Hoje à noite no Darnell", e então, junto com Leigh, vai até o lugar esperar a chegada de Christine. Dennis espera o carro dentro de uma escavadeira, enquanto Leigh se dirige ao escritório, afim de poder fechar a porta da garagem prendendo assim Christine no local. Christine chega a garagem e se dirige em alta velocidade ao escritório afim de matar Leigh. Quando ao carro bate, Arnie é jogado para fora do veículo atravessando o para-brisas de Christine (revelando assim que ele próprio dirigia o veículo). Ele é empalado por um pedaço de vidro, tocando Leigh uma última vez antes de morrer. Dennis e Leigh então, lutam contra Christine usando a escavadeira. O carro ataca ambos violentamente sofrendo danos severos, mas se regenerando logo em seguida. Finalmente, Dennis e Leigh conseguem usar a escavadeira para esmagar Christine, enquanto passam por cima do veículo repetidas vezes. O carro reage tocando em seu rádio a canção "Rock and Roll Is Here To Stay" até que Christine se torna tão danificado que não consegue mais se regenerar.

Dennis, Leigh e Junkins sobrevivem deixando os restos do carro em um ferro-velho. A última cena do filme, mostra um cubo de metal amassado (que antes era Christine) lentamente começando a se mexer enquanto Bad to the Bone começa a tocar.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

O produtor Richard Kobritz já havia produzido anteriormente a minisérie Salem's Lot, também baseada em um romance de Stephen King. Enquanto produzia a minisérie, Kobritz se tornou conhecido de King que lhe mandou manuscritos de dois de seus romances, Cujo e Christine. Kobritz, então, comprou os direitos de Christine depois de se ver atraído pela celebração que o livro fazia do que ele chamou de: "obsessão americana por carros".[3]

De acordo com John Carpenter, Christine não era um filme que ele planejava dirigir, dizendo que ele dirigiu o filme como um "trabalho" e não como um "projeto pessoal". Ele tinha anteriormente dirigido The Thing (1982), que tinha tido uma bilheteria ruim e o colocou em uma posição crítica no mercado cinematográfico.[3] Em retrospecto, Carpenter afirmou que após ler Christine, ele sentiu que a história não era muito assustadora, "mas era algo que eu precisava fazer naquele momento por minha carreira".[4]

O romance de King, fonte para o filme de Carpenter, deixa claro que o carro estava possuído pelo espirito malígno de seu dono anterior, Roland D. LeBay, contudo a versão da história apresentada no filme mostra que o espírito malígno que acompanha o carro já estava presente nele no dia de sua fabricação.[5] A maioria das mortes na história também foi alterada em relação ao livro, já que os cineastas optaram por uma "aproximação mais cinematográficas" na forma como os personagens morrem.[6]

Casting[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, a Columbia Pictures queria Brooke Shields para o papel de Leigh, devido à sua fama obtida após o sucesso do filme A Lagoa Azul e Scott Baio como Arnie. Os cineastas, no entanto, recusaram as sugestões, optando por escalar atores mais jovens e desconhecidos nos papéis. Kevin Bacon chegou a fazer o teste para o papel de Arnie, mas optou por atuar em Footloose (1984) quando os produtores desse filme lhe ofereceram o papel principal no longa. Carpenter então escalou Keith Gordon para viver "Arnie". Gordon tinha alguma experiência cinematográfica e também já havia trabalhado com teatro. John Stockwell fez teste para o papel de "Dennis Guilder" e foi aprovado. Alexandra Paul, de 19 anos, foi escolhida para o papel de Leigh depois de fazer um teste em Nova York. De acordo com Carpenter, Paul era uma "jovem atriz destreinada" na época, mas trouxe "grande qualidade" à personagem Leigh. De acordo com Paul, antes de ser escolhida para o papel ela nunca tinha lido nenhum livro de King e nem sequer visto nenhum dos filmes de Carpenter e apenas leu o livro durante o processo de preparação para o filme.[3]

Filmagem[editar | editar código-fonte]

Christine foi filmado em grande parte na área de Los Angeles, Califórnia, enquanto às cenas que se passam na "Garagem do Darnell" foram filmadas em Santa Clarita. As filmagens começaram em abril de 1983, poucos dias depois que o livro de King havia sido lançado na livrarias. As cenas envolvendo dublês foram coordenadas pelo chefe de dublês Terry Leonard, que inclusive estava atrás do volante de "Christine" em todas as cenas do filme que envolviam alta velocidade, incluindo a cena em que o carro em chamas corre por uma rodovia.[6][7]

