Ciferal

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Ciferal
Razão social Ciferal Indústria de Ônibus Ltda.
Tipo Privada
Indústria Automotiva
Fundação 1955
Fundador(es) Fritz Weissmann
Encerramento Dezembro de 2013
Sede Duque de Caxias,  Brasil
Produtos Carrocerias de veículos pesados
Sucessora(s) Marcopolo Rio
Website oficial http://www.marcopolo.com.br/

Ciferal foi uma encarroçadora de ônibus brasileira. A empresa foi fundada em 1955, e instalou-se primeiramente em Ramos, na cidade do Rio de Janeiro e, em 1992, transferiu-se para Xerém, no município de Duque de Caxias. Em 2001 foi adquirida pela empresa Marcopolo[1], que a transformou numa das maiores unidades de fabricação de ônibus da empresa para todo o Brasil, com ênfase na produção de veículos urbanos. No ano de 1992, a empresa Ciferal concluía a abertura de sua sede no Rio Grande do sul.

História[editar | editar código-fonte]

Quem fundou a Ciferal foi Fritz Weissmann, um austríaco que chegou ao Brasil ainda jovem, em 1927, quando sua família mudou-se para o Brasil. A empresa fabricou o primeiro ônibus urbano em 1957 e o primeiro ônibus brasileiro com ar condicionado individual para os passageiros. Em 1961, segundo o site Railbuss.com, a encarroçadora conquistou seu primeiro grande cliente, a Viação Cometa, que não podia mais importar ônibus dos Estados Unidos, devido à política de restrição de importações que começou naquela época.

A empresa tem destaque no mercado por ter sido uma das primeiras do país a usar duralumínio (uma liga metálica com base no alumínio) na carroceria. No início dos anos 70, a empresa juntou-se às encarroçadoras Cribia e Metropolitana - esta, fundada em 1948 pelo próprio Fritz Weissmann. A Metropolitana, porém, foi vendida à Caio anos depois.

A Ciferal chegou a ser estatal, nos anos 80, quando foi protagonista de uma crise financeira. A crise teve auge com o cancelamento de um pedido de 2 mil trólebus (ônibus elétrico) encomendado pela CMTC, empresa municipal de ônibus de São Paulo. Antes, a empresa deixou de produzir as encomendas da Viação Cometa - conhecidos como Dinossauro - levando-a a criar uma encarroçadora própria, a CMA, e levando profissionais da CMA para fabricar os ônibus customizados da empresa. Com a crise, o governador Leonel Brizola decidiu pela compra da Ciferal. A fábrica desenvolveu jardineiras - ônibus especiais para passeios turísticos em praias - e ônibus novos para a CTC-RJ, estatal de ônibus.

A crise teve ainda uma espécie de cisão, quando sócios da Ciferal abriram a Ciferal Paulista, uma espécie de filial da Ciferal em São Paulo. Do mesmo modo, em Pernambuco, surgiu a Reciferal (que ficava no Recife). Os carros da Ciferal Paulista e da Reciferal tinham diferenças de acabamento em relação aos modelos Tocantins da Ciferal, basicamente em lanternas e desenhos de tampas do motor. Porém, a Ciferal Paulista foi rebatizada posteriormente de Condor e em seguida e Thamco e atualmente a Ciferal Paulista é a gaúcha San Marino Neobus. Essa questão, creditam analistas da época, foi crucial para a crise da encarroçadora, que teve mais concorrentes no mercado.

Há uma história não confirmada segundo a qual os modelos de ônibus, baseados no projeto Padron, desenvolvido em 1979, foram apelidados de Briza em homenagem ao governador. Em 1985, além de relançar o modelo Dinossauro, nas versões turismo e rodoviário para curta e longa distância, a Ciferal procedeu a dois lançamentos: o Alvorada (lançado como Padron Briza dois anos antes), em substituição ao Fênix, que passou a ser o único modelo urbano da companhia; e a Jardineira, sobre chassis Mercedes-Benz OH-1313, concepção do arquiteto Jaime Lerner para operação na orla do Rio de Janeiro (inicialmente fabricada para a CTC, foi na seqüência vendido para diversas outras cidades brasileiras).

Na década de 90, a empresa se muda de Ramos para as instalações da antiga Fábrica Nacional de Motores (FNM), em Xerém (RJ). A empresa foi privatizada na década de 90, ao ser comprada por empresários de ônibus que eram clientes antigos da empresa.

Mudança de Nome para Marcopolo Rio[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2013 a Marcopolo anunciou que iria aposentar de vez a marca Ciferal e que a empresa passará a se chamar Marcopolo Rio, a fabrica da companhia que fica no distrito de Xerém passará a fabricar todos os modelos de ônibus urbanos do grupo, o motivo da mudança de nome foi que nenhum produto com a marca Ciferal é fabricado desde 2008, o investimento total da Marcopolo no estado do Rio de Janeiro será de R$ 55 milhões entre 2013 a 2015, com os investimentos a capacidade produção da fabrica de Xerém passará de 25 para 35 ônibus ao dia.[2][3]

Modelos Marcopolo produzidos nesta fábrica[editar | editar código-fonte]

Modelos extintos[editar | editar código-fonte]

Urbanos[editar | editar código-fonte]

Micros[editar | editar código-fonte]

  • Micron (1986-1992)
  • Agilis (1997-1999)
  • Agilis II (1998-2000)
  • Minimax (2004-2007)

Intermunicipais[editar | editar código-fonte]

  • Tapajós (1981-1989)
  • Pódium (1988-1992)
  • GLS Intermunicipal (1994-1998)

Rodoviários[editar | editar código-fonte]

  • Papo Amarelo (1960-1969)
  • Flecha de Prata (1964-1974)
  • Turbo Jumbo (1969-1974)
  • Líder (1969-1982)
  • Dinossauro (1972-1982; 1985-1987)
  • Araguaia (1979-1982)
  • Iguaçu (1983-1988)
  • Cursor (1994-1995)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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