Ciro Nogueira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes confiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. (desde junho de 2017) Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Ciro Nogueira
Senador  Piauí
Período 1º de fevereiro de 2011
até a atualidade
Deputado federal  Piauí
Período 1º de fevereiro de 1995
até 31 de janeiro de 2011
Dados pessoais
Nascimento 21 de novembro de 1968 (48 anos)
Teresina Teresina, PI
Alma mater Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Partido PFL (1985–1999)
PPB (1999–2003)
PP (2003–presente)
Profissão advogado e empresário

Ciro Nogueira Lima Filho (Teresina, 21 de novembro de 1968) é um advogado, empresário e político brasileiro. Exerce atualmente o seu primeiro mandato de senador pelo Piauí e a presidência nacional do PP.[1][2]

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

Filho de Ciro Nogueira Lima e Eliane e Silva Nogueira Lima, é advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro tendo iniciado sua vida pública como herdeiro de uma família com larga tradição política no Piauí: seu avô paterno, Manuel Nogueira Lima, foi prefeito de Pedro II nomeado logo após a Revolução de 1930 e seu pai foi eleito deputado federal por duas legislaturas, além de outros familiares que ingressaram na política. Seu tio Etevaldo Nogueira foi eleito deputado federal pelo estado do Ceará em 1986 e 1990.

Ingresso na Política[editar | editar código-fonte]

Filiado ao antigo PFL, sucedeu ao pai como deputado federal sendo eleito em 1994, com 26 anos, e reeleito em 1998. Em 2000, foi candidato a prefeito de Teresina. Vendo suas pretensões minarem ante a decisão do pleito, já em primeiro turno, entrementes dividindo seu tempo como candidato entre a política e o time do Ríver Atlético Clube, do qual foi presidente, perdeu a disputa rumo ao Palácio da Cidade. Reeleito deputado federal em 2002 deixou o partido a que pertencia e ingressou no PP a convite de seu sogro, o médico e político Lucídio Portela, conquistando um novo mandato de deputado federal em 2006.

Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Ciro candidatou-se à Presidência da Câmara em 2009, disputando a sucessão de Arlindo Chinaglia, contra Aldo Rebelo e Michel Temer. Este último sagrou-se vencedor da disputa, e hoje é o atual presidente do Brasil.

Eleição para senador e corrupção[editar | editar código-fonte]

Já filiado ao PP, é eleito senador da República, com 695.000 votos, em 2010, para uma das duas vagas do pleito, tendo o empresário João Claudino Fernandes como suplente. A outra foi conquistada por Wellington Dias, eleito com quase 1 milhão de votos. Na condição de membro da CPMI do Cachoeira, foi um dos 18 votos que rejeitou o relatório oficial para a comissão. O relatório alternativo endossado pelo senador e mais 20 membros da comissão sugeriu a continuidade das investigações por parte do Ministério Público e da Polícia Federal, mas sem nenhum indiciamento ou responsabilização penal.[3] À época dos trabalhos na CPI mista, a divulgação de gravações íntimas de sua então assessora parlamentar Denise Leitão Rocha levou o nome do senador à evidência midiática.[4]

Em 2016, o senador Ciro Nogueira volta a se envolver em novos escândalos, apontado por Cláudio Mello Filho, do Conselho da Construtora Odebrecht , de ter recebido propina para as campanhas de 2010 e 2014, beneficiando a ele próprio e sua esposa, a deputada federal Iracema Portela, também do PP, partido a qual Ciro preside nacionalmente, e que teria pedido propina para financiar campanhas do partido por todo o país no valor de R$ 5 milhões. O senador também recebeu propina da Construtora UTC, no valor de R$ 2 milhões, em 2014, em troca de favorecê-la em obras púbicas. A Polícia Federal pediu seu indiciamento ao Supremo Tribuna Federal.[5]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SANTOS, José Lopes dos. Política e Políticos: Eleições 86. Vol. III. Teresina: Gráfica Mendes, 1988.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]