O carro[editar | editar código-fonte]

Um dos dois carros restantes utilizados no filme Christine

Apesar de no filme o veículo ser identificado como um Plymouth Fury 1958[8] e nas propagandas originais lançadas nas rádios americanas em 1983 o carro ser identificado como um "Fury 1957", na verdade outros dois modelos de Plymouth, o Belvedere e o Savoy, foram usados para retratar "Christine" no filme. John Carpenter colocou anúncios em todo o Sul da Califórnia procurando por modelos do carro e conseguiu comprar 24 deles em vários estágios de deterioração que foram usados para construir um total de 17 copias do carro usado no filme.[7]

O orçamento total para a obtençao dos Plymouth Fury 1958 era de apenas 5,303 e na época os carros eram dificéis de encontrar e caros para se adquirir. Além disso, os Fury reais eram fabricados em apenas uma cor, "Buckskin Beige", vista nos outros Furys da linha de produção na primeira cena do filme. O Fury também recebeu acabamento dourado anodizado em seu corpo e o "script" Fury no pára-choque traseiro. Vários veículos foram destruídos durante as filmagens, mas a maioria dos carros eram modelos Savoy e Belvedere "vestidos" para se parecerem com Furys. Pelo menos um Savoy 1957 foi usado com sua frente modificada para parece um Fury 1958.[9]

Originalmente, Carpenter não tinha planejado filmar a cena de regenaração de Christine, mas decidiu incluí-la depois que as filmagens já tinham terminado. As tomadas do carro se regenerando foram filmadas já no período de pós-produção e foram feitas usando equipamentos hidráulicos.[6]

Dos vinte carros usados no filme, apenas dois ainda existem. Um é um carro usado nas cenas de ação e agora se encontra nas mãos de um colecionador privado na Califórnia. E o outro veículo foi recolhido de um ferro-velho e restaurado pelo colecionador Bill Gibson e hoje se encontra em Pensacola, Flórida.[10]

Diferenças entre o livro e o filme[editar | editar código-fonte]

