Cirurgia de redesignação sexual

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A cirurgia de redesignação sexual (CRS) é o procedimento cirúrgico pelo qual as características sexuais/genitais de nascença de um indivíduo são mudadas para aquelas socialmente associadas ao gênero que ele se reconhece. É parte, ou não, da transição física de transexuais e transgêneros.

Introdução[editar | editar código-fonte]

Outros termos para CRS incluem: cirurgia de redesignação de gênero, cirurgia de reconstrução sexual, cirurgia de reconstrução genital, cirurgia de confirmação de gênero e, mais recentemente, cirurgia de afirmação de sexo. Os termos comumente usados "mudança de sexo" ou "operação sexual" são considerados imprecisos. Os termos genitoplastia de feminilização e genitoplastia de masculinização são mais usados na literatura médica, em alguns países.[1]

Para as mulheres trans (MtF — Male to Female em inglês), a cirurgia de redesignação sexual envolve essencialmente a reconstrução dos genitais (embora outros procedimentos possam ocorrer; em muitos casos, algumas mulheres decidem não se submeter à cirurgia de redesignação genital), enquanto que nos homens trans (FtM — Female to Male em inglês), ela compreende um conjunto de cirurgias, incluindo remoção dos seios, reconstrução dos genitais e lipoaspiração. A retirada dos seios é frequentemente o único procedimento a que eles se submetem, além da histerectomia, principalmente porque as técnicas atuais de reconstrução genital para homens trans ainda não criam genitais com uma qualidade estética e funcional satisfatória. Muitos optam por fazer uma faloplastia (ou mais precisamente uma metoidioplastia) com médicos renomados do exterior. Para mulheres trans, a cirurgia de feminilização facial e o aumento de seios são passos do processo de redesignação sexual.

Durante a construção da neovagina, em algumas técnicas cirúrgicas de redesignação sexual em mulheres trans, a glândula bulbouretral, bem como a próstata, são mantidas para possibilitar que a neovagina tenha alguma lubrificação natural.

No Brasil, o cirurgião Jalma Jurado foi o que mais fez transgenitalizações de mulheres trans: ao todo, mais de 500 cirurgias.[2] Contudo, a primeira cirurgia do país foi realizada em 1971 pelo cirurgião Roberto Farina. A polêmica gerada pelo caso o levou a ser condenado em 1978 a dois anos de reclusão sob alegação de haver infringido o disposto no artigo 129, § 2°, III, do Código Penal Brasileiro. O processo foi movido pelo Conselho Federal de Medicina, que o acusou de “lesões corporais”.[3]

Vaginoplastia em mulheres[editar | editar código-fonte]

Vaginoplastia não reconstrutiva ("rejuvenescimento vaginal").

Geralmente é uma cirurgia feita em mulheres com a Síndrome de Rokitansky, que é o nascimento sem a abertura do canal vaginal (agênese vaginal), que ocorre em um a cada 5.000 — 7.000 nascimentos de bebês do sexo feminino. O intuito é criar um canal vaginal que tenha aparência e funções sexuais de uma vagina biológica.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Na sociedade ocidental as cirurgias de redesignação sexual são recentes:[4]

  • 1931 - A primeira cirurgia de readequação sexual é apresentada para Lili Elbe pelo Instituto Hirschfeld de Ciência Sexual, em Viena.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Identidade de gênero: Cirurgias de mudança de sexo são realizadas pelo SUS desde 2008. Portal Brasil, 6 de março de 2015.
  2. Revista TPM
  3. Site Terra – Notícias
  4. Cristiane Segatto. «Nasce uma Mulher». Época. Consultado em 6 de abril de 2008 
  5. Conjur A cirurgia para mudança de sexo e o preconceito no Brasil. Página visitada em 25-09-2009.
  6. Justiça obriga SUS a realizar cirurgia de mudança de sexo. Folha Online, 16 de agosto de 2007.


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