Ciro Gomes

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Ciro Gomes
Ciro Gomes em 2015
Deputado federal pelo Ceará
Período 1º de fevereiro de 2007
até 1º de fevereiro de 2011
6º Ministro da Integração Nacional do Brasil
Período 1º de janeiro de 2003
até 31 de março de 2006
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Luciano Barbosa
Sucessor(a) Pedro Brito
Ministro da Fazenda do Brasil
Período 6 de setembro de 1994
até 1º de janeiro de 1995
Presidente Itamar Franco
Antecessor(a) Rubens Ricupero
Sucessor(a) Pedro Malan
52.º Governador do Ceará
Período 15 de março de 1991
até 6 de setembro de 1994
Vice-governador(a) Lúcio Alcântara
Antecessor(a) Tasso Jereissati
Sucessor(a) Adalberto Barros Leal
43.º Prefeito de Fortaleza
Período 1º de janeiro de 1989
até 2 de abril de 1990
Vice-prefeito(a) Juraci Magalhães
Antecessor(a) Maria Luíza Fontenele
Sucessor(a) Juraci Magalhães
Deputado estadual do Ceará
Período 1º de fevereiro de 1983
até 16 de dezembro de 1988
Dados pessoais
Nome completo Ciro Ferreira Gomes
Nascimento 6 de novembro de 1957 (60 anos)
Pindamonhangaba, São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Maria José Santos
Pai: José Euclides Ferreira Gomes Jr.
Cônjuge Giselle Bezerra (2017-atualmente)
Patricia Pillar (1999–2011)
Patrícia Saboya (1983–1999)
Partido
Profissão advogado
professor universitário
escritor
Assinatura Assinatura de Ciro Gomes
Website portalcirogomes.com.br

Ciro Gomes (Pindamonhangaba, 6 de novembro de 1957) é um político, advogado e professor universitário brasileiro filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), do qual é vice-presidente.[1][2] Ocupou altos cargos políticos no país. Foi deputado estadual por duas legislaturas no Ceará, o 43º Prefeito de Fortaleza e o 52º Governador do Ceará e Ministro da Fazenda do Governo Itamar Franco durante a implantação do Plano Real e Ministro da Integração Nacional durante o projeto de transposição do rio São Francisco no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.[3][4][5] Seu último mandato político foi o de Deputado Federal entre 2007 e 2010.

Radicado em Sobral, Ceará desde 1962,[6] é formado em direito pela Universidade Federal do Ceará.[7] Foi professor de direito tributário e direito constitucional,[8] escrevendo três livros na área de economia política: No País dos Conflitos (1994); O Próximo Passo – Uma Alternativa Prática ao Neoliberalismo (1995), em parceria com o professor de Harvard Roberto Mangabeira Unger; e Um Desafio Chamado Brasil (2002).

Também atuou como pesquisador visitante na Harvard Law School.[9][10] No setor privado também ocupou os cargos de Presidente da Transnordestina S/A e foi um dos diretores da Companhia Siderúrgica Nacional.[11] Dois de seus quatro irmãos seguiram carreira política, Cid Gomes foi governador do Ceará por dois mandatos e Ivo Gomes é atualmente prefeito de Sobral. Seu pai também foi prefeito de Sobral por três mandatos e seu tio, Vicente Antenor Ferreira Gomes, foi prefeito do município de Itapipoca em 1992 e deputado estadual no estado do Ceará em 1982.

Índice

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Ciro Ferreira Gomes nasceu em Pindamonhangaba, São Paulo, filho do cearense José Euclides Ferreira Gomes Júnior (1918-1996) e da paulista Maria José Santos (1928-2015).

Carreira[editar | editar código-fonte]

Juventude (1957-1982)[editar | editar código-fonte]

Após concluir o curso secundário em uma escola pública da cidade, transferiu-se para Fortaleza e ingressou em 1976 na Universidade Federal do Ceará (UFCE), na Faculdade de Direito. Ciro também sempre revelou interesse por Futebol, sendo torcedor e sócio do Guarany de Sobral.[12]

Vida estudantil[editar | editar código-fonte]

Durante o período universitário, Ciro militou no grupo Habeas-Corpus, de acordo com seu depoimento no livro “No País dos Conflitos”. Em 1979, disputou as eleições da UNE, onde concorreu para vice-presidente na chapa Maioria.[13] Em entrevista dada ao Roda Viva, em 1991, Ciro afirmou que, no movimento estudantil, se aproximava mais com a esquerda católica.[14]

Ao concluir a universidade, tendo alcançado o primeiro lugar no exame vestibular,[15] Ciro voltou para a cidade de Sobral e entrou na vida pública aos 23 anos, e se tornou professor universitário e advogado, e foi quando o pai foi eleito prefeito e o apontou como procurador do município.[13] Esse período foi também convidado por José Maria Felix, já como professor da universidade, para ser comentarista esportivo da Rádio Educadora do Nordeste. Como comentarista acompanha principalmente o Guarany de Sobral.[12]

Deputado estadual e professor de direito (1983-1988)[editar | editar código-fonte]

Ciro disputou sua primeira eleição em 1982, para deputado estadual, tendo sido o deputado estadual mais votado na cidade de Sobral, onde obteve 11 600 votos. Foi candidato pelo PDS, que era o partido do pai. Defendeu nesta eleição o “voto camarão” (recomendava vereadores, prefeitos e deputados, mas o voto em branco para senador e governador). Já afirmou que nunca pertenceu à Arena e só se filiou ao PDS para não entrar na política contra seu pai, que era prefeito e "estava em marcha sua sucessão".[16]

Deputado estadual[editar | editar código-fonte]

Em 1983 Ciro Gomes filiou-se ao PMDB e assumiu seu primeiro mandato de forma ousada, se manifestando inclusive contra o Governador eleito pelo seu próprio partido, Luís Gonzaga de Mota. Ciro chamou a atenção da imprensa local por debater questões nacionais, democracia, reformas sociais, liberdades, e até geopolítica internacional, algo que segundo ele havia sido deixado de lado pelos políticos do Ceará.[17]

Foi então que Tasso Jereissati, presidente do Centro Industrial do Ceará, despontando como uma nova liderança industrial no estado, conheceu Ciro Gomes e o convidou a participar de conversas particulares e conferências do CIC. A relação deles se estreitou no ano de 84 durante as eleições diretas que elegeram Tancredo Neves. Segundo Ciro, após a morte do presidente eleito ele teria passado a ser perseguido pelo governador, e então decidiu apoiar o nome de Jereissati para o governo estadual.[17]

Na eleição de 1986, quando da sua reeleição, ele apoiou a proposta do grupo de Tasso Jereissati, que também era candidato pela primeira vez ao governo do estado, com a intenção manifesta de "derrubar os coronéis" do estado. Ciro conquistou seu segundo mandato de deputado e foi convidado por Tasso a exercer a liderança do governo estadual na Assembleia do Estado do Ceará. Enfrentou as reações dos parlamentares ao enxugamento da máquina administrativa, e seu esforço foi retribuído com o convite de disputar a prefeitura da capital do estado, Fortaleza, dando seguimento à estratégia de isolamento político dos coronéis do Ceará.[17] Mais tarde, juntou-se ao PSDB.[18]

Professor de Direito[editar | editar código-fonte]

