Ciclone bomba no Sul do Brasil em 2020

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Ciclone Bomba no Sul do Brasil em 2020
Animação de três horas do Ciclone bomba em 1 de julho de 2020.
Duração 30 de junho de 20203 de julho de 2020
Vítimas Santa Catarina:
  • 11 mortes[1]
  • 1,5 milhão de usuários sem energia elétrica[1]

Rio Grande do Sul:

  • 1 morte[2]
  • 193 mil usuários sem energia elétrica[2]

Paraná:

  • 145 mil usuários sem energia elétrica[3]
  • 1 morte
Áreas afetadas Região Sul

O Ciclone Bomba no Sul do Brasil foi uma ciclogênese explosiva que atingiu os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná no dia 30 de junho e 01 de julho de 2020. Treze mortes foram confirmadas, sendo onze em Santa Catarina, uma no Rio Grande do Sul e uma no Paraná.[4] Além de quase 1,9 milhão de consumidores sem energia elétrica nos três estados.[1]

Um Ciclone Extratropical pode ser denominado "Ciclone-Bomba" quando há um rápido aprofundamento, com uma queda brusca de 24 hPa na pressão atmosférica de seu centro em 24 horas. Nem todos ciclones extratropicais que conseguem tal rapidez em sua ciclogênese ou tão baixa pressão mínima.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Construção atingida pelos fortes ventos do Ciclone

Durante fortes temporais formados em decorrência do processo de ciclogênese que atingiram a Região Sul do Brasil em 30 de junho de 2020, cidades registraram ventos com mais de 120 km/h em diversos pontos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Galpão destelhado

Até às 21h do dia 30, três mortes foram registradas em decorrência do ciclone bomba em Santa Catarina, sendo uma na cidade de Chapecó, uma em Santo Amaro da Imperatriz e uma em Tijucas, além de uma morte no Rio Grande do Sul, na cidade de Nova Prata.[1][2]

Os danos de grande monta foram causados por uma intensa e duradoura linha de instabilidades que cruzou os estados do sul do Brasil, com características de um Derecho[5]

Antes da passagem do derecho, diversas cidades registraram valores extremos de baixa pressão atmosférica, com valores na faixa de 995 hPa em Porto Alegre e 990 hPa em Rio Grande. Estes valores foram um dos mais baixos da década, e isso foi trivial no desenvolvimento do ciclone.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências