Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos

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Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos (Alcochete, 155? – Lagny-sur-Marne, 1606), conde da vila de São Sebastião (por D. António I de Portugal),[1] distinguiu-se como corregedor dos Açores durante a crise de sucessão de 1580, tendo governado o arquipélago durante o período conturbado que se seguiu à aclamação nas ilhas de D. António, Prior do Crato como rei de Portugal. A ele se deve a fortificação e organização da defesa da ilha Terceira que levou à vitória na Batalha da Salga.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho de Sebastião Gomes de Figueiredo e de D. Antónia Fernandes de Vasconcelos, filha do arcebispo de Lisboa D. Fernando de Meneses Coutinho e Vasconcelos. Por este lado descendia dos Meneses da rainha Leonor Teles.

Em 1576 foi nomeado por Sebastião de Portugal para o cargo de corregedor dos Açores.

Foi a sua frase Antes morrer livres que em paz sujeitos que passou a ser a divisa dos Açores,[3] é retirada de uma carta escrita a 13 de fevereiro de 1582 por Ciprião de Figueiredo, no cargo de corregedor dos Açores, a Filipe II de Espanha. Naquela missiva recusava a sujeição da ilha Terceira em troca de mercês várias, afirmando: "... As couzas que padecem os moradores desse afligido reyno, bastarão para vos desenganar que os que estão fora desse pezado jugo, quererião antes morrer livres, que em paz sujeitos. Nem eu darei aos moradores desta ilha outro conselho... porque um morrer bem é viver perpetuamente...".

D. António em prémio da fidelidade do corregedor, quando o chamou a Paris, agraciou-o com o condado da vila de São Sebastião, localidade em cujos arrabaldes se travou a referida Batalha da Salga.

Era irmão de Duarte de Figueiredo e Vasconcelos, que possuía o prazo de Veloso que lhe dera o avô sendo bispo de Lamego. Esse prazo foi aumentado, porque ele serviu antes Filipe II de Espanha. Quando da Restauração da Independência, João IV de Portugal não tirou também aos Figueiredos os seus direitos em favor de outros que o aclamaram; um filho daquele Duarte serviu D. João IV, como seu pai servira D. Filipe II.

Madame de Saintonge registou no seu célebre livro "Histoire secrète de Dom Antoine Roy de Portugal, tirée des mémoires de Dom Gomes Vasconcellos de Figueiredo" (Paris, 1696), uma pouco menos de fantástica genealogia de seu tio-avô Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

É o patrono do Regimento de Guarnição nº 1, em Angra do Heroísmo.

Durante muitos anos a Escola Preparatória de Angra do Heroísmo teve Ciprião de Figueiredo como patrono, sendo o nome hoje perpetuado numa rua daquela cidade. Também Alcochete, sua terra natal, lhe dedica uma das suas principais artérias.

A companhia aérea Azores Airlines baptizou o seu 1º Airbus A330 com o nome "Ciprião de Figueiredo".

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • «Histórias secretas de reis portugueses», Alexandre Borges, Leya, 2012, págs. 139 e 140

Ver também[editar | editar código-fonte]