No ano de 1985, Ciro Gomes foi também professor de Direito Tributário na Unifor (Universidade de Fortaleza) e em 1979 foi professor de Instituições de Direito Público e Privado na UVA (Universidade do Vale de Aracaú). Judicael Pinho, que era o Coordenador de Curso de direito quando Ciro foi admitido professor na Universidade, afirmou à Folha que para ensinar a disciplina e ser admitido no curso "era necessário um amplo conhecimento da legislação tributária brasileira".[19]

Prefeito e Governador (1989-1994)[editar | editar código-fonte]

Prefeito de Fortaleza[editar | editar código-fonte]

Ciro assumiu a prefeitura da capital cearense em janeiro de 1989. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, a gestão anterior deixou uma herança pesada, que havia deixado os serviços públicos paralisados, mas, segundo a mesma reportagem, em um ano ele reconstruiu a cidade. Colocou em funcionamento os serviços de limpeza e manutenção viária, de saúde e educação, e colocou em dia o salário dos mais de 20 mil funcionários da cidade. Obteve no ano seguinte, o melhor índice de aprovação entre todas as prefeituras das capitais brasileiras, atingindo 77% de ótimo/bom, de acordo com a Folha de S.Paulo.[17]

Implantou o primeiro IPTU progressivo do Brasil.[20]

Porém, apenas 15 meses à frente da sua administração, deixou o cargo para se candidatar ao Governo do Estado no final de 1990, na legenda do PSDB, partido que havia sido recém criado. Foi eleito no primeiro turno com 56% dos votos e saiu vencedor em todas as urnas de fortaleza. Foi o único governador eleito pelo PSDB naquele ano.[17][18]

Na eleição presidencial de 1989, apoiou no primeiro turno Mário Covas, candidato de seu partido, e Lula no segundo turno.[21]

Governador do Ceará[editar | editar código-fonte]

Em 1990, foi eleito governador do Ceará, vencendo Paulo Lustosa. Foi o primeiro governador a ser eleito pelo PSDB e tornou-se o segundo mais jovem governador do país na época, já que em 1962, aos 29 anos, o governador do Estado do Amazonas, Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo, tomou posse dias após completar trinta anos de idade.[22]

Ciro assumiu o governo do Estado do Ceará em março de 1991. Foi um incentivador da criação de micro e pequenas empresas no estado, e deu prosseguimento a redução da máquina administrativa, iniciado na gestão de Tasso Jereissati. Também combateu a sonegação de impostos e aumentou a arrecadação do estado.[23][24] Investiu fortemente em saúde e educação e sua gestão o transformou no mais popular dos governadores do Brasil, com 74% de aprovação de acordo com o Datafolha, em pesquisa de julho de 1992[25] e foi relacionado pela revista ‘‘Time’’ como uma das 100 lideranças emergentes no cenário mundial.[26]

Um importante marco do Governo de Ciro Gomes foi a reestruturação das Secretarias de Governo, colocadas nas mãos de jovens técnicos em substituição aos políticos. Segundo dados coletados por Washington Bonfim, 71% das Secretarias de Ciro Gomes eram comandadas por técnicos e pouco mais de 17% por políticos. Com essa estratégia o governador buscou aliados em setores organizados da sociedade, e adotou formas participativas de gestão.[27]

Durante o governo de Ciro, aconteceu uma rebelião no Instituto Penal Paulo Sarasate, no Ceará. Na altura, o Arcebispo Dom Aluísio Lorscheider visitava o presídio com outros bispos para denunciar as condições do presídio. Dom Aluísio foi sequestrado por dez presos que exigiam armas e munições. Presos e reféns deixaram o presídio em um carro blindado após negociações conduzidas pelo governador Ciro Gomes.[28]

Ciro Gomes, ao deixar o Governo do Estado do Ceará, recusou a pensão de governador vitalícia a que tinha direito. Já havia recusado também a pensão vitalícia de ex-prefeito de Fortaleza, combinando a negação de duas aposentadorias vitalícias.[29][30] Ficou no posto entre 1991 e 1994, e foi na época o governador mais bem avaliado do Brasil segundo as sucessivas pesquisas do Datafolha.[23]

Realizações[editar | editar código-fonte]

Econômicos

Elevou a renda per capita do estado do Ceará de R$ 1.467,00 para R$ 1.637,00 (termos absolutos). Um aumento acumulado de 11,6%, enquanto o Brasil teve um aumento de 6,3% e o Nordeste, um aumento de 4,2%. Elevou a representação do PIB cearense de 1,65% do PIB nacional e 12,45% do PIB nordestino para 1,72% e 13,3%, respectivamente. No período, o PIB industrial do Ceará cresceu 1,38%. Saiu do Governo do Estado com 74% de aprovação, mesmo enfrentando oposição de sindicatos e movimentos sociais por ter arrochado salários e terceirizado alguns serviços públicos.[23]

Redução da mortalidade infantil

Como governador, reduziu em 32% a taxa de mortalidade infantil no Ceará e Programa Viva Criança recebeu o Prêmio Maurice Paté da Unicef, entregue em Nova Iorque.[31] Foi o primeiro governante latino-americano a receber o prêmio. O Programa Viva Criança, divulgado por Renato Aragão foi iniciado em 1987 por Tasso Jereissati e em seis anos levou o Ceará para as melhores posições no ranking de mortalidade infantil do país.[32]

Canal do trabalhador

Com as secas de 1991, 1992, e 1993, o Canal do Trabalhador foi considerada a principal realização de Ciro Gomes frente ao Governo do Ceará. O canal foi inaugurado em 1993, tendo 40% do seu custo financiado pelo governo federal e 60% financiado pelo governo do estado. O canal funcionou por sete meses durante as secas, e ficou desativado depois das chuvas retomarem, sendo que nenhuma das obras de aproveitamento da água do canal e de irrigação fora concluída. Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Companhia de Água e Esgotos do Ceará, o canal teria ficado "sem utilidade".[33] Foi construído em tempo recorde de três meses e teve como objetivo imediato evitar um colapso de água em Fortaleza, levando água do Açude Orós ao sul de Fortaleza.[34]

Turismo no Ceará

Ao longo de vários governos, o Ceará se fortaleceu como destino turístico no imaginário social nordestino e brasileiro. O Pacto de Cooperação, instituído em 1991 foi a representação maior dessa estratégia. Uma parceria entre a sociedade civil e o Estado com o objetivo de repensar a economia do Ceará no cenário mundial. Ciro também idealizou o projeto do Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar. Fizeram parte dessa estratégia o setor privado, as universidades e centros de pesquisa, todos reunidos em um grande fórum com o então governador Ciro Gomes (presidente do Pacto de Cooperação) e o Prefeito de Fortaleza, Juraci Magalhães.[35]

Ministro da Fazenda e pesquisador na Universidade de Harvard (1994-1996)[editar | editar código-fonte]

Ministro da Fazenda[editar | editar código-fonte]

Em setembro 1994, Ciro Gomes assumiu o Ministério da Fazenda, substituindo Rubens Ricupero, flagrado confidenciando detalhes considerados impróprios sobre sua conduta à frente da pasta, ao jornalista Carlos Monforte, no episódio que ficou conhecido como o "escândalo da parabólica".[36][37]

Uma de suas medidas foi a redução da tarifa de importação de 445 produtos.[38] A medida, que fazia parte da execução do Plano Real, visava abrir o mercado e dissuadir os produtores nacionais a baixarem os preços para acautelar o país de uma eventual volta da hiperinflação.

