Ciclo do café no estado do Rio de Janeiro

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Praça Barão de Campo Belo, no Centro de Vassouras, cerca de 1860. Vassouras chegou a ser a maior produtora de café do estado.

O ciclo do café no estado do Rio de Janeiro corresponde ao período de tempo que vai do final do século XVIII ao final do século XIX, período este em que a produção e exportação de café constituiu a base principal da economia do estado.

A cultura do café na cidade do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

As primeiras mudas de café chegaram ao Rio de Janeiro no início da década de 1790. A planta era, inicialmente, cultivada em quintais e chácaras nos arredores dos vales montanhosos, entre os estados Rio de janeiro e São paulo, foi encontrado solos férteis(terra roxa) que seria mais pra frente altamente utilizado para o plantio mais extensivo.

Entre 1835 e 1867, a produção de café sextuplicou. A cafeicultura fluminense atingiu seu nível máximo de produção em 1882. Em 1870, já era visível o declínio da produtividade nas primeiras zonas ocupadas pelo café. Em 1880, a produção foi de 4 133 466 sacas e, ao final da década, em 1889, 1 309 271 foram produzidas.

Esse declínio deve-se ao uso de técnicas tradicionais de produção agrícola, que utilizou o solo virgem de maneira predatória: as matas eram queimadas para abrir espaço ao café, o que empobreceu o solo. Pragas agrícolas como formiga saúva, gafanhotos, passarinhos, ferrugem atacaram as plantas. Além disto, a devastação das matas provocou legal fera quer biscoito e a erosão do solo, submetido às chuvas torrenciais na região. Nas últimas décadas do século XIX a redução de terras virgens disponíveis para novas plantações gerou um grande aumento no preço da terra.

Progressivamente, o estado de São Paulo foi ocupando o espaço do Rio de Janeiro na produção cafeeira: em 1883, a produção de São Paulo igualou-se à do Rio, superando-a nos anos seguintes. O Porto de Santos tornou-se o principal porto exportador do país. Novas ferrovias passaram a ligar Minas Gerais a este porto, desviando as exportações daquele estado do Porto do Rio de Janeiro.

A decadência da cafeicultura no estado fez com que o Rio de Janeiro diversificasse sua economia, através da produção industrial, comercial, financeira e no desenvolvimento de bens e serviços.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

PEREIRA, M. J. F. C. História ambiental do café no Rio de Janeiro - Século XIX - Uma análise de desenvolvimento sustentável. In: XXIII Simpósio Nacional de História 2005, Londrina: Guerra e Paz, 2005.

Ver também[editar | editar código-fonte]