Fato ou cena Livro Filme
Local da história A história desenrola-se na fictícia cidade de Libertyville, estado da Pensilvânia. A história ambienta-se na fictícia cidade de Rockbridge, no estado da Califórnia.
Óculos, acne e espinhas Arnie usa óculos grossos e possui um severo caso de acne e espinhas no rosto. Arnie usa os mesmos óculos grossos, mas sua compleição facial está completamente limpa.
O súbito "amor à primeira vista" de Arnie por Christine Primeiro acontecimento em toda a história. Acontece imediatamente após a cena da briga com Buddy Repperton no ginásio do colégio.
Buddy Repperton e seus comparsas descobrem Christine Repperton descobre Christine por intermédio de seu amigo Sandy Galton, que trabalha como porteiro do aeroporto onde Arnie estaciona seu carro. Na cena da partida de futebol americano do colégio, minutos antes de Dennis sofrer o acidente que o deixaria por meses hospitalizado, Moochie Welch informa a Repperton, sentado nas arquibancadas, que descobriu onde Arnie guarda Christine.
Buddy Repperton ataca e vandaliza Christine Esta cena acontece no pátio de estacionamento do Aeroporto Internacional de Pittsburgh. Esta cena acontece dentro da Garagem "Faça-Você-Mesmo" de Will Darnell, depois que Arnie deixa Leigh em casa após a quase morte da mesma na cena do drive-in.
Christine reconstruindo-se sozinha Após Christine ser destruída pela turma de Repperton, Arnie chega a fraturar as costas no esforço de restaurar o carro (ficando similar a Roland LeBay com seu colete ortopédico para as costas). O odômetro do carro corre ao contrário como se fizesse Christine tornar-se nova em folha. Apesar do odômetro correr ao contrário, o carro pode regenerar-se naturalmente.
Briga com Buddy Repperton no ginásio do colégio Acontece no meio do livro. Ao ser ameaçado por Repperton com um canivete automático, o próprio Arnie o ataca e desarma (graças a uma distração provocada por Dennis), pondo fim à confusão. Ocorre ainda no início do filme. Dennis é obrigado a desarmar e derrubar Repperton com um soco, já que Arnie viu-se amedrontado e impotente diante do agressor.
Personagens inexistentes no filme Existem diversos personagens secundários ou menores presentes somente na versão do livro, tais como Sandy Galton e Bobby Stanton (dois membros da quadrilha de Buddy Repperton), Ralph (primeiro desafeto de Arnie e Dennis por causa de Christine), Richard Mercer (amigo de Junkins na polícia) e Jimmy Sykes (zelador com ligeiro retardo mental na garagem de Darnell), dentre vários outros. Tais personagens são completamente inexistentes no filme.
O fantasma de Roland D. LeBay A imagem do cadáver pútrido de Roland LeBay, dono original do carro, aparece constantemente no livro, especialmente nos fatos tocantes a Arnie e Christine. A possessão de LeBay sobre Christine foi retirada, e o automóvel em si foi colocado como sendo a origem do mal, ao invés de LeBay.
Os carros de Dennis, Repperton e Darnell Dennis: um Plymouth Duster 1975 na cor azul-marinho.
Repperton: um Chevrolet Camaro 1976 na cor azul-metálico que já sofrera duas capotagens prévias, segundo consta na história.
Darnell: um Chrysler Imperial 1966 preto.
Dennis: um Dodge Charger 1968 na cor azul-marinho.
Repperton: um Chevrolet Camaro 1967 na cor azul-metálico sem danos.
Darnell: um Cadillac Coupe DeVille 1974 nas cores bege e marrom.
Duas ou quatro portas Christine é um Plymouth Fury sedã com 4 portas (isso porque, na época em que o livro foi escrito, o autor Stephen King não sabia que o modelo 1958 do Plymouth Fury não existia com 4 portas). Christine é um Plymouth Fury coupé de apenas 2 portas (como na vida real).
A placa de licença de Christine Placa de identificação branca da Pensilvânia registrada como "HY-6241-J". Placa de identificação amarela da Califórnia registrada como "CQB-241".
O motor de Christine Configuração de cilindros longos. Configuração de carburação com barris 2x4.
Arnie compra Christine Arnie compra o carro diretamente do próprio dono original, Roland D. LeBay, o qual morre poucas semanas depois e cujo espírito apossa-se do automóvel. Roland usa um colete ortopédico para as costas. Arnie, sem ter dinheiro suficiente, pede 9 dólares de empréstimo a Dennis para completar o sinal prévio de 10% (US$ 25) exigido por LeBay, fazendo com que os dois amigos voltem no dia seguinte para finalizar a transação. Quem vende Christine para Arnie é George LeBay, irmão mais novo de Roland (já falecido no filme), o qual também usa um colete ortopédico nas costas, tal como Roland no livro. Arnie faz a compra do veículo apenas com suas próprias economias, sem precisar do empréstimo de Dennis e sem que George exija qualquer sinal prévio.
Veronica e Rita LeBay Veronica e Rita são, respectivamente, a esposa e filha de Roland LeBay. Ambas morreram dentro de Christine. A esposa de Roland teve seu nome trocado para Rita, enquanto o nome da filha nunca é mencionado.