Em uma de suas primeiras declarações como ministro, Ciro afirmou que existiam dois tipos de empresários no país: “os patrióticos, que merecem o nosso respeito, e os que sonegam, elevam os preços abusivamente e não merecem respeito de ninguém”.[39] Logo no início de sua gestão, criticou os juros altos, e disse que o “melhor juro é o menor possível”. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, afirmou que pretendia equacionar os juros de modo que eles permitissem a produção e ao mesmo tempo evitassem a imprudência de provocar o consumo, garantindo que durante sua gestão, não iria admitir formação artificial de preços e especulação.[40] Durante sua gestão à frente da pasta, foi responsável pela Medida Provisória 794/1994, que regulamentou a Participação nos Lucros e Resultados de empresas, substituída pela MP 980/1995, no governo de Fernando Henrique Cardoso.[41] Criou a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), com o intuito de estabelecer um índice para os empréstimos do BNDES e remunerar o PIS/Pasep, FAT, e Fundo da Marinha Mercante.[42]

No início de novembro, em entrevista coletiva realizada em Brasília, Ciro afirmou que “estava pouco ligando se a FIESP o apoiava ou não”. Disse ainda que queria “ser apoiado pela população e por sua consciência”. Na mesma coletiva de imprensa, afirmou que “durante muitos anos a Fazenda esteve ao lado dos interesses inflacionários, e agora estava contra ela”. No final da entrevista, afirmou “ser o ministro da contracultura de todas as conversas fiadas criadas ao longo do tempo no Brasil”.[43]

Ainda em novembro, viajou em missão para Buenos Aires para discutir com Domingo Cavallo uma ampla pauta econômica em relação às tarifas do Mercosul e políticas de importação de automóveis. As discussões derivadas desse encontro foram institucionalizadas através do Protocolo de Ouro Preto, considerado um marco institucional para o Mercosul, e assinado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, em dezembro de 1994, ao fim do Governo de Itamar Franco.[44][45]

Entrevistado em setembro de 1995 no programa de televisão Roda Viva, Ciro criticou duramente a escolha de José Serra como Ministro de Planejamento do governo de Fernando Henrique, acusando-o de ter combatido a política cambial que sustentava o Plano Real.[46]

Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S.Paulo em julho de 2009, Itamar Franco afirmou que foi o grande responsável pela implantação do Plano Real, em 1994, e os principais ministros foram Rubens Ricupero e Ciro Gomes.[47]

Ao fim do governo de Itamar Franco, Ciro Gomes não aceitou assumir cargos na gestão de Fernando Henrique Cardoso e foi substituído por Pedro Malan no Ministério da Fazenda.[48]

Visiting Scholar na Harvard Law School[editar | editar código-fonte]

Ciro candidatou-se para duas posições na Universidade de Harvard: Visiting Scholar na Law School de Harvard e Fellow no Center for International Affairs. Depois de ser aceito para ambos ele optou por ser Visiting Scholar na Harvard Law School.[9]

Nesse mesmo período, passou a escrever aos domingos uma coluna para o Jornal do Brasil e publicou, junto com o professor Roberto Mangabeira Unger, o livro “O Próximo Passo: uma alternativa prática ao neoliberalismo”, traduzido inclusive para o espanhol.[49]

Segundo Livro - "O Próximo Passo - Uma Alternativa Prática ao Neoliberalismo" (1996)[editar | editar código-fonte]

No livro “O Próximo Passo - Uma alternativa prática ao neoliberalismo”, Ciro e Mangabeira criticam tanto o “nacional populismo do terceiro mundo”, quando o “defensivo e conservador modus operandi das sociais democracias do primeiro mundo”. No livro criticam “a adesão do Brasil ao neoliberalismo”, o “abandono da tentativa de construção de uma civilização própria no país”, e a “rejeição da concepção de que a história humana deve ser a história das grandes alternativas”. O livro tem a proposta de provocar uma discussão no Brasil propondo um caminho que se contrapõem ao discurso neoliberal. A partir deste livro, Ciro Gomes começou a combater fortemente as “políticas de estado mínimo” e a defender um estado capaz de construir um planejamento de longo prazo, definindo políticas de desenvolvimento para o país.[50]

Corridas presidenciais (1998-2002)[editar | editar código-fonte]

1998 - A primeira candidatura à presidência[editar | editar código-fonte]

Ciro Gomes e Manuela D'Avila.

Foi membro do PSDB até 1996, quando filiou-se ao recém-criado PPS em setembro de 1997(do antigo Partido Comunista Brasileiro, presidido por Roberto Freire - fundado em 19 de março de 1992)[51], para concorrer à Presidência da República em 1998.

As eleições de 1998 foram as primeiras eleições que permitiam a reeleição, além de já vir acompanhada de uma crise econômica grave, estimulada pelo equilíbrio dos preços do Plano Real. De acordo com relato do jornalista Vicente Gentilli, em 1998, Fernando Henrique e a grande imprensa “uniram-se para evitar todo debate e os jornais praticaram um jornalismo anódino, inosso e inodoro”. Ainda segundo o jornalista, a imprensa decidiu não abriu discussões sobre programas de cada candidato, suas vantagens e desvantagens.[52]

Ciro era candidato de oposição à FHC, que, com aprovação da emenda da reeleição naquele ano, concorreria ao seu 2º mandato consecutivo. Ciro enfrentava ainda Lula, vindo de uma forte coligação formada por PT, PDT, PCdoB, PSB e PCB. Durante a campanha, Ciro Gomes criticou a política econômica de Fernando Henrique em relação à venda do patrimônio público, à explosão das dívidas interna e externa, e à valorização artificial do real. Seu programa de governo previa a redução drástica dos juros e a adoção de um câmbio flutuante. No último mês da campanha, diante da perspectiva de Fernando Henrique vencer as eleições no primeiro turno, Ciro e Lula cessaram os ataques recíprocos e buscaram aproximar-se na oposição ao presidente. FHC foi eleito no primeiro turno, com 53% dos votos, e Ciro ficou em terceiro, com cerca de 10% dos votos.[53] Ciro na época obteve seus melhores desempenhos nos estados do Ceará (34,23% dos votos) e Distrito Federal (27,48%). Foi o terceiro mais votado com 7 426 190 de votos, ficando atrás de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva. Em 2002, disputou novamente eleições presidenciais pelo PPS, e terminou o pleito em quarto lugar com 10 170 882 de votos, atrás de Lula, José Serra e Anthony Garotinho. No segundo turno, apoiou Lula. Nessa campanha, afirmou que havia combatido a ditadura militar.[13]

Uma eleição sem debates[editar | editar código-fonte]

Naquele ano, não foram realizados debates. De acordo com a legislação, todos os concorrentes deveriam ser chamados para debater e se não houvesse acordo entre eles deveria ser realizado um acordo entre eles. A Globo manifestou-se por discordar dessa solução. Fernando Henrique Cardoso se recusou a participar dos debates ou fazer acordos e preferiu seguir governando o país sem debater. No dia 28 de setembro, Lula e Ciro Gomes falaram juntos sobre a importância dos debates, afirmando que o debate serve para permitir que a sociedade faça um juízo de valor. Ambos manifestaram indignação com a não realização dos debates.[54]

