Ciclovia Rio Pinheiros

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Ciclovia Rio Pinheiros
São Paulo,  Brasil
A Ciclovia Rio Pinheiros na Estação Hebraica-Rebouças.
Nome popular Ciclo-Capivara
Tipo ciclovia marginal urbana
Inauguração 27 de fevereiro de 2010
Extensão 21,5 km
Orientação norte a sul
Extremos
 • norte:
 • sul:

Estação Cidade Universitária
(Alto de Pinheiros)
Estação Jurubatuba
(Santo Amaro)
Lugares que atravessa Parque da Mônica
Parque Burle Marx
Parque do Povo
Parque Villa-Lobos
Administração Companhia Paulista de Trens Metropolitanos
Concessionária
(2020–2023)
Santander e Farah Service

A Ciclovia Rio Pinheiros é uma ciclovia localizada em São Paulo, na margem leste do Rio Pinheiros, correndo paralelamente a um trecho da Linha 9 da CPTM. Atualmente, ela conta com 21,5 quilômetros de extensão, sendo, portanto, a maior ciclovia da região metropolitana de São Paulo e cobrindo quase a totalidade da extensão do Rio Pinheiros.[1] Ela é uma alternativa para o deslocamento diário e opção de lazer.

O horário de funcionamento da ciclovia é limitado, das 5h30 às 18h30. Durante o horário de verão, o horário de funcionamento é estendido em uma hora e meia, funcionando das 5 horas às 19h30.[2] A via é contemplada com banheiros, chuveiros, máquinas de venda, pontos de espera e de recarga de aparelhos telefônicos, além de dispor de cadeiras de rodas.[1] Veículos autorizados em serviço podem trafegar na pista ao lado do Rio Pinheiros com velocidade limitada e procedimentos de cautela. Nessas situações, o ciclista deve utilizar apenas a pista ao lado das vias do trem da CPTM. O ciclista também deve estar atento para evitar a aproximação e o contato com animais silvestres, como capivaras, que deram o nome popular de “Ciclo-Capivara” à via.[3] Seguranças da CPTM fazem a vigilância da ciclovia com bicicletas e viaturas.[4]

História[editar | editar código-fonte]

A ciclovia foi inaugurada no dia 27 de fevereiro de 2010 pelo então governador José Serra como parte do projeto Parque Linear Pinheiros, contando inicialmente com catorze quilômetros.[5] Ela foi construída aproveitando uma estrutura preexistente da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), responsável pelo projeto do parque.[6] O projeto ainda contempla a construção de uma ciclovia na outra margem do Rio Pinheiros e de nove travessias sobre o rio, localizadas próximo às estações de trem Jurubatuba, Santo Amaro, Granja Julieta, Berrini, Cidade Jardim, Pinheiros e Ceasa, aos parques Villa-Lobos e Burle Marx e à Ponte João Dias, além de uma travessia sobre o Rio Guarapiranga.[7]

Em julho de 2011, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), administradora da ciclovia, anunciou seus planos de instalar um sistema de iluminação noturna composto de 764 lâmpadas LED, o que permitiria que a ciclovia funcionasse à noite. Tal sistema estava previsto para ser instalado no primeiro semestre de 2012,[8] mas ainda não foi iniciado.

A Estação Morumbi da Linha 17 do Metrô, cujas obras tinham prazo de conclusão para dezembro de 2019, contará com um bicicletário e um acesso à ciclovia. Entretanto, desde 2018, a estação não possui mais prazo de conclusão.[9]

Em março de 2020, o governo João Doria entregou a ciclovia à iniciativa privada por um período prorrogável de três anos. Isso fechou a ciclovia ao público para uma revitalização do paisagismo, do asfalto e da acessibilidade na sinalização. A reforma, que também contou com a instalação de câmeras de segurança por todo o percurso, inaugurou uma estação de apoio paga com banheiros, vestiários e chuveiros acessíveis a pessoas com deficiência nas proximidades da Estação Vila Olímpia. Além disso, os outros doze banheiros do trajeto passaram por readequação e guaritas e máquinas de venda foram instaladas pelo percurso. A ciclovia foi reaberta ao público em agosto de 2020 com a promessa de cafés, minimercados e oficinas. Até o fim do ano, um espaço de convivência será inaugurado no acesso ao Parque do Povo.[1][10]