Briga com Ralph No começo do livro, Arnie e Dennis têm uma briga insidiosa com um homem chamado Ralph (citado logo acima) por Arnie ter estacionado Christine, que estava com um pneu furado, em frente à casa deste. Em virtude de ser um personagem existente somente no livro, esta cena foi omitida do filme.
A quase-morte de Leigh Cabot Já na estrada, após a cena do cinema drive-in, Leigh quase morre asfixiada com um pedaço de hamburger alojado em sua garganta. Quem a salva da morte é um hippie - a quem Arnie deu carona anteriormente na estrada - que faz uso da Manobra de Heimlich. A cena da asfixia de Leigh ocorre ainda no drive-in, e quem salva sua vida é um outro cliente do local que estava por perto.
Relação entre Darnell e Repperton Buddy Repperton e sua turma são amigos e clientes de Will Darnell em sua garagem "faça-você-mesmo". Não existe qualquer relação de Repperton e seus comparsas para com Will Darnell.
A morte de Peter "Moochie" Welch Welch é atropelado de frente e marcha-a-ré repetidas vezes por Christine. Ao fugir de Christine, Welch se vê encurralado numa passagem estreita dentro de um pátio de empilhadeiras e acaba cortado ao meio pelo pára-choques do veículo.
As mortes de Repperton e seus comparsas Christine causa um acidente com Repperton na estrada (o acidente mata Richie Trelawney e Bobby Stanton). Buddy ao sair dos destroços de seu Camaro vê o espectro de LeBay e morre ao ter seu coração perfurado por uma costela quebrada; Don Vandenberg é morto por Christine poucos dias depois da morte de Repperton. Christine persegue Repperton até um posto de gasolina e causa a explosão do local inteiro (matando Richie Trelawney e Don Vandenberg carbonizados dentro da loja em chamas). Envolto em fogo, o carro persegue e atropela Repperton, matando-o e queimando-o instantaneamente.
A morte de Will Darnell Imediatamente após matar Don Vandenberg, Christine emboscou Darnell em sua própria casa de inverno, destruindo-a quase completamente para matá-lo. Christine matou Darnell por Arnie ter sido preso sob acusação de contrabando de cigarros, negócio escuso dirigido pelo próprio Darnell. O obeso homem é esmagado repetidas vezes por Christine, similarmente a Peter "Moochie" Welch. Imediatamente depois da cena da morte de Repperton, Darnell acaba morrendo dentro da própria Christine. O carro desloca o assento do motorista para a frente, esmagando Darnell vivo entre o assento e o volante do carro. Darnell foi morto por descobrir que Christine é um veículo com vida própria.
Detetive Junkins O detetive Rudolph "Rudy" Junkins, responsável por investigar as mortes de Repperton e seus amigos e a estranha ligação de Arnie e Christine aos assassinatos, morre num acidente misterioso provocado por Christine, e a investigação é posteriormente retomada por seu amigo, o também policial Richard Mercer. Junkins permanece vivo até o final, inclusive aparecendo na última cena do filme junto a Dennis e Leigh.
Petúnia Dennis Guilder e Leigh Cabot alugam um enorme caminhão-tanque na cor rosa-choque chamado Petúnia para destruir Christine. Petúnia foi trocada por uma retroescavadeira escondida na garagem de Darnell.
O passeio infernal de Dennis em Christine Na véspera do Ano Novo de 1979, Dennis passeia com Arnie em Christine. Durante a viagem, Dennis sofre outra viagem temporal aos anos 50, chegando inclusive a ver os espectros mortos das várias vítimas fatais de Christine. Durante o passeio maldito, não há nenhuma volta no tempo ou imagens das vítimas de Christine, mas Dennis demonstra a Arnie o quanto está amedrontado com a influência nefasta exercida pelo carro sobre o amigo.
O "nascimento" de Christine Esta cena nunca foi mostrada no livro. O filme inicia-se na fábrica da Chrysler no estado de Michigan, em 1957, mostrando Christine nova em folha ao sair da linha de montagem.
A maldade de Christine A história termina deixando ao ar a questão sobre se Christine possui sua própria mente maligna ou se é controlada pelo espírito de Roland LeBay. O envolvimento de LeBay é reduzido, tendo então o carro em si como sendo totalmente maligno, sendo ele a principal influência sobre Arnie - inclusive, a canção de abertura do filme, Bad to the Bone ("Má Até Os Ossos" em inglês), cantada por George Thorogood, serve para enfatizar a mente diabólica do carro, que começa a fazer suas vítimas ainda na linha de montagem da fábrica.
O fim de Arnie Durante a épica batalha final com Christine, Michael Cunningham aparece morto dentro do carro, envenenado por monóxido de carbono; Arnie e Regina morrem dois dias depois, num acidente rodoviário supostamente provocado pelo fantasma de Roland LeBay. Arnie é atirado pelo pára-brisa de Christine e morre com uma forte hemorragia devido a um pedaço de vidro perfurando-lhe o estômago, enquanto que a Michael e Regina aparentemente nada acontece.