Contra o impeachment de FHC[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 1998, Ciro afirmou que, apesar de repudiar o governo de Fernando Henrique, era contra qualquer tipo de ação de impeachment contra o governo e também contra as pressões para que FHC renunciasse. Ele afirmara que a oposição deveria vencer as lutas políticas no campo intelectual, e que os países da América Latina que decidiram partir para o confronto, vivenciaram batalhas civis.[55]

Enquanto criticava duramente o governo, Ciro também buscou fortalecer sua aproximação com setores da oposição. Propôs, em reunião em abril de 1999 com Lula, a formação de um movimento suprapartidário que reunisse correntes oposicionistas em torno de um programa para as eleições de 2002. O movimento poderia ter uma candidatura única de centro-esquerda. No entanto, a proposta foi recusada por um grupo de petistas, que justificavam a negativa com o fato de Ciro ser contra o impeachment de Fernando Henrique. Ciro justificou afirmando que as propostas eram “golpistas”, e sustentou que a busca de saída para crises não comporta desrespeito às instituições de democracia consolidadas.[carece de fontes?] Mesmo assim, continuou um grave crítico do governo, afirmando por exemplo, em 2002 que “Fernando Henrique não rouba, mas deixa roubar.[56]

2002 - A segunda candidatura à presidência[editar | editar código-fonte]

No princípio das discussões em relação aos candidatos à presidência nas eleições presidenciais de 2002, Ciro defendia uma unidade das oposições no primeiro turno para enfrentar o candidato do Governo.[57]

Com esse propósito, conseguiu formar uma frente unindo PTB, PDT e PPS, a Frente Trabalhista. Foi um momento de muita alegria para Leonel Brizola, na época com 80 anos de idade. Na convenção nacional da Frente Trabalhista, realizada em Pindamonhangaba em junho de 2002, Leonel Brizola leu emocionado a Carta Testamento de Getúlio Vargas e disse que esperava por aquele momento por 22 anos.[58]

Propostas de Governo[59]

No seu programa de Governo, Ciro defendeu câmbio flutuante, controle inflacionário e estabilidade. Afirmou que não haveria rupturas de contrato do governo anterior e nem quebra de direitos já adquiridos.[60] No plano também afirmou que o Banco Central de seu governo seria profissional e não seria presa da especulação financeira. Como medida fundamental do seu modelo de crescimento econômico, previa a elevação da taxa de poupança do país através de uma simplificação e reforma do sistema tributário, reduzindo os tributos no setor produtivo e nos salários e eliminando os privilégios da especulação financeira.[60] Essas reformas em conjunto permitiriam, de acordo com o programa, uma elevação do salário mínimo gradativa e continuamente. As propostas de política externa do Governo eram focadas em integração da economia brasileira na economia mundial, promovendo as exportações. A política de exportação reforçaria uma política industrial, que seria potencializada com uma coordenação entre o governo e as empresas privadas.[60] Já em 2001, o projeto previa um aumento dos contatos com China e Índia, além da União Europeia e Mercosul. Na área de Habitação, os objetivos do programa eram resolver a dificuldade da compra da casa própria, regularizar a posse de terra em bairros mais pobres, e construir casas para famílias com renda até três salários mínimos (uma espécie de Minha Casa Minha Vida).[60]

Ciro também afirmou acreditar que a reforma agrária deve ser “concebida e executada de forma a favorecer a expansão de uma agricultura moderna, de alto valor agregado, de porte familiar, e em regiões próprias para esse padrão de lavoura”.[61]

Serra, FHC e o mercado financeiro

Já em meados de outubro de 1999, os investidores internacionais começaram a se assustar com o debate em relação a dívida brasileira protagonizada por Ciro Gomes. Quando Ciro iniciou os debates a respeito da renegociação da dívida brasileira (extensão do prazo e redução das taxas de juros), gestores financeiros declararam para o New York Times que “essa seria uma ideia maluca que poderia paralisar a economia, criaria fuga de capitais e traria o risco de inflação”.[62]

Entre 2001 e 2003, com o crescimento da candidatura de Ciro Gomes associado a um período de aprofundamento da crise econômica provocada pela alta do dólar, a desvalorização da bolsa de valores, e o aumento dos riscos do Brasil indicado por agências de avaliação de risco internacional, os investidores ficaram ainda mais preocupados com um possível segundo turno disputado entre Lula e Ciro Gomes. Essa possibilidade foi profundamente explorada pelo PSDB e pelo governo, que vinculou durante a sua campanha, as possibilidades de vitória de Ciro Gomes ao agravamento da situação econômica. Na época, de acordo com a Folha de S.Paulo, FHC trabalhava com duas opções: (1) ou deixar evidente que, caso Serra não chegue no segundo turno, seu candidato seria Lula, argumentando que Lula era uma alternativa mais segura, ou (2) se Ciro moderasse sua posição em relação ao mercado financeiro, FHC adotaria neutralidade no segundo turno.[63]

Foi nessa época que Lula decidiu acalmar o setor financeiro e abocanhar o apoio do setor. No dia 19 de agosto de 2002, Lula se encontrou com a direção da FIESP (Federação da Indústrias de São Paulo), da Bolsa de Valores e da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), e apresentado como futuro presidente do Brasil. Garantiu, na altura, que não atacaria banqueiros durante a campanha e que no seu governo os bancos continuariam ganhando dinheiro. Na reunião, Lula comparou sua relação com a FEBRABAN com o início do namoro com a esposa Marisa.[64] Enquanto isso, Ciro Gomes buscava, com o apoio de Tasso Jereissati, apoio entre empresários notáveis do setor nacional, como Carlos Sicupira (sócio da AmBev e das Lojas Americanas), Ricardo Steinbruch (da Vicunha e da CSN) e Flávio Rocha (da Riachuelo).[64]

Com suas chances de vitória reduzida, e com aliados defendendo que Ciro renunciasse e apoiasse Lula, Ciro resistiu a pressão. No primeiro turno Lula venceu com 46% dos votos, Serra ficou em segundo com 23%, Garotinho em terceiro com 18% e Ciro Gomes em quarto com 12%.[65]

O apoio de Jair Bolsonaro

Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, no dia 5 de dezembro de 2002, Jair Bolsonaro afirmou que falta patriotismo no Brasil, afirmou que não só votou para Ciro Gomes, como inclusive militou durante a campanha de 2002. Segundo Bolsonaro:

“...jamais votaria no candidato do Fernando Henrique Cardoso. No primeiro turno, trabalhei para Ciro Gomes, que perdeu. No segundo, escolhi a opção que considerava a melhor.”[66]

Ministro da Integração Nacional (2003-2006)[editar | editar código-fonte]

Ciro Gomes em outubro de 2006.

