Cidade do Samba Joãozinho Trinta

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A Cidade do Samba Joãozinho Trinta[1] , também conhecida como Cidade do Samba, é uma área destinada aos barracões das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, localizada no coração do bairro carioca de Santo Cristo.

Na Cidade do Samba são elaboradas as alegorias e fantasias destas agremiações. Criada com o nome de Cidade do Samba, em 2006, passou a ter a atual denominação em 2011, por um decreto do prefeito Eduardo Paes[2] , como uma homenagem ao carnavalesco falecido naquele ano.

O projeto[editar | editar código-fonte]

O projeto arquitetônico foi elaborado por Vitor Wanderley e João Uchôa. A concepção arquitetônica da Cidade do Samba se apoiou em dois conceitos básicos. O primeiro, com o objetivo de se criar uma integração visual com a arquitetura dos armazéns do cais do porto e dos barracões das antigas oficinas de trem localizadas no terreno. Desta forma, ao mesmo tempo em que se estará promovendo, através da imagem, um fortalecimento dos projetos de revitalização da área portuária, a arquitetura inglesa do início do século XIX, erguida em tijolo aparente, irá remeter o projeto aos princípios da produção industrial. No caso, o lançamento do conceito da moderna indústria do carnaval.

O segundo conceito seria o de somar o processo de fomentação da indústria do carnaval à indústria do turismo e do entretenimento. Na Cidade do Samba, os espaços para visitação, para o lazer e para a realização de atividades artísticas e culturais estarão estruturados para a promoção de uma atividade anual e diária.

A estrutura[editar | editar código-fonte]

Cidade do Samba.

Toda a estrutura projetada tem como objetivo garantir qualidade, segurança e eficiência na montagem do carnaval carioca e de se criar, no Rio de Janeiro, uma atividade turística profissional e permanente.

Os 14 barracões, têm, no primeiro piso, onde são montados os carros alegóricos, estrutura compartimentada para a realização dos serviços de serralheira, carpintaria, vidraçaria e borracheiro, estando todos os espaços interligados por depósito de materiais, almoxarifado vertical e monta carga. Ainda no primeiro piso, os barracões possuem recepção, loja, elevador, escadas de acesso, subestação elétrica.

O segundo piso é reservado para refeitório e vestiários projetados para receber um fluxo diário de até 150 pessoas.

O terceiro piso é reservado para as salas administrativas, salas de criação, de arte, sala de reunião, sala de direção de carnaval, guarda de fantasias, e salas de direção e da presidência da escola.

O quarto piso, com área aproximada de 2700 m², recebe a montagem de adereços, esculturas de isopor, almoxarifado, com empastelamento, pintura e resina em ambientes separados dos demais, onde têm-se exaustão mecânica e filtragem de ar segundo as normas da ABNT.

Toda a edificação possui escadas de emergência, sistema contra incêndio, elevador, banheiros e monta carga vertical. Importante frisar que todos os andares atendem as normas de operação e as técnicas de exigência de segurança civil e predial.

Importante destacar que os barracões têm capacidade para a montagem de até 12 carros alegóricos, com pé direito de 12 metros, espaço para a colocação de mesas de montagem, circulação longitudinal e transversal livres e portas de emergência para escape.

Na parte externa, os barracões possuem uma passarela em toda a extensão do contorno dos prédios, de onde pode ser visto o interior dos barracões e serve de espaço para assistir aos desfiles técnicos das escolas.

A grande área central é o espaço de lazer, encontro e entretenimento. A área de lazer tem bares, restaurantes, banheiros, palcos para shows, exposições de peças de carnaval e jardins com bancos, pergolados e duas enormes tendas para a exposição de carros alegóricos e realização de eventos. Neste local há 14 galpões. Atualmente funcionam como barracão para as 12 escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

A Cidade do Samba começou a ser usada em setembro de 2005, para o Carnaval de 2006. As escolas de samba rebaixadas após o carnaval 2006 (Caprichosos e Rocinha) tiveram que deixar seus barracões, enquanto que a Estácio, escola campeã do Grupo de Acesso A de 2006, passou a ocupar o barracão da Caprichosos de Pilares. O antigo barracão da Acadêmicos da Rocinha, ficará desocupado até ser utilizado para outros fins. A mesma coisa aconteceu em 2007 quando Estácio e Império Serrano, escolas de samba que foram rebaixadas para o Grupo de Acesso A em 2008, tiveram que deixar seus barracões; sendo que o barracão da Estácio de Sá será ocupado pela São Clemente escola campeã do Grupo de Acesso A de 2007 e a do Império Serrano será ocupado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. para 2008, o Império Serrano que retorna ao Grupo Especial ocupará o barracão da São Clemente.

Para 2010, a União da Ilha, que retorna ao Grupo Especial, ocupará o barracão do Império Serrano.

Na manhã de 7 de fevereiro de 2011, um incêndio atingiu os barracões da Liesa, da Grande Rio, da Portela e da União da Ilha. A Grande Rio, que já estava com seu carnaval praticamente pronto, perdeu todos os carros, fantasias e adereços. A União da Ilha também perdeu cerca de 90% de tudo que já estava pronto. A defesa civil informa que toda a parte superior desses barracões, atingidos pelo incêndio, terão que ser demolidos. Isso tudo aconteceu a menos de 30 dias do carnaval 2011. Na noite do dia 7, o prefeito Eduardo Paes juntamente com os representantes das escolas se reuniram e definiram que essas escolas prejudicadas não competirão e que nenhuma escola será rebaixada no carnaval 2011.[3] . Com o atraso das obras, devido ao fogo, Renascer, Ilha e Portela entraram em dezembro[4] [5] , sendo que a Renascer fez 50% de seu carnaval, no Carandiru do Samba e Portela, Ilha fizeram num local improvisado, dentro da própria Cidade do samba.

Em 2014, mesmo sendo rebaixada para a Série A, a Inocentes não saiu de seu galpão para a entrada da Império da Tijuca, tudo isso se deve as obras de revitalização do porto. sendo que o Império da Tijuca ocupou o galpão 7[6]

Escolas na Cidade do Samba Joãozinho Trinta (2014)[editar | editar código-fonte]

Barracão Escola
1 LIESA
2 União da Ilha
3 Portela
4 Grande Rio
5 Vila Isabel
6 Inocentes (Série A)
Tradição (Série A)
7 Império da Tijuca
8 Salgueiro
9 São Clemente
10 Mocidade
11 Beija-Flor
12 Unidos da Tijuca
13 Mangueira
14 Imperatriz

Referências

  1. O Fuxico. Cidade do Samba, no Rio, pode se chamar Joãosinho Trinta. Página visitada em 19.12.2011.
  2. O Dia na Folia - Decreto de Paes batiza Cidade do Samba com nome de Joãosinho Trinta (21.12.2011)
  3. Terra (07.02.2011). Depois de reunião, Paes anuncia que não haverá rebaixamento. Página visitada em 08.02.2011.
  4. Rafael Menezes, para o SRZD-Carnaval (03.12.2011). Ilha e Portela retornam à casa na Cidade do Samba. Página visitada em 18.12.2011.
  5. Luana Freitas (06.12.2011). Do Carandiru à Cidade do Samba: Renascer avança rumo a 2012. Página visitada em 18.12.2011.
  6. Carnavalesco (24/07/2013). Com chassis novos, Império da Tijuca aguarda liberação de sua 'casa' na Cidade do Samba. 16:46. Página visitada em 02/11/2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]