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

Christine foi lançado na América do Norte em 9 de dezembro de 1983 em 1,045 sala de cinemas.[11]

Em seu fim de semana de estréia Christine arrecadou USD $3,408,904 e ficou em quarto entre os filmes mais assistidos daquele fim de semana. O filme sofreu uma queda de 39.6% na bilheteria em seu segundo fim de semana, arrecadando $2,058,517 e caindo da quarta para a oitava posição. Em seu terceiro fim de semana, a obra arrecadou $1,851,909 e caiu para nono lugar. Na quarta semana, o filme se manteve em quarto lugar, arrecadando $2,736,782. Em seu quinto fim de semana, a película voltou para a oitava posição arrecadando $2,015,922. Arrecadando $1,316,835 em seu sexto fim de semana, Christine saiu da lista de dez filmes mais assistidos e caiu para a décima segunda posição. Em seu sétimo e último fim de semana o filme arrecadou $819,972 ficando em décimo quarto lugar e arrecando um total de $21,017,849 apenas nos Estados Unidos.[1]

Recepção[editar | editar código-fonte]

No agregador de críticas de televisão e cinema Rotten Tomatoes, Christine tem 69% de aprovação e uma nota média de 5,9/10, baseado em 26 críticas. No website, o consenso da crítica é que: "As rachaduras começam a aparecer nos instintos de direção de John Carpenter, mas Christine não deixa de ser bobo e vividamente divertido".[12] No Metacritic, outro agregador de críticas, o filme tem a nota de 57/100, baseado em 10 críticas.[13] A revista Variety deu ao filme uma crítica ruim, dizendo: "Christine parece uma recauchutagem. Desta vez é um Plymouth Fury 1958 que é possuído pelo Diabo, e essa premissa déjà vu (do romance de Stephen King) combinada com o formato de veículo enlouquecido, faz Christine parecer muito desgastada"[14] Já o crítico do Chicago Sun-Times Roger Ebert gostou do filme e deu à obra 3 de 4 estrelas e disse: "No final do filme, Christine desenvolveu uma personalidade tão formidável que estamos realmente tomando partido durante o duelo com a escavadeira".[15] A crítica do The New York Times Janet Maslin avaliou o filme assim: "As primeiras partes do filme são envolventes e bem executadas, criando uma "atmosfera de ensino médio" credível. Infelizmente, a parte posterior do filme é lenta em seu desenvolvimento e se desdobra de maneira previsível.[16]

Christine foi indicado ao Prêmio Saturno de "Melhor Filme de Horror" de 1984, mas perdeu para The Dead Zone.[17] O filme também foi indicado ao "Grande Prêmio" do Festival de Filme Fantástico de Avoriz, mas também não levou o prêmio.[18]

Home media[editar | editar código-fonte]

O filme foi lançado em VHS pela Columbia Pictures e depois em uma edição especial em DVD em 2004.[19] Em 12 de março de 2013, a Twilight Time Video lançou o filme em Blu-ray pela primeira vez em uma edição limitada de apenas 3,000 cópias.[20] Em 29 de setembro de 2015, a Sony Pictures Home Entertainment relançou o filme em Blu-ray.[21] O filme foi lançado em 4K UHD Blu-Ray em 11 de setembro de 2018.[22]

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

Duas trilhas sonoras do filme foram lançadas. Uma consistia basicamente de músicas escritas e compostas por John Carpenter and Alan Howarth e a outra consistia basicamente de canções pop contemporâneas usadas no filme.[23]

Score[editar | editar código-fonte]

Christine: Music from the Motion Picture
Trilha sonora de John Carpenter & Alan Howarth
Lançamento 1 de junho de 1990 (1990-06-01)
Gênero(s)
Duração 33:14
Idioma(s) Inglês
Formato(s) LP, Fita cassete
Gravadora(s) Varèse Sarabande
Produção John Carpenter, Alan Howarth
Cronologia de John Carpenter & Alan Howarth
They Live (soundtrack) (1988)
Body Bags (soundtrack) (1993)
N.º Título Duração
1. "Arnie's Love Theme"   1:15
2. "Obsessed with the Car"   2:07
3. "Football Run/Kill Your Kids"   2:42
4. "The Rape"   1:10
5. "The Discovery"   1:30
6. "Show Me"   2:36
7. "Moochie's Death"   2:25
8. "Junkins"   3:33
9. "Buddy's Death"   1:27
10. "Nobody's Home/Restored"   1:44
11. "Car Obsession Reprise"   1:53
12. "Christine Attacks (Plymouth Fury)"   2:30
13. "Talk on the Couch"   1:23
14. "Regeneration"   1:25
15. "Darnell's Tonight"   0:13
16. "Arnie"   1:01
17. "Undented"   1:54
18. "Moochie Mix Four"   2:26