Escolhido por Lula para comandar o Ministério da Integração Nacional, Ciro tinha como objetivo algumas tarefas de infraestrutura, principalmente na área de infraestrutura hídrica, mas a grande tarefa era articular iniciativas de todas as esferas do governo, visando equilibrar um desenvolvimento desigual no território brasileiro. As principais ações de Ciro Gomes frente ao Ministério foram a revitalização da SUDENE e da SUDAM, idealizadas por Celso Furtado nos anos 50 e extintas durante o governo de FHC, e avançar com a transposição do rio São Francisco.[67]

A reinauguração da SUDENE e da SUDAM[editar | editar código-fonte]

Uma das promessas de Lula durante sua campanha era a recriação dos órgãos de desenvolvimento, visando retomar o papel estratégico do estado brasileiro. Ciro afirmou na época que o gap entre população e produção do PIB das regiões norte e nordeste do Brasil precisavam ser reduzidos.  A proposta elaborada pelo Ministério da Integração Nacional faria com que a SUDAM e a SUDENE fossem geridas por conselhos deliberativos formados pela sociedade civil, governos estaduais, empresários, trabalhadores, ministros de estado e membros de agências de crédito. Isso teria como objetivo blindar as instituições contra corrupção, e os riscos dos empreendimentos seriam assumidos pelos operadores financeiros privados. O projeto de lei que recriava as agências ficou pronto em 2003, mas o seu funcionamento dependia de aprovação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional. A aprovação do fundo, no entanto, foi duramente negociada com governadores e suas bancadas no congresso. Os acordos feitos foram classificados por Ciro como um equívoco de projeções históricas, e os recursos deveriam ser utilizados em projetos de infraestrutura sob coordenação federal.[17]

A transposição do rio São Francisco[editar | editar código-fonte]

Ciro também foi o responsável por uma das maiores iniciativas do Governo Lula, o projeto de transposição do rio São Francisco. Com um custo inicial estimado em 4,5 bilhões de reais em sua primeira etapa, foi considerada a obra de maior impacto do governo. O projeto consistia na implantação de dois canais somando 700 quilômetros de extensão, desviando entre 1% e 2,5% das águas do Rio São Francisco para irrigar o nordeste. As previsões apontavam para uma população de cerca de doze milhões de pessoas beneficiadas nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.[68]

O projeto causou muita controvérsia e debates polêmicos. Críticos afirmavam que o fato de o projeto também prever possível utilização de água para irrigação, beneficiaria a agroindústria e os proprietários de terra. Defensores do projeto diziam que o projeto era prioritário para dessedentação animal e abastecimento humano, e por consequência poderia ocasionalmente também levar água para dar mais potencial para a agricultura do semiárido. Ciro defendia que as regiões beneficiadas não possuíam rios perenes, e isso justificava transportar água para esses locais.[69]

Em março de 2006, Ciro renunciou ao cargo de Ministro da Integração Nacional para concorrer à Câmara dos Deputados pelo estado do Ceará.[70] A candidatura ocorreu devido à chamada "cláusula de barreiras" que minava partidos políticos que não tivessem pelo menos 5% de votos em âmbito nacional. Seu nome passou na época a ser inclusive cogitado para ser vice da chapa que lançaria Lula a reeleição em outubro. No entanto, a estratégia foi lançar Ciro a Câmara dos Deputados, onde obteve uma votação recorde e ajudou o partido a aumentar a sua representação no congresso. Ciro quis "salvar" o PSB da degola política e se candidatou, pois sabia que teria ampla votação. Caso contrário, ele estaria na disputa pelo governo do Ceará ou como candidato a vice-presidente na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva.[carece de fontes?] Foi eleito o deputado federal proporcionalmente mais votado do Brasil com mais de 16,19% dos votos.[71] Seu irmão, Cid Gomes, foi eleito governador do Ceará no mesmo ano.

Deputado Federal (2007-2010)[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2006, Ciro foi candidato a deputado federal pelo PSB. Se elegeu como deputado proporcionalmente mais votado do país, com 667.830 votos.[72] Em valores absolutos, foi o segundo mais votado no país, ficando atrás apenas de Paulo Maluf.[71]

Durante a legislatura, Ciro participou com destaque no começo da legislatura das articulações para eleição de presidente da Câmara dos Deputados. Na época, Ciro apoiou Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O PT e o PMDB lançaram o nome de Arlindo Chinaglia (PT-SP), e PSDB lançou Gustavo Fruet (PSDB-PR), com o apoio da oposição. Chinaglia venceu no segundo turno.[73]

Para contrapor a hegemonia do Partido dos Trabalhadores, Ciro Gomes e Aldo Rebelo formaram um bloco composto por PSB, PDT e PCdoB. Ciro integrou a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, as Comissões Especiais sobre Crise Econômico-Financeira e sobre as atividades de exploração e produção do pré-sal, além ter sido membro do grupo de trabalho de consolidação das leis brasileiras.[7]

Defendeu veementemente a prorrogação da CPMF, o Programa de Aceleração do Crescimento, e a transposição do rio São Francisco.[74][75][76]

Em 22 de abril de 2008, afirmou em sabatina da Folha que poderia se candidatar à presidência do Brasil em 2010,[77] Já em 18 de junho de 2009, admitiu ponderar sobre candidatura ao cargo de governador do estado de São Paulo.[78] mas não se candidatou a nenhum cargo público nas eleições seguintes.

Eleições de 2010[editar | editar código-fonte]

Sobre a eleição presidencial de 2010, a priori, Ciro declarou que, se o então governador de Minas Gerais Aécio Neves disputasse a presidência, sua candidatura não seria mais necessária, uma vez que a presença do tucano seria muito importante para o país.[79]

Em junho de 2017, Ciro declarou que [Aécio] foi uma das mais profundas decepções de sua vida pública e declarou os episódios protagonizados por Aécio Neves como "absolutamente chocantes".[80]

Durante as eleições do ano de 2010, Ciro Gomes foi cogitado como candidato ao Governo Estadual de São Paulo. O PSB, sob liderança de Eduardo Campos estipulou metas de crescimento estadual da legenda e Ciro Gomes teve sua pré candidatura preterida e o partido apoiou a então Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff na eleição presidencial. O Partido dos Trabalhadores fez uma pressão muito grande para que ele abandonasse a sua candidatura à presidência da república e afirmou na época que “enquanto o PT queria que eu fosse candidato em São Paulo para fortalecer a Dilma, que precisava de palanque forte lá, eu era a melhor das criaturas, mas agora o PT me trata como a pior das criaturas”.[81]

Ciro Gomes não participou da campanha de Dilma Rousseff, mas a apoiou no segundo turno. Naquele momento, ele preferiu não disputar nenhum cargo eletivo. Em entrevista ao estadão, Ciro afirmou que, caso não fosse candidato a presidência da república não seria candidato a deputado, e disse que não tinha pretensão de ser governador de São Paulo. Segundo ele, a política não deve ser um meio de vida.[82]

Setor privado, Secretário de Saúde e o combate ao impeachment (2011-2015)[editar | editar código-fonte]

Comentarista esportivo[editar | editar código-fonte]

Voltando a atuar no setor privado depois de se afastar da vida pública, Ciro Gomes iniciou uma curta carreira como comentarista esportivo na Rádio Verdes Mares de Fortaleza. Em meados de 2013, em entrevista como comentarista esportivo criticou os protestos de rua. Segundo ele, “há uma desinteligência em associar o orçamento da Copa com outras áreas. Há uma falsa contradição entre Copa e educação ou Copa e saúde. O que o povo queria é que o governo tratasse as áreas essenciais da mesma maneira que tratou a Copa, com o plano, prazo e investimento”.[12]

