Ciro Nogueira

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Ciro Nogueira
Senador pelo Piauí
Período 1º de fevereiro de 2011
até a atualidade
Deputado federal por Piauí
Período 1º de fevereiro de 1995
até 31 de janeiro de 2011
Presidente Nacional do Progressistas
Período 11° de abril de 2013
até atualmente
Dados pessoais
Nascimento 21 de novembro de 1968 (52 anos)
Teresina Teresina, PI
Alma mater Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Partido PFL (1985-1999)
PP (1999-presente)
Profissão advogado e empresário
Assinatura Assinatura de Ciro Nogueira
Serviço militar
Condecorações Medalha Santos-Dumont[1]

Ciro Nogueira Lima Filho (Teresina, 21 de novembro de 1968) é um advogado, empresário e político brasileiro. Exerce atualmente o seu segundo mandato de senador pelo Piauí e a presidência nacional do PP.[2][3]

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

Filho de Ciro Nogueira Lima e Eliane e Silva Nogueira Lima, é advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro tendo iniciado sua vida pública como herdeiro de uma família com larga tradição política no Piauí: seu avô paterno, Manuel Nogueira Lima, foi prefeito de Pedro II nomeado logo após a Revolução de 1930 e seu pai foi eleito deputado federal por duas legislaturas, além de outros familiares que ingressaram na política. Seu tio Etevaldo Nogueira foi eleito deputado federal pelo estado do Ceará em 1986 e 1990.

Ingresso na Política[editar | editar código-fonte]

Filiado ao antigo PFL, sucedeu ao pai como deputado federal sendo eleito em 1994, com 26 anos, e reeleito em 1998. Em 2000, foi candidato a prefeito de Teresina. Vendo suas pretensões minarem ante a decisão do pleito, já em primeiro turno, entrementes dividindo seu tempo como candidato entre a política e o time do Ríver Atlético Clube, do qual foi presidente, perdeu a disputa rumo ao Palácio da Cidade. Reeleito deputado federal em 2002 deixou o partido a que pertencia e ingressou no PP a convite de seu sogro, o médico e político Lucídio Portela, conquistando um novo mandato de deputado federal em 2006.

Ciro candidatou-se à Presidência da Câmara em 2009, disputando a sucessão de Arlindo Chinaglia, contra Aldo Rebelo e Michel Temer.

Já filiado ao PP, é eleito senador da República, com 695.000 votos, em 2010, para uma das duas vagas do pleito, tendo o empresário João Claudino Fernandes como suplente. A outra foi conquistada por Wellington Dias, eleito com quase 1 milhão de votos. em 2018 foi reeleito ao Senador Federal com mais de 895.000 votos estendendo seu mandado até 2027 tendo sua Mãe Eliane e Silva Nogueira Lima como primeira Suplente e Gil Paraibano com segundo Suplente. Na condição de membro da CPMI do Cachoeira, foi um dos 18 votos que rejeitou o relatório oficial para a comissão. O relatório alternativo endossado pelo senador e mais 20 membros da comissão sugeriu a continuidade das investigações por parte do Ministério Público e da Polícia Federal, mas sem nenhum indiciamento ou responsabilização penal.[4] À época dos trabalhos na CPI mista, a divulgação de gravações íntimas de sua então assessora parlamentar Denise Leitão Rocha levou o nome do senador à evidência midiática.[5]

Em 2016, o senador Ciro Nogueira volta a se envolver em novos escândalos, apontado por Cláudio Mello Filho, do Conselho da Construtora Odebrecht , de ter recebido propina para as campanhas de 2010 e 2014, beneficiando a ele próprio e sua esposa, a deputada federal Iracema Portela, também do PP, partido a qual Ciro preside nacionalmente, e que teria pedido propina para financiar campanhas do partido por todo o país no valor de R$ 5 milhões. O senador também recebeu propina da Construtora UTC, no valor de R$ 2 milhões, em 2014, em troca de favorecê-la em obras púbicas. A Polícia Federal pediu seu indiciamento ao Supremo Tribuna Federal.[6]

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[7] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[8]

Em outubro de 2017 votou a favor da manutenção do mandato do senador Aécio Neves derrubando decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no processo onde ele é acusado de corrupção e obstrução da justiça por solicitar dois milhões de reais ao empresário Joesley Batista.[9][10]

Investigação na Lava-Jato[editar | editar código-fonte]

O senador é investigado, no âmbito da Operação Lava-Jato, por organização criminosa em suspeita de um esquema de desvios na Petrobras[11]. O caso corre no STF que ainda está por decidir se indicia o senador[12]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SANTOS, José Lopes dos. Política e Políticos: Eleições 86. Vol. III. Teresina: Gráfica Mendes, 1988.

Referências

  1. «Relação de Agraciados do Mérito Santos-Dumont» (PDF). Força Aérea Brasileira (pdf). Consultado em 8 de setembro de 2020 
  2. «Divulgação de Registro de Candidaturas Eleições 2010». TSE. Arquivado do original em 21 de abril de 2016 
  3. Ciro Nogueira é o novo presidente do PP Nacional[ligação inativa]
  4. «CPMI do Cachoeira conclui trabalhos sem responsabilizar suspeitos - Câmara Notícias - Portal da Câmara dos Deputados». www2.camara.leg.br. Consultado em 12 de maio de 2016 
  5. «Ciro Nogueira elogia eficiência de 'Furacão da CPI', mas diz que precisa de uma assessora e não uma celebridade». Extra Online. Consultado em 12 de maio de 2016 
  6. «Polícia Federal pede indiciamento do senador Ciro Nogueira». revistaepoca.globo.com 
  7. Bol (13 de dezembro de 2016). «Confira como votaram os senadores sobre a PEC do Teto de Gastos 155 Do UOL, em São Paulo». Consultado em 16 de outubro de 2017 
  8. Redação - Carta Capital (11 de julho de 2017). «Reforma trabalhista: saiba como votaram os senadores no plenário» 
  9. «Veja como votou cada senador na sessão que derrubou afastamento de Aécio». Consultado em 17 de Outubro de 2017 
  10. «Janot denuncia Aécio Neves ao STF por corrupção e obstrução da Justiça». Consultado em 17 de Outubro de 2017 
  11. «Fachin vota na Segunda Turma do STF a favor de tornar réus políticos do PP; julgamento é adiado». G1. Consultado em 3 de julho de 2019 
  12. «Fachin prorroga investigação sobre Ciro Nogueira por 60 dias». G1. Consultado em 3 de julho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]