Canções que aparecem no filme[editar | editar código-fonte]

O albúm contendo canções que foram usadas no filme foi chamado de Christine: Original Motion Picture Soundtrack e foi lançado em LP e fita cassete pela Motown Records. O albúm contêm 10 (das 15) canções listadas nos créditos do filme, mais uma canção composta por John Carpenter and Alan Howarth.[24] A lista de faixas é a seguinte:

  1. George Thorogood and the Destroyers – "Bad to the Bone"
  2. Buddy Holly & the Crickets – "Not Fade Away"
  3. Johnny Ace – "Pledging My Love"
  4. Robert & Johnny – "We Belong Together"
  5. Little Richard – "Keep A-Knockin'"
  6. Dion and The Belmonts – "I Wonder Why"
  7. The Viscounts – "Harlem Nocturne"
  8. Thurston Harris – "Little Bitty Pretty One"
  9. Danny & The Juniors – "Rock n' Roll is Here to Stay"
  10. John Carpenter & Alan Howarth – "Christine Attacks (Plymouth Fury)"
  11. Larry Williams – "Bony Moronie"

As faixas a seguir não foram incluídas nesse LP, mas foram usadas no filme and estão listadas nos créditos do filme:

Referências

  1. a b «Christine - Box Office Mojo» (em inglês). Box Office Mojo. Consultado em 4 de Outubro de 2018. 
  2. Suckley, Jamie. «Christine» (em inglês). Static Mass Emporium. Consultado em 9 de Outubro de 2018. 
  3. a b c Carpenter, John; Kobritz, Richard (2004). «Christine: Ignition» (em inglês). Sony Pictures Home Entertainment 
  4. «Interview With John Carpenter from SFX magazine» (em inglês). SFX. Consultado em 9 de Outubro de 2018. 
  5. Carpenter, John. «Audio commentary, Christine [Blu-ray]» (em inglês). Sony Pictures Home Entertainment 
  6. a b c Carpenter, John; Gordon, Keith; Paul, Alexandra; Stockwell, John (2004). «Christine: Fast and Furious» (em inglês). Sony Pictures Home Entertainment 
  7. a b Von Doviak, Scott (2014). Stephen King Films FAQ: All That's Left to Know About the King of Horror on Film (em inglês). [S.l.]: Applause Theatre & Cinema. ISBN 978-1-48035-551-4 
  8. Kerr, Joe; Wollen, Peter (2004). Autopia: Cars and Culture (em inglês). [S.l.]: University of Chicago Press. ISBN 978-1-86189-132-7 
  9. Benjaminson, James (1994). Plymouth, 1946-1959 (em inglês). [S.l.]: Motorbooks International. ISBN 978-0-87938-840-9 
  10. «"30th Anniversary of Stephen King's "Christine"» (em inglês). WEAR-TV. Consultado em 9 de Outubro de 2018. 
  11. «Christine (1983)». Box Office Mojo. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  12. «Christine - Rotten Tomatoes» (em inglês). Rotten Tomatoes. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  13. «Christine - Metacritic» (em inglês). Metacritic. Consultado em 10 de outubro de 2018. 
  14. «Christine - Variety» (em inglês). Variety. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  15. Ebert, Roger. «Christine - Roger Ebert». Chicago Sun-Times. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  16. Maslin, Janet. «FILM: 'CHRISTINE,' A CAR». The New York Times. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  17. «Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, USA - 1984 Awards» (em inglês). IMDB. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  18. «Christine, o Carro Assassino (1983) Awards» (em inglês). IMDB. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  19. «Christine Special Edition». Amazon. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  20. Kauffman, Jeffrey. «Christine Blu-ray». Blu-ray.com. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  21. Liebman, Mark. «Christine Blu-ray + UltraViolet». Blu-ray.com. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  22. Duarte, M. Enois. «Christine - 4K Ultra HD Blu-ray». ultrahd.highdefdigest.com. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  23. «Christine (1983) Soundtrack». All Music. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  24. «Christine (Original Motion Picture Soundtrack)». Discogs.com. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]