Secretário de Saúde do estado do Ceará[editar | editar código-fonte]

Em 9 de setembro de 2013, Ciro foi nomeado Secretário Estadual de Saúde do Ceará pelo seu irmão e então governador Cid Gomes.[83][84] Sobre uma possível prática de nepotismo, o STF já havia se manifestado quatro anos antes, decidindo que poderia ser mantido no cargo de Chefe de Gabinete do Executivo, Ivo Gomes, um outro irmão também nomeado por Cid Gomes na época.[85] Segundo a Justiça cearense, a nomeação de Ciro Gomes, assim como a anterior, não contrariaria a Súmula Vinculante nº 13, com a nomeação de parente para o exercício de cargo eminentemente político.[86]

Em setembro de 2015, Ciro assumiu novamente a Secretaria Estadual de Saúde do Ceará, no governo de Camilo Santana.[87][88]

Presidente da Transnordestina e diretor da Companhia Siderúrgica Nacional[editar | editar código-fonte]

Em 3 de fevereiro de 2015, Ciro Gomes foi contratado como Diretor da Transnordestina Logística S/A. A empresa é subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), sociedade empresária privatizada em 1993. Segundo informações divulgadas à imprensa, seu principal desafio no comando da entidade seria a conclusão da Transnordestina, ferrovia que ligaria o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco. A obra ferroviária, após sucessivos adiamentos, teve a entrega marcada para o final do ano de 2016.[89]

Durante quase 18 meses, Ciro Gomes foi o número um na hierarquia da Transnordestina. Durante sua gestão a obra evoluiu em cerca de 1% de conclusão/mês. Sob seu comando, a obra contava com aproximadamente 4.000 empregados nas fases de baixa execução, e 10.000 empregados nas fases mais aceleradas do processo.[90]

Contra o impeachment de Dilma Rousseff[editar | editar código-fonte]

Segundo a assessoria de imprensa de Ciro, ele saiu da Transnordestina para evitar que "perseguições políticas" a sua posição contra o governo interino de Michel Temer "interfiram" no andamento da obra.[91] Desde os primeiros indícios da derrocada do Governo da Presidente Dilma Rousseff, Ciro Gomes foi uma das lideranças do Brasil que lutou até o fim contra a instabilidade democrática. O Ceará foi um dos poucos estados em que a maioria dos deputados votou contra o impeachment de Dilma Roussef.[92]

Ao longo dos meses de tormenta no cenário político brasileiro, Ciro Gomes deu diversas entrevistas, palestras, e participou de atos políticos. Em uma entrevista à jornalista Mariana Godoy classificou o presidente Michel Temer como “capitão do golpe”[93] e o maior interessado na derrubada do governo de Dilma.[93] Afirmou também que Michel Temer era “sócio íntimo” do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.[94][95]

De volta ao pleito presidencial (2015-atualmente)[editar | editar código-fonte]

Ciro Gomes na abertura da II Semana de Políticas Públicas da UFABC.

Filiação ao Partido Democrático Trabalhista[editar | editar código-fonte]

Em 16 de setembro de 2015, após breve passagem pelo PROS, filiou-se ao PDT. No discurso de filiação, em evento realizado em Brasília, Ciro relembrou e elogiou Leonel Brizola. Em sua fala, Ciro disse que, acumulando na altura 36 anos de vida pública, passava por um “processo de desintoxicação”. Criticou as taxas de juros no Brasil, elogiou o aumento do salário mínimo ocorrido no governo Lula, e disse que precisamos do nacional desenvolvimentismo para experimentar um processo civilizatório de êxito.[96]

Pré-candidatura a Presidente da República[editar | editar código-fonte]

No final de agosto de 2015, afirmou em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, que poderá ser candidato nas eleições presidenciais de 2018.[97] No dia 22 de janeiro de 2016, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, confirmou no Encontro Nacional do partido que Ciro Gomes seria pré-candidato a presidente da República em 2018.[98]

Na quinta feira, dia 8 de março de 2018, o PDT oficialmente lançou Ciro Gomes como pré-candidato a presidência da República, na sede do partido, em Brasília.[99]

Formação da equipe do Plano de Governo[editar | editar código-fonte]

Em 7 março de 2018, Ciro Gomes convidou o Professor da Fundação Getúlio Vargas, Nelson Marconi para a sua equipe de governo em evento realizado pela Plataforma TodosComCiro em Brasília.[100] Na mesma semana, Ciro Gomes anunciou que além de Nelson Marconi, sua equipe seria composta pelo Professor Mangabeira Unger, da Universidade de Harvard, e pelo Professor Mauro Benevides Filho da Universidade Federal do Ceará e Secretário da Fazenda do estado do Ceará.[101]

Previsões concretizadas[editar | editar código-fonte]

A desvalorização do real (1998)[editar | editar código-fonte]

Em 1998, Ciro afirmou que o pacote econômico que vinha sendo defendido pelo Governo Federal tinha como objetivo adiar a desvalorização do real para depois das eleições. Ciro acusou o governo de aceitar a popularidade fácil do plano Real e adiar medidas importantes que ajustariam a economia de forma estrutural. Isso, segundo ele, abriria espaço para a crise.[102] Em janeiro de 1999, no primeiro mês do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, o presidente decidiu desvalorizar o real,[103] causando uma grande fuga de capitais no Brasil. Para evitar essa fuga, o governo decidiu elevar as taxas de juros, atingindo patamares históricos de 45% ao ano. O Brasil então experimentou o maior endividamento público da sua história.[104]

Ciro encontrou-se com FHC ainda em janeiro daquele ano, propondo a centralização do câmbio e uma política de alianças mais voltadas para setores da centro esquerda.[105] Na reunião, Ciro defendeu uma adoção de controle sobre a fuga de capitais, e afirmou que “quem estava sangrando o Brasil eram os brasileiros endinheirados”. Um dos principais pontos defendidos por Ciro Gomes foi a renegociação da dívida interna, visando o alongamento da dívida e a redução das taxas de juros, associados a um aumento de poupança interna e a um novo pacto fiscal para o país.[106]

PMDB: Um grande erro do PT (2009)[editar | editar código-fonte]

As críticas de Ciro Gomes a aliança PMDB e a aliança feita pelo PT iniciaram logo após as eleições de 2006.[107] Em 2009, quando pré-candidato à presidência da República pelo PSB, Ciro Gomes passou a dirigir críticas diretas ao PMDB, afirmando que o papel de Michel Temer como presidente da câmara era paralisar a casa e atender às exigências do ex-deputado federal Eduardo Cunha e seu grupo político, do Rio de Janeiro.[108]

Em 2010, Ciro teria concedido entrevista à Rádio Jornal fazendo menção a um prévio envolvimento de Eduardo Cunha em escândalos do governo Fernando Collor (1990-1992) e denunciando como chantagista a postura do ex-deputado perante a Câmara Federal, afirmando que o mesmo se valeria de sua posição como relator da CPMF para exigir do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o direito de indicar a direção de Furnas.[109]

Ainda em 2010, em entrevista ao programa “É notícia” da RedeTV, Ciro disse que “quem manda no PMDB não tem o menor escrúpulo ou republicano” e definiu o partido como um “ajuntamento de bandidos”.[110]