Acessos e pontos de apoio[editar | editar código-fonte]

A Ciclovia do Rio Pinheiros tem a característica peculiar de estar isolada do tráfego de pessoas e veículos, já que de um lado está o rio e do outro está a linha de trem da CPTM e a Marginal Pinheiros. Logo, para entrar e sair da ciclovia é necessário utilizar acessos específicos, que passam por cima da linha de trem e da via expressa. Os acessos à ciclovia são:[11]

Não é permitido pedalar nos acessos à ciclovia feitos por passarelas e pontes; a exceção é a ciclopassarela do Parque do Povo, devido a intervenção direta[12] do então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ao participar de sua inauguração em 2014[13].

Está previsto um novo acesso, ligando a ciclovia ao Parque Villa-Lobos. Anunciado em outubro de 2010, teve seu projeto atrasado em oito anos pela empresa vencedora da licitação, o que levou à sua rescisão pela CPTM em 2018.[14] O acesso será projetado pela empresa vencedora da concessão da Linha 9-Esmeralda a partir de março de 2021.[15]

Além disso, os ciclistas também têm à disposição seis pontos de apoio (Av. Miguel Yunes e estações Vila Olímpia, Santo Amaro, Cidade Jardim, Cidade Universitária e Villa Lobos-Jaguaré) com banheiro, bebedouro e atendimento.[carece de fontes?]

Referências

  1. a b c Reis, Vivian (31 de julho de 2020). «Doria anuncia reabertura da ciclovia da Marginal Pinheiros com câmeras e chuveiros; ciclistas cobram mais acessos». G1. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  2. «Com início do horário de verão, Ciclovia Rio Pinheiros funcionará por mais tempo». 17 de outubro de 2014. Consultado em 29 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 15 de março de 2015 
  3. Sallum, Erika. «Ciclovia do rio Pinheiros reabre com melhorias e desafio de ser mais inclusiva». Ciclocosmo. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  4. «Ciclofaixa Rio Pinheiros». Consultado em 4 de agosto de 2020 
  5. «Inaugurada ciclovia às margens do Rio Pinheiros». G1. 27 de fevereiro de 2010. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  6. «Governo de SP quer construir ciclovias na Marginal Pinheiros». G1. 13 de agosto de 2009. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  7. «Serra entrega primeiro trecho da Ciclovia Rio Pinheiros». Governo do Estado de São Paulo. 27 de fevereiro de 2010. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  8. "Ciclovia da Marginal terá luz ‘ecológica’", Jornal da Tarde, 8 de julho de 2011[ligação inativa]
  9. Moreira, Willian (16 de julho de 2020). «Estação Morumbi da Linha 17-Ouro, em São Paulo, receberá bicicletário». Diário do Transporte. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  10. «Doria anuncia reabertura de ciclovia do Rio Pinheiros». VEJA. 31 de julho de 2020. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  11. Cruz, Willian. «Acessos e horário da Ciclovia Rio Pinheiros, em São Paulo». Vá de Bike. Consultado em 2 de fevereiro de 2021 
  12. Mambrini, Verônica (21 de agosto de 2014). «Prefeito de São Paulo questiona proibição de pedalar em "ciclopassarela"». Vá de Bike. Consultado em 2 de fevereiro de 2021 
  13. Cruz, Willian (20 de agosto de 2014). «Ciclopassarela do Parque do Povo é inaugurada em São Paulo». Vá de Bike. Consultado em 2 de fevereiro de 2021 
  14. «Prestação de serviços de engenharia para o desenvolvimento de projeto executivo e a implantação da passarela para o acesso de ciclistas à ciclovia da Marginal Pinheiros». Imprensa Oficial. Consultado em 3 de dezembro de 2020 
  15. «Propostas para a concessão das linhas 8 e 9 da CPTM serão entregues em 02 de março de 2021». Diário do Transporte. 1 de dezembro de 2020. Consultado em 3 de dezembro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]