Em 2011, mais uma vez criticou a aliança entre os dois partidos voltando a crítica principalmente ao PMDB de Eduardo Cunha em entrevista concedida à TV Folha. Na ocasião, chamou a coalizão governista de “meritocracia às avessas”, onde o “mais picareta e analfabeto” recebe “mais prestígio”.  Na época, afirmou que o cimento da aliança eram a “fisiologia” e a “expectativa de roubalheira sem nenhuma dúvida”.[111]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Devido ao trabalho de seu pai como defensor público, a família viajou muito pelo país, tanto que Ciro, o filho mais velho da família e seu irmão, Lúcio Gomes, nasceram em Pindamonhangaba (SP), terra de sua mãe, Maria José.[112] Aos quatro anos de idade, mudou-se para Sobral.[113]

Foi casado com Patrícia Saboya Gomes entre os anos de 1983 e 1999, sua aliada política, pedagoga, ex-deputada estadual e senadora pelo Ceará. Com ela, teve três filhos: Lívia, Ciro e Yuri.[114][115]

Também foi casado com a atriz Patrícia Pillar, entre 1999 e dezembro de 2011.[116]

Em 2013, iniciou um relacionamento com com Zara Castro, com a qual teve seu quarto filho, Gael, no ano de 2015.[117]

Desde de 2017 é casado com Giselle Bezerra a produtora de teatro e TV, com passagem pela Rede Globo e Bandeirantes.[118][119]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Quem cobra é ladrão, quem paga é otário[editar | editar código-fonte]

Em 1994, enquanto Ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, causou polêmica ao chamar de "otários" os consumidores que pagavam ágio na compra de automóveis: "Quem paga é otário e quem cobra é ladrão."[31]

Banco do Nordeste[editar | editar código-fonte]

Em 2007, foi divulgado que Victor Samuel Cavalcante da Ponte, amigo pessoal de Ciro e responsável pela arrecadação da campanha dele e de seu irmão Cid Gomes em 2006, e diretor-administrativo do Banco do Nordeste, respondia a processo administrativo por reduzir, por meio de acordo, sem possuir os poderes legais, uma dívida do banco com a empresa Frutas do Nordeste do Brasil S.A. (Frutan) de 65 milhões para 6,6 milhões de reais. Na época do acordo, Ciro havia enviado cartas a empresários dizendo que Ponte falava em seu nome e de seu irmão em relação à contribuição para suas campanhas políticas.[120] Ciro Gomes informou que nunca interveio nas operações do banco e que ligar seu nome ao caso "é forçar notoriamente a barra".[121]

Patrícia Pillar[editar | editar código-fonte]

Ex-marido da atriz Patrícia Pillar, Ciro Gomes protagonizou um episódio controverso na campanha presidencial de 2002. Respondendo a um jornalista que cobria sua campanha e perguntava frequentemente sobre o papel e a possível exploração da imagem de sua esposa (convalescente de um câncer) na sua campanha, declarou que o papel de sua ex-esposa era dos “mais importantes”, pois seria o de “dormir com ele”. Constrangido, Ciro tentou reformular a colocação, indicando que sua intenção era enfatizar que a esposa estava sendo poupada. No entanto, continuaria sendo perguntado sobre o incidente mesmo mais de uma década depois, tendo declarado que a frase teria sido fruto de descontextualização.[122] Também afirmou recentemente em entrevista para o Canal Livre da Bandeirantes que se arrepende muito do comentário "machista", mas principalmente porque ofendeu "o amor da minha vida".[123]

O relacionamento de Patrícia Pillar e Ciro Gomes durou 12 anos e eles se separaram em dezembro de 2011, nove anos depois das eleições de 2002. Mesmo com o fim do casamento, Patrícia já declarou ter muito carinho por Ciro Gomes, declarando inclusive que "ama o Ciro para sempre", deixando claro o companheirismo dos dois.[124]

Em entrevista ao O Globo, em março de 2018, Patrícia Pillar afirmou também que conviveu com Ciro Gomes por 17 anos, e que ele nunca foi machista. Patrícia Pillar explicou o contexto da fala do Ciro e a tensão política eleitoral as vésperas das eleições de 2018, e afirmou que vai votar em Ciro nas eleições de 2018.[125]

Denúncias infundadas[editar | editar código-fonte]

Em 2010, a revista Veja divulgou uma investigação da Polícia Federal sobre o suposto desvio de 300 milhões de reais de verbas do Ministério da Integração Nacional, entre 2003 e 2009, quando Ciro era o titular da pasta, para financiar campanhas políticas. A revista também alegou o suposto envolvimento de Cid Gomes e do político cearense Zezinho Albuquerque no esquema de desvio de recursos.[126] O esquema contaria também com a participação do empresário Raimundo Morais Filho, segundo ele próprio afirmou aos seus advogados, em vídeo obtido pela revista Época.[127] A Polícia Federal emitiu uma nota oficial negando a investigação de Ciro Gomes ou de seu irmão Cid. Revelou ainda que a investigação publicada pela revista corria em segredo de justiça.[128] Em nota, a revista afirma que apesar dos irmãos não serem o alvo da operação, seus nomes constariam nos documentos citados na nota da Polícia Federal, o que confirmaria a reportagem da revista.[129] Em entrevista de 2013 Ciro afirmou que a armação contra ele foi desmontada pelo Ministério Público, revelando como responsáveis pela fraude "Moraisinho" (Raimundo Morais Filho) e um genro do ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa. Afirmou ainda que Morais teria feito delação premiada entregando Roberto Pessoa e o ex-governador Lúcio Alcântara como responsáveis pela armação, e que ambos estariam sendo processados por ele, sendo este último "o único adversário político que eu processei na vida".[130]

Defesa e críticas à Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

No começo de 2016, Ciro defendeu investigação contra Lula na Operação Lava Jato, mas criticou a ação da Polícia Federal,[131] embora tenha defendido o ex-presidente no caso do mensalão em 2005.[132] Durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, ao ser indagado por um manifestante sobre a suposta inocência do ex-Presidente Lula, Ciro respondeu: "Inocente nada, o Lula é um merda".[133] Em junho de 2016, Ciro Gomes criticou a decisão de Dilma Roussef de indicar Lula como Ministro da Casa Civil para evitar a prisão do Lula. Segundo ele, isso foi "um disparate". Ele afirmou que ao invés de usar o aparato presidencial, caso se observasse uma possibilidade de prisão arbitrária, poderia-se formar um grupo de juristas para preparar uma defesa do ex-presidente e então sequestrá-lo até uma embaixada.[134][135] Em 9 de outubro de 2016, participou do III Festival Piauí GloboNews de Jornalismo através de uma entrevista repleta de comentários polêmicos. Afirmou que Lula está no fim de um ciclo político e que "Lula brincou de Deus e se queimou". Ciro também criticou por várias vezes Eduardo Cunha, o chamando de "ladrão" e disparou comentários contra Fernando Henrique, Aécio Neves, José Serra dentre outros políticos. Ciro também disparou contra o presidente Michel Temer o chamando de "golpista salafrário" e voltou a criticar Lula, "botou um canalha de vice da Dilma, um picareta", referenciando Temer.[136][137][138]

Em março de 2017, em entrevista ao jornalista Luis Nassif, Ciro Gomes comentou as supostas arbitrariedades da Lava-Jato e a polêmica condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, por ordem do juiz Sérgio Moro.[139] A razão da condução seria para prestar esclarecimentos sobre a revelação antecipada em seu blog, da ordem judicial de Moro para a condução coercitiva do ex-presidente Lula no ano anterior. O objetivo da condução do blogueiro seria principalmente obter o nome da fonte que repassou a informação. Em resposta às críticas sobre esta ação, que poderia ter ferido o artigo 5.º da Constituição: “É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”, a Justiça paranaense declarou em nota que "A proteção constitucional ao sigilo de fonte protege apenas quem exerce a profissão de jornalista, com ou sem diploma", e que "As diligências foram autorizadas com base em requerimento da autoridade policial e do MPF de que Carlos Eduardo Cairo Guimarães não é jornalista, independentemente da questão do diploma, e que seu blog destina-se apenas a permitir o exercício de sua própria liberdade de expressão e a veicular propaganda político-partidária".[140] O jornalista e também blogueiro Reinaldo Azevedo também criticou a ação, afirmando que "as coisas mudaram um pouco [referindo-se ao advento dos blogs na internet]... a cobertura da Constituição é ampla e clara o bastante para que tal pergunta não tivesse sido feita ao blogueiro."[141] Citando estes fatos, Ciro Gomes, na entrevista a Nassif, afirmou também que a ação feriu a Constituição, e se Moro tentasse prendê-lo, receberia a "turma dele na bala, caso não tivesse feito nada de errado".[139][142] Dias depois, em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada, Ciro Gomes tentou explicar a sua polêmica declaração na entrevista a Nassif: "E se o juiz Moro resolvesse ter amanhecido na casa do William Bonner [apresentador do Jornal Nacional, da Rede Globo] para conduzi-lo coercitivamente sem nenhum tipo de explicação, só para constrangê-lo a dar uma fonte? Como as pessoas reagiriam? Se eu não fiz nada errado, não posso ser preso."[143]

Processos por danos morais[editar | editar código-fonte]

Entre os 80 processos por danos morais a que Ciro Gomes responde, 37 são movidos pelo Senador emedebista Eunício Oliveira (MDB-CE), sendo Fernando Collor e Eduardo Cunha outros dos que movimentam processos contra o ex-governador, o último por ter sido chamado de “o maior bandido do país”. Cunha teve seu processo arquivado contra Ciro.[144] Outros casos envolvem Jair Bolsonaro, que o processou após Ciro acusá-lo de lavagem de dinheiro em uma entrevista concedida a Rádio Jovem Pan, e João Dória que acusou Ciro de calúnia, difamação e injúria. Na ocasião, o juiz responsável não viu configurada a prática dos dois primeiros crimes, remetendo a acusação de injúria para o juizado especial.[145] Ciro alega que suas declarações são somente fruto da liberdade de expressão e que o tempo prova quem está certo.[146]

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), no dia 17 de maio de 2017, confirmou a condenação de Ciro Gomes na ação movida pelo presidente Michel Temer por danos morais. O ex-ministro teve o recurso da ação derrotado por ter chamado o presidente de "ladrão fisiológico" e "chefe de quadrilha" em palestra na Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia (EUA), em abril de 2017.[147] Em outro processo, também movido por Michel Temer, Ciro foi absolvido após chama-lo de "capitão do golpe" em uma entrevista na RedeTV.[148]

Condecorações[editar | editar código-fonte]

  • Título de Cidadão Paulistano, maior honraria do município de São Paulo, em 1995.[15]
  • Medalha Juscelino Kubitscheck - Grau Grande Medalha, Governo de Minas Gerais, 1997.[149]
  • Prêmio Mundial do UNICEF - Troféu Maurice Patê, outorgado ao Governo do Estado e ao povo do Ceará.[149]
  • Medalha da Ordem do Mérito Naval, no Grau de Grande Oficial, outorgada pelo Senhor Presidente da República, no dia 28 de maio de 2003.[149]
  • Medalha do Mérito Militar, no Grau de Grande Oficial, outorgada pelo Senhor Presidente da República, no dia 15 de abril de 2003.[149]
  • Medalha do Pacificador, outorgada pelo Comandante do Exército, no dia 10 de setembro de 2003.[149]
  • Medalha da Ordem do Rio Branco, outorgada pelo Senhor Presidente da República, no Grau de Grã-Cruz, por Decreto de 17 de setembro de 2003.[149]
  • Medalha do Mérito da Defesa, outorgada pelo Senhor Presidente da República no Grau de Grã-Cruz, por Decreto de 21 de novembro de 2003.[149]
  • Medalha Dia de Minas, outorgada pelo Senhor Governador do Estado de Minas Gerais, em 16 de julho de 2009.[150]
  • Medalha do Mérito Farroupilha, maior honraria do parlamento gaúcho, em 11 de setembro de 2009.
  • Medalha do Mérito Manuel Bequimão, honraria do parlamento maranhense, em 14 de dezembro de 2009.
  • Medalha do Mérito Industrial, FIEC/2011.[151]
  • Medalha Boticário Ferreira, a maior honraria do legislativo de Fortaleza, 28 de abril de 2014.[152]
  • Título Honorífico de Cidadão Goianiense, em 24 de junho de 2016.[153]
  • Medalha da Abolição, maior honraria do Estado do Ceará, outorgada pelo Senhor Governador do Estado do Ceará, em 24 de março de 2017.[154]
  • Tiítulo de Cidadão Petropolitano, em 26 de março de 2018.[155]

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

Ciro Gomes é também autor de livros na área de Economia política:

  • No País dos Conflitos (1994) - co-autoria com Miriam Leitão et al, Editora Revan,[156] ISBN 857106069X. Em sua primeiria publicação, Ciro Gomes se submeteu a uma sabatina de cinco dos mais importantes jornalistas do país naquela época: Ancelmo Góis, Geneton Moraes, Marcelo Pontes, Miriam Leitão e Suely Caldas. O livro apresenta ainda opiniões de Ciro Gomes sobre políticos como Brizola, José Serra e Orestes Quércia, e sobre bastidores da política.[157]
  • O Próximo Passo – Uma Alternativa Prática ao Neoliberalismo (1996) - co-autoria com Mangabeira Unger, Editora Topbooks,[158] ISBN 9788586020360
  • Um Desafio Chamado Brasil (2002), Editora Record,[159] ISBN 9788520005491, reúne uma série de artigos escritos por Ciro para os jornais O Estado de São Paulo e o Jornal da Tarde entre 1995 e 1999.[160]

Cronologia de vida[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo da vida de Ciro Gomes.jpg

Referências

  1. «Ciro Gomes discute momento brasileiro histórico na FESPSP». FESPSP. 9 de junho de 2016. Consultado em 18 de março de 2018. 
  2. Gadelha, Igor (18 de março de 2017). «Carlos Lupi é reeleito presidente do PDT até 2019; Ciro será vice-presidente». Política. Estadão. Consultado em 22 de março de 2017. 
  3. «Ciro Gomes: Pré-candidato às eleições de 2018, ex-ministro é conhecido pela "língua afiada" e declarações polêmicas». ÉPOCA. 26 de setembro de 2017. Consultado em 9 de janeiro de 2018. 
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